31.5.13

Caldas / Oeste


O Auditório Municipal das Caldas da Rainha recebeu a direcção da APRe! 
e os seus amigos e associados desta cidade. 

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Mais de cem pessoas preencheram a Auditório Municipal das Caldas da Rainha para participarem  numa sessão de apresentação da Associação, nesta cidade.
A direcção da APRe! foi representada pelo vice-presidente Fernando Martins e pelos dirigentes José Vieira Lourenço e Pedro Martins.
As autoridades locais responderam com a presença do vice-presidente da Câmara, Dr. Tinta Ferreira, vereador municipal, Eng.º Delfim Azevedo e presidente da Junta da Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, Sr. Vasco Oliveira.
A reunião foi aberta com uma intervenção do senhor vice-presidente da Câmara que declarou o seu apreço pela organização de grupos de cidadãos que, como o nosso, têm uma importância relevante no pulsar da nação.
As exposições feitas pelos dirigentes da APRe! foram de encontro à curiosidade geral, sobre os fins e as actividades que a Associação vem desenvolvendo por todo o país e junto das instâncias do poder.   
A sessão prolongou-se, em muito, para além do tempo previsto, como resultado do grande número de intervenções da plateia, na fase do debate. Uma participação numerosa e qualificada.
A direcção da APRe! felicita vivamente os dinamizadores locais pelo trabalho que têm desenvolvido e pela mobilização que foi possível realizar nesta primeira apresentação.
Ao Carlos Alberto Pereira, ao João Roque, ao Arlindo Rosendo, ao Fernando Santa Bárbara, ao Vitor Silva, à Francisca Leite e a todos quantos com eles colaboram, deixamos o nosso abraço de agradecimento. 

Hoje, Caldas da Rainha


30.5.13

Aula Magna


Rosário Gama fez hoje uma comunicação na sessão pública "Libertar Portugal da Austeridade", realizada na Aula Magna, em Lisboa.

Em Coimbra


Estes reputados conferencistas, Raquel Varela e Pedro Nogueira Ramos, trouxeram importantes contributos para a luta pelos direitos dos reformados. 
Aqui fica o nosso agradecimento.

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“ Estado Social – Sustentabilidade”. Conferência/debate

Decorreu no dia 30 de Maio, no Instituto Português da Juventude, em Coimbra, a conferência/debate “ Estado Social – Sustentabilidade”. Foram oradores a Doutora Raquel Varela, do Instituto de História Contemporânea, da UNL, e o Doutor Pedro Nogueira Ramos da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.
Abriu a sessão a Presidente da APRe! Maria do Rosário Gama, que apresentou os conferencistas e deu algumas informações sobre a programação de novas acções da APRe!.
A doutora Raquel Varela fez uma apresentação sucinta sobre a construção da Segurança Social em Portugal, fruto da revolução de 1974 e das lutas dos trabalhadores. No regime anterior havia apenas associações assistencialistas que não tinham carácter universal. Sobre a sustentabilidade da Segurança Social e a questão que tanto insistem em repetir da relação entre o número de não activos e de activos, Raquel Varela afirmou que esta variável demográfica pode alterar-se através da criação de emprego e da relação entre a esperança média de vida e as relações laborais. Foi ainda referido o desinvestimento do Estado na Segurança Social e a sua descapitalização usando o capital acumulado para empréstimos a instituições financeiras visando a compra de dívida pública.
O Doutor Pedro Nogueira Ramos na sua comunicação debruçou-se sobre a forma como os números e a estatística podem ser alvo de vários leituras de acordo com aquilo que se pretende apresentar. Quando analisados de forma séria, os números apresentados como indicadores económicos sustentáveis “confessam” muitas verdades escondidas. Em apreço esteve a forma como se contabilizam os não activos na estatística geral. O doutor Pedro Ramos acrescenta aos não activos maiores de 65 anos e aos desempregados, os jovens até aos 25 anos, altura em que maioritariamente entram no mercado de trabalho, e que não são sustentados pelo Estado mas sim pela chamada economia familiar. Assim contabilizados as variáveis alteram-se e os resultados são significativamente diferentes. É preciso acabar com a falácia da fatalidade demográfica.
Os dois conferencistas concordaram em que a sustentabilidade do Estado Social, está directamente relacionada com o aumento do emprego e com o aumento da produtividade. Numa economia em recessão não há crescimento económico, e sem crescimento não há emprego. Só uma alteração profunda das políticas económicas actuais pode mudar o rumo e trazer alguma esperança a um povo que vive nos limites da sobrevivência e se vê permanentemente espoliado dos seus direitos e quebrado o contrato social que estabeleceu com o Estado.
Após as apresentações decorreu um debate muito participado e que trouxe novos elementos para a discussão. Encerrou a sessão o vice-presidente da APRe! Fernando Martins.

Isabel Luciano

Pausa

Hoje, em Coimbra



Caros associados

No dia 30 de Maio, às 18h, no Auditório do Instituto da Juventude em Coimbra (Rua Pedro Monteiro), a APRe! organiza uma sessão/debate sobre o Tema “Estado Social, Sustentabilidade” com os seguintes convidados:

- RAQUEL VARELA, Investigadora do Instituto de História Contemporânea, UNL, e coordenadora do livro “Quem paga o Estado Social em Portugal”, Bertrand;
- PEDRO RAMOS, Professor catedrático da Faculdade de Economia da UC, e autor do livro “Torturem os Números que eles Confessam”, Liv. Almedina.

Apelamos à sua presença e à presença de outros amigos que queira convidar.

A presidente da Direção
Maria do Rosário Gama

28.5.13

Cascais


Cascais
Sustentabilidade do Estado Social

APRe! no 1 de Junho


COIMBRA

VAMOS INICIAR JUNHO COM “LUTAS DA APRE!” 

1 DE JUNHO 

MANIFESTAÇÃO INTERNACIONAL DOS POVOS EUROPEUS CONTRA AS MEDIDAS DE AUSTERIDADE E O ATAQUE AO ESTADO SOCIAL 

COIMBRA

ENCONTRAMO-NOS NA PRAÇA DA REPÚBLICA 

TODOS À PRAÇA DA REPÚBLICA PELAS 15H00 DE BONÉ, GUARDA –CHUVAS
 (AGORA GUARDA-SÓIS) E T-SHIRTS! 

IMAGINAÇÃO AO PODER: VAMOS FAZER CARTAZES CRIATIVOS! 

APRe!


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PORTO

VAMOS INICIAR OUTRAS FORMAS DE LUTA EM JUNHO

1 DE JUNHO

MANIFESTAÇÃO INTERNACIONAL DOS POVOS EUROPEUS CONTRA AS MEDIDAS DE AUSTERIDADE E O ATAQUE AO ESTADO SOCIAL

PORTO

ENCONTRAMO-NOS NA CORDOARIA E VAMOS EM MANIFESTAÇÃO PARA A AVENIDA DOS ALIADOS

TODOS À CORDOARIA PELAS 14H DE BONÉ E T-SHIRTS!

IMAGINAÇÃO AO PODER: VAMOS FAZER CARTAZES CRIATIVOS! 

CONCENTRAÇÃO JUNTO DA BANCA DA 

APRe!


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LISBOA

VAMOS INICIAR JUNHO COM “LUTAS DA APRE!” 

1 DE JUNHO 

MANIFESTAÇÃO INTERNACIONAL DOS POVOS EUROPEUS CONTRA AS MEDIDAS DE AUSTERIDADE E O ATAQUE AO ESTADO SOCIAL 

LISBOA

ENCONTRAMO-NOS NA AVENIDA DA REPÚBLICA PELAS 17 HORAS 

 DE BONÉ, GUARDA –CHUVAS (AGORA GUARDA-SÓIS) E T-SHIRTS! 

