30.4.17

"A Perna Esquerda de Tchaikovski", divulgação/ informação de espectáculo no Teatro Nacional São João

Ao abrigo do protocolo celebrado entre a APRe! e o Teatro Nacional de S. João (TNSJ) Porto, nos termos do qual os associados da APRe! passaram a usufruir de descontos na compra de bilhetes para os espectáculos, fazemos a divulgação do espectáculo "A Perna Esquerda de Tchaikovski", texto e direção de Tiago Rodrigues.

Este espectáculo será apresentado no Teatro Nacional São João, nos dias 5 e 6 de Maio.

sexta-feira, às 21h30

sábado, às 18h30

Teatro Nacional São João

5 e 6 de Maio

A Perna Esquerda de Tchaikovski

Texto e direcção Tiago Rodrigues

Música e Piano Mário Laginha

Desenho de Luz Cristina Piedade

Bailarina Barbara Hruskova

Produção Companhia Nacional de Bailado

Para reservas e informações sobre o espectáculo, por favor, contacte a bilheteira:
Tel.: 22.340 19 00
Linha verde: 800 10 8675 (grátis a partir de qualquer rede)
E-mail: bilheteira@tnsj.pt
http://www.tnsj

"Exercício de Cidadania", divulgação/informação de espectáculo do Coro APRe! Coimbra

Integrado nas comemorações do 25 de Abril, o Coro APRe! Coimbra, vai levar o seu espectáculo "Exercício de Cidadania" à Lousã.

O espectáculo será realizado no próximo dia 4 de Maio, pelas 21 horas, na Sociedade Filarmónica Lousanense, contará com o apoio da Junta de Freguesia Lousã e Vilarinho.

Convidamos os associados APRe! e todo o público em geral, a assistir a este espectáculo comemorativo do 25 de Abril.

28.4.17

29 de Abril, Dia Europeu de Solidariedade entre Gerações

COMUNICADO À IMPRENSA da AGE Platform Europa
Bruxelas, 28 de abril de 2017

Acordo-Quadro dos Parceiros Sociais da UE e proposta da CE sobre o equilíbrio entre a vida profissional e a vida privada: novas medidas de apoio ao envelhecimento ativo e à solidariedade entre as gerações



Sendo o dia 29 de abril o Dia Europeu da Solidariedade entre as Gerações, a AGE Platform Europe acolhe favoravelmente tanto o acordo dos Parceiros Sociais Europeus sobre o envelhecimento ativo como a abordagem intergeracional adotada no mês passado e a proposta de diretiva para promover o equilíbrio entre a vida profissional e a familiar. O Pilar dos Direitos Sociais da UE foi lançado a 26 de abril pela Comissão Europeia. A AGE apela agora ao Parlamento Europeu e aos Estados-Membros da UE para que adotem rapidamente o Pilar da UE como um quadro que apoie uma maior solidariedade entre as gerações e que tenha um impacto positivo em milhões de cidadãos europeus.

"As questões coletivas intergeracionais exigem respostas coletivas intergeracionais", recordou Anne-Sophie Parent, Secretária-Geral da AGE, acrescentando que "a promoção da diversidade etária no local de trabalho é uma questão de coerência numa União Europeia que pede aos cidadãos que trabalhem mais".

Pequeno-almoço no PE e debate sobre envelhecimento ativo e solidariedade intergeracional no trabalho


Em 27 de abril, a AGE Platform Europe e o Intergrupo sobre o Envelhecimento e a Solidariedade Intergeracional do Parlamento Europeu, em conjunto com os grupos PPE e ALDE, organizaram um pequeno-almoço no Parlamento Europeu para assinalar o Dia Europeu da Solidariedade entre as Gerações.

O desenvolvimento de abordagens do ciclo de vida no local de trabalho que garantam ambientes de trabalho saudáveis ​​e fomentem a interação, a cooperação e a solidariedade entre as diferentes faixas etárias pode ajudar a manter os idosos no emprego por mais tempo e a transferir conhecimentos e experiências entre gerações.

