7 de março de 2021

Coronavírus - Equipas móveis vão percorrer o país para testarem todas as escolas públicas

Em cada concelho será seleccionado um estabelecimento de ensino onde se concentrarão os testes. Professores, funcionários e alunos terão que se deslocar a essa escola. Universo de testados rondará 500 mil pessoas no primeiro varrimento. Repetição dependente da incidência.

 Equipas móveis, compostas por enfermeiros, técnicos e administrativos, vão percorrer o país para testarem todas as escolas públicas do continente. A complexa operação, que vai implicar no primeiro varrimento testar cerca de 500 mil pessoas, está a ser preparada pelos ministérios da Saúde e Educação em parceria com os laboratórios privados e com a Cruz Vermelha, que desde finais de Janeiro já realizou 55 mil testes nas escolas do continente. Neste universo, só foram detectados 70 casos positivos pelo novo coronavírus.

Mesmo assim, o Governo quer alargar o rastreio a todas as escolas públicas do país à medida que Portugal continental começar a desconfinar. As novas regras da estratégia nacional de testes para o novo coronavírus, que foi alterada no final da semana passada, determinam que nos diversos níveis de ensino serão testados todos os professores e funcionários, a que acrescem os alunos apenas do secundário, ou seja, 10º, 11º e 12º ano. Só este grupo, segundo as últimas estatísticas oficiais do Ministério da Educação referentes ao ano lectivo 2018/2019, integra perto de 315 mil jovens, 20 mil dos quais não estão abrangidos porque se encontram nas regiões autónomas.

Tudo indica que o modelo de realização dos testes será aquele que já se encontra no terreno com a Cruz Vermelha. Gonçalo Órfão, que coordena o programa de testes daquele organismo, explica que em cada concelho foi seleccionado pelos serviços regionais de educação um estabelecimento de ensino onde se concentra a realização dos testes. “As pessoas deslocam-se a essa escola para serem testadas”, explica Órfão, especialista em imuno-hemoterapia, que acrescenta que em casos excepcionais podem existir dois locais de testagem num só concelho, como já aconteceu no Alentejo. Dentro das escolas deverão ser usados os espaços de maior dimensão como os pavilhões gimnodesportivos.

 

Ler mais aqui: https://www.publico.pt/2021/03/06/sociedade/noticia/equipas-moveis-vao-percorrer-pais-testarem-escolas-publicas

 

5 de março de 2021

Outras epidemias e o futuro

  
Manuel Sobrinho Simões
 

"Seria um desperdício inaceitável não aprender com a experiência que vivemos este ano. À maneira de Sérgio Godinho, seria bom que pudéssemos dizer que o 31.º ano do PÚBLICO “foi o primeiro ano do resto das nossas vidas”.


O PÚBLICO faz hoje 31 anos. Estou a tomar emprestado o lugar do director num ano do arco-da-velha. Não só por escapar ao sistema decimal – sempre os cinco dedos de cada mão… –,​ mas porque há um ano a pandemia espalhou-se por toda a parte e também nos acertou em grande.

Perguntar-se-á por que raio os responsáveis decidiram convidar um tipo como eu para esta função? Não sei. Sou um médico especialista em diagnóstico de cancro e sei pouquíssimo de virologia e epidemiologia. Talvez tenha sido porque tenho a mania de valorizar a procura da compreensão a partir da biologia. E, é claro, sou “do PÚBLICO” desde o primeiro dia.

 Presumo que também terá contribuído para a escolha o facto de me ter posto a jeito. No primeiro trimestre de 2020, discuti “Natureza e humanidade: genética, ‘epigenéticas’ e longevidade”, a propósito da iniciativa Ser e Estar Vivo, o problema da “Epidemia dos cancros da tireoide” no domínio da explosão do diagnóstico de tumores minúsculos em vários órgãos, e o “Futuro da saúde e a evolução da medicina” no Dia do Patrono, Ribeiro Sanches, um precursor da Saúde Pública, nascido a 7 de Março de 1699 em Penamacor. Nessa altura, segunda semana de Março de 2020, já estávamos em pleno crescimento da pandemia e não antecipávamos o que aconteceria.