IMAGINAÇÃO AO PODER: VAMOS FAZER CARTAZES CRIATIVOS! 

APRe!

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FARO


Atenção!

Solicita-se aos associados da APRe!- Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados que, caso participem na manifestação, enverguem as t-shirts e/ou os bonés da nossa Associação, de forma a permitir a sua visibilidade.

APRe!Algarve
Maria da Conceição Andrade

Todos Juntos


DESCER À RUA, TODOS JUNTOS!

Onde quer que possamos estar, é preciso que se faça ouvir o grito de revolta contras as medidas injustas e cruéis que este Governo ameaça fazer cair sobre os Aposentados, Pensionistas e Reformados. As reduções, as taxas, mais sobre uns do que sobre outros, tentar colocar pensionistas contra aposentados; criar a confusão ao lançar seniores contra jovens; quebrar a coesão nacional, nos espaços e públicos e dentro das nossas casas, no meio das nossas famílias. A estratégia é dividir mas nós não nos deixaremos iludir. Uma única palavra resume a actuação do Governo: indignidade. É preciso gritar bem alto a nossa revolta e a nossa oposição. Não, nós não somos descartáveis. Também somos credores, queremos as nossas vidas, queremos os nossos direitos respeitados.
No dia 1 de Junho vamos descer à rua. Juntos com outros portugueses descontentes como nós, lado a lado com companheiros espanhóis, gregos, italianos, irlandeses, belgas ou franceses, na luta contra este regime de austeridade que ignora os portugueses e atira Portugal para a pobreza, que coloca Portugal à mercê da alta finança e dos grandes interesses internacionais. Nós queremos de volta “O dia inicial inteiro e limpo”, queremos tomar conta do nosso destino.

Não somos descartáveis! Temos direitos e dignidade, exigimos respeito!

REFORMADOS UNIDOS CONTRA A TROIKA

Chaves


Apre – Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados
Movimento cívico chega a Chaves

Norberto Cardoso, professor reformado, tem como missão angariar por terras flavienses associados para a APRE, criada para defender os direitos dos aposentados, pensionistas e reformados. Os cortes nas pensões, uma questão que começou a ser falada ainda nas previsões para o Orçamento de Estado para 2013 e a falta de uma estrutura que representasse os reformados, aposentados e pensionistas, levou à criação de um movimento cívico em Outubro do ano passado. Fundado em Coimbra, tendo como coordenadora uma a professora reformada, Maria do Rosário Gama, a APRE – Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados, surge como um meio de protesto e reivindicação, à margem de qualquer organização política e sindical, de forma a garantir os seus direitos consignados na Constituição.
Apesar de ainda jovem, aquela associação já se fez ouvir em inúmeras instâncias, entidades e responsáveis governamentais, tal como comentou com A Voz de Chaves, Norberto Cardoso, que dirigirá o núcleo daquela associação em Chaves, que procura associados flavienses. “É preciso perceber que não é um movimento de uma classe profissional, é para todos, seja de reformados de reformas de 300 euros, ou 1500, o que for”, esclareceu Norberto Cardoso.
O movimento cívico nasceu para funcionar como “grupo de pressão” que defenda os interesses de todos os reformados e pensionistas do país, já que para os organizadores “não há nenhum movimento suprapartidário e à margem de sindicatos que defenda os pensionistas”.
Só a petição pública apresentada na Assembleia da Republica no início da criação da associação compilou mais de 10 mil assinaturas, recolhidas no espaço de 10 dias, afiançou Norberto Cardoso.
A ideia é agora juntar o maior número de associados possíveis para “falar mais alto”, em nome dos direitos dos pensionistas, reformados e aposentados, abrangendo todas as áreas profissionais.

Cátia Mata
(@tual - Diário do Alto Tâmega e Barroso)

27.5.13

O Cisma Grisalho

Um Governo que não respeita os velhos não pode fazer-se respeitar. Em Dezembro passado, talvez ainda se recordem, Passos Coelho disse que os reformados mais bem pagos «descontaram para ter reformas, mas não aquelas reformas», o que representava, para começar, um escasso conhecimento do sistema contributivo; e, para acabar, uma crítica directa e violenta ao Presidente da República e à presidente da Assembleia da República.
Que os mais altos titulares prefiram auferir as reformas que já tinham do que os salários dos seus cargos, porque são mais chorudas, parece-me, para usar uma expressão eufemística e muito lusitana, uma tristeza. E um péssimo exemplo, também. Mas não é isso que está agora em causa.
Trata-se, como sintetizou Paulo Portas com aquele seu talento para criar expressões de impacto, de um «cisma grisalho». Um cisma, porque põe os portugueses de maior idade contra os mais novos, ainda por cima num tempo em que, por estarem condenados à precariedade laboral ou ao desemprego, os de meia-idade mais precisam dos velhotes: do seu apoio moral, da sua serenidade e das suas poupanças.
Os jovens cresceram com os programas Erasmus e com uma escola pública progressivamente mais apetrechada – as mentiras que se têm escrito sobre a falta de qualidade da educação em Portugal bradam aos céus e às estatísticas – e têm facilidade em mover-se pelo mundo.
A geração intermédia, que tem casas para pagar, filhos adolescentes e pais doentes, que não cabe nos ‘projectos’ nem nos prémios para jovens, está completamente abandonada.
Penalizar os velhos, destruir-lhes as economias e as esperanças, é atirar mais uma pedra não aos seus netos – que, em última análise, virarão as costas a Portugal – mas aos seus filhos, que lutam diariamente para equilibrar o país, as contas e as vidas dos outros.
São esses, em rigor, os portugueses grisalhos: têm metade da cabeça branca e a outra metade escura, como as noites em que não dormem a pensar no que terão de fazer para merecerem chegar à velhice.
A retroactividade é a recusa de qualquer modelo de confiança. Significa que todos os compromissos podem ser deitados ao lixo, todas as regras podem ser queimadas.
A pura possibilidade de recurso a mecanismos de alteração nas reformas estabelecidas – chame-se-lhes taxa de sustentabilidade, mesada para trinetos ou ajudadeira, como se dizia no feudalismo – é, desde o momento em que é concebida, uma traição.
E arrasta um problema suplementar, no qual me parece que os alvitreiros desta hipótese nem sequer cuidaram: mina em definitivo a credibilidade da política. É com ‘ideias’ destas que se cria o cenário e o terreno onde florescem os ditadores salvíficos, despojados do manto ‘sujo’ das ideologias e movidos somente pela lascívia do mando.
Não creio que nenhum dos actuais governantes tenha este perigosíssimo perfil – embora o actual primeiro-ministro tenda a considerar-se o mártir-mor da redenção nacional. Compreendo que lhe seja difícil encarar o dia-a-dia de outra maneira. Mas da traição, por muito que se diga e chore, não há regresso.

Inês Pedrosa

26.5.13

Almada


APRe! - Reunião do Núcleo de Almada-Seixal

Realizou-se no dia 21 uma Reunião deste Núcleo no auditório da Escola Secundária Cacilhas Tejo. A sala estava bem preenchida. Prevê-se que este Núcleo venha a ter uma enorme progressão.
Está já marcado para 7 de Junho um grande debate a realizar na Sala Pablo Neruda.