No acordo-quadro sobre o envelhecimento ativo, os parceiros sociais europeus apresentam uma série de medidas que devem ser aplicadas para melhorar a "capacidade dos trabalhadores de todas as idades de permanecerem no mercado de trabalho, saudáveis ​​e ativos até à idade legal de reforma, e o fortalecimento de uma cultura de responsabilidade, compromisso, respeito e dignidade em todos os locais de trabalho onde todos os trabalhadores são valorizados como importantes, independentemente da idade." Estas propostas, que estão em consonância com as recomendações da AGE sobre o acesso ao emprego em destaque na nossa resposta ao lançamento do Pilar Europeu dos Direitos Sociais pela Comissão Europeia, são de extrema importância para construir ambientes de trabalho e emprego sustentável, contribuindo para a sustentabilidade dos sistemas de pensões como instituições de solidariedade entre gerações.

"Este acordo mostra a força dos parceiros sociais quando se reúnem e acordam uma agenda concreta", salientou o Sr. Heinz Becker , membro do Parlamento Europeu, apresentando o evento. "É muito importante atingir o princípio do envelhecimento saudável, que deve começar desde a mais tenra idade".

Assegurar o envelhecimento ativo e uma abordagem intergeracional exige um empenhamento comum por parte dos empregadores, dos trabalhadores e dos seus representantes, mas a União Europeia e as autoridades públicas nacionais têm também um papel a desempenhar no quadro de apoio necessário.

"Para algumas pessoas, a palavra «social» é uma palavra ruim", afirmou Ivo Vajgl , membro do Parlamento Europeu, "no entanto, este mundo tem de ser construído sobre a solidariedade e a responsabilidade social. Estou muito satisfeito com o facto de o Presidente da Comissão, Sr. Juncker, o ter sublinhado desde o início e apresentar as propostas abrangentes sobre o Pilar dos Direitos Sociais".

Pilar dos Direitos Sociais da UE: O equilíbrio entre vida profissional e vida privada e a importância do cuidado


Em toda a Europa, cerca de um em cada cinco trabalhadores mais velhos estão a cuidar, ao mesmo tempo, de um membro da família que necessita de cuidados e assistência. Ao mesmo tempo, muitos abandonaram o emprego porque não conseguiram conciliar o trabalho e os cuidados. Neste contexto, a introdução de uma licença de cuidador com remuneração, tal como proposto pela Comissão no Pilar Europeu dos Direitos Sociais, é uma proposta forte para reconhecer e apoiar os cuidadores informais no seu compromisso de solidariedade entre gerações dentro das famílias. O desenvolvimento de indicadores para a qualidade, acessibilidade e disponibilidade de cuidados de longa duração é um primeiro passo crucial para desenvolver mais tarde metas para serviços de cuidados de longa duração.

A proposta de permitir aos trabalhadores o direito a cinco dias remunerados de licença para cuidados é mais do que bem-vinda, uma vez que permitirá aos trabalhadores enfrentar situações de emergência quando um parente próximo de repente precisa de seu apoio e cuidados de longa duração. Mas cinco dias só serão suficientes se houver suficientes instalações de cuidados de longa duração disponíveis para responder a todas as necessidades de cuidados emergentes. É por isso que a proposta de disponibilizar fundos europeus para a criação de serviços de cuidados de longa duração é essencial para ajudar os Estados-Membros a lidarem com o envelhecimento demográfico da Europa. O investimento em cuidados de qualidade a longo prazo é essencial para apoiar o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal e a igualdade de género.

A GBU-43/B e uma cidade basca num quadro de Picasso

Uma similitude política, outra militar, a reforçar a ideia essencial, e perigosamente esquecida, de que o conhecimento do passado é o que melhor ilumina o presente e o futuro. A que podemos acrescentar mais duas evidências negligenciadas: 1937 ou 1939 não foram assim há tanto tempo e o Afeganistão não é assim tão longe


Ainda antes da Páscoa, na mesma semana em que os noticiários davam conta do lançamento, pelos norte-americanos, da “mãe de todas as bombas” no Afeganistão, algumas páginas culturais de jornais e revistas lembravam que em Madrid, no Museu Rainha Sofia, era inaugurada a exposição “Piedade e Terror em Picasso: o Caminho até Guernica”. Pelos mistérios da associação de ideias, o lançamento da GBU-43/B, nestes princípios do séc. XXI, sobre terra e pedras e algumas dezenas de militantes do Estado Islâmico – ao que parece, trata-se da mais potente bomba não nuclear até agora construída, e os americanos tê-la-ão experimentado por estes dias “em cenário real” e “com êxito” – fez-me pensar no destino de Guernica em abril de 1937. Parece que abril pode ser um mês calhado para bombardeamentos, seja neste, seja no século passado. Como diria o outro, farsas e tragédias estão sempre a repetir-se.

