14.12.17

Gripe mata até 650 mil pessoas por ano

Dados revelam que a maioria das mortes ocorrem em pessoas com mais de 75 anos e nas regiões mais pobres do mundo.

Cerca de 650 mil pessoas morrem todos os anos de doenças respiratórias causadas pela gripe sazonal, de acordo com as novas estimativas divulgadas esta quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Organização Mundial da Saúde colaborou com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos para reunir os dados.

"Isto marca um aumento da estimativa global anterior, que estava entre as 250 mil e as 500 mil mortes, que remonta há dez anos atrás e que incluía todas as mortes relacionadas com a gripe, incluindo doenças cardiovasculares e diabetes", explica a OMS, em comunicado.

Os dados que serão trabalhados a partir de agora serão de 290 mil a 650 mil mortes, mas são excluídas as doenças que não tenham natureza respiratória.

O novo cálculo baseia-se em informações mais amplas e de um número maior de países.

"Estes dados evidenciam o peso sanitário da gripe e os seus altos custos sociais e económicos para o mundo", afirmou o diretor executivo do Programa de Emergências Sanitárias da OMS, Peter Salaman.

Os dados revelam que a maioria das mortes ocorrem em pessoas com mais de 75 anos e nas regiões mais pobres do mundo, mas Peter Salaman afirmou que esse facto não deve originar um "baixar da guarda" dos países.

"Ricos e pobres, grandes ou pequenos, todos os países devem trabalhar juntos para controlar os surtos de gripe", explicou.

No caso das crianças com menos de cinco anos, praticamente todas as mortes por infeções respiratórias ocorrem nos países em desenvolvimento.

Ler mais em CM de 14/12/2017

12.12.17

Como são financiadas e fiscalizadas as instituições de solidariedade social?

Entre 2015 e Novembro deste ano a fiscalização às IPSS resultou em 46 propostas de suspensão de acordos de cooperação do Estado com estas instituições e em 71 propostas de destituição de corpos gerentes.

Lares de idosos, de crianças ou de pessoas com deficiência. Creches. Serviços de apoio domiciliário. A maioria dos chamados “equipamentos sociais” do país — mais concretamente, 84% — são propriedade de entidades não lucrativas, como associações ou instituições particulares de solidariedade social (IPSS).

A última Carta Social, relatório publicado periodicamente pelo gabinete de Estatísticas e Planeamento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), dá conta do retrato do sector em 2015. Existem mais de 11.300 equipamentos distribuídos de Norte a Sul, que chegam a 850 mil pessoas. Crianças e idosos são os principais beneficiários.

O funcionamento das respostas sociais é suportado, essencialmente, pelos acordos de cooperação celebrados entre o Estado e as entidades que integram a rede solidária (mutualidades, IPSS, misericórdias, associações...), para além da comparticipação dos utentes ou das suas famílias e das receitas próprias das instituições (donativos, por exemplo).

Em 2015, a despesa com acordos de cooperação foi de 1,4 mil milhões de euros, verba que, como se lê no Relatório da Conta da Segurança Social 2015, inclui as transferências feitas no âmbito do Programa PARES — o Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais que permite às IPSS apresentarem projectos que criem novos lugares em serviços como creches. O financiamento do Estado tem, de resto, vindo a subir, gradualmente — em 2015, o aumento foi de 1,9% face ao ano anterior, segundo a Segurança Social.

O Governo garante que há controlo. De acordo com a informação fornecida pelo ministério de Vieira da Silva, entre 2015 e Novembro deste ano, o Departamento de Fiscalização realizou 1615 acções de fiscalização a IPSS. Resultado: 46 propostas de suspensão de acordos de cooperação e 71 propostas de destituição de corpos gerentes de IPSS, que foram “apresentadas junto do Ministério Público territorialmente competente”.

Das fiscalizações feitas, 588 foram especificamente auditorias jurídicas e financeiras a IPSS. O ministério acrescenta que “foram, ainda, levantados 1710 autos de contraordenação e 61 de ilícitos criminais”.

Periodicamente, o Protocolo de Cooperação estabelecido entre o MTSSS e as entidades que compõem a rede solidária (representada pela União das Misericórdias Portuguesas, pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade e pela União das Mutualidades Portuguesas) é revisto. E define quanto paga o Estado, para cada serviço e por cada utente. Por exemplo, o último “Compromisso de Cooperação 2017-2018” define um valor por cada criança em creche de 258 euros mensais; por cada utente de um centro de actividades ocupacionais são pagos 509,51 euros mensais e por cada idoso numa “Estrutura Residencial para pessoas Idosas” 375 euros.

O “terceiro sector” recebe ainda apoios por outras vias. Instituições que estejam em dificuldade, por exemplo, podem recorrer ao Fundo de Socorro Social (FSS), para fazer face a despesas. Em 2015, o Estado apoiou com 10,4 milhões de euros IPSS que se candidataram ao FSS.


11.12.17

LISBOA - Almoço comemorativo do 5ºaniversário da APRe! - INFORMAÇÃO ATUALIZADA

Caros Associados e Amigos,

Tal como tem acontecido em anos anteriores, a Delegação Regional de Lisboa, em colaboração com os seus Núcleos, promove um almoço comemorativo do quinto aniversário da nossa Associação.


Ao longo dos cinco anos da sua existência, a APRe! não só tem conquistado cada vez maior relevo na defesa dos aposentados, pensionistas e reformados a nível nacional, como também já é uma voz respeitada a nível internacional. E se estes factos, só por si, constituem motivos para que celebremos o seu aniversário, assume especial significado fazê-lo nesta época festiva.