Bom senso

BOM SENSO, precisa-se…

O termo “Bom senso”, como facilmente se depreende, é constituído por duas palavras de origem latina, “bonus -> bom” e “ sensus -> sentido, sensação, pensamento”, sendo considerado em termos gerais como «o equilíbrio nas decisões ou nos julgamentos em cada situação que se apresenta».
Torna-se, assim, por demais evidente a grande dificuldade em caracterizar o comportamento humano dentro destes parâmetros ideais, já que as próprias noções de “equilíbrio” e de “julgamento” são, por si sós, de difícil análise e quantificação. Tal como as noções de “estética” e de “beleza”, a sua apreciação por parte do ser humano é de impossível avaliação quantitativa e, mesmo a avaliação qualitativa depende de cada um.
Ninguém consegue solicitar numa qualquer loja 1 Kg de “Bom senso”, na mesma medida que ninguém consegue dizer que esta ou aquela pintura é 10% melhor do que outra.
Feita esta aparente lógica apresentação, somos levados a perguntar-nos se o conceito em apreço é privilégio do racional ou, pelo contrário, se estende igualmente aos seres ditos irracionais. E torna-se claro que a irracionalidade, por demasiadas vezes praticada pelos que se assumem como racionais, apesar de humanos, exclui naturalmente do domínio dos primeiros a possibilidade de usarem de “Bom senso” na sua vida quotidiana.
Resta-nos, portanto, desejar que os seres ditos humanos e racionais possuam a capacidade de actuar, na sua vida quotidiana, de acordo com o princípio do «equilíbrio» nas suas decisões e julgamentos, o que os distinguirá da irracionalidade.
Chegados a este ponto, perguntar-me-ão certamente: e a que propósito vem toda esta lenga lenga sobre um conceito de difícil avaliação? E eu, respondo – o “Bom senso”, só por si, não basta para que as nossas acções se desenvolvam num determinado sentido e com um propósito determinado. Para isso, necessitamos de o complementar com aquilo a que chamamos “inteligência” e sabendo que, já desde Darwin, se admitia a necessidade de ampliar o conceito tradicional, ligado essencialmente às simples capacidades cognitiva e de memorização, através de um novo conceito mais ligado à capacidade de sociabilização a que mais recentemente se decidiu chamar “inteligência emocional” (Payne, W. L. 1983/1986).
Aqui chegados, torna-se evidente que os seres ditos humanos e racionais, para atingirem com êxito qualquer objectivo a que se proponham, devem conjugar o uso destes dois conceitos – a INTELIGÊNCIA e o BOM SENSO.
Imaginemos uma batalha em que um dos contendores se apresenta fortemente armado, auxiliado por estrategas de nomeada, pagos a peso de ouro, e em que o seu oponente só dispõe de um exército de elementos mal preparados, mal nutridos, enfraquecidos pelo cansaço de embates anteriores contínuos.
Será inteligente e de bom senso que estes últimos se atirem para a frente de batalha de peito feito, sem estratégia nem coordenação e liderança forte e coesa?
Será inteligente e de bom senso que estes últimos deixem que o forte adversário saiba, ou anteveja, a sua eventual estratégia para compensar o diferencial de capacidades entre os dois?
Será inteligente e de bom senso que estes últimos não cuidem devidamente em acautelar a não existência entre eles de eventuais elementos adversários infiltrados nas suas hostes?
E, numa luta em que se apresente como principal arma a «força da razão», será inteligente e de bom senso que estes últimos ofereçam ao adversário, “de bandeja”, razões para que essa arma da razão possa ser posta em causa? Arma da razão que se pretende que seja comum a TODOS os elementos e locais onde este exército esteja presente?
E que se ofereça essa arma da razão ao adversário mesmo dentro das nossas muralhas? Do nosso próprio castelo?
Uma vez que vos considero a todos, dirigentes e associados, dotados da referida inteligência e bom senso que a luta que travamos impõe, espero que estas palavras sirvam para uma reflexão profunda sobre a nossa actuação e que essa reflexão reforce a UNIÃO, VONTADE e DETERMINAÇÃO que irão ser necessárias nas batalhas que teremos de travar pelo sucesso da nossa APRe!

Carlos Ponce 
APRe! nº 378

25.5.13

Protesto

Em Belém

A concentração organizada pela CGTP levou hoje alguns milhares de trabalhadores e reformados à zona de Belém, em Lisboa, para exigir a demissão do Governo a Cavaco Silva. Arménio Carlos considerou que esta manifestação foi “uma das maiores jornadas de luta em Lisboa”. Contudo, ao contrário do previsto, os manifestantes não puderam reunir-se perto do Palácio de Belém, residência oficial do Presidente da República, e juntaram-se perto do Mosteiro dos Jerónimos.
“Mais do que salvar a coligação do Governo, como pretende o Presidente da República, estamos aqui a manifestar-nos para salvar o país de uma política que inferniza as nossas vidas e hipoteca o futuro colectivo da nação”, afirmou Arménio Carlos durante a sua intervenção. Aproveitou para censurar o líder do CDS-PP, Paulo Portas. “Afirma-se como defensor dos reformados, mas não nos esquecemos que foi o CDS que deu cobertura a medidas que atingem esta camada”, disse, indicando os cortes nos subsídios como exemplo. 

Cascais


1 de Junho


Protesto Internacional
Povos Unidos Contra a Troika

A Europa está sob um violento ataque do capital financeiro que se faz representar pela troika (FMI, BCE, CE) e pelos sucessivos governos que aplicam as políticas concertadas com estas entidades desprezando as pessoas. Sabemos que esta ofensiva aposta em vergar os povos, tornando-os escravos da dívida e da austeridade. Atravessa a Europa e também deve ser derrotada pela luta internacional.
Cada um de nós, em cada país, em cada cidade, em cada casa, com as suas especificidades, sente na pele as medidas que aniquilam direitos conquistados ao longo de décadas, medidas que agravam o desemprego, que privatizam tudo o que possa ser rentável e condicionam a soberania dos países sob a propaganda da “ajuda externa”. É urgente que unamos as nossas forças para melhor combatermos este ataque.
O apelo que lançámos para uma manifestação internacional descentralizada circulou entre dezenas de movimentos em Espanha, França, Itália, Grécia, Chipre, Irlanda, Inglaterra, Escócia, Alemanha, Eslovénia… Na reunião de hoje, 26 de Abril, em Lisboa, estiveram presentes companheiros e companheiras de vários países da Europa, que discutiram em conjunto esta proposta.
Assim, hoje sai consensualizado a nível internacional que sairemos à rua no próximo dia 1 de Junho: Povos unidos contra a troika!
Este é o início de um processo que se quer descentralizado, inclusivo e participado. Queremos construí-lo colectivamente e juntando as nossas forças. A partir de hoje a data de 1 de Junho será divulgada à escala europeia e todos e todas estão convidados a juntarem-se num protesto internacional contra a troika e contra a austeridade, a favor de que sejam os povos a decidirem as suas vidas.
Apelamos a todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas as organizações políticas, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, coletividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós.
Queremos continuar a alargar os nossos contactos tanto nacionais como internacionais, porque estamos conscientes que será o somatório das nossas vozes que poderá travar a nova vaga de austeridade que está a ser preparada. Os povos da Europa têm vindo a demonstrar em vários momentos que não estão disponíveis para mais sacrifícios em nome de um futuro que nunca chegará. Por isso pensamos que é chegada a hora de uma grande demonstração da capacidade destes povos de se coordenarem na luta e na recusa destas políticas.
De Norte a Sul da Europa, tomemos as ruas contra a austeridade!
QSLT

24.5.13

Notícias APRe!

Car@s Associad@s

Continuamos a ser o alvo privilegiado do governo e embora, neste momento, estejam mais em risco as pensões da CGA com a possibilidade de cortes retroactivos em média de 10% e com o agravamento de 0,75% para a ADSE ainda este ano e de mais 0,25 para o próximo ano, nada garante que não venham outros cortes para os reformados da CNP noutro qualquer momento. Independentemente do sistema da ADSE ser para os funcionários públicos e aposentados da CGA, o aumento corresponde a mais um corte de 1% na pensão, corte este sobre o valor ilíquido da mesma.
Não podemos deixar que nos dividam porque isso enfraquece-nos e essa é a estratégia do governo.
No dia 21 de Maio recebemos na nossa sede, em Coimbra, o Secretário Geral da UGT com mais 3 elementos do secretariado. Trocámos opiniões sobre o momento actual tendo-nos sido garantido por parte do Dr. Carlos Silva que a UGT está contra os cortes nas pensões e não cederá nas negociações que irá ter em sede de concertação social.

