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24 de abril de 2019
30 de abril de 2017
"Exercício de Cidadania", divulgação/informação de espectáculo do Coro APRe! Coimbra
Integrado nas comemorações do 25 de Abril, o Coro APRe! Coimbra, vai levar o seu espectáculo "Exercício de Cidadania" à Lousã.
O espectáculo será realizado no próximo dia 4 de Maio, pelas 21 horas, na Sociedade Filarmónica Lousanense, contará com o apoio da Junta de Freguesia Lousã e Vilarinho.
Convidamos os associados APRe! e todo o público em geral, a assistir a este espectáculo comemorativo do 25 de Abril.
O espectáculo será realizado no próximo dia 4 de Maio, pelas 21 horas, na Sociedade Filarmónica Lousanense, contará com o apoio da Junta de Freguesia Lousã e Vilarinho.
Convidamos os associados APRe! e todo o público em geral, a assistir a este espectáculo comemorativo do 25 de Abril.
27 de abril de 2017
Como foi o 1º Almoço Temático organizado pelo Núcleo APRe! Lisboa Norte (Freguesias de Carnide, Lumiar e Santa Clara)
Realizou-se, no passado dia 21 de Abril de 2017, na Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), um almoço subordinado ao tema “Liberdade e Cidadania”, com a presença da Presidente da APRe! Dr.ª Maria do Rosário Gama, sendo o orador convidado o Capitão de Abril, Coronel António Rosado da Luz.
Antecedendo o almoço, teve lugar uma pequena cerimónia em que o Presidente da ADFA, Comendador José Arruda, após a apresentação de um vídeo ilustrativo do que representa a associação, deu as boas vindas aos presentes e salientou a importância e a força do associativismo, descrevendo os passos que levaram a associação ao patamar a que se alcandorou.
Maria do Rosário Gama fez uma resenha do que a jovem APRe! tem feito e do que pretende fazer, salientando, entre outros temas, a eleição de um seu membro para o conselho executivo da AGE Platform Europe, e a sua contribuição decisiva, com grande relevância para a participação dos associados, para a anulação da norma do PENSE 2020 que previa a actualização obrigatória de conhecimentos, através de acções deformação, na revalidação do título de condução que ocorre aos 65 anos.
No final do almoço que se seguiu, Arminda Serra fez a apresentação do orador Coronel António Rosado da Luz, após o que este tomou a palavra esclarecendo desde logo que não gostava de discursos unidireccionais, pelo que o que pretendia era conversar com os presentes. Apesar de ser sócio da APRe!, revelou não gostar do termo “reformado” por ter conotações com “inactivo”, o que não corresponde à realidade. Defendeu que olhar os velhos como não produtivos é um erro muito grande e que inclusive a sua produtividade pode ser efectivamente medida pelos diversos contributos que dão à sociedade. Defendeu ainda que o acumulo de sabedoria dos mais velhos não deve nem pode ser negligenciável.
Procedeu então a uma resenha do seu percurso de vida que o levou à vida militar e a ser uma peça fundamental na Revolução do 25 de Abril de 1974, tema sobre o qual se debruçou longamente e de forma muito interessante, dando apontamentos muito ricos do que foi o processo revolucionário de que fez parte.
Seguiu-se o debate que foi muito participado e aprofundado, tendo os presentes tecido alguns comentários e colocado diversas questões, manifestando ainda o seu agrado pela sessão e enaltecendo o brilhantismo da elocução feita.
Antecedendo o almoço, teve lugar uma pequena cerimónia em que o Presidente da ADFA, Comendador José Arruda, após a apresentação de um vídeo ilustrativo do que representa a associação, deu as boas vindas aos presentes e salientou a importância e a força do associativismo, descrevendo os passos que levaram a associação ao patamar a que se alcandorou.
Maria do Rosário Gama fez uma resenha do que a jovem APRe! tem feito e do que pretende fazer, salientando, entre outros temas, a eleição de um seu membro para o conselho executivo da AGE Platform Europe, e a sua contribuição decisiva, com grande relevância para a participação dos associados, para a anulação da norma do PENSE 2020 que previa a actualização obrigatória de conhecimentos, através de acções deformação, na revalidação do título de condução que ocorre aos 65 anos.