O almoço vai realizar-se no dia 14 de Dezembro próximo, quinta-feira, pelas 12h30m no Restaurante Pano Boca, no Teatro Aberto - Rua Ramalho Ortigão, em Lisboa (http://www.panodeboca.pt/site/) e conta com a presença da nossa Presidente, Rosário Gama e outros membros da Direcção. Inscrições em apre.cultura.lisboa@gmail.


Desafiamos todos os associados a comparecerem para que esta jornada de convívio possa contribuir para o fortalecimento dos laços que nos unem.

Para além da refeição, de que juntamos a ementa, haverá um momento cultural.



As inscrições deverão ser feitas até ao dia 11/12/2017, de acordo com as indicações que seguem:




Contamos com a vossa presença,

10.12.17

Cuidar dos cuidadores

No passado dia 5 de Dezembro, o Núcleo da APRe! em Coimbra realizou uma Tertúlia sobre o tema “CUIDAR DOS CUIDADORES”. 


Os oradores convidados – a Professora Marília Dourado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra na área de investigação em cuidados de longa duração e cuidados paliativos e o Vice-presidente da APRe! e da AGE Fernando Martins – desenvolveram o tema de uma forma muito interessante, tocando em vários aspectos que entusiasmou o público assistente e teve como consequência um debate final muito participado. 


Destacamos aqui o ponto de partida da exposição da Professora Marília Dourado alertando que a nossa humanidade nos torna naturalmente cuidadores. No entanto, é fundamental formar e informar os cuidadores, isto é, ministrar-lhe competências técnicas e práticas e fazer-lhes saber a que tipo de apoios podem recorrer e identificar os amparos em falta e que é preciso implementar. 


Fernando Martins intitulou a sua exposição “vamos falar dos avós”, falando deles como cuidadores e como alvo de cuidados. Abordou também a Directiva da Comissão Europeia cuja revisão está em preparação e em que existem propostas concretas de redefinição de conceitos para que haja uma adaptação à actual realidade, nomeadamente em termos de cuidados de longa duração, de parente, de dependência, entre outros. 


A moderação esteve a cargo da nossa associada Dr.a Adriana Teixeira.


8.12.17

Os direitos humanos não se aposentam com o avanço da idade!

Comunicado de Imprensa AGE

Os direitos humanos não se aposentam com o avanço da idade!


Bruxelas, 8 de dezembro de 2017

Dia dos Direitos Humanos, 10 de dezembro de 2017


Como a Declaração Universal dos Direitos Humanos esta próxima dos 70 anos, as suas proclamações estão longe de estar desatualizadas. Por ocasião do Dia dos Direitos Humanos, a Plataforma AGE Europa lembra que o próprio ser humano tem os mesmos direitos inerentes e inalienáveis ​​agora e sempre. Nós aproveitamos o impulso do dia para lançar a versão completa do nosso manual on-line ' Manual de auto-defesa ' , que informa as pessoas mais velhas para melhor conhecerem os seus direitos humanos e como reclamá-los.

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Adoptada em 10 de dezembro de 1948 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos mais influentes do mundo. A Declaração Universal foi traduzida em mais de 500 idiomas e inspirou documentos regionais e nacionais de direitos humanos, incluindo a Convenção Europeia de Direitos Humanos.
Para assinalar este aniversário, as Nações Unidas (ONU) está a lançar uma campanha de um ano para reafirmar a relevância e o poder dos direitos humanos.

Assim como a Declaração Universal não perdeu o seu significado, apesar de atingir o seu 70 º aniversário, precisamos lembrar que os nossos direitos humanos não diminuem à medida que envelhecemos”, salientou Anne-Sophie Parent, Secretária-Geral da AGE.

A Declaração Universal proclama que todos nascemos livres e iguais em dignidade e direitos. No entanto, geralmente tendemos a esquecer que temos os mesmos direitos na idade avançada. Como resultado, os Estados ignoram o dever de garantir condições que permitam aos idosos exercer sua dignidade e igualdade.

Para ajudar as pessoas mais velhas a defender os seus direitos humanos, a AGE Platform Europe está a lançar hoje a última parte do seu manual de auto advocacia , um kit de ferramentas on-line que visa capacitar as pessoas idosas a agir para proteger seus direitos humanos nas suas vidas quotidianas.

Incluindo três secções separadas sobre as Nações Unidas, o Conselho da Europa e a União Europeia, o manual explica os modos concretos pelos quais podemos defender os nossos direitos na idade avançada e impulsionar as mudanças positivas ao nível da base.

O último capítulo do manual centra-se nos mecanismos da UE que ajudam a apoiar os direitos das pessoas idosas na União e nas relações com países terceiros.

A Comissária Jourova no seu prefácio desta publicação on-line afirmou: "Esta publicação mostra a importância da União Europeia para o quotidiano dos nossos cidadãos mais velhos e como a lei e os instrumentos da UE ajudam a promover os direitos das pessoas idosas em todos os níveis de governação, mesmo além das nossas fronteiras. Pode ser usado também como um manual para leitores que simplesmente querem obter uma melhor compreensão de seus direitos. Também pode ser uma ferramenta muito prática para as pessoas que atuam na proteção e promoção dos direitos das pessoas mais velhas ou que desejam se envolver mais ".

"O manual da AGE é o nosso apelo a uma nova convenção da ONU que reafirme a relevância dos princípios dos direitos humanos na idade avançada, e que nos ajudará a defender os nossos direitos", conclui a Sra. Anne-Sophie Parent.

http://publications.age-platform.eu/

7.12.17

"Bonecos de Estremoz" já são Património Cultural Imaterial


A UNESCO classificou hoje como Património Cultural Imaterial da Humanidade a produção dos "Bonecos de Estremoz", em barro, uma arte popular com mais de três séculos.

