15 de abril de 2021

Covid-19. Câmara de Lisboa estende testagem gratuita a todos os moradores


 A Câmara de Lisboa decidiu alargar, a partir de quinta-feira, a testagem gratuita nas farmácias à covid-19 a todos os moradores, deixando o programa de estar limitado às freguesias com maior incidência da doença, foi anunciado esta quarta-feira.

"O Plano Municipal de Testagem de Lisboa Covid-19 vai permitir a testagem gratuita a todos os moradores da cidade de Lisboa, já a partir de amanhã, 15 de abril, deixando de estar limitado aos moradores das freguesias com mais de 120 casos por 100 mil habitantes e a cidadãos maiores de 16 anos", avança autarquia, em comunicado.

A Câmara de Lisboa salienta na nota que "o alargamento do número de testes, efetuados de forma massiva e universal na cidade, é uma medida central de prevenção da propagação do vírus e na promoção da saúde pública".

O município presidido por Fernando Medina recorda que iniciou um processo de testagem massiva na cidade em 31 de março, "garantindo a possibilidade de dois testes gratuitos nas farmácias de Lisboa todos os meses, nas freguesias com uma incidência covid mais elevada", acrescentando que o programa conta hoje com mais de 90 farmácias aderentes.

"A autarquia encontra-se ainda em conversações com as associações representativas do comércio e restauração, UACS [União de Associações do Comércio e Serviços] e AHRESP [Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal], para encontrar um sistema de testagem dos profissionais destas empresas, independentemente do concelho de residência desses trabalhadores", adianta.

A lista de farmácias aderentes ao programa pode ser consultada em https://www.lisboa.pt/lisboaprotege/saude e os testes devem ser agendados pelos munícipes telefonicamente.

 

https://expresso.pt/coronavirus/2021-04-14-Covid-19.-Camara-de-Lisboa-estende-testagem-gratuita-a-todos-os-moradores

 

14 de abril de 2021

Faces da Pobreza em Portugal

Praticamente um terço do trabalhadores e quase metade dos desempregados estão na pobreza. Baixas qualificações, baixos salários, filhos adultos sem emprego e doença na família explicam o retrato.


 Ler o Livro-Resumo aqui:

https://www.ffms.pt/FileDownload/6536dd91-41ac-4aa4-b53d-275a6e6194a0/faces-da-pobreza-em-portugal?fbclid=IwAR2Ffc3xJMkK0ObSGdZG3jj

13 de abril de 2021

Censos só online em tempo de pandemia. É obrigatório? E quem não tem internet? 10 perguntas e respostas

Sónia Calheiros

 As cartas com os códigos já começaram a chegar. Pela primeira vez não existirão questionários em papel, privilegiando-se a resposta eletrónica. Com a realização deste inquérito, em 2022, o INE dará a conhecer um retrato mais fiel sobre a demografia, o alojamento, o emprego, a emigração, a saúde e a educação de todas as pessoas residentes em Portugal 

 Há mais de 150 anos, em 1864, realizava-se o primeiro recenseamento no nosso País, que só está a cargo do Instituto Nacional de Estatística (INE) desde 1935. Este ano, o Censos 2021, XVI Recenseamento Geral da População e VI Recenseamento Geral da Habitação, conta com uma equipa de 15 mil pessoas, das quais 11 mil são recenseadores que pouco ou nenhum contacto direto terão com a população. Há mais perguntas obrigatórias e reguladas pela União Europeia e mais perguntas adicionais introduzidas por Portugal.


 

Do nome completo, idade e sexo, à naturalidade (aqui responde quem nasceu no estrangeiro, mas mora em Portugal) e à nacionalidade (por nascimento, naturalização, casamento, estrangeira).

Sem perguntas sobre etnias ou raças, questiona-se numa nova pergunta qual o motivo de entrar em Portugal, depois de 2010. Também a emigração portuguesa será escrutinada, se já residiu fora de Portugal por um período contínuo de pelo menos um ano.

E quer-se saber qual a religião, a crença de cada pessoa, com 11 opções de resposta.

Do estado civil à união de facto, contemplada para “a situação de duas pessoas, de sexo oposto ou do mesmo sexo, que vivam juntas como casal sem que sejam legalmente casadas uma com a outra”.

Do grau de literacia (saber ler e escrever) ao pormenor do ensino e nível de escolaridade. O local de trabalho e de estudo e quem são os desempregados no momento atual (à procurar trabalho de forma ativa nas últimas quatro semanas).

 

Várias questões que se podem colocar e respectivas respostas para ver aqui:

https://visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2021-04-12-censos-so-online-em-tempo-de-pandemia-e-obrigatorio-e-quem-nao-tem-internet-10-perguntas-e-respostas


25 de Abril - “Coragem hoje, abraços amanhã”. É este o mote para Lisboa celebrar o mês da liberdade

Os eventos do programa “Abril em Lisboa” realizam-se ao longo do mês e todos eles têm entrada e acesso gratuito.

 Lisboa vai voltar celebrar o mês da liberdade. A EGEAC – Cultura em Lisboa, organização responsável pela gestão de muitos espaços culturais e pela realização das festas da cidade e de outros momentos culturais, tem uma programação especial para celebrar Abril. Através de diferentes eventos ao longo do mês, com destaque para a animação cultural, música, teatro, cinema e leitura, o programa “Abril em Lisboa” pretende atribuir um novo sentido à mensagem partilhada entre as mulheres detidas pela PIDE durante a ditadura - “Coragem hoje, abraços amanhã”.