No final do almoço que se seguiu, Arminda Serra fez a apresentação do orador Coronel António Rosado da Luz, após o que este tomou a palavra esclarecendo desde logo que não gostava de discursos unidireccionais, pelo que o que pretendia era conversar com os presentes. Apesar de ser sócio da APRe!, revelou não gostar do termo “reformado” por ter conotações com “inactivo”, o que não corresponde à realidade. Defendeu que olhar os velhos como não produtivos é um erro muito grande e que inclusive a sua produtividade pode ser efectivamente medida pelos diversos contributos que dão à sociedade. Defendeu ainda que o acumulo de sabedoria dos mais velhos não deve nem pode ser negligenciável.
Procedeu então a uma resenha do seu percurso de vida que o levou à vida militar e a ser uma peça fundamental na Revolução do 25 de Abril de 1974, tema sobre o qual se debruçou longamente e de forma muito interessante, dando apontamentos muito ricos do que foi o processo revolucionário de que fez parte.
Seguiu-se o debate que foi muito participado e aprofundado, tendo os presentes tecido alguns comentários e colocado diversas questões, manifestando ainda o seu agrado pela sessão e enaltecendo o brilhantismo da elocução feita.
26 de abril de 2017
A comemorar Abril em Lisboa
Mais uma vez os associados APRe! saíram à rua e participaram no desfile que teve lugar em Lisboa para comemorar Abril.
A comemorar Abril no Porto
Mais uma vez associados da APRe! juntaram-se a milhares de portuenses que saíram à rua para comemorar Abril na cidade do Porto.
25 de abril de 2017
Meu querido mês de Abril
Meu querido mês de Abril
num poema
que não existia!...
Longas noites de amargura...
...uma vida insegura
num País de ditadura!...
Em cada rosto
a tristeza perdura...
Um País amordaçado,
sem liberdade...
Um País fechado,
sem Pão
Saúde
ou Educação...
Um País analfabeto!...
Um País aprisionado
onde até o pensamento
era censurado.
Um País
durante décadas adiado!...
...Um dia,
o grito ecoou
o sonho vingou
Abril brilhou
e a vida mudou!
Um País
no meio do nada,
renascia das cinzas...
um País perdido na escuridão
brilhava
num mundo que ansiava.
Um País reconhecido,
num mundo, outrora desconhecido!...
O Povo agradecido
aos Militares d`Abril, se curvou
e seu cravo colocou
na espingarda que não soou.
A Liberdade nascia,
instalava-se a Democracia!
Abril brilhou,
mas a herança ficou!...
Para trás,
vidas ceifadas
mortes anunciadas
crateras destapadas...
Hoje
e SEMPRE,
de mangas arregaçadas
gritemos Abril
lutemos de mãos dadas...
Porque...
...jamais alguém cerra
as "Portas que Abril abriu"!
Basta trabalhar
e Acreditar!...
Vamos unidos mostrar
a garra de um povo
que nasceu para Lutar!
Mª da Graça Dórdio Dimas
Associada APRe! nº 2283
21 de abril de 2017
Comemorações do 25 de abril no Porto
Estamos perto da comemoração do 43º aniversário do 25 de Abril de 1974, data histórica da revolução que restituiu a Portugal a liberdade e a democracia, criando condições para a participação cívica dos portugueses na vida pública.
Passados estes anos, houve esperanças que ficaram defraudadas. No entanto, e pior, o clima de instabilidade e tensão política e o recrudescimento dos nacionalismos que se estão a viver na Europa e no Mundo, não auguram nada de bom para a solidez da liberdade e da democracia, mesmo no contexto europeu, “obrigando-nos” a estarmos em alerta. Exemplo disso é a incapacidade da U.E. para enfrentar o problema da crise humanitária dos refugiados na Europa.
A APRe!, enquanto associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados, e membro da Comissão Promotora das Comemorações Populares no Porto, quer e deve marcar presença nas comemorações deste dia, como mais um acto de cidadania, juntando-se a toda a população, solidariamente, no “Desfile da Liberdade”.
Neste sentido, apelamos à participação dos/as associados/as da APRe! nas celebrações do 25 de Abril no Porto, em particular no “Desfile da Liberdade”.
