24 de junho de 2020

Há sorrisos à janela: fotógrafos ajudam a combater a solidão dos velhos de Lisboa

A iniciativa “Retratos à Janela”, promovida pela Associação Mais Proximidade, Melhor Vida, levou nove fotógrafos voluntários a captar a imagem de alguns dos 120 idosos em situação de solidão com quem trabalha na Baixa e na Mouraria, em Lisboa.



....Aos 92 anos, Luísa Tomaz é uma dos cerca de 120 utentes da AMPMV. Constituída formalmente como IPSS em 2015, a associação trabalha directamente com idosos em situação de solidão e isolamento nas zonas da Baixa e da Mouraria. Alguns não têm família, outros têm, mas está longe. Por isso, as “amigas” da associação são, muitas vezes, a única companhia e forma de esses utentes resolverem os problemas que surgem no dia-a-dia.
“Eu não imagino o que é subir e descer estes degraus com 92 anos”, diz Ana Luísa Murjal, surpreendida. Na ombreira da porta espera a “dona Luísa”, como lhe chamam as técnicas. Há mais de 70 anos que ali mora, mas é natural de Pedrógão Grande, onde gosta de estar porque “o ar é outro”. Vive sozinha desde a morte do marido. O filho emigrou para o Canadá e as visitas à “província” — como chama ao município de que é natural — deixaram de ser a cada duas semanas para apenas uma vez por ano, quando o filho regressa. “Ele é capaz de vir em Setembro, mas eu só acredito quando o vir à minha frente”, diz. A pandemia pode adiar-lhe os planos...


Ler mais aqui: https://www.publico.pt/2020/06/24/impar/reportagem/ha-sorrisos-janela-fotografos-ajudam-combater-solidao-velhos-lisboa

23 de junho de 2020

UNIÂO EUROPEIA - Meio milhão de idosos vivem sozinhos em Portugal. A maioria são mulheres

Portugal tem 512 mil idosos a viver sozinhos e a maioria, 417 mil, são mulheres. Mesmo assim, é um dos países da União Europeia que tem menos pessoas acima dos 65 anos a viverem sós.


 Quatro em cada dez mulheres com 65 ou mais anos vivem sozinhas na União Europeia (UE). Os dados, divulgados esta terça-feira, pelo Gabinete de Estatística da UE, o Eurostat, revelam que cerca de 40% das mulheres residentes no espaço europeu vivem sozinhas, contra 19% dos homens.

 Segundo o Eurostat, Portugal tem 512 mil idosos a viver sozinhos, mas mesmo assim, quando comparado com os restantes países da UE, o nosso país é dos que tem menos pessoas nesta faixa etária que não partilham habitação com mais ninguém. Porém, segue a tendência europeia e são as mulheres que mais vivem sozinhas: 417 mil mulheres com 65 ou mais anos vivem sozinhas, 32%, enquanto que essa situação apenas abrange 10%: 95 mil.

Ler mais aqui:  https://www.publico.pt/2020/06/23/sociedade/noticia/meio-milhao-idosos-vivem-sozinhos-portugal-maioria-sao-mulheres-

 

22 de junho de 2020

Os lares de Idosos na pandemia e o seu futuro



Deixamos à vossa consideração uma petição posta a circular cujo teor mereceu o apoio da Direção da APRe!, hoje reunida.


A recente pandemia trouxe consigo uma série, por enquanto inumerável, de múltiplas tragédias e a revelação da necessidade imperiosa de reformular muitas respostas sociais, nomeadamente as institucionais. Alguns dos modelos destas respostas já se sabiam limitados, de modo a garantir um quotidiano humanizado e cidadão aos que delas precisam. Porém, a pandemia e as suas consequências vieram trazer evidências e despertar muitos portugueses para a realidade que se vive na maioria dos lares para idosos, sobretudo em situações de risco.
Para alterar a situação nas estruturas residenciais para pessoas idosas que dependem da Segurança Social, além de se repensar modelos institucionais e semi-institucionais, será necessário um reforço de profissionais e da sua formação que integre todas as recentes aprendizagens, alteração dos rácios, das condições de higiene e estímulo vivencial. Vão ter de se reformular orientações técnicas, refazer quadros legais, rever tabelas salariais, etc. E vai ser preciso tempo. Tempo que escasseia para quem luta pela sobrevivência.