 No site da organização pode ler-se: “Num momento em que a pandemia limita os contactos e condiciona os encontros, a mensagem ‘coragem hoje, abraços amanhã’ ganha um novo sentido.” Como tal, este programa vem relembrar essa coragem e esperança, de modo a que “nos inspiremos na resistência para mantermos viva a esperança de que dias melhores virão”. A organização irá tomar as devidas adaptações e precauções de modo a que todos os eventos possam decorrer em segurança.

 O programa “Abril em Lisboa”, em parceria com o Museu do Aljube, vai realizar diferentes iniciativas culturais quer presenciais, quer online. O mês de Abril, em Portugal também apelidado de mês da liberdade devido à revolução de 25 de Abril de 1974, vai ser celebrado com muita música, leitura, itinerários cinematográficos, entre outros.

 Ler mais aqui:

https://www.publico.pt/2021/04/06/local/noticia/coragem-hoje-abracos-amanha-mote-lisboa-celebrar-mes-liberdade

11 de abril de 2021

Pagar para iludir a solidão

 

  
 Na pré-pandemia, para quem habitava sozinho, era relativamente fácil evitar a sensação de isolamento, com um pouco de vida social, trabalho ou lazer. Agora existem novas circunstâncias, que se agravam consoante as situações económicas ou de empregabilidade de cada um.
 
 
Tem sido notícia de jornal pelo mundo fora. O japonês Shoji Morimoto, de 37 anos, formado em Física, aluga-se a si próprio para não fazer nada, apenas proporcionando companhia. Depois de passar por vários empregos terá concluído que esse era o seu único e autêntico talento e a verdade é que tem angariado milhares de clientes nos últimos tempos.
Tudo começou quando comunicou nas redes sociais que, por cerca de 77 euros por encontro, não faria nada na companhia de quem o contratasse, a não ser comer, beber e dar respostas simples às interpelações. Já agora, a comida, bebida e transportes são por conta dos clientes. Solicitações não lhe faltam. Recentemente contava à BBC que as mais comuns são para acompanhar quem não quer ir sozinho às compras de supermercado ou quem não deseja comer só. Mas também existe quem o queira para ir ao hospital ou, mais insólito, como companhia para assinar os papéis de divórcio. Dir-se-á que tal só é possível num país que acaba de criar o Ministério da Solidão, mas não parece. As sociedades contemporâneas são máquinas de produção de isolamento e a pandemia só o intensificou.
 
Claro que existem vários tipos de solidão. A escolhida, por opção consciente, não deveria teoricamente significar nenhum conflito para quem a vive. Na pré-pandemia, para quem habitava sozinho, era relativamente fácil evitar a sensação de isolamento, com um pouco de vida social, trabalho ou lazer. Agora existem novas circunstâncias, que se agravam consoante as situações económicas ou de empregabilidade de cada um. Já a indesejada, que tende a ser ligada a pessoas idosas ou dependentes, é mais transversal do que tendemos a aceitar, mas os estigmas nem sempre nos levam a assumi-la. Isto se nos limitarmos a ligar o estar só com o confinamento num lugar físico. O espaço mental é outra realidade. E se formos para aí, a solidão é ausência de ligação, de envolvimento, de proximidade e de intimidade. E isso é muito mais diagonal.
 
Como diz a economista inglesa Noreena Hertz, autora da obra The Lonely Century: Coming Together in a world that’s pulling apart (2020), vivemos num tempo onde tudo se pode comprar, até uma companhia como quem adquire uma pizza, citando o exemplo de uma empresa americana que cobra 30 euros à hora para proporcionar companhia, com pessoas formadas para cumprirem a função a preceito. Não são acompanhantes de luxo, mas o modelo fá-lo lembrar. Nada de surpreendente, diz-nos ela, citando que num estudo pré-pandemia era veiculado que um em cada cinco adultos assegura que se sente solitário a maior parte do tempo, enquanto num outro, do ano passado, é referenciado que um em cada oito britânicos reconhece que não tem nenhum amigo em quem confiar.
 
Como se chegou a este oceano de solidão? Há muitas e cumulativas causas nas últimas décadas. Sociedades estilhaçadas do ponto de vista socioeconómico, político, racial, de género ou classe. Prevalência de sistemas impessoais e complexos em relação a noções de comunidade. Ausência de lugares públicos o que não propicia sociabilidades espontâneas. O predomínio do individualismo neoliberal e a primazia do lucro privado sobre o interesse social. Redes de tecnologia que permitem a hiper-conectividade, mas que não anulam o sentimento de isolamento, nem garantem a criação de comunidade. Quanto muito simulam a solidão.
 
O paradoxo é que a pandemia veio mostrar que a mutualidade é vital. Somos existências conectadas. Necessitamos uns dos outros. Satisfazemos necessidades e interesses, embora de forma diversa, graças à acção concertada de muitos. As respostas individuais são curtas quando se abordam estruturas geradas socialmente. Não somos auto-suficientes, mas sim interdependentes, e a pandemia só veio patentear que o somos ao nível global, local e particular. O que mais apreciamos como pessoas é de estar com outras pessoas. De preferência sem ter de lhes pagar.
 
 
Nota: O artigo só está disponível para  assinantes pelo que a transcrição está completa.