O desfile sairá pelas 14,30h, do Largo Soares dos Reis, junto à ex-Pide, no início da Rua do Heroísmo. A APRe! levará as suas faixas e ainda alguns cartazes com palavras-de-ordem adequadas ao momento político que vivemos na Europa e no Mundo e alertando também para os direitos essenciais das pessoas idosas: a questão das reformas com dignidade. Para que o impacto da representação da APRe! seja grande, apelamos a que todos quantos possam fazer o percurso completo se reúnam nesse local.
Na Avenida dos Aliados, no passeio do antigo Edifício AXA, junto ao Santander Totta, haverá uma banca, a partir das 14 horas, com autocolantes, fichas de inscrição e demais informação da APRe!, no sentido de informar e esclarecer as pessoas que aguardem pelo desfile acerca da nossa Associação.
Elisabete Moreira
Delegada da APRe! Norte
Passados estes anos, houve esperanças que ficaram defraudadas. No entanto, e pior, o clima de instabilidade e tensão política e o recrudescimento dos nacionalismos que se estão a viver na Europa e no Mundo, não auguram nada de bom para a solidez da liberdade e da democracia, mesmo no contexto europeu, “obrigando-nos” a estarmos em alerta. Exemplo disso é a incapacidade da U.E. para enfrentar o problema da crise humanitária dos refugiados na Europa.
A APRe!, enquanto associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados, e membro da Comissão Promotora das Comemorações Populares no Porto, quer e deve marcar presença nas comemorações deste dia, como mais um acto de cidadania, juntando-se a toda a população, solidariamente, no “Desfile da Liberdade”.
Neste sentido, apelamos à participação dos/as associados/as da APRe! nas celebrações do 25 de Abril no Porto, em particular no “Desfile da Liberdade”.
O desfile sairá pelas 14,30h, do Largo Soares dos Reis, junto à ex-Pide, no início da Rua do Heroísmo. A APRe! levará as suas faixas e ainda alguns cartazes com palavras-de-ordem adequadas ao momento político que vivemos na Europa e no Mundo e alertando também para os direitos essenciais das pessoas idosas: a questão das reformas com dignidade. Para que o impacto da representação da APRe! seja grande, apelamos a que todos quantos possam fazer o percurso completo se reúnam nesse local.
Na Avenida dos Aliados, no passeio do antigo Edifício AXA, junto ao Santander Totta, haverá uma banca, a partir das 14 horas, com autocolantes, fichas de inscrição e demais informação da APRe!, no sentido de informar e esclarecer as pessoas que aguardem pelo desfile acerca da nossa Associação.
Tragam amigos e seremos muitos. Pelo futuro, retomar Abril
Viva a APRe!
Elisabete Moreira
Delegada da APRe! Norte
20 de abril de 2017
19 de abril de 2017
Comemorar Abril, jantar promovido pelos Núcleos de Almada e do Seixal
Precisamos de uma APRe! mais forte e activa, com mais sócios, que se mobilizem na defesa dos interesses dos reformados e pensionistas.
Os Núcleos de Almada e do Seixal querem contribuir para essa dinâmica. Estamos a preparar várias iniciativas que fomentem a nossa coesão.
Para já vimos convidá-los para um jantar:
VAMOS COMEMORAR A REVOLUÇÃO DE ABRIL
Propomos um jantar, no dia 24 de Abril, pelas 20:00 horas, no Restaurante Jardim (na Cova da Piedade, frente ao Jardim e ao lado da SFUAP).
Tudo incluído, com sobremesa e bebidas, custará cerca de 15,00 euros.
A ementa será escolhida no momento, entre os vários pratos do dia.
Possibilidade de transporte, a combinar com os dinamizadores dos Núcleos.
Teremos a presença de um convidado ligado ao 25 de Abril, que nos fará uma pequena palestra.
Inscrições para:
- 968 438 675 - Francisco Tomás (núcleo Seixal)
- 915 131 941 - Laura Casa Nova (núcleo Almada)
Vem e traz a família e os amigos. É uma oportunidade de consolidar amizades. Juntos seremos mais fortes.
Núcleos de Almada e do Seixal da APRe!
18 de abril de 2017
Comemorar Abril, Almoço Temático do Núcleo Lisboa Norte (Carnide, Lumiar, Santa Clara)
- Tema: “Liberdade e Cidadania”
- Local: Associação dos Deficientes das Forças Armadas na Av. Padre Cruz em Lisboa
Vai ser uma oportunidade de trocarmos ideias e estabelecermos laços de coesão que tornem a APRe! mais forte, para defender os interesses dos aposentados, pensionistas e reformados.