Ver mais no link para assinatura da Petição: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT100927&fbclid=IwAR2pCwWUpk7PPupkvd72R7UGCzWYjODQY17ZYRxBBP5CP1paqJNNWTcLAVw



 

21 de junho de 2020

Há municípios onde o número de lares ilegais detectados duplicou

A pandemia de covid-19 levou as autarquias a fazer o levantamento de casos em residências de idosos que estão abertas sem qualquer licenciamento. A Segurança Social desaconselha uma acção musculada no fecho de lares, se tiverem boas condições para os utentes.


 
Camilo Soldado (1)

Com a ida das autarquias para o terreno, a lista de lares ilegais sinalizados pelas autoridades tem aumentado. Há concelhos onde essa lista duplicou, como são os casos de Palmela ou Ourém, e em Santarém, que anunciou os dados no final de Maio, o número quase mais do que duplicou, de 17 para 42. A covid-19 veio tornar mais urgente saber onde estão estas casas, quantos idosos lá vivem e em que condições vivem, para garantir a prevenção da doença e actuar nos casos onde já tenha chegado. Os distritos com maior concentração de lares ilegais serão mesmo Setúbal e Santarém. A indicação é de João Ferreira de Almeida, presidente da Associação de Lares e Casas de Repouso de Idosos, entidade que em 2012 fez um levantamento deste tipo de casas. O PÚBLICO questionou concelhos destes distritos e conseguiu respostas de alguns.
Parte inferior do formulário
Se, numa situação normal, a sinalização e fiscalização seria da competência da Segurança Social, o estado de emergência motivado pela pandemia levou a que as autarquias fossem envolvidas no trabalho, através das comissões municipais de Protecção Civil, mostra um protocolo de actuação do Instituto da Segurança Social, a que o PÚBLICO teve acesso. O documento refere que deve ser evitada uma “acção musculada” no encerramento dos lares ilegais, caso estes tenham boas condições para os utentes.
A base de trabalho, que envolve também as autoridades locais de saúde e forças de segurança, é uma lista elaborada pelo Instituto de Segurança Social (ISS), com as casas que acolhem idosos sem licenciamento detectadas nos últimos três anos.
“Conhecíamos a dimensão, mas ficámos ainda mais surpreendidos quando fomos para o terreno. De 30 lares que sabíamos que não estavam licenciados, passámos para 68”, começa por ilustrar o presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro, ao PÚBLICO. Depois de conhecido o número, uma equipa composta pela Autoridade de Saúde, pela Protecção Civil Municipal e pela Segurança Social está a fazer vistorias aos 68 lares, “um número assustador”, explica o autarca do concelho do distrito de Setúbal, que estima que haja entre 200 a 300 pessoas a viver nessas casas.
Um pouco mais a Norte, já em Santarém, o município de Ourém detectou 20 lares ilegais, embora a lista do ISS que chegou à autarquia fosse composta por 11. “O número ao qual chegámos acaba por não ser muito surpreendente”, diz o presidente de câmara, Luís Albuquerque, acrescentando que ainda estão a fazer cruzamento de dados.
Testes ainda não arrancaram
No levantamento feito em 2012, a Associação de Lares e Casas de Repouso de Idosos, chegou a um número: 3500 lares ilegais em todo o país, o que “foi sempre considerado disparatado”, diz João Ferreira de Almeida. Mas agora, perante os números que têm sido avançados pelas autarquias, até receia que sejam mais. Em resposta ao PÚBLICO, o ISS diz que, “sendo por definição uma actividade ilegal e clandestina, não existe conhecimento do total de equipamentos ilegais a funcionar”. No entanto, acrescenta que “os números apurados estão muito distantes do número divulgado”.
Além dos distritos de Setúbal e Santarém, João Ferreira de Almeida aponta também para Pombal, no distrito de Leria, embora refira que este é um caso especial: na maioria são casas que têm até três idosos, já que o limite é quatro. Convém também distinguir os vários gradientes de lar ilegal: “há alguns casos que até teriam condições para serem legalizados e outros que são casas clandestinas, até custa chamar àquilo lar”.
Ao PÚBLICO, a vereadora da Acção Social da Câmara de Pombal, Ana Cabral, diz que não lhe chegou qualquer lista do ISS. Embora a autarquia saiba que existem “casas com dois ou mais idosos” e estando a fazer uma monitorização, não identificou qualquer “situação anormal”.