9 de abril de 2021

Passaporte verde digital

 

Um passaporte verde digital com informação sobre o estado vacinal, com a história passada de covid-19 ou com o resultado de teste negativo é uma ideia tentadora que se associa a uma promessa de segurança.

Ao permitir que só as pessoas imunizadas ou com resultado negativo circulem livremente, este certificado poderia acelerar o retorno a uma vida normal, com um risco reduzido de transmissão de covid-19.

Apesar de tentadora, a ideia parte de pressupostos que não estão assegurados e pode acarretar problemas de equidade.

Raquel Duarte - Pneumologista

O facto de o passaporte não exigir a vacinação para a realização das atividades atenua o potencial de iniquidade, uma vez que a vacina não está ainda acessível a todos. A obrigatoriedade de ter sido vacinado para o acesso a determinadas atividades poderia exacerbar as desigualdades existentes, criando dois mundos em que num as pessoas poderiam viajar e multiplicar as suas atividades enquanto no outro essa possibilidade se manteria limitada.

 
Incluir os outros dois critérios - ter tido infeção por covid-19 ou um teste negativo - reduz esse risco, mas traz outros problemas porque os pressupostos em que assenta o conceito estão por assegurar: que um indivíduo vacinado não corre o risco de ficar doente nem de transmitir a infeção aos seus contactos; quem esteve doente não corre o risco de ser reinfetado.

 

Ler mais aqui: https://www.jn.pt/opiniao/convidados/passaporte-verde-digital-

"A pandemia veio reforçar a importância de os mais velhos conseguirem ser autónomos mais tempo"

 Quando o tema é o envelhecimento saudável, "o foco não está em querer que as pessoas vivam até aos 150 anos, mas sim que tenham um período de dependência cada vez menor no final da vida", salienta Cláudia Cavadas, a vice-reitora da Universidade de Coimbra, que admite a aposta da instituição em assumir a liderança da investigação neste campo.

Cláudia Cavadas

Escolhido pelas Nações Unidas com o tema para esta década (2021-2030), face aos urgentes desafios levantados pelo acelerado envelhecimento da população mundial, o conceito de envelhecimento saudável esteve nesta semana em discussão num fórum coorganizado pela Embaixada do Reino Unido em Lisboa e pela Universidade de Coimbra, cuja vice-reitora, Cláudia Cavadas, falou ao DN sobre os caminhos da investigação nesta área.

 

Ler entrevista aqui: https://www.dn.pt/edicao-do-dia/09-abr-2021/amp/a-pandemia-veio-reforcar-a-importancia-de-os-mais-velhos-conseguirem-ser-autonomos-mais-tem

8 de abril de 2021

Dezenas de personalidades pedem que vacinas sejam bem de interesse comum

 No manifesto, alerta-se para a necessidade urgente de aumentar a velocidade do processo de vacinação a nível europeu. O ex-presidente do Infarmed é o principal impulsionador desta iniciativa que conta com o antigo diretor-geral da Saúde, Constantino Sakellarides, e o bispo Januário Torgal Ferreira entre os subscritores.


 Dezenas de personalidades da sociedade portuguesa lançam esta quinta-feira um apelo público para que as vacinas contra a covid-19 sejam consideradas um bem de interesse comum e para que a Europa não submeta este processo às leis de mercado.

... "É incompreensível a falta de vacinas hoje observadas em Portugal e na Europa, que colocaram os cidadãos europeus em situação de subalternidade em relação aos produtores de vacinas. Os argumentos avançados pela Comissão Europeia relativamente à natureza dos contratos, à capacidade de produção existente e aos preços acordados não são aceitáveis", refere o apelo.

 Assinalando os quase três milhões de mortes devido à covid-19, esta iniciativa exige uma postura distinta da Comissão Europeia para "demonstrar cabalmente e definitivamente a sua capacidade de superar os interesses financeiros e industriais" junto das farmacêuticas, além de recordar as possibilidades jurídicas ao dispor das instituições comunitárias.

 

Ler notícia aqui: https://www.dn.pt/sociedade/dezenas-de-personalidades-pedem-que-vacinas-sejam-bem-de-interesse-comum

7 de abril de 2021

Dia 7 de Abril Dia Mundial da Saúde

 
 
Lembram-se os "Objetivos de Desenvolvimento Sustentável", da ONU:
 
1. Erradicação da pobreza
 
2. Fome zero e agricultura sustentável
 
3. Saúde e bem-estar
 
4. Educação de qualidade
 
5. Igualdade de género
 
6. Água potável e saneamento
 
7. Energia acessível e limpa
 
8. Trabalho decente e crescimento económico
 
9. Indústria, inovação e infraestrutura
 
10. Redução das desigualdades
 
11. Cidades e comunidades sustentáveis
 
12. Consumo e produção responsáveis
 
13. Ação contra a mudança global do clima
 
14. Vida na água
 
15. Vida terrestre
 
16. Paz, justiça e instituições eficazes
 
17. Parcerias e meios de implementação
 

 

 

Antigos combatentes isentos de taxas moderadoras

 

Vera Lúcia Arreigoso
 

Os antigos combatentes passam de agora em diante a beneficiar de isenção de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde. A dispensa do pagamento é válida em todas as unidades públicas e requer apenas a apresentação do cartão de utente ou do cartão de cidadão.


