31 de janeiro de 2018

Os Idosos São os Que Mais Morrem Nas Estradas

No passado dia 27 de Janeiro, o Jornal de Notícias publicou uma notícia intitulada “Idosos são os que mais morrem na estradas”.

Nessa mesma notícia lê-se: “os idosos foram onde se registou o maior número de mortos, representando 28% do total”.

No mesmo dia, uma das notícias do programa da RTP1 “Bom dia Portugal” era de que, nos últimos cinco anos, um terço das pessoas, vítimas de acidentes de viação, foram pessoas com mais de 65 anos e que nos atropelamentos, metade das pessoas que morreram foram pessoas idosas.

Dito assim e sem que, naturalmente, se ponha dúvida na certeza destas conclusões baseadas nos números, é preciso explicar que os números só por si são desprovidos de emoções. Ora, sem a devida aclaração, é natural que alguns idosos possam sentir-se afrontados.

Vamos então por partes:

  1. Sabemos que mais de 1/5 (21%, no final de 2016, segundo a PORDATA) da população portuguesa é constituída por pessoas com 65 e mais anos de idade. Quando se fala de 1/3 das vítimas de acidentes de viação serem idosos, parece estarmos perante um número astronómico, o que afinal representa apenas 28%, ou seja, 129 idosos num total de 460 vítimas.
  2. Se o grupo etário dos idosos foi onde se registou um maior número de mortos representando 28% do total, não nos pode causar tanta admiração assim, tendo em conta que numa idade mais avançada as debilidades físicas podem ter interferências de vária ordem, por exemplo, na reacção e na recuperação ou nas complicações que advêm de doenças que sofrem.
  3. A comparação só deveria ser feita grupo etário a grupo etário. Explicando melhor, seria necessário conhecer o número de vítimas em cada grupo etário (0-14; 15-24; 25-64; 65 e mais) e conhecer o peso de cada grupo em relação ao total da população para que as conclusões fossem consentâneas com a realidade. 
  4. Estes dados podem ser consultados no Relatório de Sinistralidade 2017 (jan. - nov.) da Autoridade Nacional Segurança Rodoviária (ANSR), pág. 22.

    Como se verifica, o número de vítimas mortais no grupo etário dos 65+ é significativo (129 em 460, no ano de 2017).
    Transpondo os valores do quadro da ANSR acima para os grupos etários de referência, constata-se que é no grupo 25-64 anos que há mais vítimas (ver quadro seguinte), pelo que, seguindo a lógica da notícia, poder-se-ia contrapor que 2/3 das vítimas mortais em acidentes de viação eram pessoas com idades compreendidas entre os 25 e os 64 anos.



    Mas, se assim fosse dito, também não seria correcto, já que em ambos os casos não se estava a atender à percentagem de cada grupo no total da população (segundo a PORDATA, no final de 2016 era, respectivamente, 14%, 10,6%, 54,3% e 21,1%).
  5. As estatísticas representam ou tentam representar os estudos através de números porque só dessa forma se pode fazer uma leitura. Mas é necessário que os números sejam explicados para que não se tornem perturbadores. É isso que acontece quando, sem mais, se afirma que os idosos são os que mais morrem nas estradas.

Conclusão: é sempre mau quando falamos de vítimas, independentemente das causas ou das idades. Pior ainda quando as notícias em vez de esclarecer confundem ou, ainda que possa não ser intencional, atingem indevidamente um determinado grupo etário.

Ângela Dias da Silva
Associada nº138






25 de janeiro de 2018

Facebook reconhece perigo das redes sociais para a democracia

O Facebook reconheceu que um uso excessivo das redes sociais pode representar um perigo para a democracia, ao mesmo tempo que garantiu que está a fazer tudo para reduzir estes riscos.

"Apesar de ser um otimista, não ignoro os perigos que a Internet pode provocar, mesmo no seio de uma democracia que funciona bem", disse Samidh Chakrabarti, responsável pelo envolvimento cívico no Facebook, em texto divulgado esta segunda-feira.

Mais uma vez, como já o tinha feito em janeiro o chefe do grupo, Mark Zuckerberg, a Facebook reconheceu ter subestimado em 2016 o seu papel na propagação de "informações falsas" e, de forma mais geral, não ter lutado de forma eficaz contra os conteúdos problemáticos que pululam nesta rede social.