A classificação da “Produção de Figurado em Barro de Estremoz”, vulgarmente conhecida como “Bonecos de Estremoz”, foi decidida na 12.ª Reunião do Comité Intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) para Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que decorre na Ilha Jeju, na Coreia do Sul, até sábado.



A decisão, que ocorreu pelas 01:05 (hora de Lisboa), foi bastante celebrada pela comitiva portuguesa que durante os festejos exibiu exemplares de “Bonecos de Estremoz”.

Na área de Património Cultural e Imaterial da Humanidade estavam a concorrer inicialmente 49 candidaturas, das quais 35 foram aprovadas, tendo no final recolhido parecer negativo 11.

Os “Bonecos de Estremoz” pertencem a uma arte de caráter popular, com mais de 300 anos de história, tendo sido o primeiro figurado do mundo a merecer a distinção de Património Cultural Imaterial da Humanidade, na sequência da candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Estremoz, no distrito de Évora.

A candidatura teve como responsável técnico o diretor do Museu Municipal de Estremoz, Hugo Guerreiro.

Com mais de uma centena de figuras diferentes inventariadas, a arte, a que se dedicam vários artesãos do concelho, consiste na modelação de uma figura em barro cozido, policromado e efetuada manualmente, segundo uma técnica com origem pelo menos no século XVII.

Em Estremoz, trabalham atualmente nesta arte emblemática Afonso e Matilde Ginja, Célia Freitas, Duarte Catela, Fátima Estróia, Irmãs Flores, Isabel Pires, Jorge da Conceição, Miguel Gomes e Ricardo Fonseca.

"Um momento grande da história de Estremoz"

O presidente do município de Estremoz, Luís Mourinha, manifestou-se hoje "muito feliz", após a UNESCO ter classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade a produção dos "Bonecos de Estremoz".

“No fundo é um momento grande da história de Estremoz em termos da sua classificação, das suas gentes, porque o figurado de barro representa tudo o que é o trabalho, tudo o que é a dificuldade dos alentejanos e dos estremocenses em particular”, disse o autarca à agência Lusa.

De acordo com Luís Mourinha, a UNESCO valorizou os “Bonecos de Estremoz”, uma arte popular em barro com mais de três séculos, pela “visão do artista, do artesão sobre a sua envolvência”.

Hugo Guerreiro, em declarações à Lusa, mostrou-se “emocionado” com a distinção.

“Correu tudo como estávamos à espera, sem comentários dos participantes na reunião, foi tudo aprovado de forma rápida. Estamos muito contentes, abrimos também a porta ao resto do figurado no mundo para que, de facto, seja valorizado pelas suas comunidades e pelos seus países”, disse.

Hugo Guerreiro recordou que esta vitória resulta de um trabalho “muito árduo” nos últimos cinco anos.

“Estou muito contente pelos artesãos, recordo muito a minha família, o meu antigo diretor do Museu Municipal de Estremoz, Joaquim Vermelho, um grande amante do boneco de Estremoz e que me passou esta paixão. É um momento para recordar para o resto da vida”, acrescentou.

Emocionada com a distinção da UNESCO, a artesã Perpétua Sousa, que produz “Bonecos de Estremoz” há 43 anos, homenageou todos aqueles que já trabalharam em redor da “Produção de Figurado em Barro de Estremoz”.

“Esta é uma homenagem também para quem nos ensinou a trabalhar, Sabina Santos. A partir de agora temos uma responsabilidade acrescida e acreditamos que a procura de interessados em comprar estas figuras vai aumentar”, disse.

Turismo do Alentejo: Classificação dos "Bonecos de Estremoz" é vitória para Portugal

O presidente da Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva, considerou hoje uma "vitória para Portugal" a classificação pela UNESCO da produção dos "Bonecos de Estremoz" como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

"Muito orgulhoso, muito satisfeito. Eu diria que é uma grande vitória, uma grande vitória para Estremoz, para o Alentejo, mas uma grande vitória para Portugal", disse.

O presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, que falava à agência Lusa após a classificação dos "Bonecos de Estremoz" pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), como Património Cultural Imaterial da Humanidade, destacou a forma como aquele organismo tem reconhecido nos últimos anos as candidaturas portuguesas.

"Houve dossiês aqui que demoraram horas a ser discutidos, o dossiê de Estremoz demorou cinco minutos, e isso diz bem o reconhecimento da UNESCO do trabalho que se faz em Portugal nesta área da preservação do património cultural imaterial" enalteceu.

Ceia da Silva recordou ainda que tem sido desenvolvido um trabalho nos últimos anos em redor da preservação e divulgação da "identidade", acrescentando que é uma área "estratégica" para a região, uma vez que o turista que visita o Alentejo procura o "genuíno e autêntico".

"Nós temos lutado muito pela questão da identidade, para nós é central, é estratégica. Digo muita vez e repito: o turista quando vai ao Alentejo vai para encontrar aquilo que é mais identitário, que é mais autêntico, que é mais genuíno, e termos obtido cinco selos consecutivos é único no mundo", disse.

Nesse sentido, a Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo está a trabalhar num projeto denominado por "Rotas do património cultural imaterial", projeto que deverá estar concluído no final de 2018.

Distinção é "motivo de grande orgulho"

A diretora regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, considerou hoje “muito relevante” e “motivo de grande orgulho” a classificação pela UNESCO da produção dos Bonecos de Estremoz (Évora) como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

“É um motivo de grande orgulho para nós. Desde logo para Estremoz, para a cidade, para a população e para os artistas e artesãos” locais, mas também “para o Alentejo e para Portugal”, congratulou-se, em declarações à agência Lusa.