Segundo o Ministério da Saúde, "esta isenção estende-se a viúvas ou viúvos dos antigos combatentes, bem como àqueles que se encontrassem a residir em união de facto reconhecida judicialmente à data do falecimento do antigo combatente". O Governo explica que "num trabalho de articulação entre o Ministério da Defesa Nacional e o Ministério da Saúde para operacionalizar esta medida, foi recentemente assinado um protocolo, entre a Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional, a Administração Central do Sistema de Saúde e os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, que permite garantir a isenção de pagamento de taxas moderadoras nas consultas, exames complementares de diagnóstico e nos serviços de Urgência do SNS, bastando aos beneficiários, de forma simplificada, apresentar o cartão de utente do SNS ou o Cartão de Cidadão".

 

https://expresso.pt/sociedade/2021-04-06-Antigos-combatentes-isentos-de-taxas-moderadoras-

6 de abril de 2021

Lei n.º 14/2021- Regime transitório para a emissão de atestado médico de incapacidade multiúso para os doentes oncológicos

 ...

Artigo 2.º

Atestado médico de incapacidade multiúso para doentes oncológicos

1 - É instituído um procedimento especial de emissão de atestado médico de incapacidade multiúso para os doentes oncológicos recém-diagnosticados, com fundamento na atribuição de um grau mínimo de incapacidade de 60 % no período de cinco anos após o diagnóstico.

2 - O atestado médico referido no número anterior é da responsabilidade do hospital onde o diagnóstico foi realizado, sendo competente para a emissão do atestado e para a confirmação do diagnóstico um médico especialista diferente do médico que segue o doente.

3 - Os doentes oncológicos cujo diagnóstico tenha ultrapassado o período inicial de cinco anos beneficiam do grau de incapacidade de 60 % até à realização de nova avaliação.

 

Para ver o diploma aqui:https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/160893668/details/maximized

5 de abril de 2021

Não partilhar comida e encontros rápidos. Como é que a ida à esplanada se pode tornar mais segura?

 

A partir desta segunda-feira voltamos às esplanadas — com um limite de quatro pessoas por mesa, os cafés passam a poder servir até às 22h30. Pode parecer um convite ao “cafezinho” que está por cumprir desde 2020, mas lembramos: o vírus ainda anda por aí e todo o cuidado é pouco.


É verdade que encontros ao ar livre são mais seguros do que dentro de portas, mas ainda não é totalmente seguro voltar a socializar. Apesar disso, e sabendo que a tentação é grande, o P3 elencou um conjunto de dicas que podem tornar os teus encontros na esplanada mais seguros.

 Usa máscara sempre que não estiveres a comer ou a beber

Usa máscara sempre que não estiveres a comer nem a beber. É a maneira mais eficaz de te protegeres e protegeres aos outros. “Nunca devemos retirar as máscaras, mas supondo que estamos numa esplanada, só as devemos retirar estritamente no momento de comer ou beber”, explica Carla Nunes, directora da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.

Não partilhes comida nem utensílios… E cuidado com o álcool

“Não mexer nas mesmas coisas, não picar do mesmo prato, não usar o mesmo garfo… Por exemplo, ao tirar a fatia de pão do mesmo cesto, tocamos no espaço dos outros”, ilustra Carla Nunes. É importante que não exista esse tipo de partilha, porque aumenta o risco de contágio.

E tem cuidado com o consumo de álcool: além das desvantagens para a saúde que já são conhecidas, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças norte-americano alerta para o perigo de desleixo quanto às medidas de segurança contra a covid-19.

Encontra-te apenas com um amigo (ou com o menor número possível de pessoas)

É normal que tenhas saudades do teu grupo de amigos, mas o grande reencontro ainda vai ter de esperar. O conselho vem da Universidade de Maryland. É melhor fazer um encontro com uma única pessoa do que com um grupo grande. Há um duplo objectivo com este conselho: limitas o contacto de risco a apenas uma pessoa e é provável que o teu encontro acabe por ser mais curto do que seria com um grupo maior de pessoas — e o tempo de exposição é importante na avaliação do risco.

 No entender de Carla Nunes é importante também manter a mesma bolha social. Isto é, tentar que os encontros sejam sempre com as mesmas pessoas, em espaços seguros: “Não pode ser com toda a gente ao mesmo tempo”, vinca.

 

Ler mais aqui: https://www.publico.pt/2021/04/05/p3/noticia/nao-partilhar-comida-encontros-rapidos-ida-esplanada-tornar-segura

Segunda fase de desconfinamento arranca hoje em todo o país. Saiba o que muda, o que pode abrir e continua fechado

 O primeiro-ministro confirmou na quinta-feira o que já se antecipava: o país está preparado para passar à segunda fase de desconfinamento. Veja o que reabre esta segunda-feira em todo o país, com as principais alterações e a listagem das atividades que podem abrir e as que continuam fechadas.

 Portugal entra esta segunda-feira, 5 de abril, na segunda fase do desconfinamento que arrancou em março e tem em maio a quarta etapa. 

O dever geral de recolhimento domiciliário mantém-se, assim como o teletrabalho sempre que possível. Mas há mais atividades que podem voltar a funcionar. É o caso das esplanadas, que abrem com regras. Os estabelecimentos de restauração e similares encerram, para efeitos de serviço de refeições em esplanadas abertas, às 22:30 horas durante os dias de semana e às 13:00 horas aos sábados, domingos e feriados.

Ver aqui o que muda: https://www.jornaldenegocios.pt/economia/coronavirus/detalhe/segunda-fase-de-desconfinamento-arranca-hoje-em-todo-o-pais-saiba-o-que-muda-o-que-pode-abrir-e-continua-fechado

2 de abril de 2021

Tenha calma, senhor Presidente

Cipriano Justo*
               

 " Se um dia vier a colocar-se na agenda política uma UE da saúde, comece-se pelos     alicerces, se for essa a intenção. E os alicerces consistem em melhorar as condições de vida das pessoas."

 

 “Uma verdadeira UE da saúde”, defende o Presidente da República (DN, 25/03). Se considerarmos a incapacidade demonstrada pela Comissão Europeia para gerir as várias fases da gestão da pandemia, mas sobretudo a aquisição e distribuição das vacinas, tenhamos calma. A comissária Kyriakides tinha uma palavra a dizer sobre este assunto e não o fez. Foi preciso a presidente vir justificar as trafulhices da AstraZeneca limitando-se a uma explicação que parecia um comunicado do laboratório que produz a vacina. A exigência esteve sempre ausente das negociações com os laboratórios. Este é um dos exemplos do ambiente existente na saúde europeia. E não se lhe pode chamar política de saúde porque para o efeito teria de haver escolhas e escrutínio sobre essas escolhas.


...Acabou por ser cada país, seguindo genericamente as orientações da OMS, a resolver os problemas complexos que a pandemia veio colocar. Não admira, por isso, que praticamente em toda a parte a técnica da tentativa e erro tenha sido aquela que veio a ser aplicada. Uma vez que a política de saúde é multifactorial, imagine-se o que poderia vir a ser uma política de saúde europeia, em que a distribuição dos determinantes da saúde é particularmente assimétrica e as desigualdades sociais extremamente pronunciadas. Atendendo à variabilidade de desenvolvimento em que cada país se encontra, as várias europas que já existem dentro do espaço europeu iriam contar com mais um parceiro para a sua ainda maior estratificação, uma vez que a rede que conecta as várias políticas sectoriais é particularmente débil, com cada comissariado a trabalhar para o seu gabinete.

 Se considerarmos o indicador que melhor traduz o estádio de bem-estar de uma população, a esperança de vida saudável, a discrepância entre os valores de cada país é particularmente significativa, traduzindo o seu nível de desenvolvimento, medido pelos determinantes sociais da saúde - grau de escolaridade, habitação, alimentação saudável, emprego, PIB per capita, rendimento disponível, mobilidade, integração social, suporte social, cobertura e acesso aos cuidados de saúde, meio ambiente, entre outros.

Segundo os últimos dados disponíveis (Eurostat, 2018), os valores extremos deste indicador são: o melhor valor, nas mulheres, encontra-se na Suécia, com 73,7 anos de esperança de vida saudável, nos homens este valor é de 73,4 anos, em Malta. Em Portugal, este valor é de 59,8 anos para as mulheres e de 57,5 anos para os homens. O pior valor, nas mulheres, encontra-se na Letónia, com 53,7 anos e 51 anos nos homens. A média europeia é de 64,2 anos, nas mulheres e 63,7 anos nos homens. Portanto o valor da amplitude de anos de vida saudáveis é de 20 anos para as mulheres (Suécia/Letónia) e de 22,4 anos para os homens (Malta/Letónia). Quanto a Portugal, a diferença para a média europeia, nas mulheres, é de 4,4 anos, e para os homens de 6,2 anos. Se tivermos como referência o melhor valor, esta diferença é de 14,1 anos, nas mulheres (Suécia/Portugal) e 15,9 anos (Malta/Portugal). Feitas as contas, no indicador mais importante de qualquer política de saúde, Portugal encontra-se nos últimos lugares dos países europeus, exigindo grandes investimentos não tanto para a esperança de vida, em que as diferenças entre o valor de Portugal (81,3 anos) e a Suécia, por exemplo (82,6 anos), ou seja, 1,3 anos, mas para a vida depois dos 65 anos, que vai sofrer o impacto da exposição a riscos evitáveis desde o nascimento.

Uma vez que a esperança de vida saudável está associada aos determinantes sociais da saúde, tomemos como exemplo o PIB per capita daqueles três países e o valor das relações entre eles. Portugal com 24.590 € do PIB per capita (2020) representa 42% do valor da Suécia (57.975 €), a Letónia (16.698 €), 29% e a Letónia representa 68% do PIB per capita português. Relativamente à média do PIB per capita da UE (37.104 €), Portugal, Suécia e Letónia representam, respectivamente, 66%, 156% e 45%. Fonte: Trading Economics, 2021. 

 

Ler mais aqui: https://www.publico.pt/2021/03/29/opiniao/noticia/calma-senhor-presidente

* Médico e Professor de Saúde Pública

A todos os associados e seguidores desejamos uma Páscoa Feliz com a esperança numa vida livre de  barreiras que nos têm limitado nos últimos tempos
 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

30 de março de 2021

APRe! Notícias 03 - março 2021














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26 de março de 2021

Divulgação - Censos 2021 – Contamos todos. Contamos com todos.

 


Exmo.(a) Senhor(a)  APRE! APOSENTADOS PENSIONISTAS E REFORMADOS

No dia 19 de abril, inicia-se a resposta aos Censos 2021 pela Internet

A partir do dia 5 de abril tem início a distribuição das cartas pelos recenseadores nas caixas de correio em todos os alojamentos do território nacional com os códigos necessários à resposta.

A exaustividade da recolha e do tratamento dos dados dos Censos conferem a esta operação estatística, realizada de 10 em 10 anos, um papel único no conhecimento do parque habitacional e da realidade demográfica, social e económica do país, produzindo também informações imprescindíveis para a tomada de decisões de investimento pelos sectores público e privado.

Todos beneficiaremos dos dados estatísticos que o INE disponibilizará à sociedade, incentivando o estudo do presente para planear melhor o futuro.

É neste contexto que o INE gostaria de apelar à responsabilidade social da APRE! - ASSOCIAÇÃO DE APOSENTADOS, PENSIONISTAS E REFORMADOS, na garantia de que todos os indivíduos contam neste Censos. Cada um de nós vai fazer parte desta importante operação nacional: respondendo pela Internet até 3 maio e informando colaboradores e os contactos que entender como relevantes para o fazer.

Assim, muito agradecemos a divulgação dos Censos 2021 e a importância da participação de toda a população, através dos vossos canais de comunicação (internos e/ou externos), sugerindo fazer uso do Kit dos materiais de comunicação que pode ser descarregado através deste link: https://censos.ine.pt/xurl/doc/489932804

Caso os materiais enviados não sejam do formato mais adequado para a sua utilização, agradecemos que contacte: info@ine.pt. Tudo faremos para contar consigo!

Nos Censos contamos todos e precisamos que todos nos ajudem a contar.

A resposta aos Censos é fácil, segura e rápida. Responda pela internet: censos2021.ine.pt

Para mais informação sobre a operação Censos 2021, consulte o site: censos.ine.pt .

O INE agradece o seu apoio.

Com os melhores cumprimentos.

Sofia Reis Rodrigues

Diretora de Serviço / Head of Unit

Departamento de Recolha e Gestão de Dados / Serviço de Dados Empresariais

Data Collection and Management / Business Data
Rua António José de Almeida
1000-043 Lisboa

Caso não pretenda voltar a ser contactado para estes fins, por favor envie um email para info@ine.pt

Consulte a nossa Política de privacidade e proteção de dados pessoais aqui

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23 de março de 2021

Nanopartícula contra o cancro criada em Coimbra obtém estatuto de “medicamento órfão”

Este trabalho de investigação “é um contributo fundamental rumo à era da terapia personalizada e com impacto directo na qualidade de vida dos doentes”, sublinha João Nuno Moreira, coordenador do estudo.

João Nuno Moreira
 Uma nanopartícula de nova geração para combate ao cancro desenvolvida na Universidade de Coimbra (UC) obteve o estatuto de “medicamento órfão” da Agência Europeia do Medicamento (EMA) e da agência norte-americana que regula os medicamentos, a Food and Drug Administration (FDA).

A nanopartícula de nova geração de base lipídica, PEGASEMP, foi classificada como “medicamento órfão” pela EMA e pela FDA para o tratamento do mesotelioma, “um tipo de cancro raro que resulta da exposição a amianto”, informou esta terça-feira a UC em comunicado de imprensa.
Aquele estatuto constitui “factor facilitador de realização de ensaio clínico em doentes”, sublinha a UC, indicando que os “medicamentos órfãos” são “fármacos orientados para o diagnóstico ou tratamento de doenças raras graves”.
 

21 de março de 2021

A Presidente da Direcção da APRe!, Maria do Rosário Gama, ontem, no 'Jornal das 11' da SIC-Notícias, sobre a forma como está a decorrer o processo de vacinação contra a COVID-19 e a reclamação apresentada pela APRe! à Provedora de Justiça.


18 de março de 2021

Agência Europeia de Medicamentos garante que vacina da Astrazeneca é “segura”

 

Isabel Leiria


Susana Frexes

"Avaliação feita pelo regulador da União Europeia conclui que a toma da vacina não está associada a um aumento do risco global de coágulos sanguíneos e reitera que benefícios da toma superam os riscos"
 
 
 A primeira parte da investigação feita pelo comité de avaliação de risco da Agência Europeia dos Medicamentos (EMA) está concluída e segundo os dados verificados pelo regulador não há relação entre um aumento dos fenómenos trombóticos e hemorrágicos e a toma da vacina contra a covid-19 produzida pela AstraZeneca. A vacina é “segura e eficaz”, acaba de declarar Emer Cooke, diretora executiva da EMA.
 
 No entanto, os responsáveis da EMA também deixaram um apelo para a manutenção da vigilância. Isto porque não foi ainda possível "descartar de forma completa uma ligação entre casos (raros de formação de coágulos) e a vacina". Serão feitos mais estudos e a informação do produto vai ser acrescentada com esta nota sobre possíveis riscos.

"Os benefícios da vacina superam largamente os riscos que esta vacina tem", insistiu Emer Cooke, repetindo o que já tinha dito esta semana.

 Nos últimos dias, duas dezenas de países europeus anunciaram a suspensão da administração desta vacina por precaução. Portugal optou pela mesma decisão na segunda-feira passada. Agora poderá retomar o processo em breve, sendo que perto de 80 mil doses das que estão já em armazém em Portugal deverão ser dada a professores e funcionários do pré-escolar e do 1º ciclo. Essa operação deveria acontecer no próximo fim de semana, mas foi adiada assim que se soube da decisão da Direção-Geral da Saúde. Aguarda-se agora uma nova informação das autoridades de saúde de Portugal para perceber quando é que a administração desta vacina é retomada.