Em particular, esta empresa é acusada no contexto de inquéritos realizados nos EUA sobre uma possível ingerência da Federação Russa na campanha presidencial de 2016, com Moscovo a ser objeto de suspeitas de ter utilizado as redes sociais para influenciar os eleitores. Acusações estas negadas pelo Kremlin.

A rede social, que tem dois mil milhões de utilizadores, "levou muito tempo a compreender que pessoas mal-intencionadas estavam a utilizar a plataforma de maneira abusiva", insistiu Samidh Chakrabarti, que assegurou que a empresa "está a trabalhar ardentemente na neutralização destes riscos".

Em comunicado distinto, a encarregada das questões ligadas à política no seio do grupo baseado no Estado na Califórnia, Katie Harbath, afirmou: "Continuamos determinados em combater as influências negativas e garantir que a nossa plataforma contribui, de maneira indiscutível, para o bem da democracia".

O Facebook acaba de anunciar duas alterações importantes que vão modificar a presença de informação no "fio noticioso", que funciona como página de acolhimento pessoalizado de cada utilizador, com o objetivo alegado de melhorar a qualidade dos conteúdos.

Estas alterações vão privilegiar as mensagens publicadas pelos próximos, em detrimento das páginas institucionais de marcas ou meios de comunicação, e hierarquizar as fontes de informação consideradas como fiáveis pelos próprios utilizadores.

Ler mais em JN.pt

24 de janeiro de 2018

Sede da Delegação do Norte - atendimento aos associados da APRe! e ao público em geral



Atendimento aos associados da APRe! e ao público em geral,  na Sede da Delegação do Norte:




Rua de Santa Catarina nº 1480- 4º - Sala 3 - 4000-448 – Porto

Terças e às quintas feiras  das 15h às 17 horas.

Telef. 224023065   -  apre.delegacaonorte@gmail.com

Esperamos a vossa visita.




Delegação do Norte:

Rua de Santa Catarina nº 1480- 4º - Sala 3 - 4000-448 - Porto
(Telef) 224023065
apre.delegacaonorte@gmail.com

19 de janeiro de 2018

Espectáculo Elizabeth Costello, de J. M. Coetzee

APRe! NORTE/ DIVULGAÇÃO
PROTOCOLO APRe!/ TNSJ

Ao abrigo do protocolo, divulgamos o Espectáculo Elizabeth Costello, de J. M. Coetzee, com direção artística e encenação de  Cristina Carvalhal. 

Este espectáculo será apresentado no Teatro Nacional São João, entre os dias 18 a 28 Janeiro.

Quarta e sábado às 19h00
Quinta e sexta, às 21h00
Domingo, às 16h00

Elizabeth Costello de J. M. Coetzee
Coprodução Causas Comuns, Culturgest e TNSJ



Para reservas e informações sobre o espectáculo, por favor, contacte a bilheteira:

Tel.: 22.340 19 00
Linha verde: 800 10 8675 (grátis a partir de qualquer rede)
E-mail: bilheteira@tnsj.pt
www.tnsj.pt


O tema?
O mesmo de toda a grande literatura – a condição humana.
Elizabeth Costello é um romance estranho, do ponto de vista da sua construção e das suas propostas, sobre uma famosa romancista australiana, já septuagenária, Elizabeth Costello, obcecada em divulgar as virtudes do vegetarianismo. - José Eduardo Agualusa – In Público: Mil Folhas (2 Jan. 2005).

Mais informação em: Espectáculo Elizabeth Castello


APRe! NORTE – NÚCLEO DO PORTO: Visita ao edifício do Centro Português de Fotografia

Hoje, 18 de janeiro, da parte da tarde, fizemos uma visita guiada pela Drª Sónia, ao edifício do Centro Português de Fotografia, também conhecido por Cadeia da Relação.

A sua exposição muito completa, permitiu-nos aprofundar a história deste edifício, que foi Cadeia e Tribunal e hoje é um Centro Museológico com valioso espólio ligado à fotografia.