 

Ler mais aqui: https://www.publico.pt/2021/03/05/opiniao/noticia/epidemias-futuro

3 de março de 2021

Pandemia, pandemónio e saúde mental

 A conferência “Pandemia, pandemónio e saúde mental”, que se realizou a 25/02, pode agora ser vista, em versão editada, no YouTube, canal da APRe! Direção:

O link de acesso: Pandemia, pandemónio e saúde mental 

A Direção

2 de março de 2021

O proletariado intelectual em teletrabalho

 

Gabriel Leite Mota
 "Numa altura de dificuldade e de polarização como a que estamos a atravessar, convém acertar o alvo. Vir dizer que quem deve pagar a crise é uma suposta classe média, que quase já não existe (ainda para mais chamando-a de burguesa), é dar um tiro ao lado."

 

Em entrevista ao Jornal i, a professora de economia, Susana Peralta, declarou que uma forma de subsidiar quem está a ser muito prejudicado pelos encerramentos causados pela pandemia seria através da cobrança de impostos extraordinários àqueles que ela designou por “burguesia do teletrabalho” ou trabalhadores dos serviços, que são os mais qualificados.

Nas palavras da própria, “Houve uma parte substancial das pessoas em Portugal que não perderam rendimentos, toda a burguesia do teletrabalho, todas as pessoas do sector dos serviços que, aliás, são as pessoas mais bem pagas, o que também me inclui a mim. Esta crise poupou muito as pessoas que trabalham neste sector e são as pessoas com mais escolaridade”.

 Antes de começar a analisar a justeza de tal proposta, convém esclarecer um ponto inicial: tecnicamente, burguesia é a classe social dos detentores dos meios de produção para além do trabalho, isto é, os detentores do capital, donos de empresas, que contratam assalariados. Aqueles que vivem apenas dos rendimentos do seu trabalho não são burgueses, são assalariados.

... Mais, estamos numa situação provocada por uma catástrofe natural, que a todos prejudica, que condiciona a nossa liberdade de movimentação e de expressão. E muitas das pessoas que a Susana Peralta classifica de “burgueses do teletrabalho” estão em casa, a ter que cuidar dos filhos em ensino à distância, em situações mais complexas do que aquelas que viviam quando podiam ir para os seus escritórios e deixar os seus filhos nas escolas.

Já que a palavra burguesia foi trazida à baila, convém usá-la com rigor técnico e científico.

Ler tudo em: https://www.publico.pt/2021/03/01/opiniao/noticia/proletariado-intelectual-teletrabalho

1 de março de 2021

APRe! Notícias 02 - fevereiro 2021

 




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Videoconferência " Pandemia, pandemónio e Saúde Mental" (Youtube)

Integrada no ciclo “Aceite o nosso convite para falar de…”  realizada no a 25 de Fevereiro, a videoconferência "Pandemia, pandemónio e Saúde Mental". 

Com a moderação de  Anabela Paixão, vogal da Direcção da APRe!, foram oradores  Luiz Gamito, Médico Especialista em Saúde Pública, Psiquiatria e Medicina do Trabalho e  Nuno Rocha, Psicólogo Clínico e especialista em Intervenção Comunitária. 

A encerrar a sessão falou Maria do Rosário Gama, Presidente da Direcção da APRe!

Conversas Digitais sobre Envelhecimento


 Envelhecimento e Longevidade Avançada

 


Conferência - Envelhecimento e Longevidade Avançada.
Orador - Óscar Ribeiro
A Age.Comm-Unidade de Investigação Interdisciplinar - Comunidades Envelhecidas Funcionais do IPCB, no âmbito das suas atividades, organiza ciclo de conferências "Conversas Digitais sobre Envelhecimento", com uma periocidade bimestral, sobre temas relacionados com as várias dimensões do envelhecimento.
A terceira conferência vai ter lugar no dia 3 de março, pelas 18:00 horas, com a intervenção do Professor Óscar Ribeiro, com o tema Envelhecimento e Longevidade Avançada.
Óscar Ribeiro é Professor na Universidade de Aveiro, Investigador Principal no Grupo de Envelhecimento (Ageing Cluster) no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) na FMUP e coordenador do CINTESIS.UA. É Diretor do Programa Doutoral em Gerontologia e Geriatria (UA).
 
A conferência pode ser acompanhada online, através do link: