30 de dezembro de 2020

Pandemia - Vacinação começa em 150 lares de 25 concelhos na próxima semana

A ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou, esta terça-feira, que a vacinação vai começar na próxima semana em 150 lares nos 25 concelhos em risco extremo de infeção por covid-19.

Sem especificar quais, Marta Temido avançou que serão 11 concelhos na dependência da Administração de Saúde (ARS) do Norte, cinco da ARS do Centro, um na ARS de Lisboa e Vale do Tejo e oito na ARS do Alentejo.

Marta Temido
 "Está prevista uma entrega de vacinas Pfizer na semana que se inicia a 4 de janeiro e nesse momento iremos não só prosseguir a vacinação de profissionais de saúde, mas avançar também para a vacinação em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI)", disse.

A governante adiantou que o critério de início de vacinação está relacionado com os locais com maior incidência de covid-19.

 Os dados mais recentes da Direção-Geral da Saúde, divulgados segunda-feira, indicam a existência de 25 concelhos com mais de 960 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. Nestes municípios existem além de ERPI estruturas da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. No total de 150 instituições.

 

 Ler mais aqui: https://www.jn.pt/nacional/150-lares-comecam-a-ser-vacinados-na-proxima-semana-em-25-concelhos

29 de dezembro de 2020

Lançar balões na passagem de ano? Não Lixes: esquece isso, acende uma vela à janela

Uma mensagem viral na net convida a soltar balões em homenagem às vítimas de covid-19. Mas o movimento Não Lixes lembra que este gesto, além de poluir, “provoca o envenenamento de animais”. Em alternativa, sugere que se acendam velas à janela

Na passagem de ano “não devemos lançar fogos-de-artifício. O que devemos fazer é lançar balões brancos e simplesmente ter um minuto de silêncio em intenção por todas as vidas que foram perdidas em 2020”.

Este é uma parte da mensagem que tem vindo a tornar-se viral na net nos últimos dias. Algumas destas publicações somam milhares de partilhas. Mas o facto de a ideia de homenagear as vítimas da covid-19 passar pelo lançamento de balões é criticada por associações ambientais. É o caso do movimento ecológico Não Lixes, que propõe uma alternativa.

 É que cada balão lançado ao ar, frisam os responsáveis pelo grupo, representa mais um foco de poluição na natureza. Em vez disso, o Não Lixes sugere aos cidadãos que acendam uma vela à janela.

 

 https://www.publico.pt/2020/12/21/fugas/noticia/lancar-baloes-passagem-ano-nao-lixes-esqueca-acenda-vela-janela-

Saúde 2021. Regressar ao futuro?

Constantino Sakellarides

 
1 -  Invernos. É o inverno mais longo. Ao telefone soubemos que morreu um amigo. Quarenta dias de internamento e sofrimentos. Faz-nos falta. E logo, no noticiário da noite: em Setúbal há pessoas que não têm como comprar para comer. É a fome com a vergonha de pedir. À última hora: uma nova variante do malfadado vírus. Uma ameaça mais? E um toque no WhatsApp: no condomínio de 32, "algumas pessoas estão a atingir os limites" - temos de conversar! A vacina chegou, que bom, mas a seu ritmo. A distância protegida continuará como a solução possível, verão adentro. Resistiremos.

 2 - A pandemia destapou, A pandemia destapou crónicas limitações nas nossas instituições, comportamentos e formas de governação: respondemos com grande dificuldade aos desafios do envelhecimento. Em parte, porque o SNS não deu ainda o salto qualitativo necessário para superar a sua fragmentação original e gerir bem os percursos das pessoas através dos cuidados de que necessitam. Mas também porque nos faltam políticas e orçamentos de bem-estar que articulem a ação dos vários setores para um mesmo fim; sem uma "política para as profissões da saúde", estas continuarão a abandonar, crescentemente, o SNS; na saúde pública, à sua versão centralista, normativa e autoritária, igual para todos, que apela à obediência, é necessário acrescentar melhor aquela outra que descentraliza, informa e diferencia localmente, que conta com as pessoas e apela à sua inteligência; fazemos planos de "inverno" ou de "vacinação" que não são acompanhados de quaisquer referências à base científica das opções adotadas.