À medida que íamos passando nos diferentes pisos íamos conhecendo memórias de presos do séc. XIX, como Ana Plácido e Camilo Castelo Branco, Zé do Telhado, o Republicano João Chagas, entre outros.

Ao mesmo tempo pudemos conhecer com mais em pormenor o funcionamento do sistema prisional dessa época e os critérios a que obedecia a distribuição dos presos pelos diferentes pisos, de acordo com o seu estatuto social.

É uma visita que vale a pena fazer e quem quiser aprofundar a história deste belo edifício tem o link:
http://www.cpf.pt/edificio.htm

Depois alguns de nós descemos em direcção à Praça da Liberdade, para homenagear a Memória dos Mártires da Liberdade, os Revoltosos do 31 de Janeiro de 1891 e a Revolta de 1934, na Marinha Grande.










15 de janeiro de 2018

Uma conversa com João Semedo sobre uma nova lei de bases para um melhor Serviço Nacional de Saúde

Os Núcleos do Seixal e de Almada, realizaram em 11/01/2018 mais uma sessão dentro do tema saúde, desta vez "uma conversa com  João Semedo sobre uma nova lei de bases para um melhor Serviço Nacional de Saúde".

Decorreu com boa participação, que quase encheu o auditório da Junta de Freguesia de Amora, cujo presidente esteve presente, e finalizou com muitas perguntas e comentários, numa participação viva e interessada.

A editora Bertrand compareceu com uma banca para divulgação e venda do livro acabado de editar sobre o tema, escrito pelo Dr.João Semedo e por António Arnault, e que constitui uma proposta entregue na Assembleia da Republica para discussão.

Esperemos que essa proposta tenha o acolhimento desejado, por todos os partidos, para salvarmos o Serviço Nacional de Saúde, que é a maior conquista da nossa democracia.









Tabelas da ADSE e o parecer aprovado sobre as tabelas, baseado no parecer feito pela APRe!

Tabelas da ADSE e o parecer aprovado sobre as tabelas, baseado no parecer feito pela APRe!, com algumas alterações propostas na reunião, a fim de garantir o consenso:

Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, I.P.
Parecer N.º 1/2018

Parecer sobre o projeto de Tabelas do Regime Convencionado e do Regime Livre para 2018

INTRODUÇÃO

O Conselho Diretivo da ADSE, em 17 de outubro de 2017, enviou ao Conselho Geral e de Supervisão uma proposta de atualização da Tabela da ADSE – Regime Convencionado e Regime Livre tendo solicitado a emissão do referido parecer nos termos do n.º 5 do artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 7/2017, de 9 de janeiro.

Na sua reunião de 7 de novembro o Conselho Geral e de Supervisão solicitou ao Conselho Diretivo que fosse apresentada, complementarmente, a quantificação e os impactos das alterações que apresentou na proposta de Tabela da ADSE – Regime Convencionado e Regime Livre representam, bem como a justificação das respetivas propostas de alteração.

O Conselho Diretivo da ADSE, em 21 de novembro de 2017, apresentou ao Conselho Geral e de Supervisão uma informação com quantificação e impactos das alterações apresentadas na nova Tabela da ADSE, bem como justificação das mesmas.

Nesta informação, referia o Conselho Diretivo da ADSE que existiam três áreas da referida Tabela, nas quais a proposta do Conselho Diretivo representava encargos adicionais para os beneficiários, mas que essas alterações nas áreas referidas – Tabela de Consultas, Tabela de Análises Clínicas e Tabela de Medicina Dentária – apenas seriam implementadas se viessem a merecer o parecer favorável dos membros do Conselho Geral e de Supervisão.

Na reunião do CGS de 7/12/17 foram manifestadas fortes discordâncias com as propostas apresentadas, nomeadamente no relativo ao aumento de encargos dos beneficiários da ADSE, tendo sido solicitadas informações adicionais sobre a fundamentação e consequências das propostas apresentadas.

O Conselho Diretivo da ADSE, em 3/1/18, apresentou em uma informação complementar e assume “que retira da proposta de Tabela da ADSE as alterações que impliquem encargos adicionais para os beneficiários, nomeadamente, nas Tabelas de Consultas, de Análises Clínicas e de Medicina Dentária, mantendo nessas tabelas a situação atualmente em vigor.”