 Ler mais aqui: https://expresso.pt/coronavirus/2021-03-18-Agencia-Europeia-de-Medicamentos-garante-que-vacina-da-Astrazeneca-e-segura

Vacinação. Associação de Reformados pede intervenção da Provedoria de Justiça

 

Isabel Leiria
 A Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (Apre) enviou um requerimento à Provedoria de Justiça pedindo a sua intervenção junto do Governo no sentido de garantir que o objetivo “salvar vidas”, inscrito no plano de vacinação contra a covid-19, não seja comprometido ou atrasado.

 Sem referir categorias profissionais, a Apre, associação presidida por Rosário Gama, pede que, num contexto de “escassez de vacinas”, não seja adiada a “vacinação de cidadãos de risco e vulneráveis à covid-19 para aumentar a de grupos que se enquadram no outro objetivo que é o de preservar a resiliência do Estado”. E pede, por isso, a “intervenção” da Provedoria de Justiça junto do Governo e “em particular do Ministério da Saúde e da Direção-Geral da Saúde”.

“Há grupos profissionais que fazem pressão para serem considerados prioritários mas é injusto que ultrapassem os mais velhos, que são quem mais morre de covid-19”, explica Rosário Gama.

As pessoas com mais de 80 anos e as que têm entre 50 e 79 e determinadas doenças de maior risco para a covid-19 estão na fase 1 do plano, que deverá estar concluído em abril. Os cortes nas entregas por parte das farmacêuticas como a AstraZeneca têm, no entanto, dificultado o cumprimento deste objetivo, que acabou por deslizar de final de março para o mês seguinte.

 

Ler mais aqui:https://expresso.pt/sociedade/2021-03-18-Vacinacao.-Associacao-de-Reformados-pede-intervencao-da-Provedoria-de-Justica

Covid19 - Von der Leyen ameaça travar exportação de vacinas da UE para países com capacidade de produção

 Aí temos com mais clareza a "guerra" do fornecimento das vacinas!

 A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disparou esta quarta-feira uma nova salva na guerra das vacinas, ao ameaçar avançar com novas medidas para restringir ou suspender as exportações de vacinas fabricadas na UE para países que, tendo capacidade própria de produção, não estão a autorizar a saída de vacinas do seu território.


 

O “tiro” foi dirigido ao Governo do Reino Unido e à farmacêutica AstraZeneca, que continua muito longe de cumprir as suas obrigações contratuais com o executivo comunitário, em termos de fornecimento de doses. Von der Leyen confirmou que, em vez dos 180 milhões de doses que eram esperados no segundo trimestre do ano, poderão chegar apenas 70 milhões — ou nem isso, se a empresa voltar a experimentar “dificuldades” de fabrico e distribuição.

O conflito entre a Comissão e a farmacêutica anglo-sueca arrasta-se desde o final de Janeiro, quando a empresa informou Bruxelas de que, apesar dos seus “melhores esforços”, não estava em condições de entregar as quantidades de vacinas previstas no contrato de aquisição prévia assinado no Verão.

 

Ler mais aqui: https://www.publico.pt/2021/03/17/mundo/noticia/von-der-leyen-ameaca-travar-exportacao-vacinas-ue-paises-capacidade-producao

Uma em cada duas pessoas discrimina em função da idade, divulga a Organização das Nações Unidas

 Segundo a ONU, o "idadismo" traduz-se em formas de discriminação a começar pelo acesso a serviços de saúde. Com a pandemia, diz, os hospitais saturados optaram por salvar os pacientes mais novos.

 Uma em cada duas pessoas no mundo discrimina em função da idade, segundo um relatório das Nações Unidas (ONU) divulgado esta quinta-feira, com recomendações aos Governos para que adotem medidas jurídicas e sociais para combater estes preconceitos.

 O relatório, elaborado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em colaboração com várias agências da ONU, incluindo para os Direitos Humanos, sublinha que este tipo de discriminação “contribui para a pobreza e a insegurança económica das pessoas na velhice”, aumentando o isolamento social e a solidão dos idosos.

O estudo, com que a ONU espera lançar uma campanha mundial, conclui que este tipo de discriminação se verifica sobretudo nos jovens, é mais frequente nos homens que nas mulheres e em pessoas com menos formação.

 

Ler mais aqui: https://observador.pt/2021/03/18/uma-em-cada-duas-pessoas-discrimina-em-funcao-da-idade-divulga-a-organizacao-das-nacoes-unidas/

Videoconferência: Ser Mulher em Portugal desde o Estado Novo

 Já transmitido a todos os associados e associadas, publicamos o convite para a videoconferência do próximo dia 23/03, ainda no âmbito da celebração do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher.

Link para inscrição:

https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_A9qeNlQSSAainamwU1MqTg

A conferência será também transmitida via YouTube, em link que divulgaremos à hora do início.


“Em Portugal, nos anos 60/70, deu-se uma entrada facilitada das mulheres no mercado de trabalho pela própria guerra colonial.

Nos outros países, a entrada das mulheres no mundo do trabalho é uma reivindicação do movimento feminista; em Portugal não foi preciso, a sociedade acomodou perfeitamente a saída das mulheres de casa para irem trabalhar.