 3 - Oportunidade de desenvolvimento. Não podemos simplesmente esperar pelo verão, sem mais. Queremos começar a recuperar o que perdemos, mas fazê-lo regressando ao futuro. Há 20 anos numa "classificação" envolvendo os sistemas de saúde de todos os países do mundo, promovida pela OMS, ficámos em 12.º lugar. De notar, no entanto, que o índice adotado para comparar desempenhos entre países foi ajustado em função da escolaridade e da capacidade em criar riqueza da parte de cada país. Não tínhamos, propriamente, o 12.º melhor sistema de saúde mundo - o que a análise nos disse foi que, comparativamente, o desempenho na saúde em Portugal excedia o que seria de esperar face ao grau de desenvolvimento do país. Dificilmente poderíamos fazer muito melhor na saúde, se o país não pr

3 - Oportunidade de desenvolvimento. Não podemos simplesmente esperar pelo verão, sem mais. Queremos começar a recuperar o que perdemos, mas fazê-lo regressando ao futuro. Há 20 anos numa "classificação" envolvendo os sistemas de saúde de todos os países do mundo, promovida pela OMS, ficámos em 12.º lugar. De notar, no entanto, que o índice adotado para comparar desempenhos entre países foi ajustado em função da escolaridade e da capacidade em criar riqueza da parte de cada país. Não tínhamos, propriamente, o 12.º melhor sistema de saúde mundo - o que a análise nos disse foi que, comparativamente, o desempenho na saúde em Portugal excedia o que seria de esperar face ao grau de desenvolvimento do país. Dificilmente poderíamos fazer muito melhor na saúde, se o país não progredisse no seu desenvolvimento económico, social e cultural.

Ler o artigo todo aqui: https://www.dn.pt/edicao-do-dia/29-dez-2020/saude-2021-regressar-ao-futuro--

28 de dezembro de 2020

Covid-19: "Imunidade de grupo dos 60 a 70% já não é o objetivo a atingir"

 

O virologista e investigador do Instituto de Medicina Molecular Pedro Simas afirmou este domingo que a humanidade encontra-se no princípio do fim do combate ao novo coronavírus.

Num momento em que a complexa operação de vacinação contra a covid-19 já começou no país, o especialista explica que ," graças à ciência e à indústria temos o início do fim, a solução".

Pedro Simas

Alguns destaques:

Pedro Simas afirma que a aplicação da primeira dose da vacina já confere alguma imunidade protetora ao fim de dez dias, mas apela à população que não dispense de receber a segunda dose. 

"Às vezes, a seguir a tomar a primeira dose, há pessoas que sentem alguma fadiga, febre e dores no braço, e depois já não querem tomar a segunda dose. Mas estas têm de perceber que as reações são normais e significam que o fármaco esta a funcionar", explica.

 O especialista afirma que, no final da segunda fase e com uma percentagem de imunidade cumulativa de 37%, Portugal aproxima-se de "um número muito bom" e que permite uma planificação mais concreta da terceira fase.

"A imunidade de grupo dos 60 a 70% já não é o objetivo a atingir. Não há tanta urgência para chegarmos lá se se comprovar no terreno a eficácia das vacinas, que excederam as nossas expectativas".

 Pedro Simas lança ainda um apelo final a que toda a população adira à vacinação contra a covid-19, pedindo que se "acredite na evidência da história da humanidade". "Esta vacina é ainda mais segura do que a da gripe", conclui.

Ler notícia completa aqui: https://tvi24.iol.pt/sociedade/coronavirus/covid-19-imunidade-de-grupo-dos-60-a-70-ja-nao-e-o-objetivo-a-atingir

 

27 de dezembro de 2020

“O coronavírus está a assustar mais do que a sida”: a entrevista ao primeiro vacinado quando a covid ainda estava no começo

 Dirige o serviço de infecciologia do Hospital de São João, onde se concentra o maior número de infetados pelo coronavírus do país. Em entrevista exclusiva ao Expresso fala dos dramas de uma luta diária contra uma pandemia da qual quase tudo se ignora, e da qual sobressai pelo menos uma certeza: é essencial evitar o pânico. No dia em que começou a vacinação em Portugal, e em que António Sarmento foi a primeira pessoa no país a tomar a vacina contra a covid-19, o Expresso republica esta entrevista

António Sarmento

Dirige o serviço de infecciologia do Hospital de São João, onde se concentra o maior número de infetados pelo coronavírus do país. Em entrevista exclusiva ao Expresso fala dos dramas de uma luta diária contra uma pandemia da qual quase tudo se ignora, e da qual sobressai pelo menos uma certeza: é essencial evitar o pânico. No dia em que começou a vacinação em Portugal, e em que António Sarmento foi a primeira pessoa no país a tomar a vacina contra a covid-19, o Expresso republica esta entrevista
 

 

26 de dezembro de 2020

Neste Natal, a GNR visitou mais de 3.100 idosos que vivem sozinhos

 A GNR visitou neste período natalício mais de 3.100 idosos que vivem sós e passaram o Natal sozinhos, numa campanha que pretendeu diminuir o seu isolamento social numa altura de pandemia, foi esta sexta-feira anunciado.