I – APRECIAÇÃO NA GENERALIDADE

Paralelamente ao definhamento do SNS devido à suborçamentação de que tem vindo a ser alvo, o sector privado lucrativo cresceu, principalmente nos grandes centros, a grande ritmo, patenteado na construção de grandes Hospitais/ Clínicas, para cuja existência muito tem contribuído a ADSE, tal como o próprio SNS.

A ADSE, transformada recentemente em Instituto Público de Gestão Participada, com financiamento feito, exclusivamente, através dos descontos nos vencimentos dos funcionários públicos e aposentados, é grande financiadora destes grupos privados.

O presente parecer pressupõe a necessidade de garantir maior eficiência e controle da despesa, de modo a não por em risco a sustentabilidade da ADSE, sem prejuízo da melhoria da qualidade dos cuidados de saúde proporcionados aos beneficiários.

O universo de beneficiários da ADSE corresponde a mais de metade da totalidade de pessoas com seguros de saúde em Portugal o que lhe confere um poder negocial que não pode ser negligenciado na celebração de novas convenções e na revisão das atuais, cujo teor se desconhece.

Assim, a ADSE deverá procurar aumentar o número de prestadores no regime convencionado, diversificando a oferta quer em termos geográficos quer de especialidades, designadamente onde se registarem maiores carências. Mas também deverá garantir que as convenções assegurem a efetiva prestação de leques amplos de atos médicos e tratamentos, sem discriminação dos beneficiários da ADSE face a outros clientes.

Quando da aprovação do Orçamento de Estado para 2018 não foi aprovada qualquer redução dos descontos dos beneficiários para a ADSE, referida no Parecer n. º 01/2017 do CGS, e justificada pela situação excedentária que se tem registado. Assim, os representantes dos beneficiários declararam não aceitar o aumento de encargos dos beneficiários, quer no Regime Livre, quer no Regime Convencionado, enquanto não diminuir a comparticipação por si paga.

Registamos, em consequência da posição atrás expressa, o compromisso do Conselho Diretivo de não aumentar os encargos dos beneficiários nas Tabelas de Consultas, de Análises Clínicas e de Medicina Dentária.

Tendo em conta esta situação e os benefícios resultantes quer para as Contas da ADSE, quer para os Beneficiários, atrás da sua comparticipação nas despesas, o Conselho Geral e de Supervisão acolhe a proposta apresentada, na generalidade.


II – APRECIAÇÃO NA ESPECIALIDADE

Na especialidade o Conselho Geral e de Supervisão manifesta as suas posições relativamente às principais matérias em discussão.

1. Objetivos Gerais da Revisão das Tabelas

Manifestamos o acordo de princípio com os objetivos gerais propostos, nomeadamente:
- Harmonização de códigos e nomenclaturas;
- Controlo de despesa do regime convencionado;
- Aproximação dos montantes pagos aos que estão em vigor com o SNS;
- Maior controlo, nomeadamente pelo reforço do recurso à informatização.

2. Consultas

Manifestamos concordância com a manutenção dos valores atuais, sem aumento de encargos para os beneficiários.
No futuro deverá ter-se em atenção a:
- Necessidade de contratualização dos valores com o setor privado;
- Obrigação de garantir a melhoria do nível de resposta do regime convencionado, sem descriminações.

3. Análises clínicas

Na proposta inicial do Conselho Diretivo propunha-se uma redução do valor dos atos em 1,5% em 519 itens do total de 520. Inexplicavelmente, aumentavam todos os valores de copagamento a suportar pelo beneficiário em 518 itens. O aumento da comparticipação dos beneficiários de 20% para 25% traduzia-se num aumento dos encargos para estes em 4,6%.

Ao referido acrescia a eliminação do pagamento integral “a suportar pela ADSE” para o doente Hemodialisado/Transplantado, o Hemofílico, ou o Portador de Paramiloidose (vd. Códigos 1196, 1197, e 1198 e correspondente regra “3.”, da tabela ora em vigor e que não constam na tabela proposta).
O CGS regista que o Conselho Diretivo retirou estas propostas de aumentos dos encargos dos beneficiários.
As alterações agora propostas têm a ver com a aproximação ao regime do SNS.