Segundo Ana Paula Amendoeira, a inscrição deste figurado de barro na lista representativa do Património Cultural Imaterial da UNESCO “é muito relevante”, porque, “dentro do conjunto de práticas culturais que Portugal tem inscritas”, esta candidatura “é especial e única”.

Em 2016, lembrou a diretora regional de Cultura, a UNESCO inscreveu a olaria negra de Bisalhães (Vila Real), mas o figurado de Estremoz “tem características excecionais, quer do ponto de vista da temporalidade”, porque é “uma prática cultural que se exerce há praticamente quatro séculos, desde o século XVII”, quer “pela própria natureza da produção dos Bonecos’, daquilo que representam”.

“É uma forma de apropriação do mundo por parte das práticas culturais populares, porque os ‘Bonecos’ são simbólicos e representam figuras, ideias e valores associados à visão popular do mundo, das comunidades tradicionais e rurais. E isso também é muito relevante”, salientou.

Para Ana Paula Amendoeira, é também “muito importante” o reconhecimento internacional desta produção do figurado de barro da cidade alentejana, pois, apesar de não estar em risco, é preciso protegê-la e assegurar a sua salvaguarda.

“É uma comunidade de artesãos relativamente restrita e concentrada na cidade de Estremoz e, embora não esteja em risco, precisa de salvaguarda e de apoio, portanto, também para proteção desta prática cultural e patrimonial é muito relevante esta inscrição”, sublinhou.

A diretora regional de Cultura do Alentejo elogiou ainda o “caráter exemplar” da candidatura apresentada pela Câmara de Estremoz, que desenvolveu todo o processo com uma equipa do próprio município, e cumprindo “escrupulosamente” tudo o que é exigido pela lei portuguesa e pelas regras da UNESCO.

“Foi feita com a ‘prata da casa’, com uma equipa interna ligada ao Museu Municipal, e não representou custos para o município, no sentido em que não foi adjudicada a entidades externas a elaboração da candidatura. Foi feita com conhecimento endógeno do município, com muita investigação e sempre com o apoio da Direção Regional de Cultura”, assinalou.

Ministério dos Negócios Estrangeiros saúda reconhecimento

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, saudou hoje o reconhecimento pela UNESCO dos "Bonecos de Estremoz" como Patrimiónio Imaterial da Humanidade, sublinhando que é uma afirmação do valor da cultura popular e das artes tradicionais portuguesas.

Augusto Santos Siva saudou tanto a Câmara Municipal de Estremoz, que "participou ativamente na apresentação da candidatura", como os artesão que preservam esta arte tradicional em Estremoz e chamou a atenção para o "duplo significado" deste reconhecimento.

"Por um lado, é a afirmação do valor e da cultura popular e das artes tradicionais portuguesas e, em segundo lugar, é também uma consciência do muito que temos que fazer para cultivar essas artes e preservar essas tradições", considerou o ministro.

Augusto Santos Silva chamou ainda a atenção para o facto de este ser o sétimo bem português classificado como Património Imaterial da Humanidade, depois da dieta mediterrânica, da arte da falcoaria, do fado e do cante alentejano, assim como o fabrico de chocalhos e a olaria de barro de Bisalhães.


Principais datas das classificações nacionais como Património Mundial

1983 - 05-09 dezembro:

A UNESCO decidiu, em Florença, a classificação simultânea dos primeiros quatro locais portugueses como Património Mundial: centro histórico de Angra do Heroísmo(Açores), Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos/Torre de Belém (Lisboa) e Convento de Cristo (Tomar).

As justificações apresentadas no relatório do comité foram diversificadas, indo do critério de um “excelente exemplo de um tipo de construção”, para o caso de Angra do Heroísmo, à peça “representativa de uma obra prima do génio criativo da humanidade”, quanto à Batalha.

1986 - 24-28 novembro

O quinto espaço português a ser classificado como Património Mundial pela UNESCO foi o centro histórico de Évora, sendo, de acordo com os critérios da organização, “testemunho de uma troca considerável de influências durante um dado período ou numa determinada área cultural” e, tal como Angra do Heroísmo, um “excelente exemplo de um tipo de construção ou um conjunto arquitetónico ou tecnológico ou paisagístico ilustrando um ou mais períodos significativos da história da humanidade”.

1989 - 11-15 dezembro

O Mosteiro de Alcobaça foi introduzido na lista de locais classificados como Património Mundial, por constituir “uma das mais importantes abadias cistercienses europeias, atendendo ao seu estado de conservação e à sua arquitetura, símbolo de Cister”, de acordo com um documento da Comissão Nacional da UNESCO sobre os locais portugueses.

1995 - 04-09 dezembro

A UNESCO incluiu a paisagem cultural de Sintra na lista, devido ao seu “valor universal extraordinário, representando uma abordagem pioneira ao paisagismo Romântico que teve uma destacada influência nos desenvolvimentos de outras partes da Europa”.

1996 - 02-07 dezembro

O centro histórico do Porto foi inscrito como Património Mundial pelo “distinguido testemunho que muitos dos seus edifícios históricos e o seu tecido urbano” detêm da evolução da cidade ao longo dos últimos mil anos, explicou, na altura, o relatório da UNESCO.

1998 - 30 novembro – 05 dezembro

A 22.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO assistiu à classificação dos Sítios Pré-históricos de Arte Rupestre do Vale do Rio Côa e de Siega Verde (Espanha), tendo na altura os delegados da Austrália e de Marrocos expressado a sua satisfação pelo “contributo dado para a diversidade e credibilidade” da lista de Património Mundial.

1999 - 29 novembro – 04 dezembro

O Comité do Património Mundial da UNESCO aceitou a entrada da Floresta Laurissilva da Madeira na lista, o maior espaço sobrevivente de um tipo de floresta em tempos propagada pela Europa.