Bem sei que são situações completamente diferentes, o Afeganistão de agora e a Espanha dos anos 30 do século passado. Sei bem que o Estado Islâmico e a resistência republicana a Franco nada terão que ver um com a outra. Et cetera. Não é daí que vem a associação de ideias. Vem de outras similitudes, porventura mais elaboradas, mas bem mais importantes. Duas, mais exatamente, uma similitude política, outra militar – e uma e outra a reforçar a ideia essencial, e perigosamente esquecida, de que o conhecimento do passado é o que melhor ilumina o presente e o futuro. A que podemos acrescentar mais duas evidências negligenciadas: 1937 ou 1939 não foram assim há tanto tempo e o Afeganistão não é assim tão longe.

A similitude política leva-nos a pensar em nacionalismo, isolacionismo e outros ismos, e em demagogia – coisas que teimam em atravessar os tempos e em contaminar os lugares, como se fossem vírus resistentes e insinuantes. E a similitude militar conduz-nos ao experimentalismo. Por muito que, com “generosidade” intelectual ou geopolítica, se possa dizer ou pensar que era preciso lançar esta bomba contra o terrorismo, um ignorante destas coisas como eu duvida, e parece-me que há aqui uma dose tão grande de experiência quanto de simbolismo e aviso. Ora, a Legião Condor alemã, com apoio italiano, bombardeou durante horas a pequena cidade basca de Guernica, causando um número de mortos que ainda hoje não está determinado. O ataque, para além do alegado objetivo que teria no que toca ao curso da Guerra Civil Espanhola, tinha como grande fito constituir um ensaio para a aviação e, também, para a colaboração entre as tropas alemãs e italianas, cujo belicismo ia em crescendo. Correu bem o ensaio, e Guernica foi, desse ponto de vista, “um êxito”. E cerca de dois anos depois começou a II Guerra Mundial, e o resto é (será?) História. Existe o celebrado cliché que nos diz que não devemos regressar a lugares onde fomos felizes. Talvez seja verdade, não estou certo. Mas estou seguríssimo de que não devemos repetir os motivos da nossa infelicidade.

Rui Patrício

27.4.17

Como foi o 1º Almoço Temático organizado pelo Núcleo APRe! Lisboa Norte (Freguesias de Carnide, Lumiar e Santa Clara)

Realizou-se, no passado dia 21 de Abril de 2017, na Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), um almoço subordinado ao tema “Liberdade e Cidadania”, com a presença da Presidente da APRe! Dr.ª Maria do Rosário Gama, sendo o orador convidado o Capitão de Abril, Coronel António Rosado da Luz.

Antecedendo o almoço, teve lugar uma pequena cerimónia em que o Presidente da ADFA, Comendador José Arruda, após a apresentação de um vídeo ilustrativo do que representa a associação, deu as boas vindas aos presentes e salientou a importância e a força do associativismo, descrevendo os passos que levaram a associação ao patamar a que se alcandorou.

Maria do Rosário Gama fez uma resenha do que a jovem APRe! tem feito e do que pretende fazer, salientando, entre outros temas, a eleição de um seu membro para o conselho executivo da AGE Platform Europe, e a sua contribuição decisiva, com grande relevância para a participação dos associados, para a anulação da norma do PENSE 2020 que previa a actualização obrigatória de conhecimentos, através de acções deformação, na revalidação do título de condução que ocorre aos 65 anos.

No final do almoço que se seguiu, Arminda Serra fez a apresentação do orador Coronel António Rosado da Luz, após o que este tomou a palavra esclarecendo desde logo que não gostava de discursos unidireccionais, pelo que o que pretendia era conversar com os presentes. Apesar de ser sócio da APRe!, revelou não gostar do termo “reformado” por ter conotações com “inactivo”, o que não corresponde à realidade. Defendeu que olhar os velhos como não produtivos é um erro muito grande e que inclusive a sua produtividade pode ser efectivamente medida pelos diversos contributos que dão à sociedade. Defendeu ainda que o acumulo de sabedoria dos mais velhos não deve nem pode ser negligenciável.