Para mais Informações contacte o Núcleo Lisboa Norte
Tel: 929121102
mail: aprecarnidelumiarsantaclara@gmail.com
30 de abril de 2016
No 25 de Abril: os riscos para a liberdade e para a democracia
Em 2016, ainda tem sentido comemorar o 25 de Abril? Tem todo o sentido. Está a liberdade adquirida? Podemos descansar nas comemorações do passado? Não. Não está. Não podemos descansar. Três riscos corre hoje a nossa liberdade:
1. Primeiro, o risco de perdermos o controlo democrático sobre o nosso país. O risco de que o nosso voto valha menos ou não valha nada. O risco de ter um parlamento que não pode cumprir a sua mais nobre função: decidir sobre o orçamento dos portugueses. O risco de termos também nós, como os colonos americanos no taxation without representation, e que fizeram uma revolução por causa disso. O risco de sermos governados de fora, por instituições de dúbio carácter democrático, que decidem sobre matérias de governo, em função de interesses que não são os interesses nacionais, e cujos custos o povo português paga.
2. Segundo, o risco de que o Estado abuse dos seus poderes, como já o faz. Não só o Estado tem hoje uma panóplia vastíssima de meios para nos controlar e vigiar, como os usa sem respeito pela autonomia, liberdade, identidade dos cidadãos.
Há uns anos discutimos muito que dados diversos deveria ou não juntar o Cartão do Cidadão, dados pessoais, de identificação, médicos, número de eleitor, etc. Limitámos os dados que lá podemos colocar e temos uma entidade que fiscaliza a utilização dos nossos dados pessoais e que é suposto "protegê-los". Muito bem.
Mas já olharam para as facturas que estão disponíveis no site das Finanças? Já olharam com olhos de ver, a vossa vida diária espelhada em cada acto em que se compra uma coisa, se almoçaram sós ou acompanhados, onde e que tipo de refeição, onde atravessamos um portal da auto-estrada, onde ficamos a dormir, que viagens fizemos?
Em nenhum sítio o Estado foi mais longe no escrutínio da nossa vida pessoal do que no fisco. Com a agravante de que nenhuma relação com o Estado é hoje mais desigual, onde o cidadão comum tenha os seus direitos tão diminuídos, onde objectivamente se abandonou o princípio do ónus da prova, ou seja, somos todos culpados à partida.
Em nome de quê? De que eficácia? Perguntem aos donos de offshores, aos que têm dinheiro para pagar o segredo e a fuga ao fisco, para esconder o seu património desta entidade, se eles se incomodam com o fisco. Incomodar, incomodam, mas podem pagar para deixarem de ser incomodados. Já viram algum offshore de uma cabeleireira, de um feirante, de um mecânico de automóveis, de um pequeno empresário que tem um café ou um restaurante, aqueles sobre os quais o fisco actua exemplarmente como se fossem esses os seus inimigos principais?
É por isso que se hoje existisse uma polícia como a PIDE, não precisava de mais nada do que de aceder aos bancos de dados do fisco, do Multibanco, das câmaras de vigilância, do tráfego electrónico. Podia reconstituir a nossa vida usando o Google, o Facebook, o Twitter, o Instagram. Podia encontrar demasiadas coisas em linha, até porque uma geração de jovens está a ser mais educada pelas empresas de hardware e software de comunicações do que pela escola ou pela família. Elas têm à sua disposição múltiplos meios para desenvolverem uma cultura de devassa da privacidade, pondo em causa séculos de luta pelo direito de cada um de ter um espaço íntimo e privado e uma educação do valor da privacidade.
3. Terceiro, o risco de que a pobreza impeça o exercício das liberdades. A miséria, a pobreza, a precariedade, o desemprego, são maus companheiros da liberdade. A pobreza ou qualquer forma de privação do mínimo necessário para uma vida com dignidade é uma forma de dar aos poderosos o direito natural à liberdade e a de ela privar aos mais fracos.