2001 - 11-16 dezembro
A preservação “excecional” do centro histórico de Guimarães foi um dos vários motivos que garantiram a entrada para a lista de Património Mundial, para a qual também contou a ligação da cidade ao “estabelecimento da identidade e da língua portuguesa”.

Na mesma sessão, o Comité do Património Mundial da UNESCO inscreveu o Alto Douro Vinhateiro na lista, devido à história, cultura e paisagem daquela região.

2004 - 28 junho – 07 julho

A Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, nos Açores, considerada Património Mundial a partir deste ano, “reflete uma resposta única à vinicultura numa pequena ilha vulcânica que tem vindo a evoluir desde a chegada dos primeiros colonizadores no século XV”, segundo a UNESCO.

2011 - 27 novembro

O fado foi considerado Património Imaterial da Humanidade, segundo uma decisão tomada durante o VI Comité Intergovernamental da Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura, ficando reconhecida a importância deste género musical como parte da identidade cultural de Portugal.

2012 - 30 junho

A maior fortificação abaluartada do mundo, em Elvas, foi classificada como Património Mundial, num edificado que remonta ao reinado de D. Sancho II (1243-1248), possuindo um perímetro de oito a dez quilómetros e uma área de 300 hectares.

2013 - 22 junho

A Universidade de Coimbra foi considerada Património Mundial da UNESCO. Durante séculos, foi a única universidade portuguesa e afirmou, na cidade do rio Mondego, uma identidade cultural.

2013 - 04 dezembro

A dieta mediterrânica foi classificada como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

2014 - 27 novembro

Classificação do cante alentejano, canto coletivo, sem recurso a instrumentos e que incorpora música e poesia, como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

2015 - 01 dezembro


Classificação pela UNESCO do fabrico de chocalhos em Portugal, ofício e manifestação cultural que tem no Alentejo a sua maior expressão a nível nacional, como Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente.

2016 - 29 novembro

O processo de fabrico do barro preto de Bisalhães, em Vila Real, foi inscrito na lista do Património Cultural Imaterial que necessita de salvaguarda urgente da UNESCO.

2016 - 30 de novembro

A falcoaria portuguesa foi classificada pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade, depois de uma candidatura apresentada pelo município de Salvaterra de Magos (distrito de Santarém).

2017 - 07 de dezembro

A produção dos "Bonecos de Estremoz", em barro, uma arte popular com mais de três séculos, foi classificada como Património Cultural Imaterial da Humanidade, na sequência da candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Estremoz (distrito de Évora).

4.12.17

Centeno eleito presidente do Eurogrupo


Ministro das Finanças português foi eleito na segunda volta, disputada apenas com o luxemburguês Pierre Gramegna. O eslovaco Peter Kazimir e a candidata da Letónia Dana Reizniece-Ozola retiraram a sua candidatura depois da primeira ronda de votações.

Mário Centeno foi esta segunda-feira eleito presidente do Eurogrupo pelos ministros das Finanças da zona euro.

O ministro português foi eleito na segunda volta, depois de numa primeira ronda nenhum dos candidatos ter conseguido obter uma maioria simples, isto é, 10 votos em 19 ministros.

Centeno disputou a segunda volta apenas com o luxemburguês Pierre Gramegna, depois de o eslovaco Peter Kazimir e da letã Dana Reizniece-Ozola terem retirado a sua candidatura.

Centeno partia como favorito na corrida à liderança do Eurogrupo, depois de ter conseguido reunir um grande número de apoios, entre eles o da Alemanha, França, Itália e Espanha. Ao início desta tarde, Jeroen Dijssembloem já tinha dado o ministro das Finanças português como seu sucessor, corrigindo imediatamente depois a sua declaração. À entrada para a reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, onde viria a ser escolhido o novo líder, o ex-ministro das Finanças holandês afirmou: “Sou presidente do Eurogrupo até 12 de janeiro e Mário Centeno sê-lo-á a 13”. Percebendo o deslize, corrigiu logo de seguida: “Eu disse Mário Centeno? Obviamente, não sei quem vai ganhar. Aparentemente, o nome dele estava na minha cabeça. Façam-me um favor; não me citem sobre este tema”.

O processo de eleição previa a realização de quantas voltas fossem necessárias até ser alcançada uma maioria simples por um dos candidatos. Ou seja, pelo menos 10 votos entre os 19 membros da área do euro. Também esta segunda-feira, à entrada para a reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, Centeno afirmou que o objetivo para a eleição do novo presidente é obviamente ganhar” e, se possível, à primeira volta. “O objetivo em qualquer eleição em que nos colocamos é obviamente ganhar. Fizemos o que tínhamos que fazer dentro do grupo dos países com governos sociais-democratas (socialistas), depois conversando de forma muito aberta com os outros grupos políticos”, afirmou então o ministro português.

Questionado pelos jornalistas sobre se esperava vencer logo na primeira volta, Centeno admitiu que “seria um bom resultado”, uma vez que “qualquer candidato que seja eleito à primeira volta num processo destes tem obviamente uma posição se calhar reforçada”. Referindo-se à eleição do novo líder do Eurogrupo como “o início de um novo ciclo político em muitos países na Europa”, o ministro português sublinhou então a importância de iniciar um “processo de reformas que completem algumas das instituições-chave da área do euro que todos identificam como não estando completas, começando seguramente pela união bancária”. O ministro reiterou ainda que o objetivo da sua candidatura passa por “gerar consensos”. “Mostrámos a todos que podemos alcançar consensos, podemos trabalhar com outras partes, com as instituições. Portugal é um exemplo disso ultimamente, por isso penso que estou numa boa posição”.