No Montijo, a situação é diferente. “Fomos com os bombeiros e com pessoas do ISS e procurámos fazer o levantamento desses lares ilegais e clandestinos. É que, às vezes, nem os próprios vizinhos sabem que vivem ao lado de lares”, afiança o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, antes de detalhar o cenário encontrado: “Foram detectados pelos bombeiros 20 lares nestas condições”.
Em Tomar, o crescimento do número conhecido não foi exponencial. À lista de oito lares ilegais, o trabalho da autarquia com o ISS e o auxílio de juntas de freguesia juntou mais três. “Fizemos vistoria a todos, para perceber se têm planos de contingência”, explica a vereadora do município com a pasta da Acção Social, Filipa Fernandes. Caso não tenham, a autarquia encaminha nesse sentido, refere. Terminada essa fase, Tomar está pronta para iniciar os testes a trabalhadores, diz a vereadora: “Primeiro começamos pelos funcionários e, se por acaso algum estiver [infectado], faz-se ao lar todo”. »

(1) Com Diogo Cardoso Oliveira e Patrícia Carvalho


Público 21.06.2020

Centros de Dia fechados. Isolamento acelera depressões e demências entre idosos

A presidente da Comissão Instaladora da Ordem dos Assistentes Sociais, Júlia Cardoso, considera que não há razão para que alguns centros, em meios rurais ou mais pequenos, que não foram tão afetados pela COVID-19, não reabram. De forma faseada, se for necessário e com todas as medidas de proteção que evitem qualquer possibilidade de contaminação. Dando prioridade aos idosos mais isolados.




 Há pessoas que estão completamente sozinhas, nem sequer família têm ou está longe. Foram para casa há três meses quando os centros de dia fecharam, com a declaração do estado de emergência. São essas que nos devem preocupar prioritariamente porque, em muitos casos, estão em estado de grande precariedade do ponto de vista físico, emocional e mental”, alerta Júlia Cardoso, presidente da Comissão Instaladora da Ordem dos Assistentes Sociais, em entrevista à Renascença.  

Incluídos nos grupos de maior risco de contaminação pela COVID, muitos idosos – sobretudo os que têm maiores dificuldades de mobilidade ou perda de capacidades cognitivas - estão em casa desde março. Alguns recebem apenas a visita das auxiliares do centro de dia que lhes levam a refeição, de segunda a sexta-feira. Para outros, foi preciso reforçar o apoio domiciliário. 

 Para os profissionais que estão no terreno, a realidade é clara e preocupante: muitos destes idosos estão deprimidos, a perder a mobilidade, não percebem porque não podem sair e estar com os seus companheiros de Centro, sentem falta das atividades e os estados demenciais e a dependência estão a avançar. 




19 de junho de 2020

Carta aberta aos poderes políticos sobre a pobreza em Portugal

Conselho Social Nacional da Rede Europeia Anti-Pobreza

«A pobreza não mata apenas os pobres. A prazo ela matará também a Democracia. É por isso urgente fazermo-nos ao caminho, propondo que se reflita e se aja sobre dez áreas fundamentais, independentemente dos ciclos políticos.»