Sim, porque ser pobre é ser mais fraco. É ter menos educação e menos oportunidades de a usar, é ter empregos piores e salários piores, ou não ter nem uma coisa nem outra. É falar português pior, com menos capacidade expressiva, logo com menos domínio sobre as coisas. É ter uma experiência limitada e menos qualificações. É depender mais dos outros. É não ter outro caminho que não seja o de reproduzir nas novas gerações, nos filhos, o mesmo ciclo de pobreza e exclusão dos pais. E a exclusão reproduz-se mesmo que se tenha telemóvel e Facebook, porque o acesso ao mundo virtual e a devices tecnológicos não significa sair do círculo infernal da pobreza. É apenas "modernizá-lo".
O agravamento na sociedade portuguesa da desigualdade social, do fosso entre pobres e ricos, é uma ameaça à liberdade
4. Há um risco ainda maior do que qualquer um destes: o de pensarmos que não podemos fazer nada perante estas ameaças à nossa liberdade e à nossa democracia. O risco de dizermos para nós próprios que haverá sempre pobres e ricos e que a pobreza é um inevitável efeito colateral de pôr a casa em ordem. Mas que ordem?
O risco de pensarmos que não há nada a fazer com a Europa, que eles mandam e que nós temos de obedecer porque nos colocámos a jeito com a dívida. Sim, nós colocámo-nos a jeito, mas somos membros plenos da União, temos poderes próprios, e talvez não nos ficasse mal de vez em quando exercê-los. Além disso não somos os únicos a pensar que a deriva europeia é perigosa para as democracias nacionais. E, surpresa, muitas das regras a que chamamos "europeias" não estão em nenhum tratado, são apenas maus costumes que se implantaram nos anos da crise.
É isto que eu tenho a dizer sobre o 25 de Abril.
1. Primeiro, o risco de perdermos o controlo democrático sobre o nosso país. O risco de que o nosso voto valha menos ou não valha nada. O risco de ter um parlamento que não pode cumprir a sua mais nobre função: decidir sobre o orçamento dos portugueses. O risco de termos também nós, como os colonos americanos no taxation without representation, e que fizeram uma revolução por causa disso. O risco de sermos governados de fora, por instituições de dúbio carácter democrático, que decidem sobre matérias de governo, em função de interesses que não são os interesses nacionais, e cujos custos o povo português paga.
2. Segundo, o risco de que o Estado abuse dos seus poderes, como já o faz. Não só o Estado tem hoje uma panóplia vastíssima de meios para nos controlar e vigiar, como os usa sem respeito pela autonomia, liberdade, identidade dos cidadãos.
Há uns anos discutimos muito que dados diversos deveria ou não juntar o Cartão do Cidadão, dados pessoais, de identificação, médicos, número de eleitor, etc. Limitámos os dados que lá podemos colocar e temos uma entidade que fiscaliza a utilização dos nossos dados pessoais e que é suposto "protegê-los". Muito bem.
Mas já olharam para as facturas que estão disponíveis no site das Finanças? Já olharam com olhos de ver, a vossa vida diária espelhada em cada acto em que se compra uma coisa, se almoçaram sós ou acompanhados, onde e que tipo de refeição, onde atravessamos um portal da auto-estrada, onde ficamos a dormir, que viagens fizemos?
Em nenhum sítio o Estado foi mais longe no escrutínio da nossa vida pessoal do que no fisco. Com a agravante de que nenhuma relação com o Estado é hoje mais desigual, onde o cidadão comum tenha os seus direitos tão diminuídos, onde objectivamente se abandonou o princípio do ónus da prova, ou seja, somos todos culpados à partida.
Em nome de quê? De que eficácia? Perguntem aos donos de offshores, aos que têm dinheiro para pagar o segredo e a fuga ao fisco, para esconder o seu património desta entidade, se eles se incomodam com o fisco. Incomodar, incomodam, mas podem pagar para deixarem de ser incomodados. Já viram algum offshore de uma cabeleireira, de um feirante, de um mecânico de automóveis, de um pequeno empresário que tem um café ou um restaurante, aqueles sobre os quais o fisco actua exemplarmente como se fossem esses os seus inimigos principais?