 



"Conscientes de que o isolamento é maior este ano, devido às recomendações das autoridades de saúde, e sabendo que cerca de 3.149 idosos iriam passar o natal sozinhos, a GNR procurou estar presente, em especial no dia 24 de dezembro, junto daqueles cujo isolamento é maior nestas últimas semanas e sobretudo na noite de consoada, data em que tradicionalmente se reúnem as famílias”, refere-se no comunicado da GNR.

 A campanha, promovida pela Secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário, decorreu de 18 até quinta-feira e abrangeu 3.149 idosos.

A Guarda recorda que, segundo a Operação Censos Sénior 2020, foram sinalizados mais de 42 mil idosos que vivem sozinhos e/ou isolados, uma população vulnerável a crimes de burla.

O número de idosos que passaram o Natal sozinhos concentra-se mais nos distritos de distritos de Viseu, Vila Real, Leiria e Viana do Castelo.

Ver notícia aqui: https://tvi24.iol.pt/sociedade/solidao/neste-natal-a-gnr-visitou-mais-de-3-100-idosos-que-vivem-sozinhos

 

Porque escolhemos não ver os velhos?

 Com o início da pandemia percebeu-se que os mais velhos eram também os mais vulneráveis. Hoje, em Portugal, 67% do total de mortos têm mais de 80 anos. Os residentes em lares foram dos mais afectados. Adriano Miranda procurou duas excepções e fez retratos em dois lares (Lar e Centro de Dia de Alcoutim e Lar Idade D’Ouro, em Melgaço) onde a covid-19 não entrou. Dulce Maria Cardoso revela a sua experiência como cuidadora informal da mãe. Dois ensaios, em jeito de homenagem, para nos pôr a pensar sobre a velhice e a maneira como tratamos os velhos.


 

6 de Abril

Mudei-me para casa da minha mãe há três dias. Tenho medo do vírus, disse-me ela num desespero ao telefone. Acrescentou, Não é só o vírus, sinto-me mal, não quero mais viver sozinha, o teu pai morreu há já tanto tempo, estou cansada. Fiz uma pequena mala de roupa, pus o computador na mochila, fechei as portadas da minha casa e regressei ao lugar de onde saí há quase trinta anos.

O único pedido de que me lembro de a minha mãe alguma vez nos ter feito, a mim e à minha irmã, foi o de que não a internássemos num lar, Não gostava que o meu fim fosse num sítio desses, disse-nos. De resto, dava-nos tudo o que podia sem pedir nada em troca.

Para continuar a ler este comovente diário  de Dulce Maria Cardoso  e excelentes fotos de Adriano Miranda, ver o link: 

https://www.publico.pt/interactivo/porque-escolhemos-nao-ver-os-velhos?

Covid-19: Governo cria portal na Internet dedicado à vacinação

 O Governo lançou este sábado uma nova página exclusivamente dedicada ao processo de vacinação contra a covid-19. O portal está a partir de agora disponível através dos sites da DGS e Estamos On, o portal do Governo com as diferentes medidas de resposta à pandemia. A nova página pretende dar detalhes sobre o processo de vacinação, que começa este domingo, dia 27 de dezembro. Inclui ainda uma simulação para cada português ter uma ideia de quando poderá ser chamado pelo SNS para inoculação.


 A página vai fornecer toda informação sobre a vacinação contra a covid-19 através de uma linguagem simples e clara, respondendo às principais questões que têm vindo a ser levantadas desde o anúncio da chegada da vacina ao nosso país. Por exemplo: “a vacina é eficaz?”; “a vacina é segura?”; “quais os diferentes tipos de vacina que serão administradas em Portugal”; “quais os grupos prioritários?”, etc. Há esclarecimentos sobre efeitos secundários ou o que fazer após estar-se vacinado.

 

Entre os principais destaques da página encontra-se uma simulação que o utilizador pode preencher para ficar a saber em que altura será chamado pelo SNS para vacinação. Além desta ferramenta, são ainda disponibilizados os contactos e linhas de apoio que devem ser utilizados pelos cidadãos que queiram saber mais sobre o processo de vacinação. A página disponibiliza ainda o plano de vacinação.

