25.3.16

A APRe! e a ADSE


A APRe!, no jornal ‘i’ de 24.03.2016– depois do comunicado da Direcção da APRe! sobre a ADSE, o jornal i traz uma peça sobre o futuro da ADSE (com relevo para declarações da presidente da APRe!, Maria do Rosário Gama, evocando também reacções de dirigentes sindicais, tanto da UGT como da CGTP).

"APRE quer participar na comissão da ADSE ‘dominada pelos privados"


“Associação de Reformados pediu audiência ao ministro da Saúde. Critica a comissão escolhida”

“Maria do Rosário Gama, a presidente da Associação de Reformados e Pensionistas (APRE) confirma ao ‘i’ que a associação pediu uma audiência a Adalberto Campos Fernandes para discutir, entre outros temas, o futuro da ADSE.

A dirigente defende que na comissão criada pelo ministro para discutir o futuro da ADSE deveriam estar representantes dos funcionários públicos e dos aposentados. Critica a composição da comissão, liderada por Pita Barros, por estar demasiado ligada aos interesses dos privados. Além de Pita Barros, Maria do Rosário aponta os nomes de Ribeiro Mendes e Margarida Aguiar. Acha que existe na comissão que discute o futuro da ADSE “uma questão política”. (…)

Maria do Rosário Gama reconhece que o sistema “é uma bolsa dos privados”. E aponta que o facto de ser agora excedentário – devido ao facto de o anterior governo ter aumentado a percentagem de desconto (…) devia levar também o governo actual a fazer um ajustamento. A dirigente associativa defende que tanto a percentagem de desconto como o número de meses (…) – 14 meses – deveria ser reduzida.

A APRE, tal como a CGTP e a UGT, quer entrar na gestão financeira da ADSE. Na edição do ‘i’ de terça-feira, o líder da UGT, Carlos Silva, criticou violentamente as declarações do ministro da Saúde. “Temos uma rejeição completa do modelo de privatização da ADSE, ainda que parcial. Esse é o caminho para onde o poder político nos está a empurrar (…) A ADSE é vista por muitos como um alvo apetecível para privatizar e os sindicatos e os trabalhadores não querem isso”.

A CGTP foi igualmente dura: “Nós não concordamos com a mutualização. A ADSE é dinheiro das contribuições feitas pelos trabalhadores, não é dinheiro do governo e já não é dinheiro do Orçamento do Estado, como foi em tempos. Logo, o futuro da ADSE não pode ser decidido pelos outros”, disse ao i Ana Avoila.

O PS não chegou a apresentar, como admitiu inicialmente, uma proposta de alargamento da ADSE a novos beneficiários, que foi mal acolhida dentro do partido. A comissão de peritos nomeada pelo ministro da saúde para estudar o assunto está debaixo de fogo. A.S.L.”

Nota: em imagem, recorte da peça (apenas acessível na edição impressa de 24 Março 2016 – pág. 21)