Mário Centeno assumirá as rédeas do Eurogrupo a partir do dia 13 de janeiro, data em que termina o mandato de Jeroen Dijsselbloem, e permanecerá no cargo durante dois anos e meio.


Susana Frexes, correspondente em Bruxelas, Helena Bento e Luísa Meireles
Jornal Expresso, 2017-04-12

Almoço Convívio Natal Delegação Norte APRe!

Os núcleos do Grande Porto e demais núcleos da Delegação do Norte da APRe!, vão realizar o almoço de Natal no Porto, para os seus associados poderem confraternizar nesta época natalícia e, ao mesmo tempo, comemorar o 5º aniversário da Associação.

Poderão naturalmente ser acompanhad@s de familiares e amig@s para este almoço/convívio (contamos com surpresas....)

Para tal, convidamo-los a estar presentes no dia 16 de dezembro, sábado, pelas 13 horas na Associação Católica Internacional, que fica situada atrás do Ateneu Comercial (Rua Passos Manuel), no Beco Passos Manuel nº 40 (a Estação de metro da Trindade é a cerca de 5 m a pé). Caso venha de automóvel de mais longe poderemos dar sugestões para o efeito.

O valor a pagar será de 20€ por pessoa. No entanto, a simpatia, a privacidade e, fundamentalmente a qualidade e variedade da ementa compensam bem, pela nossa experiência anterior.

A inscrição deverá ser feita para este mail apre.delegacaonorte@gmail.com ou para os contactos: 224 023 065/ 966326011 até 12 de Dezembro e o pagamento far-se-á no local.

Em caso de dúvidas não hesite em contactar.

Saudações

A delegada do Norte da APRe!





Almoço Convívio Natal Delegação Norte APRe!

Ementa 

Couvert
Entradas diversas
Creme de Legumes

Prato Principal
Bacalhau com Natas
Saladas variadas
OU
Lombo de Porco aromatizado com
Alecrim, batata assada e mescla de verdes
OU
Prato Vegetariano

Buffet de Sobremesas Natalícias
Leite Creme
Aletria
Arroz Doce
Formigos
Rabanadas
Sonhos
Fruta

Bebidas
Águas
Sumos
Vinho  Selecção da Cave
Chá
Café

3.12.17

Com pressa para envelhecer: Vamos ser os mais rápidos a chegar aos 50 anos

Esta infografia mostra a idade média da população entre 1960 e 2060. A ONU prevê, para alguns países europeus, uma idade média de 50 anos para daqui a pouco mais de uma década.

A previsão abrange países como Espanha, Itália, Grécia e Portugal, enquanto países como a Alemanha, a Polónia, a Bósnia e a Croácia, vão atingir essa média mais tarde. As previsões apontam para que, em 2030, o nosso país tenha uma idade média de 50 anos, com todas as implicações que isso tem para a segurança social, a saúde e o mercado de trabalho. O Reino Unido, França, Irlanda e os países que faziam parte da União Soviética serão aqueles com a população mais jovem.

Clique para ver a evolução da idade média na Europa entre os anos de 1960 e 2050
Mário Malhão

1.12.17

Visita guiada à exposição "O que Foral do Porto. 1517 - 2017. Marca de um rei, imagem de uma cidade".


APRe!

Associação de Aposentados, pensionistas e reformados

Delegação do Norte

No dia 13 de Dezembro, quarta-feira, às 15h, temos marcada uma visita guiada, na Casa do Infante, à exposição "O que Foral do Porto. 1517 - 2017. Marca de um rei, imagem de uma cidade".
Oferece, esta exposição, diversas perspectivas em torno do Foral Manuelino do Porto, outorgado em 1517 pelo rei D. Manuel I (prospecto distribuído pela Casa do Infante).

O ponto de encontro será na entrada da Casa do Infante, às 14,45h.

30.11.17

Idade legal de reforma sobe mais um mês em 2019

Governo aponta para os 66 anos e cinco meses em 2019

O ministro da Segurança Social afirmou hoje que a idade legal da reforma em 2019 deverá fixar-se nos 66 anos e cinco meses e salientou o aumento real do poder de compra dos pensionistas em 2018.

Vieira da Silva falava no final do Conselho de Ministros, após ter sido confrontado com os dados referentes ao impacto do aumento da esperança de vida no fator de sustentabilidade em relação à determinação da idade de reforma para 2019, o que fará com que a idade legal da reforma passe para os 66 anos e cinco meses nesse mesmo ano.

"É assim que está organizado o nosso modelo de sistema de pensões. Obviamente, se nada houver em contrário, esse será o valor que vigorará para 2019 no que respeita à idade legal da reforma", alegou o membro do executivo.

Logo a seguir, porém, Vieira da Silva referiu que hoje, também, foram conhecidos os dados consolidados do Produto Interno Bruto (PIB) que "garantem que o crescimento da economia para efeitos da atualização das pensões se situou na média dos dois anos acima dos 2%".

"Tal confirma a perspetiva aquando do recente debate orçamental. Este ano, pela primeira vez, ao fim de vários anos, haverá para a generalidade um aumento real do poder de compra" por parte dos beneficiários de pensões, disse.

De acordo com o titular das pastas do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, esse "é um dado extremamente positivo, porque terá um efeito muito significativo para a esmagadora maioria dos pensionistas".

"A esmagadora maioria dos pensionistas terá um aumento real das suas pensões em 2018", acrescentou.

29.11.17

Vírus da gripe mais perigoso este ano


Diretora-geral apelou à vacinação, sobretudo dos grupos de risco, com doentes crónicos e idosos.