A página já se encontra online e pode consultada em https://covid19.min-saude.pt/vacinacao/ ou https://covid19estamoson.gov.pt/vacinacao-covid19/

Ver notícia completa :https://expresso.pt/sociedade/2020-12-26-Covid-19-Governo-cria-portal-na-Internet-dedicado-a-vacinacao

24 de dezembro de 2020

A escolha responsável da vacina


Alexandre Quintanilha
 

 É extremamente preocupante perceber que temos cidadãos que já decidiram não se vacinar. Invocando dois tipos de argumentos. Sobre os efeitos secundários desconhecidos destas vacinas, mas também o da liberdade de escolha.

 

...Não ignoram certamente que sem a vacina, não só arriscam a sua própria vida, como a de todos com quem contactam. Numa democracia, proibir alguém de comportamentos que ponham em risco a sua própria vida, é difícil. Mas sensibilizar para que não ponham em risco a vida (ou a saúde) dos outros é fundamental. A proibição de fumar em espaços públicos fechados é um bom exemplo. Os programas de vacinação infantil são outro exemplo.

 Ler mais aqui:https://www.publico.pt/2020/12/21/ciencia/opiniao/escolha-responsavel-vacina

23 de dezembro de 2020

Autonomia e liberdade no fim de vida: estas aldeias sociais são habitadas por idosos

 São casas autónomas em Águeda e Portimão que permitem uma resposta social para idosos que não querem passar o fim de vida num lar. João Martins diz que modelo visa dar uma nova vocação a concelhos despovoados e envelhecidos e diversificar a oferta residencial para os mais velhos.

 Em Águeda, no distrito de Aveiro, há uma espécie de aldeia social habitada por 19 idosos com alguma autonomia que não querem ir para um lar, um projecto que tem vindo a revelar-se um sucesso, em tempos de pandemia. A ideia nasceu há cerca de sete anos quando a associação “Os Pioneiros” concluiu que “era preciso uma resposta social que antecedesse o lar e que desse a possibilidade de as pessoas serem autónomas, e terem a sua vida normal”.

 

"Aldeia"social em Águeda permite que idosos possam viver com autonomia

Ler mais qui:  https://www.publico.pt/2020/12/22/sociedade/noticia/autonomia-liberdade-fim-vida-aldeias-sociais-sao-habitadas-idosos-1943867?fbclid

22 de dezembro de 2020

Burnout Não há vencedores nesta luta em que estamos todos a perder. Há a luta contínua por um mal menor.


 Gustavo Carona: "Aos que gritam “liberdade” e pelos doentes “não-covid”, eu convido-vos primeiro a deslocarem-se a um hospital central e a apresentarem alternativas. E se continuam a achar que o vírus não é assim tão mau e que mata só velhinhos já quase mortos, eu convido-vos a vir comigo e escolher quem é que deixamos morrer à porta do hospital?"

 

 ...Os problemas tomaram conta de mim. A raiva, a angústia de ver cada vez mais doentes a chegar, os profissionais cada vez mais exaustos, e a opinião pública cada vez mais decidida a falar do que não sabe. Quando me parece tão óbvio que “falar do que não se sabe” em tempos de crise cria confusão, entropia, hesitação e mais angústia. E angustiado fico eu por sentir que tenho uma palavra a dizer pelos doentes que vejo a morrer nas minhas mãos, pelas famílias que sinto a sofrer ao telefone, e pelos profissionais de saúde que estão a ser triturados. Querem liberdade? Então digam para onde mandamos para morrer os doentes que podem ser os vossos pais ou as vossas mães.

 
...Acho que assumi demasiadas lutas. A luta pelos doentes, e a luta pela opinião pública. Sei que ambas são fulcrais. Sei que ambas se entrecruzam. Sei que uma guerra se ganha no coração das pessoas. E fui na minha ingenuidade tentar explicar o óbvio. Tentei sempre comunicar pela positiva, e acreditem que não é fácil resistir a não responder na mesma moeda aos que ao meu nome colaram insultos.

 

Ler mais aqui:https://www.publico.pt/2020/12/22/impar/cronica/burnout-1943841

21 de dezembro de 2020

Comunicado de Imprensa - Petição promovida pela APRe!, para discutir em Plenário da AR a condição de recursos para atribuição do Complemento Solidário para Idosos.