Procedeu então a uma resenha do seu percurso de vida que o levou à vida militar e a ser uma peça fundamental na Revolução do 25 de Abril de 1974, tema sobre o qual se debruçou longamente e de forma muito interessante, dando apontamentos muito ricos do que foi o processo revolucionário de que fez parte.

Seguiu-se o debate que foi muito participado e aprofundado, tendo os presentes tecido alguns comentários e colocado diversas questões, manifestando ainda o seu agrado pela sessão e enaltecendo o brilhantismo da elocução feita.







26.4.17

A comemorar Abril em Lisboa

Mais uma vez os associados APRe! saíram à rua e participaram no desfile que teve lugar em Lisboa para comemorar Abril.









A comemorar Abril no Porto

Mais uma vez associados da APRe! juntaram-se a milhares de portuenses que saíram à rua para comemorar Abril na cidade do Porto.






25.4.17

Meu querido mês de Abril

Meu querido mês de Abril

Longos dias de nostalgia...
num poema
que não existia!...

Longas noites de amargura...
...uma vida insegura
num País de ditadura!...

Em cada rosto
a tristeza perdura...

Um País amordaçado,
sem liberdade...
Um País fechado,
sem Pão
Saúde
ou Educação...

Um País analfabeto!...

Um País aprisionado
onde até o pensamento
era censurado.

Um País
durante décadas adiado!...

...Um dia,
o grito ecoou
o sonho vingou
Abril brilhou
e a vida mudou!

Um País
no meio do nada,
renascia das cinzas...
um País perdido na escuridão
brilhava
num mundo que ansiava.

Um País reconhecido,
num mundo, outrora desconhecido!...

O Povo agradecido
aos Militares d`Abril, se curvou
e seu cravo colocou
na espingarda que não soou.

A Liberdade nascia,
instalava-se a Democracia!

Abril brilhou,
mas a herança ficou!...

Para trás,
vidas ceifadas
mortes anunciadas
crateras destapadas...

Hoje
e SEMPRE,
de mangas arregaçadas
gritemos Abril
lutemos de mãos dadas...
Porque...
...jamais alguém cerra
as "Portas que Abril abriu"!

Basta trabalhar
e Acreditar!...
Vamos unidos mostrar
a garra de um povo
que nasceu para Lutar!

Mª da Graça Dórdio Dimas
Associada APRe! nº 2283

24.4.17

A democracia do like

Se quiser discordar de tudo o que está aqui escrito, siga para a caixa de comentários e discorde. Se concordar, ponha um like e partilhe. Se pura e simplesmente não gosta do autor deste artigo, ponha um emoji de ar zangado (ou daqueles que parece que vão vomitar) e vá destilar ódio para a rede social que mais lhe der jeito. Faça o que quiser, mas não ache, por um segundo, que está a cumprir o seu papel de cidadão. Que isso chega. Não chega.

Há dois grandes fatores que estão a destruir as democracias ocidentais: o desinteresse das pessoas e o descrédito na classe política. É uma espécie de pescadinha de rabo na boca, bem sei. Quanto maior é o descrédito na classe política, maior é o desinteresse das pessoas. Mas o problema não é assim tão simples. Ao mesmo tempo que as pessoas se refugiam na cobardia das redes sociais para se sentirem mais cívicas e participativas, os políticos andam à procura de novas formas de chegar às pessoas. Uma delas são precisamente as redes sociais, que permitem fazer uma espécie de sondagem, verificar tendências e agir em conformidade. A política deixou de tratar apenas dos problemas que precisam de ser tratados e passou a tratar dos temas virais. Se é viral, é importante. Melhor ecossistema para o populismo é impossível.

Ser político há muito que deixou de ser currículo e passou a ser cadastro. A lista de clichés é interminável, mas recorrendo a Aristóteles e às suas argumentações lógicas perfeitas podemos resumi-los ao seguinte silogismo: todo o político faz parte do sistema; este senhor é político; este senhor faz parte do sistema. Mas o que é o sistema?