O vírus da gripe deste inverno pode ser particularmente perigoso. Por isso, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, apelou esta terça-feira à vacinação, nomeadamente dos grupos de risco, com os idosos e os doentes crónicos. "Quando o vírus dominante é um vírus H3N2, a intensidade da gripe tende a ser maior e a gravidade da doença" também, disse a responsável, sublinhando que se morre mais durante o inverno, devido "às baixas temperaturas, à gripe e a outros vírus em circulação".

Segundo Graça Freitas, é também nessa época que há mais pressão nos serviços de saúde. Isto porque entre 16 e 17 por cento das pessoas que vão às Urgências no inverno podem necessitar de um internamento, contra menos de 10 por cento nas outras épocas. 

A responsável pela Direção-Geral de Saúde (DGS) aproveitou para apelar também a que as pessoas optem por procurar mais os centros de saúde do que as urgências hospitalares. E explicou que a linha Saúde 24 dispõe dessa informação e pode indicar qual o centro de saúde que está aberto na zona e no momento que o utente precisa. 

O Estado comprou para a época gripal atual 1,4 milhões de vacinas, que este ano passaram a ser também gratuitas para as pessoas com diabetes e para os bombeiros . 

Segundo dados da DGS, foram administradas 1,1 milhões de vacinas da gripe no Serviço Nacional de Saúde e ainda há 300 mil doses disponíveis. As farmácias também disponibilizam vacinas e dispõem de 600 mil doses para venda. 

 Vacinação contra a gripe 2017/2018

Sobre os planos de contingência para a época gripal, a diretora-geral da Saúde disse que estes são feitos a nível regional e que cada instituição avalia as suas necessidades. No entanto, Graça Freitas recordou a possibilidade de os serviços gerirem melhor as altas sociais, libertando camas para quem mais precisa.

Sónia Trigueirão

28.11.17

Dois milhões para soluções de mobilidade para idosos


Comissão Europeia lança concurso financiado pelo Horizonte 2020. Objetivo é responder às exigências de uma Europa cada vez mais idosa.

A Comissão Europeia apresentou esta manhã, em Lisboa, o Prémio Horizonte em Inovação Social, no valor de 2 milhões de euros. Iniciativa vai premiar as ideias mais inovadoras na mobilidade para idosos.

O concurso vai decorrer em 2019, podendo ser entregues candidaturas até 28 de fevereiro desse ano. Será entregue um primeiro prémio de um milhão de euros e quatro segundos prémios de 250 mil euros, cada. O financiamento vem do Horizonte 2020, o programa de investigação e inovação da União Europeia.

A apresentação do prémio foi feita pelo comissário europeu Carlos Moedas que sublinhou a cada vez mais crescente população idosa da Europa. "Não temos alternativa senão inovar agora para atender às crescentes necessidades dos cidadãos mais velhos, especialmente à necessidade de melhor mobilidade", defendeu.

As soluções apresentadas têm de poder ser replicadas e adaptadas e devem promover a criatividade da base para o topo juntando inovadores, organizações da sociedade civil e dos setores público e privado, aponta a Comissão Europeia. Os vencedores têm de combinar a componentes tecnológicas, sociais e comportamentais. Têm de estar implementadas por um período de, pelo menos, cinco meses durante o concurso.

Os vencedores vão ser anunciados no segundo trimestre de 2019.

Ana Bela Ferreira
DN de 27 de novembro de 2017

27.11.17

Colóquio sobre o "Testamento Vital"

O Núcleo do Seixal da APRe! realizou em 23 de Novembro o anunciado colóquio sobre o "Testamento Vital", com uma assistência quase recorde de 58 amigos, interessados na importância do tema e atraídos pelo prestígio do orador, o Prof. Dr. Rui Nunes. médico e professor catedrático na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, e autor do texto que deu origem ao Dec.Lei 25/2012.

Ficámos a conhecer o significado do testamento vital como manifestação da nossa vontade para que, em caso de impedimento, ela seja respeitada nos cuidados clínicos que desejamos em situações limite de saúde. E a diferença profunda entre o que este documento permite e a situação de eutanásia ou morte assistida que está agora em discussão na Assembleia da Republica.

No final houve um debate muito vivo e participado, em que o Prof.Dr. Rui Nunes respondeu com muita clareza e abertura, mesmo às pergunta ou questões mais delicadas, pois o tema envolve ética e convicções pessoais, pelo que é tudo menos pacifico.

Deixamos os nossos agradecimentos ao Prof.Dr.Rui Nunes, pela sua pronta e generosa disponibilidade para se deslocar do Porto até ao Seixal, bem como à colaboração da Junta de Freguesia da Amora, da Unisseixal-Universidade Sénior do Seixal e da Câmara Municipal do Seixal, na logistica do evento.

A forma mais fácil de concretizar o Testamento Vital é dirigir-se ao Centro de Saúde, pedir o formulário para o efeito, preenche-lo e entregá-lo, para seja inserido no registo nacional gerido pelo Serviço Nacional de Saúde. Em caso de duvidas pode clarificar os termos do formulário, ou esclarecer procedimentos clínicos, com o seu medico de família. "



Núcleo do Seixal da APRe!

Antonio Henriques

25.11.17

O que traz o OE 2018 para os aposentados e pensionistas?

APRe! NORTE

Resumo da SESSÃO /DEBATE sobre o ORÇAMENTO DO ESTADO para 2018, realizada na sede da Delegação do Norte da APRe! (síntese feita pelos dois associados que tomaram a seu cargo este debate):

“Resumo da sessão de debate sobre o Orçamento de Estado para o ano de 2018, realizada no dia 09 de Novembro de 2017, e subordinada ao tema:

O que traz o OE 2018 para os aposentados e pensionistas ?