 


Covid-19. "As medidas que temos são igualmente eficazes para um vírus que se dissemina muito bem"

 

O virologista Pedro Simas explicou, ontem domingo, que as medidas de prevenção contra a nova variante do coronavírus, identificada no Reino Unido, são iguais às que até aqui têm sido anunciadas, mas lembra que é necessário que ser “sempre rigoroso” na hora de se proteger.

 

Pedro Simas

 

“Na forma como nos protegemos temos de ser sempre rigorosos. E a coisa boa é que, independentemente desta variante ser 70% mais eficaz a disseminar-se, as medidas que temos de distanciamento físico e uso da máscara são igualmente eficazes para um vírus que se dissemina muito bem ou um que se dissemina menos bem”, disse o virologista.

Para além disso, Pedro Simas defende que é importante iniciar rapidamente a vacinação, principalmente nos grupos de risco, para evitar um crescente número de mortes associadas à covid-19.

“Eu acho que é muito importante vacinar e é muito importante começar a vacinar os grupos de risco. Porque o problema desta pandemia são os grupos de risco, as mortes nos grupos de risco e as pessoas que nós queremos salvar. Portanto, quanto mais cedo se começar a vacinar os grupos de risco melhor, mais protegidos eles ficam. E em principio desaparece o problema da pandemia. Pode continuar o vírus pandémico mas começa a circular nas populações que não são de risco e não é tão grave”, sublinha.

Sobre a possibilidade de esta variante genética vir a ter um impacto na imunização da população, o virologista lembra que é possível adaptar as vacinas, tal como acontece na gripe.

“Se estas variantes genéticas vão, alguma delas, ter impacto nas vacinas que estamos a utilizar – a probabilidade é pequena, mas mesmo que tenha – nós podemos mudar a vacina como o fazemos para a gripe. Não é nada que não esteja ao nosso alcance”, remata Pedro Simas.

 

https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2020-12-21-Covid-19.-As-medidas-que-temos-sao-igualmente-eficazes-para-um-virus-que-se-dissemina-muito-bem 

20 de dezembro de 2020

Portugal ultrapassa as 6 mil mortes por covid-19

 

Transcrevemos a reflexão de uma ex-jornalista  do Público, Graça Barbosa Ribeiro sobre os dados divulgados pela SIC relativos à pandemia, publicado na sua página no Facebook.

Imaginem que nos diriam que durante as próximas semanas se despenharia diariamente um avião com cerca de 90 pessoas, em Portugal (para falar, só, do que nos é mais próximo).
Que não tínhamos maneira de saber se nesses aviões iriam familiares, amigos nossos.
Que sabíamos que todos os dias teríamos imagens do acidente, do socorro, notícias do choque de quem perdeu os seus, dos velórios, dos funerais.
Que para atender a esses acidentes diários os serviços de socorro e de saúde deixariam de socorrer pessoas. Que poderiam ser nossas amigas, familiares.
Termos dificuldade em imaginar isto ou, pelo menos, em sentir isto como uma tragédia, como algo próximo, fala-nos de um processo de banalização da morte que tem crescido desde Março ou Abril.

19 de dezembro de 2020

"O medo que nos une é o mesmo que nos separa"

                                    

Pandemia fez aumentar o ódio e a xenofobia.

Catarina Marques

 

 

 

 

A pandemia tem feito aumentar o medo e os episódios de xenofobia. Mas se por um lado a discriminação e os discursos de ódio são mais frequentes, também se renovam os apelos à tolerância e os gestos solidários.

 "O medo que nos une é o mesmo que nos separa" é a Reportagem Especial que pode ver hoje, 19.12.2020 no Jornal da Noite.

 

https://sicnoticias.pt/programas/reportagemespecial/2020-12-19-O-medo-que-nos-uneeo-mesmo-que-nos-separa?fbc 

 

 


 

11 de dezembro de 2020

Decisões do Conselho Europeu de hoje

 

Quadro financeiro plurianual e fundo “Próxima Geração UE”

Os 27 subscreveram uma declaração política que clarifica os termos da aplicação do mecanismo de Estado de direito, o novo regime de condicionalidade para a distribuição dos fundos comunitários que vigorará a a partir do próximo período de programação. Os líderes confirmaram o seu acordo ao pacote global de 1,8 biliões de euros para responder à crise, e convidaram o Parlamento Europeu a dar o seu consentimento. Também garantiram que “envidarão todos os esforços” para ratificar a nível nacional a decisão de recursos próprios necessária para a constituição do fundo de recuperação.