O sistema é assim uma espécie de saco onde os cidadãos decidiram meter tudo o que de mau a política tem. Decisões erradas, mentira, corrupção, crises - o sistema é tudo isto e muito mais que se queira lá meter. O raciocínio, por simplista que seja, é fácil de explicar. As pessoas estão fartas de ser enganadas, cansadas de ler notícias sobre corrupção na política e há muito que deixaram de acreditar nas promessas que lhes fazem porque essas promessas são consecutivamente incumpridas. E também aqui as redes sociais vieram dar um contributo assustador para a desinformação. Nada é verificado. Tudo é partilhado sem critério. Comenta-se tudo. Tem-se opinião sobre tudo. Só não se tem o cuidado de saber do que se está a falar.

Não estou com isto a desculpar ninguém. A classe política é vítima dela própria e deixou-se arrastar para um buraco de onde dificilmente vai conseguir sair. Já não é só a mentira, as promessas por cumprir ou os casos de corrupção. São decisões erradas e erróneas ou a falta de decisões, é a total ausência de estratégia que leva todos os dias a política ao descrédito. É um discurso formatado e tantas vezes incoerente que já ninguém ouve.

Tudo isto deixou escancaradas as portas para os outsiders, os chamados candidatos fora do sistema. Para ter sucesso, basta seguir o manual à risca. Assumir-se como não político. Ter um percurso profissional de sucesso e demonstrar à evidência que os políticos não trabalham, são apenas políticos. Perceber anseios e angústias da população e formatar um discurso à medida. Dizê-lo em 128 caracteres, se possível. Não basta dizer o que as pessoas querem ouvir, é preciso pegar no desespero delas e trabalhá-lo politicamente. Torná-lo viral. Se as pessoas querem soluções mágicas para os problemas, então prometemos fazer magia.

Nós teremos sempre a democracia que quisermos ter. Se quisermos resumir a nossa participação cívica a um like, um comentário ou um emoji em vez de perceber a causa das coisas, de participarmos civicamente na sociedade, de votarmos, teremos uma democracia mais pobre. E uma classe política cada vez mais medíocre, por falta de escrutínio. É normalmente assim que surgem "salvadores", aqueles que acabam por virar ditadores.

Anselmo Crespo

23.4.17

Todos os sonsos do mundo

Não é uso comum, mas peço já desculpa. Apesar da aparência lírica, esta crónica vai chafurdar na bosta e pronunciar algumas palavras feias.


Não é uso comum, mas peço já desculpa. Apesar da aparência lírica, esta crónica vai chafurdar na bosta e pronunciar algumas palavras feias. Inclui também uma dose generosa de poesia. A mistura de versos com a atividade bancária parecerá um pouco ordinária, mas a culpa não é minha. Devo o desarranjo a uma responsável espanhola do Bankinter que há pouco tempo disse que um banqueiro é alguém que «financia os sonhos das pessoas».

Não decerto por mera coincidência, os cartões de débito e crédito da igualmente sentimental Caixa Geral de Depósitos são decorados com rabiscos que procuram representar Fernando Pessoa. Alguns exemplares incluem o verso «Tenho em mim todos os sonhos do mundo» (ou, na modalidade de crédito, «Tudo vale a pena se a alma não é pequena»).

Como não pode defender-se das pulhices, o poeta padeceu ainda do enxovalho de ser citado na defesa de Ricardo Salgado. Não ocorreu ao sonso banqueiro, porém, o Poema em Linha Recta, de Álvaro de Campos («Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar»), preferindo o mais cagarola «Pedir desculpa é pior do que não ter razão».

Como ainda sou do tempo em que o BES também prometia realizar sonhos (e não apenas os da família Salgado, do Cristiano Ronaldo e da Dona Inércia), suspeito de que tanto arroubo poético, tanta filantropia, procuram esconder o essencial da atividade criada pelos agiotas. A saber: fazem o favor de guardar o nosso dinheiro, que emprestam a terceiros cobrando juros, taxas, spreads e o mais de que forem capazes de se lembrar. Parece um negócio fácil e lucrativo, mas, ainda assim, várias instituições bancárias idóneas e insuspeitas conseguiram fazer evaporar milhares de milhões de euros.