VAMOS INICIAR OUTRAS FORMAS DE LUTA EM JUNHO:

Dia 1 de Junho – Vamos responder à convocatória do movimento que organizou o 2 de Março e vamos aderir à manifestação que será uma grande manifestação internacional. Ainda não sei em que cidades vai haver desfile mas logo que saiba informo. De novo as nossas t-shirts, bonés e guarda-chuvas (agora guarda-sóis) vão dar nas vistas e vamos ser o maior grupo.

Dia 6 de Junho: Vamos fazer uma concentração frente ao Ministério da Solidariedade Social das 9H00 até às 21H00. Durante a tarde entregaremos um memorando ao Ministro da Solidariedade Social.

PEDIMOS PARA OS ASSOCIADOS FORA DE LISBOA SE ORGANIZAREM de carro ou de autocarro para podermos ser muitos e mostrarmos a nossa força.

No dia 10 de Junho, dia de Portugal "Vamos pintar Portugal de Negro", colocando nas janelas panos pretos. Estamos cansados mas não derrotados. Coloquem um pano, roupa ou qualquer outra coisa negra na janela, varanda ou carro e deixem-no ficar como ficaram as bandeiras de Portugal aquando de Scolari, ou os lençóis brancos quando da campanha pela independência de Timor.

Para além disto, a APRe! continua a crescer com núcleos a surgir em todos os locais e com a comunicação social a dar cobertura às nossas posições, nomeadamente a RTP (Prós e Contras e Jornal da uma do dia 22 de Maio), a SIC Notícias com a Opinião Pública de 22 de Maio e vários jornais onde a APRe! foi notícia. Os debates organizados pelos núcleos têm tido muita adesão; os próximos são:

- Dia 27 em Cascais, às 15H00 no Hotel “Pestana Cascais Ocean & Conference” (cedência gratuita) com a Drª Raquel Varela (coordenadora do livro “Quem paga o Estado Social em Portugal”) e a minha colaboração.

- Dia 30 em Coimbra, no Instituto da Juventude, às 18H00, com a Drª Raquel Varela e o Prof. Pedro Ramos (autor do livro “Torturem os Números que eles Confessam).

- Dia 31 de Maio nas Caldas da Rainha no Auditório Municipal às 17H00 vamos fazer uma reunião de dinamização do núcleo.

Dia 31 de Maio – Programa “Sexta às Nove” às 21H00 na RTP1, com vários Associados da APRe! (Betâmio Almeida, Bárbara Bettencourt, Maria da Conceição Batista).

Dia 4 de Junho, a sessão de dinamização de núcleos será em Abrantes em local e hora a designar.

- Dia 7 em Almada com a Drª Isabel Moreira (deputada), Dr. Eugénio Rosa (economista) e Drª Conceição Couveiro no Auditório Pablo Neruda às 15H00.

- Dia 8 de Junho vamos a Cabeceiras de Bastos a convite do Presidente da Câmara para uma sessão com reformados.

No próximo dia 25 de Maio há uma concentração frente ao Palácio de Belém convocada pela CGTP. Os associados que quiserem estar presentes devem fazê-lo. A APRe! não convoca, pelos motivos já invocados aquando do 1º de Maio.

Envio, em anexo, a carta aberta que escrevi ao Dr. Silva Lopes a propósito das suas declarações sobre os cortes nas pensões.

Saudações Apristas
Rosário Gama

23.5.13

À bolina

Somos incompatíveis?! 

Sou politicamente incompatível com esta taxa…uma palavra de sossego e tranquilidade para 3.500.000 de portugueses… Eu estava a ouvir as notícias como muitos portugueses; ouvir e ver as notícias tornou-se um must. Um must que ocupa os nossos serões; fazemos zap de um canal para outro, ora são jornalistas ora são ex-políticos. Tudo opina, opinam uns contra os outros, opinam à direita, à direita, à direita e lá vem um a opinar à esquerda. Que alívio! Sempre existem e são trazidos até ao pequeno écran. Também se testemunham alguns jornalistas que vão dando um ar da sua graça, lá se atrevem a dizer umas coisas mais “à terra”, mais “à realidade”. Por exemplo, o Mário Crespo naquele frente-a-frente há dias em que parece um catavento, quando o debate aquece, ele nem sabe para que lado há-de olhar e às vezes nem consegue disfarçar um sorriso meio amarelo, e os convidados que não se calam e se engalfinham…há pares que pura e simplesmente deviam acabar. Olha o de hoje, Carvalho da Silva vs. Diogo Feio. Que diabo de ideia! A Ana Lourenço está muito atrevidota…até opina, sempre dentro de parâmetros muito contidos mas já não é a Ana Lourenço de uns anos atrás. Só fico satisfeita. Por exemplo, a Constança Cunha e Sá, estarei a ouvir bem? Não mudou de quadrante político? Iria jurar que sim mas hoje já nada é como dantes…O José Gomes Ferreira virou Ministro da Economia vs. Finanças mas, para o meu gosto, é muito interventivo sobretudo porque corta o raciocínio do entrevistado. Mas, enfim, são estilos e nenhum de nós é perfeito. Ah, não, perfeito, perfeito é o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Ah, aí a perfeição atinge a insustentável leveza do ser. É tudo diáfano. Agora até chega a esta confissão sobre as suas convicções mais profundas. Politicamente incompatível…Mas quem é que pode acreditar? Em bom português, desculpem-me a rudeza, estão a mangar connosco, não estão? Hoje dizem isto, amanhã dizem o contrário. Despudor. Primeiro querem confundir-nos; segundo, querem desmobilizar-nos. Atenção, eles querem desmobilizar-nos porque depois é bem mais fácil. Quando não estivermos no terreno – porque nos podemos cansar, porque nos podemos distrair, porque vem aí o período de férias que é negativo politicamente falando – nessa altura, como se diz em bom calão, é “sempre a abrir”. Mas não, Sr. Ministro, nós não acreditamos; nós não estamos distraídos; nós estamos alerta. Se o futuro é a luta, pois que seja. Como tão bem sabe, somos 3.500.000 de portugueses a quem tiraram o sossego e a tranquilidade, a ouvir, a testemunhar, determinados a defender os nossos direitos e a nossa dignidade porque nós, Sr. Ministro, somos politicamente incompatíveis com estas artimanhas. É uma vergonha, primeiro, para si, depois para o Governo a que pertence (e com o qual ainda não registamos nenhuma incompatibilidade digna de nota), finalmente para um país que tem tal Ministro e tal Governo. Uma vergonha, shame on you. Já nos sabíamos incompatíveis com estas medidas, com este Governo, com estas instituições à bolina mas agora, Sr. Ministro, no meio desta destruição que sabemos como começou mas ignoramos como acabará, ganhámos um lema: APRe! politicamente incompatível com esta taxa! Perfeito.

Maria Luísa Cabral

Belas


O núcleo de Sintra tem vindo a contactar as associações de reformados e pensionistas existentes no seu concelho, no sentido de organizar sessões de apresentação da APRe! nas suas instalações tendo como destinatários os sócios daquelas associações.
Neste contexto, realizou no passado sábado, dia 18/5/2013 uma sessão na URPIB – União dos Reformados, Pensionistas e Idosos de Belas, que contou com a participação do presidente da associação, Sr. Manuel Ramos, que nos recebeu com a maior simpatia e prestou todo o apoio na realização do evento. 
A organização da sessão contou também com a colaboração do nosso associado Gualdino Ribeiro residente em Belas. Estiveram presentes cerca de 35 pessoas, que participaram na sessão com intervenções e perguntas. 
Realizaram-se algumas inscrições.