I - Enquadramento da evolução do conceito de Orçamento de Estado em Portugal
  1. A Primeira Constituição (1822) atribuiu competência às Cortes para fixar anualmente os impostos e as despesas públicas, reduzindo a discricionaridade do Rei.
  2. Posteriormente, o Regulamento da Contabilidade Pública, de 31 de Agosto de 1881, estabelece que o Orçamento “É o documento onde são previstas e computadas as receitas e as despesas anuais, competentemente autorizadas”, ou “Documento onde se prevêem as receitas e despesas públicas autorizadas para o período financeiro”
  3. Entre 1834 e 1936 o período financeiro começava em 1 de julho e terminava a 30 de junho
  4. Durante o Estado Novo, a Assembleia Nacional, não aprovava o Orçamento de Estado. Autorizava o Governo a elaborar e aplicar o Orçamento.
  5. Só com a Revolução de Abril e o ordenamento juridico/Constitucional subsequente se adoptou o modelo actualmente vigente (com adaptações inerentes à integração na CE), dando visibilidade e (alguma) transparência a uma parte significativa da gestão dos recursos obtidos e aplicados pela Administração Publica, convocando os cidadãos para a participação e a vigilia.

II - Aspectos mais relacionados com Pensionistas e Reformados

1. Eliminação da transferência extraordinária para compensação do sistema previdencial

O OE 2018 prevê uma transferência para cumprimento da Lei de Bases da Segurança Social (regime não-contributivo) no montante de 6.625 milhões €.
E, diferentemente do acontecido nos últimos anos (2012-2017), para 2018 não está prevista qualquer transferência extraordinária do OE para financiamento do défice do sistema previdencial da segurança social, considerando que o mesmo atingiu o equilibrio.
Isto não dispensa a procura de novas fontes de receitas para assegurar o equilíbrio no futuro.
2. Atualização das pensões da CGA e dos regimes contributivos e não contributivos, de acordo com a lei em vigor (Lei- n.º 53-B/2006, de 29.12): PIB ≥ 2% ; IPC a apurar(Nov./Dez.). (Exemplificou-se com IPC= 1,2%):

- aumento de 1,7% (1,2 inflação + 0,5) nas pensões até 857 euros (Até 2IAS)
- aumento de 1,2% para as pensões acima de 857 e até 2.570 euros (entre 2IAS e 6IAS)
- subida de 0,95% para as pensões entre 2.571 e 5.142 euros (entre 6IAS e 12IAS)
- acima de 12IAS mantém-se o congelamento, ou seja, este é o limite de actualização das pensões(enquanto se mantiver a restrição)

3 - atualização extraordinária de pensões a partir de Agosto 2018

Actualização extraordinária das pensões até 1,5 IAS de 10 € ou 6€ em agosto de 2018, considerando naquele valor a actualização normal verificada em janeiro (art.90.º do OE 2018), 

ou seja:

Se a atualização automática não atribuir ao pensionista um aumento até 10 euros em Janeiro, (ou 6€) então em Agosto 2018 será atribuído o remanescente (atualização extraordinária)

4 - eliminação da penalização do fator de sustentabilidade (13,88%) nas reformas antecipadas (60 anos de idade e 40 de contribuição)
Mantém-se a penalização pelo tempo de antecipação (0,5% ao mês)

5 - eliminação do corte atualmente aplicado quando as pensões de invalidez convolam em pensões de velhice aos 65 anos de idade.
Anulam-se as penalizações pelo factor de sustentabilidade e pelo tempo de antecipação

6 - antecipação da idade de acesso à pensão de velhice para carreiras muito longas
Trabalhadores com 60 anos de idade e 48 anos de contribuições ou 60 anos de idade e 46 anos de contribuições a partir dos 14 anos, sem qualquer penalização.

7- Alterações aos escalões de IRS para 2018

Foram acrescentados escalões adicionais de IRS. Porém:
  • A inflação não foi repercutida nos limites dos escalões que não foram alterados (que assim se agravam).
  • O efeito da divisão dos escalões não se repercute nos seguintes (como deveria acontecer de acordo com o principio do imposto)
  • O mínimo de existência foi indexado ao IAS: 1,5x14xIAS (cerca de 9.000€ em 2018)
  • Mantém-se a taxa adicional de solidariedade para o rendimento excedente de 80.000€, de 2,5% e 5%.

III - Eventuais sugestões de melhoria e alterações a propor

  • Reverter as alterações introduzidas pela troika que continuam a prejudicar os aposentados e pensionistas;
  • Reformular as regras de actualização das pensões e de outras prestações de segurança social (Lei n.º 53-B/2006 de 29.12), de forma a travar as sucessivas perdas de rendimento, absorvido pela inflação;
  • Eliminar as diferenças de regime quanto à bonificação para carreiras longas nas reformas antecipadas da CGA ;
  • Reforçar a sustentabilidade financeira da segurança social e CGA (ver Relatório - págs. 243 a 246): alargamento da base contributiva, campanha para mostrar a importância do sistema público de pensões e a manutenção do seu equilíbrio, etc.;
  • Rever e ajustar as tabelas e os escalões de IRS para corrigir o “enorme aumento de impostos”, até agora só muito parcialmente atenuado e levar em conta a singularidade da tributação dos pensionistas (baixas deduções para a formação do rendimento colectável).
  • Adequar as tabelas de retenção de IRS ao imposto a cobrar, sem excessos, como ocorre actualmente;
  • Prosseguir o esforço de adequação das contribuições e coberturas da ADSE;
  • Compilar e tentar obter clarificação e adequação legislativa sobre as situações de acumulação de rendimentos e a sua compatibilidade com as pensões.


OE 2018 -Novidades e recomendações de acção

Principais receitas e despesas da Segurança Social