O fenómeno teria o seu quê de mistério e evanescência se o dinheiro não tivesse, afinal, sido transferido para paraísos offshore, passando pelo bolso de uma manada de consultores, administradores, conselheiros, jornalistas, manobradores de influências, comentadores e comissionistas. Um cita a Nau Catrineta, do Garrett. Aquele faz como o poeta e finge que não se lembra. Este engana com a novilíngua das imparidades. O outro assume o fardo da «responsabilidade política» sem consequências. Aqueloutra diz que assinou de cruz (e, mesmo assim, não baixa a crista). E o contribuinte paga a conta (13 mil milhões!) enquanto espera pela novela da noite.

Manuel Jorge Marmelo

22.4.17

Pior ou melhor velhice!

O Governo português refere na apresentação da discussão da proposta de Estratégia para o Envelhecimento Activo e Saudável, que Portugal é um dos países, do espaço europeu, onde o processo de envelhecimento demográfico tem sido mais rápido e mais acentuado


O Governo português refere na apresentação da discussão da proposta de Estratégia para o Envelhecimento Activo e Saudável, que Portugal é um dos países, do espaço europeu, onde o processo de envelhecimento demográfico tem sido mais rápido e mais acentuado. Em 2015, os/as portugueses/as com 65 ou mais anos residentes em Portugal eram já mais de 20% da população. Esta realidade em conjunto com a diminuição da natalidade sentida nos últimos anos reforçou a importância do envelhecimento tornando-o visível nas Grandes Opções do Plano.

A população activa da UE-27 tenderá a crescer cerca de 16% no grupo etário dos 55-64 anos entre 2010 e 2030, enquanto outros grupos etários apresentam uma tendência decrescente (por exemplo 5,5% o grupo de 40-54 anos ou 15% no grupo de 25-39 anos de idade).

As políticas e medidas a adoptar deverão ter em conta quem envelhece mas também as implicações sócio-económicas deste envelhecimento mais ou menos activo ou mais ou menos saudável. E sabemos que envelhecemos como vivemos. Com mais ou menos saúde e actividade decorrente dos nossos comportamentos e hábitos ao longo da nossa vida. Não menos importante é pensarmos nos cuidadores e de que forma poderemos criar condições para melhores cuidados, seja ao nível familiar sempre que possível, seja na comunidade e nas organizações que tantas vezes asseguram os últimos dias com algum conforto e apoio.

Considero que muito tem sido feito nos últimos 30 anos para fazer face a mutações muito rápidas na organização social, particularmente na célula familiar, permitindo criar respostas de apoio. Todavia, sabemos que são manifestamente insuficientes e necessitam por vezes de mais ou melhores recursos, das melhores práticas disponíveis e de acesso ao que de melhor se faz e sabe fazer, com fundamentação científica, relacionada com o envelhecimento.

A promoção de um estilo de vida activo, saudável, em que haja envolvimento social com a comunidade e que permita manter e melhorar a qualidade de vida e autonomia, intervindo nos problemas que a solidão, o isolamento, a demência e a depressão causam aos idosos, assim como desenhar e implementar de sistemas de gestão e monitorização da saúde que permitam promover competências, prevenir e tratar a dor e a doença, são medidas essenciais para a sustentabilidade da nossa sociedade neste período de maior invernia demográfica.

A custo-efectividade da intervenção psicológica junto do processo de envelhecimento, em adultos e idosos, no combate ao declínio físico e intelectual, à solidão, ao isolamento e à marginalização social, assim como na promoção da independência, autonomia, participação na vida social e adaptação a este processo devem merecer particular atenção dos decisores políticos.

Entre os vários profissionais que podem dar novas, eficientes e eficazes respostas e ter abordagens preventivas perante esta realidade, estão os/as psicólogos/as, entre os quais quase duas centenas já especialistas em psicogerontologia, número que a curto prazo deverá triplicar.


Escreveu Florbela Espanca...

"Pior Velhice

Sou velha e triste. Nunca o alvorecer
Dum riso são andou na minha boca!
Gritando que me acudam, em voz rouca,
Eu, náufraga da Vida, ando a morrer!

[...]

E dizem que sou nova ... A mocidade
Estará só, então, na nossa idade,
Ou está em nós e em nosso peito mora?!

Tenho a pior velhice, a que é mais triste,
Aquela onde nem sequer existe
Lembrança de ter sido nova ... outrora ... "

... ou melhor velhice!