22.5.13

Hoje, na SIC

Feira de Leiria



Feira Anual de Leiria
Tradicional Feira de Maio

Conforme estava previsto, Rosário Gama e Fernando Martins visitaram a Feira Anual de Leiria onde a nossa Associação tem patente um stand de divulgação da APRe!
Esta importante exposição/feira divulga, anualmente, as actividades económicas da região e a vida das instituições de natureza social.

21.5.13

Carta Aberta

Carta aberta ao dr. Silva Lopes

Exm.º Sr. Dr. Silva Lopes

Foi com perplexidade que li no jornal “Público” as declarações que o Senhor prestou à Rádio Renascença, pois sempre me mereceu respeito por muitas das posições que já assumiu ao longo da sua vida mas, desta vez, na minha opinião, ultrapassou o limite do razoável ao afirmar peremptoriamente que “não há outro remédio” senão o corte das pensões.
O cidadão comum, ao ler a notícia do Público, questiona-se sobre qual será o valor da(s) sua(s) pensão(ões) uma vez que está tão à vontade para sofrer os cortes que o Governo está disposto a implementar. Devia, antes de prestar essas declarações, fazer uma declaração de interesses e dizer a todos quanto recebe mensalmente. 
Ao senhor, não fará diferença sofrer cortes de 10 ou de 20% mas a maioria dos aposentados e pensionistas NÃO AGUENTA mais cortes. 
Saiba o Sr. Dr. que segundo dados do EXPRESSO de 8 de Dezembro de 2012, (ainda antes da aplicação da sobretaxa e da “malfadada” Contribuição Extraordinária de Solidariedade), num total de 2.092 milhões de Pensionistas da Segurança Social, 1.881 milhões (87,2%) têm pensões inferiores a 500 Euros, havendo 12,9% com pensões inferiores a 294 Euros/Mês e só 11.400 (0,5%) têm pensões entre 2500 e 5000 Euros. No que se refere à Caixa Geral de Aposentações, dos 453 mil Aposentados só 0,6% (15.740) recebiam pensões acima de 3000 € (juízes, magistrados, professores catedráticos) mas 12,6% recebiam pensões inferiores a 294 €/mês e 8,5% tinham pensões entre 294 € e 500 €. Podia acrescentar outros dados mas estes são suficientes para se perceber quão injusta e desumana é a frase do Sr. Dr. “"Acho muito bem o corte nas pensões". O Senhor pode achar mas os Aposentados, Pensionistas e Reformados que tiveram uma carreira contributiva de longos anos, que descontaram segundo as leis vigentes, que viram o cálculo das suas pensões feito segundo as regras estabelecidas, não podem achar bem que lhes retirem aquilo a que têm direito.
Diz o Senhor que a “a geração grisalha não pode asfixiar a geração nova da maneira como tem feito até aqui", mas esquece-se de dizer que a geração mais nova é a geração dos nossos filhos e netos e esquece-se de dizer, ou não sabe, que a geração grisalha constitui, neste momento, o subsídio de desemprego daqueles que o senhor diz serem asfixiados. Gostaria de tê-lo ouvido dizer que o Governo e a Troika não podem asfixiar os Portugueses reformados ou no activo, que têm que adoptar uma política que leve ao crescimento económico e que combata o desemprego. Só assim a geração mais nova pode não viver asfixiada e não com o cortes nas pensões dos seus pais e avós.
“Sou a favor da contribuição de solidariedade social” diz o senhor - não sei qual a contribuição a que se refere, se a Contribuição Extraordinária de Solidariedade se a nova taxa, chamada Taxa de Sustentabilidade. Em qualquer dos casos é de lamentar que, num país que não declarou o estado de emergência e que, mesmo nessa situação, as leis devem ser gerais e abstractas, aceite que só um grupo social seja afectado. Nós já pagamos as contribuições e impostos como todo o cidadão deste país, não podemos aceitar ser discriminados da forma que o Senhor aceita. 
“Sou a favor desta taxa que o Governo agora promete e que, se calhar, também vai ser declarada inconstitucional” continua - Ainda bem que temos uma Constituição que defende o Estado Social por muito que os senhores estejam contra ela. É já pouco do que resta do 25 de Abril; todos os democratas deviam regozijar-se pela protecção que a lei fundamental dá ao cidadão e que, por esse facto, devia ser objecto de respeito. 
Finalmente acrescenta nas suas declarações “se nós temos a Constituição e a interpretação do Tribunal Constitucional a impedir estas coisas, isto rebenta tudo” Ai rebenta, rebenta, mas não do modo como o senhor pensa…Rebenta pelo lado do mais fraco…O desânimo já é muito e as pessoas não são estúpidas. Sabem que há outras opções que permitem ao Governo ir buscar o dinheiro em vez “roubar” aos aposentados, pensionistas e reformados e também aos funcionários públicos que, tal como nós, são vítimas de um governo vampiresco que sugará até à última gota de sangue se o deixarmos. 


A Presidente da APRe! – Aposentados, Pensionistas e Reformados
Maria do Rosário Gama

Reunião


A APRe!- Aposentados, Pensionistas e Reformados recebeu hoje, na sua sede em Coimbra, uma delegação da UGT chefiada pelo seu Secretário-Geral, Carlos Silva e constituída pelo Secretário Geral Adjunto, Luís Correia, e ainda por Sérgio Monte e José Ricardo do Secretariado Geral da UGT.

Esta reunião, realizada por iniciativa da UGT, teve como objectivos a apresentação de cumprimentos e a análise do momento político, particularmente da situação dos Aposentados, Pensionistas e Reformados.

A APRe! congratula-se com a convergência de posições, num momento em que é cada vez mais necessária a união na defesa dos direitos conquistados ao longo de décadas e que hoje são sistematicamente postos em causa pelo Governo.

A Presidente da APRe!
Maria do Rosário Gama

20.5.13

Cortina de fumo

AINDA A CORTINA DE FUMO 

"Não deixa, aliás, de ser sintomático que tenhamos assistido a uma mordidela colectiva do isco. Todas as críticas se centraram numa medida injusta e que é, de facto, mais um “aumento brutal de impostos”, mas que agora é dada como sendo “facultativa”, enquanto se secundarizava uma outra, que prevê cortes bem mais significativos de rendimentos." 