4. Imagiologia

São ajustados vários preços em função dos praticados no SNS.

5. Anatomia Patológica

Na tabela II – “Anatomia Patológica” – não consta a comparticipação total “pela ADSE” aos referidos doentes crónicos com a ausência de 3 Códigos – 1290, 1291, e 1292.

6. Itens com redução de encargos para a ADSE e dos beneficiários (imagiologia, medicina nuclear, medicina física e de reabilitação, próteses intraoperatórias e outras, cirurgia, internamento, material de penso e produtos medicamentosos)

As reduções têm em conta os custos praticados com o SNS.
Nestas matérias é importante que as alterações propostas sejam fundamentadas em inovação tecnológica e condições de mercado, não devendo redundar em degradação do serviço prestado aos beneficiários.

7. Internamento

A situação geral é de diminuição significativa dos custos para os beneficiários, originada sobretudo pela fixação do valor máximo das diárias.

Para os códigos 6003, 6004, e 6006 mantém-se os valores de encargo para a ADSE. Contudo com a alteração da formulação da regra que lhes respeita (vd. regra 3.) reconfigura-se o cálculo do valor de copagamento imputado ao beneficiário, tornando impossível qualquer análise do proposto, ou comparação com o atualmente em vigor.

8. Tabela de Preços Globais

Entra em vigor uma tabela de preços globais ou compreensivos para procedimentos cirúrgicos, o que se saúda.

9. Transportes

Alteram-se as regras de transporte de doentes não urgentes, introduzindo limites, em linha com o praticado no SNS.

10. Medicina dentária

A proposta inicial foi retirada, não havendo agora alterações nas Tabelas.
O CGS considera que deve ser ponderada futuramente uma revisão tendo em vista assegurar maior cobertura de serviços por parte da ADSE.

11. Radioterapia

Quanto à tabela XVIII – “Radioterapia” – a proposta aponta para a sua quase total revisão, seja pela eliminação de metade de atos da tabela, seja pela introdução de preços globais, justificada pela introdução de preços compreensivos por conjunto de sessões de radioterapia.

12. Oncologia

No domínio da oncologia médica, mantendo-se inalterado o universo de benefícios e a repartição dos valores a suportar, e ainda os medicamentos disponíveis que lhe estão associados (vd. tabelas XX e XXI, respetivamente), não se percebe, e não se aceita, que em área tão sensível o copagamento do beneficiário em consulta multidisciplinar (vd. cód. 55) esteja onerada em mais 2,09%, suportando o beneficiário 27,09% do encargo quando para as demais consultas é proposto 25%.

13. Regime livre

Face às carências da oferta nas consultas de especialidade no regime convencionado, afigura-se necessário um reforço da comparticipação da ADSE nestes atos médicos dos atuais 20,45€, que se mantém há mais de treze anos, para, pelo menos, 25€, constituindo um aumento de despesa sustentável para esta, cerca de 2,5M€.

14. Controlo da despesa

Na fundamentação apresentada o Conselho Diretivo refere-se à existência de “práticas de faturação menos corretas”, de “situações que permitem faturações excessivas e abusivas” e de “incorreta faturação por parte da entidade convencionada” propondo-se adotar “medidas que promovam o controlo da despesa do regime convencionado” e “medidas que permitam ou intensifiquem o controlo sobre a faturação das entidades convencionadas”. O CGS considera fundamental que situações menos claras deixem de existir, pelo que considera positivo o reforço das medidas de controlo e auditoria.

O CGS apoia o reforço da faturação desmaterializada, como uma das bases desse controlo.

O CGS saúda a devolução de verbas aos beneficiários quando detetados copagamentos superiores devidos a faturação excessiva.


III - CONCLUSÕES

O Conselho Geral e de Supervisão manifesta alguma preocupação com a revisão geral das Tabelas do Regime Convencionado, proposta pelo Conselho Diretivo.
O CGS regista:
- Que há uma aproximação nos custos fixados face aos praticados nas relações de saúde privada com o SNS;
- Que há globalmente uma redução significativa dos encargos com os cofinanciamentos dos beneficiários;
- Que há globalmente uma redução muito significativa dos custos para a ADSE;
- Que se criam condições para melhorar o controlo das despesas.

Nas decisões da ADSE devem estar sempre presentes a melhoria da qualidade e a acessibilidade dos beneficiários aos cuidados de saúde, em especial através do regime contratual, matérias que devem merecer permanente acompanhamento. O CGS considera fundamental o alargamento da rede de cuidados convencionados, quer em termos gerais, quer em termos geográficos.

O CGS chama especial atenção, como exposto no ponto II.13, para a necessidade de aumento da comparticipação da ADSE no Regime Livre dos atuais 20,45 para, no mínimo, 25 Euros.

O CGS considera que futuramente as tabelas devem ser ajustadas periodicamente, de uma maneira parcelar, com preocupações de estabilidade para as entidades e de melhoria do serviço prestado aos beneficiários.

Aprovado por unanimidade na reunião do CGS/ADSE de 11 de janeiro de 2018















14 de janeiro de 2018

A Delegação do Norte da APRe! estabeleceu um protocolo com o Teatro Municipal do Porto

APRe!
Associação de Aposentados, pensionistas e reformados
Delegação do Norte

A Delegação do Norte da APRe! estabeleceu um protocolo com o Teatro Municipal do Porto o que permitirá os associados da APRe! poderem assistir a espectáculos, quer no Rivoli, quer no Campo Alegre, usufruindo de um desconto de 40% do preço normal. Para tal terão naturalmente de apresentar o cartão de associado, onde consta a data de validade do cartão, pelo que é essencial terem as quotas pagas. Quem não tiver o cartão poderá ir à secção de consultas de associado do site da APRe! e imprimir o cartão.


Para conhecimento, juntam-se os pontos do Protocolo, de interesse para os associados.

PROTOCOLO de COOPERAÇÃO RIVOLI e CAMPO ALEGRE

Reconhecendo o potencial do esforço desenvolvido pela APRe! - Aposentados, Pensionistas e Reformados da Delegação Norte, na oferta aos seus associados de atividades culturais de elevada qualidade; Reconhecendo que o acesso às iniciativas culturais por parte dos aposentados, pensionistas e reformados potencia a formação de cidadãos críticos e ativos; Conscientes da necessidade de intensificar esforços em prol do acesso às iniciativas culturais; Atendendo ao facto da APRe! e da Câmara Municipal do Porto contribuírem para propiciar a descoberta de novos ambientes culturais e sociais e assim facilitar a compreensão dos mesmos; Considerando o interesse em fomentar a visibilidade e a percepção da Cidade na sua vertente Cultural;

É celebrado o presente protocolo, que se rege, entre outras, pelas cláusulas seguintes:


Primeira
Objecto do Protocolo

1. O presente Protocolo destina-se a promover a cooperação entre a APRe! Delegação Norte e o Município do Porto no âmbito do acesso aos espetáculos de programação municipal, levados a palco no Teatro Municipal do Porto Rivoli e Campo Alegre – aos associados da APRe!

2. Os objectivos específicos do Protocolo são os seguintes:

a) Promover o acesso privilegiado a equipamentos e atividades culturais, aos associados da APRe!, a preços reduzidos;

b) Promover a integração plena dos Aposentados, Pensionistas e Reformados, proporcionando condições de integração e de acesso à Cultura.

Segunda
Acções no âmbito do Protocolo

Os objectivos do Protocolo, definidos no nº2 da Cláusula Primeira, devem ser prosseguidos através do apoio à integração e participação ativa dos associados da APRe! na vida cultural da Cidade, concretamente na que se relaciona com o Teatro Municipal do Porto, mediante:

a) Acesso a espetáculos levados a cabo no Teatro Municipal do Porto (Rivoli e Campo Alegre), usufruindo de um desconto de 40%, face ao preço do bilhete normal.


A Delegada do Norte da APRe!
Elisabete Moreira
Campo Alegre

Rivoli

10 de janeiro de 2018

“Embarcação do Inferno”, de Gil Vicente no Teatro Carlos Alberto

PROTOCOLO APRe!/ TNSJ

Ao abrigo do protocolo, divulga-se o espectáculo  “Embarcação do Inferno”, de Gil Vicente com encenação de António Augusto Barros e José Russo.