Francisco Rodrigues
Bastonário da Ordem dos Psicólogos

21.4.17

Comemorações do 25 de abril no Porto


Caros/as Associados/as

Estamos perto da comemoração do 43º aniversário do 25 de Abril de 1974, data histórica da revolução que restituiu a Portugal a liberdade e a democracia, criando condições para a participação cívica dos portugueses na vida pública.

Passados estes anos, houve esperanças que ficaram defraudadas. No entanto, e pior, o clima de instabilidade e tensão política e o recrudescimento dos nacionalismos que se estão a viver na Europa e no Mundo, não auguram nada de bom para a solidez da liberdade e da democracia, mesmo no contexto europeu, “obrigando-nos” a estarmos em alerta. Exemplo disso é a incapacidade da U.E. para enfrentar o problema da crise humanitária dos refugiados na Europa.

A APRe!, enquanto associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados, e membro da Comissão Promotora das Comemorações Populares no Porto, quer e deve marcar presença nas comemorações deste dia, como mais um acto de cidadania, juntando-se a toda a população, solidariamente, no “Desfile da Liberdade”.

Neste sentido, apelamos à participação dos/as associados/as da APRe! nas celebrações do 25 de Abril no Porto, em particular no “Desfile da Liberdade”.

O desfile sairá pelas 14,30h, do Largo Soares dos Reis, junto à ex-Pide, no início da Rua do Heroísmo. A APRe! levará as suas faixas e ainda alguns cartazes com palavras-de-ordem adequadas ao momento político que vivemos na Europa e no Mundo e alertando também para os direitos essenciais das pessoas idosas: a questão das reformas com dignidade. Para que o impacto da representação da APRe! seja grande, apelamos a que todos quantos possam fazer o percurso completo se reúnam nesse local.

Na Avenida dos Aliados, no passeio do antigo Edifício AXA, junto ao Santander Totta, haverá uma banca, a partir das 14 horas, com autocolantes, fichas de inscrição e demais informação da APRe!, no sentido de informar e esclarecer as pessoas que aguardem pelo desfile acerca da nossa Associação.

Tragam amigos e seremos muitos. Pelo futuro, retomar Abril
Viva a APRe!

Elisabete Moreira
Delegada da APRe! Norte

Viva o 25 de Abril!



20.4.17

Como foi a sessão pública de informação e debate promovida pelo Núcleo das Avenidas da APRe!

Decorreu na passada terça-feira dia 18 de Abril, o Encontro que o Núcleo APRe! das Avenidas em parceria com a Junta de Freguesia de Alvalade, levou a efeito no Auditório da Junta de Freguesia.


Tal como previsto, a sessão contou com três apresentações e um momento cultural. A sessão foi moderada por Anabela Paixão, dinamizadora do Núcleo APRe! das Avenidas.

A sessão foi aberta pelo Presidente da Junta de Freguesia de Alvalade, André Caldas que teve palavras muito elogiosas e estimulantes para a APRe!.




De seguida o associado APRe! José Bom, fez uma apresentação sobre a APRe!, na qual foram focadas qual a sua missão, o Caderno Reivindicativo APRe! aprovado em AG, a participação da APRe! em organizações internacionais, designadamente na AGE- Platform Europe, o aspecto lúdico desenvolvido na Associação através de grupos corais e as principais realizações levadas a efeito pela APRe!.















Seguiu-se a apresentação do Dr. José Manuel Boavida sobre a Diabetes, doença invísivel, silenciosa e silenciada, considerada a epidemia do Século XXI. A quem o pretendeu, após a reuinão foi possível efectuar o controlo da glicémia e da tensão arterial.




















Após o intervalo, o projecto “Apoio ao Cuidador” foi apresentado pelo Dr Jorge Mourão do pelouro de Direitos Sociais da CML, e por Viriato Moreira, professor aposentado da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa.












No final da sessão, tivemos um momento cultural com o Grupo Coral e Grupo de Cavaquinhos dos Briosos de Alvalade.
















Estiveram igualmente presentes na sessão, o Vice-Presidente da APRe! Fernando Martins e o Delegado da APRe! na Grande Lisboa Vitor Ferreira da Silva.

Por forma a termos uma Associação mais forte e representativa dos aposentados, pensionistas e reformados Portugueses, no final da sessão inscreveram-se cinco novos associados da APRe!.