Pedro Adão e Silva, Expresso, 18.05.2013 

Não é demais sublinhá-lo. Se a subtileza não é, seguramente, uma das "qualidades" do (des)governo, os seus "spin doctors" demonstram tê-la sobejamente, enquanto tudo indica que escasseia entre as suas vítimas. A observação de PAS não requer um génio especial. O que ele afirma é evidente desde a noite de Domingo, 5 de Maio, em que PP encenou aquela pantomina perante as câmaras de televisão. E, dos gritos de vitória, que também os ouvi por aí, embora de pouca dura, ao vociferar sobre as "contradições" do dito, a populaça deixou-se "enrolar". A golpaça destinou-se a encobrir uma outra medida bem mais rentável e menos onerosa eleitoralmente: os cortes retroactivos nos aposentados da CGA. E mesmo que os ultra-fanáticos do (des)governo vissem com maus olhos o abrir mão da primeira, convinha-lhes que a segunda passasse despercebida. Daí que dessem luz verde para aquela encenação. E fizemos-lhes a vontade: lestos na denúncia das "contradições", caímos como patinhos. 
Reafirmo a minha convicção (cfr. um texto da passada 2ª feira), não de que a chamada TSU dos pensionistas não será adoptada (o que não posso excluir), mas de que PP, e o CDS, abandonarão o governo nessa eventualidade. Mas o mesmo já não posso afirmar de uma medida equivalente (o trânsito da actual CES para 2014, sobre o qual PP não se pronunciou) e sobre os cortes retroactivos nas pensões dos aposentados, medida sobre a qual o CDS foge a pronunciar-se com a necessária clareza (enquanto espera para ver em que param as modas). Caso uma ou ambas estas medidas venham a ser adoptadas, nada obriga PP a abandonar a coligação. Quero dizer: nada do que disse o obriga a tal. Como nada o obriga, abandonando a coligação, a negar no parlamento o apoio suficiente para que o (des)governo se mantenha em funções. Quanto ao vidente de Belém, só a Senhora pode dizer o que fará. 
Por isso, relembro o que já por algumas vezes tenho afirmado. Constitui um erro colossal continuar à espera que outros nos salvem da tragédia a que, inexoravelmente nos conduz a actual (des)governação. Seja o PR, seja PP e o CDS, seja até o TC. Só o povo se pode libertar a si próprio. É sobre nós que recai a responsabilidade de pôr termo à actual situação. Resistindo, resistindo ainda. Radicalizando a resistência. Construindo a alternativa. A alternativa que poderia garantir que as eleições fossem o ponto de viragem para a renovação e fortalecimento do regime saído de 25 de Abril. Pode ser que elas cheguem antes e, de certa maneira, ainda bem, porque pior não é possível. Mas, nesse caso, elas não constituirão a solução por que todos ansiamos. Pacientemente, a luta terá que continuar.

Luís Gottschalk

19.5.13

Queijas


Núcleos dão vida a Núcleos

MAIS UM!... É isso mesmo, estão a ler bem!... Mais um NÚCLEO.
HOJE!, foi na Freguesia de QUEIJAS. O Café "O MOINHO", foi o nosso "Porto de Abrigo", mas também o ponto de partida para este recém-criado Núcleo local.
Este Encontro teve a colaboração conjunta dos Núcleos de Carnaxide e Algés, com a presença de alguns dos seus mais directos colaboradores, de destacar as intervenções mais vincadas e esclarecedoras dos Dinamizadores: Betâmio de Almeida por Carnaxide e do Jesus Reis por Algés.
Foi assumido o compromisso de se colaborar em articulação, enquanto "o nosso menino não der os seus primeiros passos".
Encontro muito participado, com elementos muito interventivos, demonstrando grande interesse na criação do Núcleo local, e no avançar das tarefas no seu geral, como também na angariação de novos associados, através de dinamização de carácter local.
De agradecer ao jovem casal IVONE e TÓ, proprietários do "MOINHO" pela cedência deste espaço, para que fosse possível hoje a APRe! dar mais um passo em frente!

António Reis 
(Núcleo de Algés)

Em Setúbal















O Núcleo da APRe! de Setúbal realizou, no dia 7 de Maio, um Encontro de reformados desta região. O evento teve lugar na Biblioteca Luísa Todi e registou a participação de, aproximadamente, 50 pessoas. 
A Mesa foi composta pelos nossos Associados José Gameiro, Clara Figueiras e Orlando Custódio.
Foram tratados diversos temas que dominam a atenção da nossa Associação, no momento presente, dos quais se salientam os seguintes:

- Preparação da presença da Direcção Nacional nesta região
- Contribuições para o reforço da capacidade de intervenção da APRe!
- Campanha para admissão de novos Associados
- Difusão de informação 
- Aspectos organizativos
- Projectos para o futuro

Com a admissão de novos Associados e a integração de novos colaboradores para o trabalho de dinamização do Núcleo local, terminou esta reunião que se caracterizou pela elevada qualidade das comunicações apresentadas.

18.5.13

Niñas....al Salón!

Niñas…. al Salón!
Desunhei-me a escolher o título desta Crónica. Até parecia o Governo. Hoje é assim, amanhã assado, logo de outra maneira; afinal como disse é que era; infelizmente não pode ser; pode, pode, era tudo a brincar, não façam caso. Tremedeira do sério ao a-brincar num, “Era não era andava a lavrar, mandaram-lhe cartas de mau sinal. Que o pai era vivo, a mãe por nascer. Que havia ele de fazer? Pegou nos bois às costas, pôs o arado a comer.” Querem melhor para adormecer meninos ou o Povo? Para já define o Governo que não temos ou ensandeceu?!
Endoidando ia eu ao escolher o encabeçar deste escrito.
Perante o desgoverno ignorante e desumano de CPP, o malabarismo de Portas e o ilusionista (vendedor de ilusões) Gaspar, o Circo Governativo, sem palhaço, segue apoiado na claque ministerial e parlamentar com as palmas de obrigação. Ministros e Deputados não têm outras funções. Lembram as claques das Comédias ou da Revista à Portuguesa no Parque Mayer. Assim, o primeiro título eleito foi A Gaiola das Loucas, “La Cage aux folies” de Jean Poiret, logo Filme com Hugo Tognazi (com outros remarkes), musical na Broadway e entre nós, comédia de la Féria. Um êxito.
Escolhera-o não pela gayisse onde a comédia se centra, hoje orgulhosa situação premiada pelo Governo (socretino, ao tempo) com a farsa casamenteira, mas porque a governação que temos é verdadeira loucura engaiolada. Aconteceu, porém, que Daniel de Oliveira um dos residentes de O Eixo do Mal, programa que procuro sempre não perder, usou a designação para caracterizar o Governo. Para não me acusarem de apropriação de alheio, coisa que pouco incomoda este país a começar pelos roubos perpetrados pelo governo, no que não só é reincidente, mas, como já aqui registei, contumaz, sem que tal incomode a justiça, desde o tribunal de 1ª Instância ao Tribunal Constitucional, desisti da ideia.
Virei-me para La Bodega de Vicente Blasco Ibañes. Pelo conceito em castelhano (Taberna) e pelo sentido que tem ou ganhou em português. Bodega caracteriza perfeitamente o governo de CPP, tasca ou locanda com seus membros (sobretudo o Chefão Mor e os capangas mais próximos) ébrios de poder sem sentido e legitimidade. Daí os actos de desgoverno serem uma sujeira - BODEGA pois.
Acresce que V.B.I. foi escritor revolucionário e agitador. Exactamente do que precisamos para comandar a REVOLTA dos Portugueses contra um Governo que rouba com um descaro que nunca o Gonçalvismo permitiu ou o Estado Novo ousou (pelo contrário). Governo, só sustentado pela inércia do PR.
É ainda oportuno recordar, que V.B.I. foi percursor dos movimentos de massas contra um governo que manobrava os deputados (“encasillados”), eleitos sem ser conhecidos pelos eleitores, pouco ou nada se importando com eles. Isto exigia, exige hoje, aqui e agora, “del «gran hombre», una ruptura en la forma de hacer política".
Ora são esses “grandes Homens” que hoje faltam a Portugal e que tivemos em todas as três Repúblicas havidas – ESTADISTAS. Politiqueiros há de sobra, a começar pelo Governo e a acabar na oposição que se propõe prossegui-lo, de onde veio e se agudizou a “crise”. Haja memória histórica!
A Bodega parecia escolha certa.
Porém, de Domingo ao hoje em que escrevo a bandalhice trampolineira do Governo foi tão grande que compará-lo à Gaiola das Loucas seria elogio; dizê-lo, no ser e estar, A Bodega um louvor. O Governo em desumanidade, mentira, trapaça, palhaçada, desprezo pelos portugueses, demagogia e jogo eleitoralista, incompetência, ignorância, desfaçatez e sem pudor – guião de um teatro burlesco, que ninguém engana - vai além da sujeira e da loucura. A ser pessoa de bem preferiu a má-fé. Má-fé quando, volta a encarniçar-se contra Reformados e Pensionistas, para liquidar de vez a Classe Média, base da Democracia que odeia. Inspirou-o, por certo, o Ministro da Defesa no Conselho de Ministros da galhofa. Tendo estudado melhor a vida do General Paton do que o processo dos Estaleiros de Viana do Castelo, aliás mal estudado pela Autarquia - mais interessada no acabar com as Touradas - aconselhou como o General: “Se se perde de vista um objectivo fundamental, há que redobrar o esforço para o alcançar”. É o que o Governo intenta no carjaking constante sobretudo contra os idosos, impedido de, como desejaria, encetar um holocausto pelo qual o patrocinador da imoralidade em tempo ansiava. Má-Fé ainda no processo de mobilidade (Horário Zero = Salário Zero) - o mais escandaloso e encapotado meio de despedir sem pagar. Perante esta canalhice, este dividir para reinar, lembrou-se-me: O Niñas…al Salon! de Vizcaino Casas, que tenho e mantenho em castelhano, embora haja tradução portuguesa (“Meninas à Sala!”) , para não ofender quem quer que seja.
Pois que outra coisa é a Troika que o proxeneta que vem de tempos a tempos pedir contas à Madame (a Patroa), que é o Governo a seu mando, nessa Casa de Raparigas ou de Tia, no dizer nortenho, em que se transformou, a comando de CPP, a Sala de imoralidade dos Conselhos de Ministros, por onde desfilam as leis mais iníquas que alguma vez pensar pudemos, e onde falta o que abunda nos contos de V.C.: o humor, a melancolia de um passado que pensávamos suporte do futuro que nos estão roubando e a desenfadada visão do Mundo da “profissão mais antiga do Mundo”, que o governo fez sua, prostituindo-se à Troika e outros mandantes.
Que fazer? Antes de mais, lembra o Professor Adriano Moreira, “restaurar um valor importante: o da Confiança entre a Sociedade Civil e o Estado” Confiança que, como o sonho, este impune Governo de CPP nos roubou.
Abrahan Lincoln em 1863 dizia: “O Estado é o povo, e o povo não pode afundar-se?” Nadador Salvador - Precisa-se. 

