20 de janeiro de 2021

Envelhecer é inevitável? "Haverá tratamentos para o envelhecimento nos próximos anos"

Andrew Steele é um dos biogerontólogos que acredita que o envelhecimento poderá ser tratado e revertido e conta à TSF que tal será na possível na escala de vida de algumas pessoas hoje existentes.


 "É uma ideia controversa, Andrew Steele não nega. O biólogo defende, em declarações à TSF, que o percurso de vida não tem de assentar na narrativa do envelhecimento como algo de inescapável. "Não digo necessariamente que o envelhecimento seja uma doença, embora algumas pessoas o considerem, mas não importa realmente o lhe chamamos: o ponto importante é que o envelhecimento causa a maior parte dos problemas de saúde no mundo moderno. Por exemplo, ter pressão alta eleva para aproximadamente o dobro o risco de se ter um ataque cardíaco; se tivermos 80 anos, em vez de 40, esse risco é multiplicado por dez." 
  
Há outros cientistas, conhecidos como biogerontólogos, que também pensam assim. A cada sete ou oito anos, o risco de morte duplica. Uma criança de dez anos tem em média 0,00875% de probabilidade de morrer, e, aos 65 anos, esse risco sobe para 1%. A partir dos 92 anos, o ser humano tem 20% de probabilidade de não chegar ao ano seguinte. No livro "Ageless: The New Science of Getting Older Without Getting Old", Andrew Steele sustenta que a "cura" para a "doença" do envelhecimento é um cocktail de estratégias.

"Não acredito que haverá um único tratamento: será um portfólio de diferentes abordagens que atacam as 'marcas' subjacentes ao processo de envelhecimento; as mudanças celulares e moleculares fundamentais que levam ao nosso envelhecimento e que vão desde a reparação a danos do DNA e às proteínas e moléculas dentro das nossas células, às próprias células que envelhecem e apresentam um mau funcionamento, a sistemas inteiros, como o sistema imunológico, que enfraquece com a idade." As 'marcas' a que Andrew Steele se refere não são doenças como o cancro, embora a doença oncológica seja provocada pelas marcas que também estão na origem do envelhecimento. É nesses fatores que os biogerontólogos fixam as esperanças."

 

Ler mais aqui: https://www.tsf.pt/futuro/envelhecer-e-inevitavel-havera-tratamentos-para-o-envelhecimento-nos-proximos-anos

19 de janeiro de 2021

Breves nº 1/2021 - 18/01

 

ACEITE O CONVITE PARA FALAR DE...

                    VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19
Inscrição obrigatória através do link:

18 de janeiro de 2021

Saúde mental na pandemia: “Há desgaste e ninguém tem resiliência infinita”, a entrevista a Osvaldo Santos

 

Helena Bento - Jornalista

A crise não afeta a todos de forma igual, e isso serve para as questões financeiras mas também para as questões de saúde mental. Há grupos a que prestar especial atenção, como as pessoas com doença crónica, seja física, seja psicológica ou psiquiátrica, ou em situação de desemprego ou com menos rendimentos. Serão, de novo, as mais afetadas pelo novo confinamento. Há estratégias, contudo, que podem ser adotadas, tanto por essas pessoas, como por todas as outras. Entrevista com Osvaldo Santos, psicólogo e um dos coordenadores do recém-divulgado estudo “Saúde Mental em Tempos de Pandemia”, realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge em parceria com outras entidades 

Osvaldo Santos - Psicólogo

 "Pessoas com doença crónica, seja física, seja psicológica ou psiquiátrica, ou em situação de desemprego ou com menos rendimentos serão de novo as mais afetadas pelo novo confinamento, mas toda a população o será de uma forma ou de outra. Osvaldo Santos, psicólogo e um dos coordenadores do recém-divulgado estudo “Saúde Mental em Tempos de Pandemia”, realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge em parceria com outras entidades, antecipa um aumento do número de portugueses com sintomas psicológicos. “A crise vai-se prolongando, a adversidade também, e os recursos vão-se exaurindo.” Há, contudo, estratégias que podem ajudar a diminuir o “sofrimento psicológico”.
 
 


"O primeiro-ministro anunciou mais 14 medidas de reforço do confinamento. O objetivo é o de garantir que os portugueses ficam - mesmo - em casa. Mas as escolas continuarão abertas (com mais polícia à porta)"
 
A lista das novas medidas de confinamento aprovadas hoje no Conselho de Ministros
 
  • Proibida a venda ou entrega ao postigo em qualquer estabelecimento do ramos não alimentar, como por exemplo lojas de vestuários;
  • Proibida a venda ou entrega ao postigo de qualquer tipo de bebida, mesmo cafés, em estabelecimentos alimentares que estejam em take away;
  • Proibida permanência e consumo de bens alimentares à porta ou nas imediações dos estabelecimentos alimentares;
  • Encerrados todos espaços de restauração em centros comerciais, mesmo em take away;
  • Proibidas todas as campanhas de saldos, promoções e liquidações que promovam deslocação e concentração de pessoas;
  • Proibida permanência em espaços públicos de lazer como jardins, ("podem ser apenas frequentados, não servir de espaço de permanência");
  • Solicitar aos autarcas que limitem acesso a locais de grande concentração de pessoas em frentes marítimas ou ribeirinhas, assim como de bancos de jardins, parques infantis;
  • Proibido usar equipamentos desportivos, mesmo que individuais, nomeadamente campos de ténis ou padel;
  • Encerrados centros de dia e de convívio, assim como universidades séniores;
  • Teletrabalho: todos os trabalhadores que tenham se deslocar carecem de credencial emitida pela empresa. E todas as empresas de serviços com mais de 250 trabalhadores têm de enviar em 48h à Autoridade para Condições de Trabalho a lista nominal dos que estarão em trabalho presencial;
  • Reposta a proibição de circulação entre concelhos ao fim‑de‑semana;
  • Todos estabelecimentos devem encerrar às 20 h dias úteis e às 13h aos fim‑de‑semana (menos retalho alimentar, que aos fim‑de‑semana se pode prolongar até às 17h)
  • Reforço de fiscalização da ACT e das forças de segurança - que terá mais visibilidade nas imediações de estabelecimentos escolares, para dissuadir e impedir ajuntamentos.
  • As escolas, essas, continuarão todas abertas. E o Governo fez uma "clarificação", dizendo que ATL estarão abertos.

 
 

 

14 de janeiro de 2021

Novo confinamento. A lista de tudo o que vai fechar. E as 52 excepções (inclui hotéis, escolas de condução e centros de explicação)

 

Atividades recreativas, de lazer e diversão, atividades culturais e artísticas, atividades desportivas, Atividades em espaços abertos, espaços e vias públicas, restauração. Eis a lista completa de tudo o que Governo mandou fechar já esta quinta-feira. E também as (várias) excepções, que poderão estar abertas - sob condições estritas de segurança - desta vez incluindo centros de explicações, mas também hoteis, drogarias, escolas de condução, entre outras. São 52, essas excepções (veja a lista)