A pobreza tem há muito em Portugal uma dimensão que a todos deve preocupar e que justifica que os cidadãos unam a sua voz num protesto forte, premente e continuado, exigindo das autoridades do País que inscrevam o combate à pobreza como primeira prioridade. A pandemia do coronavírus acentuou aos olhos de todos a vulnerabilidade dos grupos mais desfavorecidos da sociedade portuguesa, reforçando, infelizmente, que a pobreza é, indubitavelmente, o principal problema do País. É essencial que as entidades sobre as quais recai a responsabilidade de enfrentar o problema não tenham dúvidas em defini-lo como tal – a prioridade das prioridades. Aliás, o esforço redistributivo da proteção social nos últimos anos conseguiu reduzir algumas desigualdades e é o sinal mais claro e evidente do caminho que deve ser trilhado e reforçado.

Segundo dados da OCDE, Portugal é dos países desenvolvidos onde é mais difícil sair da pobreza ou, do outro lado, deixar de ser rico. É por isso que pode demorar cinco gerações para que as crianças pertencentes a uma família que esteja na base da distribuição de rendimentos consigam um salário médio. Se a condição dos pobres e da pobreza em si mesmas são suficientes para gerar um clamor que nos faça exigir mais medidas e medidas mais eficazes, consideremos ainda que esta pandemia está a provar que uma sociedade é tão mais segura do ponto de vista sanitário quanto menores forem as desigualdades dos seus membros.

Ler mais aqui:https://www.publico.pt/2020/06/19/opiniao/opiniao/carta-aberta-poderes-politicos-pobreza-portugal-

18 de junho de 2020

Restrições a viagens de Portugal para países europeus

A Comissão Europeia lançou uma aplicação chamada “Re-Open EU” que, através de um mapa interativo, mostra todas as viagens que se podem ou não fazer.
 Antes de marcar viagem ao estrangeiro preste atenção ás restrições no link que publicamos abaixo.




https://expresso.pt/coronavirus/2020-06-18-Covid-19.-Sete-paises-abriram-a-porta-aos-europeus-mas-nao-aos-portugueses--e-outros-tres-obrigam-a-quarentena

Fonte: Expresso 18.06.2020

11 de junho de 2020

Intervenção de José Tolentino Mendonça no Dia de Portugal

 

“O que é amar um País” foi o tema do discurso do cardeal madeirense

    

   Destacamos 

 

... Fortalecer o pacto intergeracional

Reabilitar o pacto comunitário implica robustecer, entre nós, o pacto intergeracional. O pior que nos poderia acontecer seria arrumarmos a sociedade em faixas etárias, resignando-nos a uma visão desagregada e desigual, como se não fossemos a cada momento um todo inseparável: velhos e jovens, reformados e jovens à procura do primeiro emprego, avós e netos, crianças e adultos no auge do seu percurso laboral. Precisamos, por isso, de uma visão mais inclusiva do contributo das diversas gerações. É um erro pensar ou representar uma geração como um peso, pois não poderíamos viver uns sem os outros.
A tempestade provocada pelo Covid19 obriga-nos como comunidade, a refletir sobre a situação dos idosos em Portugal e nesta Europa da qual somos parte. Por um lado, eles têm sido as principais vítimas da pandemia, e precisamos chorar essas perdas, dando a essas lágrimas uma dignidade e um tempo que porventura ainda não nos concedemos, pois o luto de uma geração não é uma questão privada. Por outro, temos de rejeitar firmemente a tese de que uma esperança de vida mais breve determine uma diminuição do seu valor. A vida é um valor sem variações. Uma raiz de futuro em Portugal será, pelo contrário, aprofundar a contribuição dos seus idosos, ajudá-los a viver e a assumir-se como mediadores de vida para as novas gerações. Quando tomei posse como arquivista e bibliotecário da Santa Sé, uma das referências que quis evocar nesse momento foi a da minha avó materna, uma mulher analfabeta, mas que foi para mim a primeira biblioteca. Quando era criança, pensava que as histórias que ela contava, ou as cantilenas com que entretinha os netos, eram coisas de circunstância, inventadas por ela. Depois descobri que faziam parte do romanceiro oral da tradição portuguesa. E que afinal aquela avó analfabeta estava, sem que nós soubéssemos, e provavelmente sem que ela própria o soubesse, a mediar o nosso primeiro encontro com os tesouros da nossa cultura.
Robustecer o pacto intergeracional é também olhar seriamente para uma das nossas gerações mais vulneráveis, que é a dos jovens adultos, abaixo dos 35 anos; geração que, praticamente numa década, vê abater-se sobre as suas aspirações, uma segunda crise económica grave. Jovens adultos, muitos deles com uma alta qualificação escolar, remetidos para uma experiência interminável de trabalho precário ou de atividades informais que os obrigam sucessivamente a adiar os legítimos sonhos de autonomia pessoal, de lançar raízes familiares, de ter filhos e de se realizarem.