Diário do Minho de 17 de Maio de 2013
Gonçalo Reis Torgal 

Em Viseu



Decorreu, no dia 16 de Maio, em Viseu, na sede da Associação Comercial, mais uma sessão/debate da APRe! com a presença de cerca de 60 pessoas. A reunião iniciou-se com a apresentação dos objectivos da reunião e prosseguiu com uma intervenção da presidente, Rosário Gama, que fez um balanço de toda a actividade da associação desde a sua fundação, realçando, por um lado, as medidas gravosas dirigidas aos aposentados e pensionistas já aplicadas ou anunciadas pelo governo e, por outro lado, as diversas acções e as diversas frentes de batalha que a APRe! tem travado. Nestas frentes de batalha incluem-se as tentativas de criar conflitos entre gerações e entre os beneficiários da CGA e os beneficiários do CNP. O debate que se seguiu permitiu o esclarecimento de algumas dúvidas levantadas. Destacamos duas notas apresentadas por dois associados presentes: a primeira, realçando a necessidade de a APRe! continuar o seu trabalho sempre dirigida pelos princípios da total independência institucional, da plena liberdade no pensamento e da total unanimidade nos objectivos; a segunda, lastimando a atitude política dos nossos governantes, que, ao contrário dos governantes de outras nações, tudo fazem para levar as pessoas a pensar que os mais velhos são um fardo, desvalorizando tudo aquilo em que eles podem tornar mais rico o tempo em que vivemos, pela sua sabedoria, pela sua experiência, pelo apoio que dão às restantes gerações. 

Força, Viseu!

17.5.13

Pausa

Na Luta, sempre 

Mãe, 

Quase sessenta anos atrás quando mudei da escola privada para a escola pública e era a única menina que ia calçada, comecei a perceber que o mundo não era aquele mundo tranquilo e seguro que conhecia. O bem estar, as brincadeiras, o conforto, subitamente, deixaram de ser única realidade que eu conhecia. Entrava noutro mundo, Mãe, e lembro-me de o ter começado a captar através de pequenos sinais que me ia passando. Vieram as leituras, aos poucos a realidade foi ganhando outros contornos, a intranquilidade anichou-se dentro de mim e foi a Mãe que me foi encaminhando. Uma passagem como professora na província, caldeou o turbilhão. Mas a Mãe estava ali para as perguntas inadiáveis. 
Foi consigo que aprendi a respeitar a democracia e a política. Foi consigo que, em longos serões familiares, comecei a perceber que havia outra vida para além do dia-a-dia rotineiro, fosse ele de aulas ou de trabalho. Foi consigo que aprendi a detestar a polícia, depois de ter experimentado as cargas bestiais da guarda republicana a cavalo ou dos avanços do carro de água azul-metileno. Tudo ali, na magnífica praça do Rossio. Foi no Rossio que cantei pela primeira vez a Portuguesa emocionada. Na rua, com os outros portugueses que naqueles 1º de Maio se manifestavam contra o regime fascista. Foi consigo que aprendi a estimar os antifascistas, a colaborar na intervenção antifascista, a distinguir os oportunistas e os cobardes, os que por uma mão cheia de nada preferiam calar. Foi com o seu apoio que me empenhei nas lutas académicas. No fim do dia, a casa era o refúgio, sim mas também o local donde saia na manhã seguinte mais convicta e segura. Foi sempre consigo, Mãe e por isso a saudade que tenho das longas conversas que tínhamos ou dos pequenos gestos que trocávamos, sempre numa enorme cumplicidade, é indizível. 
Hoje, a Mãe teria 96 anos e apoiar-me-ia, não tenho a menor dúvida. Ficaria contente e orgulhosa por saber que participo com outros portugueses nesta luta que não pode ter quartel contra um governo indigno que parece procurar vingança e nos humilha. Mais do que ficar contente, a Mãe estaria a incentivar-me, sempre a encontrar a palavra certa para não me deixar esmorecer. 
Para trás, eu sei como foi, reconheço claramente o percurso até ao dia de hoje. Tento olhar para o futuro, Mãe, só vejo nuvens, tudo cinzento, escuro pouco promissor. Para mim? Não, Mãe, para mim já não importa tanto mas para a Ana ou para o João, para os outros como eles que querem viver e não podem. Não está por perto para trocarmos ideias, Mãe, mas eu sei que tenho de continuar. Não será tanto por mim mas por eles; por aquilo que eu puder ajudar a resolver mas, acima de tudo, para lhes dar um exemplo. A nossa luta também é a deles e se nós ajudámos a construir a democracia porque acreditámos na beleza que a democracia é, então, vale a pena continuar a lutar para que eles segurem a tocha e prossigam. Assim se faz o processo histórico. Não há quês; tudo é esgadanhado e não posso, Mãe, não devo, ficar à espera que as coisas se resolvam por si. Primeiro porque não se resolvem, segundo porque ao não se resolverem, regridem. E um retrocesso é sempre contra natura. 
Quando me empenho nesta luta, sinto-me acompanhada e sinto que sou um elo numa longa cadeia civilizacional, que faço o que me compete. Tal qual me ensinou, Mãe. 

Maria Luísa Cabral

Público












O Público “on line” sobre as declarações prestadas à Lusa, por Rosário Gama, esta manhã. 