A seguir à guerra veio a democracia e com a democracia a igualdade. As mulheres portuguesas já não foram mandadas para casa como foram as americanas, as inglesas e as francesas — que substituíram os homens aquando da mobilização para a Segunda Guerra Mundial.

Estas particularidades explicam um bocadinho porque é que as mulheres portuguesas chegaram a uma situação muito semelhante à de mulheres de outros países sem terem passado pelo mesmo movimento nem tendo uma história de feminismo atrás dela

Toda a gente diz que é a favor da igualdade de direitos entre homens e mulheres. Então porque é que não é feminista? É porque está a pensar que feminismo é outra coisa... São fantasmas.”

Integrada no ciclo “Aceite o nosso convite para falar de …”, vai realizar-se no próximo dia 23 de Março, terça feira, das 15 às 16:30h, a videoconferência “Ser mulher em Portugal desde o Estado Novo”.

A oradora convidada será Lígia Amâncio, Investigadora e Psicóloga Social, e a moderação estará a cargo de Anabela Paixão, vogal da direcção da APRe!

A encerrar a sessão, intervirá Maria do Rosário Gama, Presidente da Direcção da APRe!.

A conferência desenvolve-se na plataforma Webinar. A inscrição é obrigatória, devendo ser efectuada através do link    https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_A9qeNlQSSAainamwU1MqTg.

Após a inscrição o sistema gera uma mensagem automática com o link que será enviado a cada participante para poder ter acesso à reunião no dia do evento. A plataforma limita a 100 o número de participantes, mas os associados que excedam esse número poderão seguir a videoconferência no Youtube através de endereço que será então divulgado.

Convidam-se os associados a assistir a esta conferência organizada para assinalar a recente passagem,  a 8 de Março,  do Dia Internacional da Mulher, instituído em 1975 pelas Nações Unidas.

16 de março de 2021

Eutanásia: um suposto revés que é um passo em frente

 

Daniel Oliveira

*Eutanásia: um suposto revés que é um passo em frente
 

"O suposto “cartão vermelho” à lei da eutanásia, como lhe chamou o líder do CDS, encerrou a questão que realmente mobiliza os opositores deste avanço na liberdade individual, autonomia e direito à dignidade das pessoas. Mesmo a oposição inicial de Marcelo, tal como a da Igreja, centrava-se na questão do direito à vida. Sendo um constitucionalista experiente, percebeu o risco de ir por aí. Só que, sem que lhe fosse perguntado, o TC fechou esse debate constitucional: "O direito à vida não pode transfigurar-se num dever de viver em qualquer circunstância”. O debate moral e político pode continuar. Mas, como diz o TC, os deputados têm, neste caso, a legitimidade para ponderarem a proteção da vida com a autonomia pessoal. As dúvidas que o Presidente levantou são as que um defensor de uma lei que regule a eutanásia poderia levantar: os limites rigorosos em que a eutanásia pode acontecer. Em relação à “situação de sofrimento intolerável”, os juízes não o acompanharam. Quanto à “lesão definitiva de gravidade extrema de acordo com o consenso científico”, consideraram não estar bem determinado o que é consenso científico neste caso. Como deixaram alternativas que permitem encontrar na lei portuguesa ou no direito comparado formulações mais rigorosas, os deputados só terão de as aproveitar. Afastado o fantasma da inconstitucionalidade de sermos donos da nossa própria vida, usado para impor concessões religiosas, aclara-se o debate em torno do que é prático e difícil nesta lei. Uns verão um recuo, mas é um avanço fundamental."
 
 * Resumo feito pelo autor

Ignorar em vez de responder: Como fintar os algoritmos para não alimentar o ódio nas redes

Sara Borges dos Santos
 Os algoritmos nas redes sociais funcionam com base em conhecimento que vão adquirindo sobre aquilo que as pessoas fazem ou dizem. "Mas é possível ensinar os algoritmos, da mesma maneira que é possível a quem os produz afinar a forma como eles vão ganhando conhecimento sobre o que se passa", explica À VISÃO Maria João Nogueira, especialista em redes sociais.


 "Uma publicação num blogue que tenha 100 comentários e, desse número, apenas um deles for negativo, a qual é que nós vamos responder? Ao negativo”, começa por dizer Maria João Nogueira, Diretora de Comunicação e Relações Públicas na Fundação Portuguesa das Comunicações e especialista em redes sociais. No geral, o ser humano reage mais ao que é negativo porque está “artilhado” em termos cerebrais para enfrentar mais rapidamente a ameaça, faz parte da sua estratégia de sobrevivência. “Aquilo que nos impacta negativamente provoca-nos maior atenção e as redes sociais jogam com isso. Portanto, sempre que existe uma indignação, um comentário negativo ou uma afirmação de ódio, de racismo, de xenofobia ou de misoginia, coisas profundamente injustas, captam-nos muito mais a atenção e provocam uma reação”, afirma Maria João Nogueira.

Sempre que se faz isso, dá-se força tanto à pessoa ou pessoas que pretendem alimentar esse ódio, porque se sentem validadas, como também ao algoritmo, porque é-lhe dada a informação de que determinado conteúdo e pessoas são relevantes ou importantes. “Os algoritmos não vêem qualidade, só quantidade. Portanto, estamos a criar uma validação”, explica a especialista.

 

Ler mais aqui: https://visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2021-03-12-ignorar-em-vez-de-responder-como-fintar-o-algoritmo-para-nao-alimentar-o-odio-nas-redes