Pode ler o discurso na integra aqui:
https://www.dnoticias.pt/pais/pode-ler-aqui-na-integra-a-intervencao-de-jose-tolentino-mendonca-no-dia-de-portugal

4 de junho de 2020

Desafios de um vírus viajante

Helena Roseta
Helena Roseta


O essencial é que a saída da pandemia seja um caminho rico de oportunidades e não uma porta aberta às desigualdades do costume. Não faltarão grandes resistências contra este caminho novo, mas este é o momento de o exigir.


 O novo coronavírus viaja, por isso é fundamental saber com rapidez e precisão por onde ele anda. É uma das razões pelas quais os recentes surtos na região de Lisboa não podem ser debelados apenas com mais testagem. O teste é uma fotografia, válida no momento, mas não conta uma história e nada nos diz sobre o futuro. É útil, mas não chega...

 ...Por enquanto, sabem-me a pouco as medidas postas em prática na grande Lisboa para fazer frente aos novos surtos. Não se iludam. O problema não é só do comportamento de (alguns) jovens. O problema é que o choque do coronavírus não é simétrico. Em Lisboa, nas primeiras semanas da crise, o contágio afectou sobretudo freguesias com uma população afluente que viajou nas férias de Carnaval. Com o estado de emergência e uma inteligente actuação da saúde pública, foi possível “achatar” a curva. Mais contraditória e difícil de gerir tem sido a retoma da actividade económica, social e cultural. Os casos começaram a subir em áreas com população mais pobre.

Economia e saúde pública não são antinómicas, mas só teremos uma retoma económica saudável se forem combatidas desigualdades estruturais: no acesso ao emprego com salário justo, nas condições habitacionais, na educação, no apoio aos mais novos e aos mais velhos, no combate às discriminações, no desenvolvimento científico, cultural e artístico, na protecção ambiental.

 O plano de estabilização anunciado pelo Governo não pode ser apenas económico, tem de ter uma componente social forte. E não basta ouvir os parceiros sociais. Há medidas de fundo na área da habitação e da cultura que urgem

 Identificámos problemas graves nos lares de idosos e no aumento do desemprego. Não é altura de criarmos um forte sector empregador na área dos cuidados, valorizando qualificações, salários e instalações de apoio? Ou vamos continuar a forma como lidamos com a velhice, um feito demográfico extraordinário que afinal tratamos como se fosse um fardo social? Também sabemos que o “distanciamento social” é para manter (menos nos aviões, por escandalosa cedência europeia às companhias de aviação), mas como garanti-lo nos transportes públicos sem horários desfasados? Andamos a fechar cafés nos bairros pobres e culpamos os jovens, mas por que não demos já a máxima prioridade à retoma de actividades desportivas e criativas, tão importantes para essa faixa etária?

Para ver notícia completa: https://www.publico.pt/2020/06/04/opiniao/opiniao/desafios-virus-viajante-1919229