A presidente da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRE!) classificou hoje a posição do ministro Paulo Portas quanto à taxa sobre os pensionistas de “impensável” e disse que se está contra não pode continuar no Governo.
Maria do Rosário Gama, que falava em declarações à agência Lusa a propósito das declarações de Paulo Portas de que é “politicamente incompatível” com a “impropriamente chamada Taxa Social Única [TSU] dos pensionistas”, salientou que o ministro “não pode estar contra a taxa e continuar no Governo”.
“Acho que estão a querer fazer das pessoas ignorantes. Se a taxa de sustentabilidade foi inscrita no documento a apresentar à troika e teve a assinatura do dr. Paulo Portas, que já se havia pronunciado contra ela, então esta taxa tem todas as probabilidades de vir a ser aplicada”, adiantou Maria do Rosário Gama.
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, disse na quinta-feira à noite, em Lisboa, que é “politicamente incompatível com a TSU dos pensionistas, por razões de justiça social, por razões de impacto económico e até por razões de prudência jurídica”.
“Sei que há um limite, trabalhei com os meus colegas do Governo para que esse limite não fosse ultrapassado. Não foi, e penso que não será. Tenho uma palavra e não duas ao mesmo tempo”, frisou.
A presidente da Apre! diz que “uma assinatura é um compromisso”. “Terei de dizer que este jogo não é sério. Não se assina um documento faz de conta. Não se pode estar contra uma medida e ao mesmo tempo sufragar essa medida; portanto, isto só pode ser compreendido como uma forma de garantir o eleitorado, traindo-o”, frisou.

Bloco


Na quadro da iniciativa tomada pela APRe!, junto dos partidos, para a apresentação dos nossos pontos de vista sobre a situação política, em geral, e sobre a problemática das reformas, em particular, fomos recebidos pelo Bloco de Esquerda.
Aguardamos, ainda, resposta ao nosso pedido de audiência por parte do CDS e PCP.

16.5.13

Parque das Nações



7 de Maio
Parque das Nações
Instituto Português do Desporto e Juventude

Em Évora



6 de Maio
Salão Nobre da Câmara Municipal de Évora

Avenidas Novas



No passado dia 10 de Maio, na Sede da Freguesia de S. João de Deus, em Lisboa, com a presença de, aproximadamente, cem pessoas, entre associados e amigos da APRe!, foram debatidos os problemas que mais preocupam os reformados desta zona da cidade de Lisboa. 
A sessão foi muito participada, com a intervenção de dezasseis dos assistentes que fizeram declarações e colocaram pertinentes questões aos componentes da mesa.
Com a inscrição de novos Associados terminou esta interessante reunião da APRe!.

15.5.13

Viseu


Núcleo de Coimbra



Com a presença de Maria do Rosário Gama e de outros elementos da direcção da APRe!, reuniu-se o Grupo Constituinte do Núcleo de Coimbra. 
A sessão foi muito concorrida, registando a presença de 120 pessoas. 
Os objectivos pretendidos pela Associação e as actividades que têm sido desenvolvidas, foram tema das intervenções dos dirigentes, que provocaram uma viva e empenhada participação dos assistentes.
Foram evidentes grandes preocupações, instabilidade e pânico, no discurso que as pessoas trouxeram ao debate.
A falada retroactividade nos cortes das pensões, a participação da APRe! em acções de rua, a defesa do serviço nacional de saúde e a utilização cuidada da nossa página do Facebook, foram objecto de algumas das abordagens feitas por parte dos presentes. 
A postura dos prestadiços do poder que se passeiam diariamente pelos diversos meios de comunicação, pretendendo atingir a unidade de todos os aposentados, pensionistas e reformados e incentivando uma guerra entre gerações, foi o elemento detonador para outras intervenções mais acaloradas. 
Importantes sugestões sobre a forma como devemos organizar a nossa defesa, com a utilização exaustiva de dados objectivos, face ao despudorado uso da mentira que o governo vai fazendo dia a dia, foram acolhidas com agrado pela direcção da Associação. 
O conteúdo da prestação de Rosário Gama no Programa de televisão “Prós e Contras” foi bastante elogiado e considerado, numa das intervenções, uma ajuda para superar os problemas que não nos deixam descansar, tendo funcionado como um verdadeiro anti-depressivo. 
Com a inscrição de novos Associados, foi encerrada esta importante jornada de divulgação da APRe!

14.5.13

Comunicado









Hoje, dia 14 de Maio, dois títulos de primeira página da imprensa escrita: ”Descontos para CGA só pagam 40% das pensões” e “Buraco de 4,3 Mil milhões nas pensões do Estado” são mais uma vez manipuladores e têm como objectivo atemorizar ainda mais os Aposentados, Pensionistas e Reformados, todos os dias alvo de novas agressões. Estes dados constam do Relatório de Gestão da Caixa Geral de Aposentações do ano de 2012 e apenas se referem aos descontos dos subscritores, não incluindo os 23,75% da entidade patronal (Estado). A Segurança Social tem um saldo positivo porque os valores incluem as contribuições dos subscritores (11%) e da entidade patronal (23,75%). 

De referir que os trabalhadores que entraram para o Estado, a partir do dia 1 de Janeiro de 2006, deixaram de fazer descontos para a CGA e passaram a fazê-lo para a Segurança Social, que vê assim aumentado o seu saldo, uma vez que o valor destas contribuições não é utilizado para pagar pensões aos trabalhadores da função pública. 

Estas notícias contribuem para confirmar que o Governo pretende colocar os trabalhadores do privado contra os da função pública, manobra de divisão já entendida por todos, com o intuito de enfraquecer a luta dos Aposentados, Pensionistas e Reformados, manobra a que a APRe! oferecerá toda a resistência através do esclarecimento dos seus Associados. 

A Presidente da APRe! 
Maria do Rosário Gama

Prós e Contras


A APRe! teve uma excelente representação e participação no Programa da RTP 1 "Prós e Contras" onde defendeu, com outras organizações de reformados, o direito à vida dos pensionistas deste país. 

                                                    VER AQUI O PROGRAMA

13.5.13

Coimbra


Convidam-se todos os associados da APRe! do concelho de Coimbra e concelhos limítrofes para estarem presentes na reunião a realizar no dia 14 de Maio, pelas 15h, na sala Polivalente da Casa Municipal da Cultura, Rua Pedro Monteiro, com a seguinte ordem de trabalhos:

1- Informações
2- Constituição do núcleo de Coimbra
3- Outros assuntos de interesse no âmbito da APRe!

Apela-se a todos que convidem, para esta reunião, novos amigos que estejam interessados em conhecer esta associação.

A Comissão Dinamizadora da Região Centro

12.5.13

Comunicado









Comunicado da APRe! à Imprensa

O comunicado resultante do Conselho de Ministros de hoje, dia 12 de Maio, confirma a expropriação que o Governo se prepara para fazer aos Aposentados, Pensionistas e Reformados, com a conivência do Dr. Paulo Portas.
A conferência que o líder do CDS deu no Domingo passado, em que afirmou que a taxa sobre os Reformados constituía uma linha vermelha inultrapassável, põe em causa a credibilidade institucional dos políticos que afirmam convictamente um princípio e no momento seguinte, voltam atrás com a sua palavra. Estas atitudes, vergonhosas, estão a minar a Democracia e põem em causa o regular funcionamento das Instituições.
A APRe! reafirma a sua determinação na luta, desmascarando quem “joga” desta maneira com os idosos, destruindo algum princípio da confiança que ainda pudesse existir.


A Presidente da APRe!
Maria do Rosário Gama

Prós e Contras


Rosário Gama estará amanhã neste programa da RTP 1 dirigido por Fátima Campos Ferreira. 
Queremos que esteja bem acompanhada por uma plateia de homens e mulheres que estão a ser vitimas do despudorado ataque desta gente sem alma que não lhes dá um minuto de sossego.
Ainda há muito lugares vagos.
Vai tudo!

Remeter o pedido para: 
goncalo.silva@rtp.pt 
ou 
filipa.burnay@ext.rtp.pt 
(Enviar o Nome e Bilhete de Identidade)