27.4.17

Como foi o 1º Almoço Temático organizado pelo Núcleo APRe! Lisboa Norte (Freguesias de Carnide, Lumiar e Santa Clara)

Realizou-se, no passado dia 21 de Abril de 2017, na Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), um almoço subordinado ao tema “Liberdade e Cidadania”, com a presença da Presidente da APRe! Dr.ª Maria do Rosário Gama, sendo o orador convidado o Capitão de Abril, Coronel António Rosado da Luz.

Antecedendo o almoço, teve lugar uma pequena cerimónia em que o Presidente da ADFA, Comendador José Arruda, após a apresentação de um vídeo ilustrativo do que representa a associação, deu as boas vindas aos presentes e salientou a importância e a força do associativismo, descrevendo os passos que levaram a associação ao patamar a que se alcandorou.

Maria do Rosário Gama fez uma resenha do que a jovem APRe! tem feito e do que pretende fazer, salientando, entre outros temas, a eleição de um seu membro para o conselho executivo da AGE Platform Europe, e a sua contribuição decisiva, com grande relevância para a participação dos associados, para a anulação da norma do PENSE 2020 que previa a actualização obrigatória de conhecimentos, através de acções deformação, na revalidação do título de condução que ocorre aos 65 anos.

No final do almoço que se seguiu, Arminda Serra fez a apresentação do orador Coronel António Rosado da Luz, após o que este tomou a palavra esclarecendo desde logo que não gostava de discursos unidireccionais, pelo que o que pretendia era conversar com os presentes. Apesar de ser sócio da APRe!, revelou não gostar do termo “reformado” por ter conotações com “inactivo”, o que não corresponde à realidade. Defendeu que olhar os velhos como não produtivos é um erro muito grande e que inclusive a sua produtividade pode ser efectivamente medida pelos diversos contributos que dão à sociedade. Defendeu ainda que o acumulo de sabedoria dos mais velhos não deve nem pode ser negligenciável.

Procedeu então a uma resenha do seu percurso de vida que o levou à vida militar e a ser uma peça fundamental na Revolução do 25 de Abril de 1974, tema sobre o qual se debruçou longamente e de forma muito interessante, dando apontamentos muito ricos do que foi o processo revolucionário de que fez parte.

Seguiu-se o debate que foi muito participado e aprofundado, tendo os presentes tecido alguns comentários e colocado diversas questões, manifestando ainda o seu agrado pela sessão e enaltecendo o brilhantismo da elocução feita.