Covid-19

O Conselho Europeu comprometeu-se a coordenar esforços para a distribuição atempada de vacinas contra a covid-19, o combate à desinformação sobre a sua administração e o levantamento gradual das medidas de restrição de viagens. Também propôs avançar as propostas relativas a uma União da Saúde, para aumentar a resiliência do sector.

Alterações climáticas

Líderes aprovaram uma meta vinculativa para a UE que consiste numa redução interna líquida de pelo menos 55% das emissões de gases com efeito de estufa até 2030, em comparação com os valores de 1990. E determinaram que os acordos comerciais da UE têm de ser coerentes com a sua ambição e matéria de clima.

Segurança

Os 27 condenaram os recentes ataques terroristas e todas as formas de atentados contra as liberdades de expressão e de religião ou de convicção, como anti-semitismo, racismo e xenofobia. Destacaram a importância de combater o incitamento ao ódio, violência e intolerância, e consideraram essencial prevenir a radicalização e combater as ideologias subjacentes ao terrorismo e ao extremismo violento, incluindo online.

Relações UE-EUA

Foi aprovado o guião para uma nova parceria estratégica transatlântica forte baseada em interesses comuns e valores partilhados. Líderes estão prontos para debater prioridades com o novo Presidente dos Estados Unidos.

Mediterrâneo Oriental

Como prometeu em Outubro, o Conselho Europeu voltou à questão das relações com a Turquia, que não desistiu das suas acções marítimas provocatórias e intensificou a sua retórica contra a UE e os dirigentes europeus. Os 27 querem que o alto representante para a política externa proponha a inclusão de novos nomes na lista de indivíduos sujeitos medidas punitivas tendo em conta as actividades de perfuração não autorizadas levadas a cabo pela Turquia. Os líderes salientaram a importância de manter abertos os canais de comunicação, e repetiram que se mantém válida a sua proposta de uma agenda positiva UE-Turquia.

Vizinhança Meridional

Líderes aguardam proposta para a renovação da parceria com os países do Sul e pedem a intensificação e fortalecimento do diálogo político, 25 anos após o lançamento do Processo de Barcelona.

Sanções

O Conselho Europeu renovou o regime de sanções contra a Rússia e congratulou-se com a adopção de um regime global de sanções da UE em matéria de direitos humanos.

https://www.publico.pt/2020/12/11/mundo/noticia/conclusoes-conselho-europeu-pontos

10 de dezembro de 2020

 

DELEGAÇÃO DE LISBOA – INFORMAÇÃO
 
A Delegação de Lisboa todos os anos assinala o aniversário da APRe! com um almoço de convívio, acompanhado de momentos musicais. Este ano, não sendo possível organizar qualquer evento presencial, vamos criar um encontro digital, através da plataforma Zoom, evocativo do 8º aniversário, no dia 14 de Dezembro, às 15h00.
Este encontro será aberto a todos os associados, até ao limite permitido por aquela plataforma. Para participar será, por isso, necessário fazer inscrição para o endereço apre.cultura.lisboa@gmail.com
Posteriormente enviaremos, a cada inscrito, um link para aceder ao evento.
 

 

“eGuard”. A GNR a um clique dos idosos mais sozinhos

Programa-piloto de teleassistência foi implementado na Guarda e já conta com 100 participantes, na sua maioria mulheres. Um quarto tem entre os 85 e os 100 anos. Conheça a história de Isabel Ferreira, uma viúva de 95 anos.

 

A GNR da Guarda tem no terreno uma iniciativa pioneira de apoio aos mais vulneráveis. Em colaboração com os municípios do distrito, lançou o ‘eGuard’, um programa-piloto de teleassistência.

A Guarda é o segundo distrito do país com mais idosos a viverem sozinhos ou isolados: 4.500.

No total, já integram o programa 100 idosos, sendo que 24 têm idades compreendidas entre os 85 e os 100 anos. A maioria são mulheres.

Em Celorico da Beira, há 200 idosos a viverem sozinhos ou isolados. Onze aderiram ao “eGuard” e dois deles habitam numa povoação que tem apenas três habitantes.

Isabel Ferreira, viúva, de 95 anos, já recorreu várias vezes ao novo aparelho de teleassistência, que anda sempre pendurado ao pescoço.

“Está a piscar, tem carga”, mostra, satisfeita. “Posso cair e não dar por ela. A primeira vez que caí, pensava que ficava lá. Assim já posso chamar, pedir socorro. Foi bom, porque já tenho caído aí e vejo-me à rasca para me levantar”, revela a moradora daquela povoação de Celorico da Beira com três habitantes. 