É por isso que se hoje existisse uma polícia como a PIDE, não precisava de mais nada do que de aceder aos bancos de dados do fisco, do Multibanco, das câmaras de vigilância, do tráfego electrónico. Podia reconstituir a nossa vida usando o Google, o Facebook, o Twitter, o Instagram. Podia encontrar demasiadas coisas em linha, até porque uma geração de jovens está a ser mais educada pelas empresas de hardware e software de comunicações do que pela escola ou pela família. Elas têm à sua disposição múltiplos meios para desenvolverem uma cultura de devassa da privacidade, pondo em causa séculos de luta pelo direito de cada um de ter um espaço íntimo e privado e uma educação do valor da privacidade.
3. Terceiro, o risco de que a pobreza impeça o exercício das liberdades. A miséria, a pobreza, a precariedade, o desemprego, são maus companheiros da liberdade. A pobreza ou qualquer forma de privação do mínimo necessário para uma vida com dignidade é uma forma de dar aos poderosos o direito natural à liberdade e a de ela privar aos mais fracos.
Sim, porque ser pobre é ser mais fraco. É ter menos educação e menos oportunidades de a usar, é ter empregos piores e salários piores, ou não ter nem uma coisa nem outra. É falar português pior, com menos capacidade expressiva, logo com menos domínio sobre as coisas. É ter uma experiência limitada e menos qualificações. É depender mais dos outros. É não ter outro caminho que não seja o de reproduzir nas novas gerações, nos filhos, o mesmo ciclo de pobreza e exclusão dos pais. E a exclusão reproduz-se mesmo que se tenha telemóvel e Facebook, porque o acesso ao mundo virtual e a devices tecnológicos não significa sair do círculo infernal da pobreza. É apenas "modernizá-lo".
O agravamento na sociedade portuguesa da desigualdade social, do fosso entre pobres e ricos, é uma ameaça à liberdade
4. Há um risco ainda maior do que qualquer um destes: o de pensarmos que não podemos fazer nada perante estas ameaças à nossa liberdade e à nossa democracia. O risco de dizermos para nós próprios que haverá sempre pobres e ricos e que a pobreza é um inevitável efeito colateral de pôr a casa em ordem. Mas que ordem?
O risco de pensarmos que não há nada a fazer com a Europa, que eles mandam e que nós temos de obedecer porque nos colocámos a jeito com a dívida. Sim, nós colocámo-nos a jeito, mas somos membros plenos da União, temos poderes próprios, e talvez não nos ficasse mal de vez em quando exercê-los. Além disso não somos os únicos a pensar que a deriva europeia é perigosa para as democracias nacionais. E, surpresa, muitas das regras a que chamamos "europeias" não estão em nenhum tratado, são apenas maus costumes que se implantaram nos anos da crise.
É isto que eu tenho a dizer sobre o 25 de Abril.
Pacheco Pereira
Sábado 29.04.2016
27 de abril de 2016
Coro APRe! de Coimbra, espectáculo ‘EXERCÍCIO DE CIDADANIA – A CANTAR’
No próximo dia 29 de Abril de 2016, pelas 18h, no auditório Laginha Serafim do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra, o Coro
APRe! de Coimbra vai realizar um espectáculo designado por “Exercício de Cidadania A Cantar”, com o objectivo celebrar o 42º aniversário do 25 de Abril, espectáculo composto por uma vertente coral (canções de Abril), uma apresentação com projecção de imagens alusivas à realidade portuguesa antes do 25 de Abril, e uma compilação de textos e poemas de vários autores (Manuel Alegre, Sophia de Mello Breyner, Luís Veiga Leitão, Fernando Assis Pacheco, Jorge de Sena) dando origem a uma sequência de emoções em interacção com o público.
Convidamos os associados APRe! e todo o público em geral a assistir a este espectáculo comemorativo do 25 de Abril.
Convidamos os associados APRe! e todo o público em geral a assistir a este espectáculo comemorativo do 25 de Abril.
26 de abril de 2016
A APRe! a comemorar Abril no Porto
Os associados APRe! saíram à rua para comemorar Abril. Estas são algumas fotos do desfile que teve lugar no Porto. O álbum completo das fotos do desfile do Porto pode ser visto aqui.




A APRe! a comemorar Abril em Lisboa
Os associados APRe! saíram à rua para comemorar Abril. Estas são algumas fotos do desfile que teve lugar em Lisboa. O álbum completo das fotos do desfile de Lisboa pode ser visto aqui.








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