Este espectáculo  será apresentado no Teatro Carlos Alberto, de 17 a 21 de Janeiro.
Quarta-feira às 21:00
Quinta e Sexta-feira às 15:00 e 21:00
Sábado às 19:00
Domingo às 16h00

“Embarcação do Inferno” De Gil Vicente
Encenação António Augusto Barros e José Russo
Co-produção Escola da Noite, Cendrev – Centro Dramático de Évora



Para reservas e informações sobre o espectáculo, por favor, contacte a bilheteira:
Tel.: 22.340 19 00
Linha verde: 800 10 8675 (grátis a partir de qualquer rede)
E-mail: bilheteira@tnsj.pt
www.tnsj.pt

NOTA - condições para associados e familiares,

Uma Revolução para a saúde com três F's

Financiamento, Fórmula para o Futuro” é o projeto lançado pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares para reestruturar o funcionamento do SNS, acabando com o desperdício e valorizando o doente.

Gestores querem revolucionar o SNS Administradores hospitalares querem alterar o modelo de financiamento das unidades de saúde e melhorar a forma como estas estão organizadas.

A discussão não é nova. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) acompanha o ritmo da inovação ao nível terapêutico, mas está preso ao passado no aspeto organizacional. E quem paga o preço é o utente, que não é tão bem servido como poderia ser. Para inverter este ciclo vicioso, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) lança hoje o “3F -- Financiamento, Fórmula para o Futuro”, um projeto que vai juntar peritos nacionais, que até ao verão vão apresentar propostas que resolvam o grande problema do SNS: o modelo de financiamento. As restrições orçamentais, a falta de autonomia das unidades e o desperdício gerado pelo modelo de prestação de cuidados estão identificados como os principais obstáculos.
Para a APAH, «existe muita descontinuidade de cuidados, o setor da saúde é talvez o setor mais cristalizado. É necessário promover uma alteração em que a experiência do doente seja valorizada». E como se poderá alterar o «modelo pouco sofisticado» como os hospitais e demais unidades estão organizados? Os incentivos financeiros são «muito poderosos».

Oposição critica Governo
O Governo aumentou o capital estatutário dos hospitais em mais de 500 milhões de euros, permitindo-lhes saldar dívidas ou requalificar as suas instalações. A novidade surgiu no mesmo dia em que o Governo foi fortemente criticado no Parlamento pela falta de investimento na saúde. O CDS questionou se há má gestão no SNS, perante a degradação dos serviços; o PEV denunciou «o caos» no atendimento em alguns hospitais devido ao surto de gripe – ainda ontem o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho criou mais 40 camas de internamento, o Algarve ativou a fase laranja e um hospital de Guimarães alargou o horário do serviço de hospitalização domiciliária; e o BE lamentou que a verba (385 milhões de euros) que permitiu colocar o défice abaixo do exigido pela UE não tenha sido investido no setor.

João Moniz

Ver em Destak de 2018-01-10



9 de janeiro de 2018

Coro APRe! Coimbra: Concerto de Ano Novo

Em 2018 o Concerto de Ano Novo do Coro APRe! Coimbra será na Igreja de S. Martinho do Bispo. 
Todos os leitores estão convidados a assistir a este concerto.
Coro APRe! Coimbra

Declaração de Pensões estará 'online' a partir de 11 de janeiro

A Segurança Social informa os pensionistas de que a partir de dia 11 deste mês estarão disponíveis as declarações anuais de rendimentos referentes a 2017.

Em comunicado enviado às redações, a Segurança Social informa os pensionistas que se encontram registados na Segurança Social Direta que terão disponível a partir da próxima quinta-feira (dia 11) “na sua área pessoal a declaração anual de rendimentos referente ao ano de 2017”.

Para aceder à declaração, basta, informa a Segurança Social, “aceder ao serviço através da palavra-chave previamente recebida”. Esta situação abrange apenas os pensionistas que “acederam à Segurança Social Direta nos últimos 24 meses, ou seja, desde dezembro de 2015”, e que por isso deixarão de recebê-la “por via postal”.

A declaração “poderá ser consultada de forma permanente e segura”, bem como ser impressa, “evitando uma deslocação aos serviços da Segurança Social para emissão de uma segunda via”.