Ler mais aqui: https://rr.sapo.pt/2020/12/10/pais/eguard-a-gnr-a-um-clique-dos-idosos-mais-sozinhos/noticia/217938/?fbclid=IwAR


Entrevista de Liliana Carona Resnascença 10.12.2020


7 de dezembro de 2020

Plano de vacinação contra a Covid-19

 

Conheça os pontos essenciais do plano de vacinação contra a Covid-19.

O Governo apresentou no dia 3 de dezembro, o Plano de Vacinação contra a Covid-19.

De acordo com o documento, a vacina, que deverá chegar a Portugal já em janeiro, será universal, gratuita e facultativa, e será disponibilizada à população de acordo com as características aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento.


 

Vacinação em três fases

Estão previstas três fases para a execução do plano de vacinação contra a Covid-19 em 2021, que vão acompanhar o ritmo de disponibilização das vacinas.

  • 1.ª fase:
    • Destina-se a pessoas com mais de 50 anos com patologias associadas; residentes e profissionais em lares e unidades de cuidados continuados; profissionais de saúde; profissionais das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos. Nesta fase deverão ser vacinadas cerca de 950 mil pessoas.
  • 2.ª fase:
    • Nesta fase serão vacinadas 1,8 milhões de pessoas com mais de 65 anos e cerca de 900 mil com patologias associadas e mais de 50 anos.
  • 3.ª fase:
    • Toda a restante população. Os grupos desta fase serão revistos consoante o ritmo de entrega das vacinas 

      Administração da vacina

      A primeira fase da vacinação será administrada nos cerca de 1.200 pontos de vacinação habituais dos centros de saúde, nos lares e unidades de cuidados continuados.

      Os centros de saúde estarão destinados às 400 mil pessoas com mais de 50 anos e comorbilidades associadas, enquanto os utentes e profissionais de lares serão aí vacinados pelas equipas de enfermagem residentes.

      A vacina será também administrada aos profissionais de saúde e dos serviços essenciais no âmbito da medicina no trabalho.

       

      Fonte: SNS 04.11.2020


28 de novembro de 2020

25 de novembro de 2020

Máscaras, viseiras e gel passarão a ser consideradas despesas de saúde no IRS em 2021

“As máscaras de protecção respiratória, viseiras e gel desinfectante cutâneo com as especificidades constantes de despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da economia, das finanças e da saúde, são consideradas como despesas de saúde, pelo que podem ser deduzidas (no âmbito do IRS)”, refere a proposta hoje aprovada por unanimidade, durante o processo de votação na especialidade do Orçamento do Estado para 2021."

 


 

Ler mais aqui: https://www.publico.pt/2020/11/24/sociedade/noticia/mascaras-viseiras-gel-passarao-consideradas-despesas-saude-irs-2021

Participação da Presidente da Direcção da APRe! no Jornal da Tarde da RTP1


A Presidente da Direção da APRe! Maria Do Rosario Gama esteve hoje dia 25.11.2020 no Jornal da Tarde da RTP1, para se pronunciar sobre o aumento no valor mínimo de existência

Este valor aumenta o valor mínimo de existência para um rendimento anual de 9315 euros. Na prática, vai dar mais rendimento mensal dos trabalhadores e pensionistas que ganhem até 665 euros por mês.




Ver mais aqui: https://www.rtp.pt/noticias/economia/aumento-no-valor-minimo-de-existencia_

22 de novembro de 2020

Covid. Esta é lista completa dos concelhos de risco moderado, elevado, muito elevado e extremamente elevado (e com as devidas restrições)

 

 

Restrições são diferentes consoante o nível de risco. Saiba tudo

 

- Concelhos de Risco Extremo (mais de 960 casos por 100 mil habitantes) 

- Concelhos de Risco Muito Elevado (entre 480 e 959 casos por 100 mil habitantes)

 - Concelhos de Risco Elevado (entre 240 e 479 casos por 100 mil habitantes)

 - Concelhos de Risco Moderado (até 239 casos por 100 mil habitantes)

 

Para ver quais os concelhos integrados  em cada nível de risco e as respectivas restrições ver aqui:

 

https://expresso.pt/coronavirus/2020-11-21-Covid.-Esta-e-lista-completa-dos-concelhos-de-risco-moderado-elevado-muito-elevado-e-extremamente-elevado--e-com-as-devidas-restricoes

 

 

 

17 de novembro de 2020

Teleassistência da Misericórdia do Porto já chega a seis municípios e a mais 420 idosos

"O projeto, que nasceu em 2011 no Centro Histórico do Porto, chegando a 800 pessoas idosas em situação vulnerável, está agora a ser implementado em seis municípios parceiros: Porto, Gaia, Matosinhos, Maia, Valongo e Vila do Conde."