No que diz respeito aos pensionistas que “ainda não se encontram registados na Segurança Social Direta”, ou que “não acederam a este serviço nos últimos 24 meses, continuarão a receber a Declaração Anual de Rendimentos por via postal”.

Notícias ao Minuto, 2018-01-09

6 de janeiro de 2018

Uma nova lei para um melhor Serviço Nacional de Saúde

Os Núcleos do Seixal e de Almada vão realizar em 11 de Janeiro às 16:00h, uma sessão sobre o tema "Uma nova lei para um melhor Serviço Nacional de Saúde".

Será uma conversa amena com João Semedo, médico e deputado com profundo conhecimento do assunto, e autor de um livro recente com esta tese escrito em parceria com António Arnaut, considerado "o pai"do Serviço Nacional de Saúde.

Vai decorrer no auditório da Junta de Freguesia de Amora (Seixal).
Apoiam esta iniciativa, para além da Junta de Freguesia de Amora, a Universidade Senior do Seixal e a Câmara Municipal do Seixal.

A entrada é livre


No Consultório do Reformado, Maria do Rosário Gama trouxe ao debate o modo como olhamos e tratamos os mais velhos.


(Clique na imagem)
 No Consultório do Reformado, Maria do Rosário Gama trouxe ao debate o modo como olhamos e tratamos os mais velhos. Veja ou reveja este momento.


5 de janeiro de 2018

Famílias no mercado livre de eletricidade podem a partir de hoje voltar ao regulado

O processo que equipara as tarifas transitórias ou reguladas surgiu por proposta do PCP. Os comercializadores têm que divulgar se disponibilizam ou não o regime de tarifas reguladas.

As famílias que estão no mercado livre de eletricidade podem a partir desta segunda-feira regressar à tarifa regulada, mantendo o mesmo comercializador, se este disponibilizar o novo regime, ou voltando ao fornecedor em mercado regulado, a EDP – Serviço Universal.

O processo que cria o designado regime equiparado ao das tarifas transitórias ou reguladas (pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos – ERSE) para o fornecimento de eletricidade aos clientes finais de baixa tensão normal – famílias e pequenos negócios – surgiu com a proposta do PCP, aprovada no parlamento com os votos favoráveis do PS, BE, PEV e PAN.

Os comercializadores têm que divulgar se disponibilizam ou não o regime de tarifas reguladas, nos termos a definir pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), dispondo de 10 dias úteis para responderem aos clientes que solicitarem o acesso a esta nova tarifa.

Nas faturas enviadas aos consumidores por todos os comercializadores em regime de mercado “deve ser colocado o valor da diferença entre o preço praticado em regime de mercado e a nova tarifa equiparada ou regulada”.

Caso se verifique a inviabilidade de aplicação da oferta desta tarifa por parte dos comercializadores, “os consumidores devem ser informados por escrito, constituindo esta resposta comprovativo para se cessar o contrato e formalizar o fornecimento de eletricidade com comercializador de último recurso”, isto é, a EDP – Serviço Universal.

“Os clientes finais não poderão ser penalizados se tiverem sido contratados serviços duais ou adicionais relativos ao contrato anterior, sempre que decidam exercer o direito de opção à tarifa equiparada”, segundo o diploma.

Entretanto, a ERSE deu aos comercializadores de eletricidade em mercado livre que pretendam praticar condições de preço regulado até ao início de março para oferecer esta possibilidade aos clientes.

De acordo com os últimos dados da ERSE, o mercado livre de eletricidade em Portugal tinha no final de outubro 4,94 milhões de clientes (entre famílias e empresas) e cerca de 84% do consumo total do segmento doméstico – abrangido pelo regime equiparado à tarifa regulada.


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4 de janeiro de 2018

Atendimento aos Associados na Sede da Delegação de Lisboa

Depois da pausa de Natal e Ano Novo, retomaremos a actividade normal de atendimento aos associados e ao público em geral, na Sede da da Delegação de Lisboa na Av. D. Carlos I, 98, loja, como habitualmente às 5ªs feiras das 15H às 17H, a partir do próximo dia 11 de Janeiro.

Esperamos a vossa visita.