 O programa Chave de Afetos, de combate ao isolamento sénior, arrancou no início do ano em mais cinco municípios da Área Metropolitana do Porto e, em poucos meses, já acompanha mais 420 idosos.

 Um projecto a replicar 

Ver mais aqui: https://www.jn.pt/nacional/especial-patrocinado/videos/teleassistencia-da-misericordia-do-porto-ja-chega-a-seis-municipios-e-a-mais-420-idosos

 

 

16 de novembro de 2020

Covid-19: O tempo das coisas


 Continuaremos todos a trabalhar para encontrar a forma justa de aprendermos o necessário com o que experimentámos. E não perderemos mais esta oportunidade para fazer melhor no futuro.

 A pandemia tem os seus tempos. Estamos num dos piores momentos deste tremendo desafio. A rede de Saúde Pública satura-se, os hospitais enchem-se, nem todos sobrevivem. Temos que nos defender, e proteger os outros, do vírus agressor. E, ao mesmo tempo, viver, resistir, sentir, agir e imaginar dias melhores que estão para vir. 

Percebemos que a pandemia destapou, por vezes cruelmente, crónicas limitações dos nossos recursos, instituições, comportamentos e formas de governação: na capacidade de envolver e comunicar com os cidadãos, de partilhar informação sobre os riscos que nos ameaçam, de responder aos desafios do envelhecimento, de adotar politicas eficazes relativas às profissões de saúde, de analisar, pensar e planear estrategicamente.

... Os padrões de atuação das nossas autoridades, nesta fase da pandemia, estão estabelecidos e dificilmente podem ser significativamente alterados, a curto prazo, considerando a extraordinária pressão a que hoje estão sujeitas. Por isso, este é também o tempo de, independentemente dos nossos posicionamentos políticos e de juízos mais ou menos informados sobre o que correu melhor ou pior no passado, dar força e alento aos que nos governam, valorizando com apreço o seu enorme esforço e determinação em servir o país em condições de dificuldade extrema.

Ler mais aqui: https://www.publico.pt/2020/11/16/opiniao/opiniao/covid19-tempo

O FUTURO DOS CUIDADOS

 APRe! - INFORMAÇÃO

14 de novembro, sábado, às 18h, foi uma conversa com a participação de Maria do Rosário Gama, presidente da Direção da APRe!, sobre um tema de enorme importância e atualidade:

O FUTURO DOS CUIDADOS

Uma conversa sobre cuidados, trabalho invisível, interdependência e políticas públicas

A partir do livro “Cuidar de quem cuida”, e do “Manifesto para uma nova política de cuidados”, que ele propõe, o objetivo desta mesa-redonda foi pôr em comum o conhecimento sobre o trabalho doméstico e reprodutivo e as experiências das lutas feministas, de cuidadoras informais, das pessoas com deficiência e dos direitos dos pensionistas e reformados. Pensar em conjunto como reconhecer e redistribuir os cuidados e o trabalho doméstico e reprodutivo, discutir o que deve ser uma política e uma ecologia de cuidados para o futuro e as alianças necessárias para desenvolver essas lutas e criar agendas comuns de intervenção.

Uma conversa apresentada e conduzida por

SARA BARROS LEITÃO (atriz)

com

ANA CATARINA CORREIA (investigadora e ativista dos direitos das pessoas com deficiência)

ANDREA PENICHE (ativista feminista, A Coletiva)

INÊS BRASÃO (Professora do IPL, investigadora)

MARIA ANJOS CATAPIRRA (cuidadora informal, co-fundadora da Associação Nacional de Cuidadores Informais)

ROSÁRIO GAMA (presidente da direção da APRe! - Aposentados, Pensionistas e Reformados)

Para visualizar o debate, clique aqui.



11 de novembro de 2020

APRe! - ESPECIAL NOTÍCIAS CONFERÊNCIA 2020

 Já está em divulgação o ESPECIAL NOTÍCIAS CONFERÊNCIA 2020, a assinalar esta significativa realização da APRe!, recordando alguns dos principais momentos e a levar a todas as pessoas que se interessam pela “vida”, o notável texto que José Gil escreveu para a sessão de abertura, com o título “Os velhos e a velhice”.

A conferência pode ser integralmente visionada aqui