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25 de abril de 2014

25 de Abril - Coimbra


APReABRIL



“APReABRIL” – Edição comemorativa dos "40 anos do 25 de Abril"
"APRe!" – “ABRIL sempre!” 
(iniciativa do "Grupo dos Associados” da “APRe!" no “Facebook”)

A Direcção da “APRe!” convidou todos os associados a associarem-se a esta iniciativa, que seria evocação nossa – e forma especial de se comemorar este ano a data.
O convite foi feito, no próprio “Grupo”, nestes termos:
“Completam-se este ano 40 anos sobre o 25 de Abril. Por ser data redonda, a “APRe!” pretende comemorá-la dignamente. 
Este ano, teve a administração do “Grupo de Associados da APRe!” do “Facebook” a ideia de os festejar também de outro modo – se os associados nisso convierem. Aqui vos deixamos o convite – que é também um desafio.
Fazemos parte da geração de Abril. Quanto mais essa data de nós se afasta, mais obrigação temos de a fazer lembrar – e de deixar dela testemunho. Quem, vivendo antes, teve consciência dos mecanismos em que assentava a ditadura, tem o dever de o passar às gerações seguintes. Os mais jovens, sem essa memória, não fazem ideia do que era a vida em Portugal – e também por isso será fácil verificar como, ainda hoje, tal qual dantes, muitos males são fruto da situação de menoridade cívica do país. Um país que viera de uma longa noite em que não havia o mínimo de respeito pelos direitos humanos.
Desse marco entre um passado cinzento e um regime de liberdades e direitos há que falar – sempre. Agora, por maioria de razões: porque ao idealismo e à generosidade de então se contrapôs este tempo de agora: o da negação dos “ideais de Abril” – o de um capitalismo que endeusa os “mercados”, o de um egoísmo feroz, o da negação da solidariedade social, o da destruição do “Estado social” que o 25 de Abril nos trouxe. 
O 25 de Abril significou democracia – e esta nunca está cumprida: porque é aspiração a um mundo humanamente mais digno e solidário.
E que tal deixarmos textos nossos como testemunho? Temos, entre nós, companheiros que estavam, à data, nas Forças Armadas; nas universidades; nas empresas e nas fábricas; em organizações clandestinas; no combate à ditadura; e também, com certeza, quem nem se apercebesse, dada a falta de consciência política em que muitos viviam, do que significava – receando porventura o que viesse. Quem gostar de escrever está convidado”.
Foram acolhidos os textos que foram chegando e revistos pela administração do “Grupo” (no maior respeito pelas opções dos autores, nomeadamente quanto à norma ortográfica), no sentido de somar, à divulgação pelos diversos canais da “APRe!” (“Facebook” e blogue) uma edição em papel, em moldes muito simples e com o menor custo.
Ela aqui está. Projectada para este dia, para nós tão significativo, será agora divulgada.
Uma boa pequena surpresa – obra de cada um daqueles que colaboraram, fruto da sua boa-vontade; e uma boa memória de Abril, com certeza para todos os outros associados.
Os exemplares estão agora disponíveis para os núcleos, que os podem encomendar junto das sedes das delegações do Porto, Coimbra ou Lisboa.
Esta iniciativa sublinha a presença da “APRe!” nas comemorações dos 40 anos do 25 de Abril. A evocação cabe-nos, antes de mais, a nós – aos que o fizeram e viveram.
Festejaremos. Estamos vivos – e temos memória

23 de abril de 2014

O 25 de Abril e a Escola

Tornou-se um lugar-comum dizer que a história da Educação da democracia é a história de sucessivas reformas avulsas, quase sempre descontextualizadas e elaboradas sem o concurso dos docentes. Mas a esta característica consensual veio acrescentar-se a desolação dos anos de Crato. Os constrangimentos impostos pela crise sofreram a interpretação de um fanático dos resultados quantitativos que, incapaz de ponderar os efeitos das suas políticas, está a produzir sérias disfunções no sistema de ensino, que nos reconduzem à escola de 24 de Abril, aquela que Durão Barroso evocou e celebrou há pouco, no antigo Liceu Camões. Porque ambos nos querem fazer acreditar que o sonho de modernizar o país foi um erro, que estava acima das nossas possibilidades, que devíamos ter continuado pobres e sem ambições, a eles e a todos os que olham a Educação como mercadoria, aos que ainda não tinham nascido em Abril de 74 e hoje destroem Abril com a liberdade que Abril lhes trouxe, importa recordar, serenamente, o que Abril fez: 
Em 1974 existiam apenas cerca de 100 escolas técnicas e liceus, para 40.000 alunos. Em 40 anos de democracia construíram-se mais de 1.000 novas escolas, para mais de milhão e meio de alunos. 
Em 1974 havia apenas 26.000 professores. Desses, apenas 6000 eram profissionalizados. Em 40 anos de democracia formaram-se e profissionalizaram-se milhares de professores. Antes dos predadores que hoje governam, eram 150.000. 
Em 1974 imperava o livro único e 4 anos bastavam. Em 40 anos de democracia chegámos a uma escolaridade obrigatória de 12 anos. 
Em 1974 fechavam-se crianças nos galinheiros e a taxa de cobertura do pré-escolar era 8%. Em 40 anos de democracia essa taxa ultrapassou os 80%, graças a uma rede de pré-escolar que acolhe hoje cerca de 270.000 crianças. 
Em 1974 a taxa de escolaridade aos 17 anos era 28%. Em 40 anos de democracia passou para 80%. 
Em 1974 a universidade era para uma escassa elite e para homens. Em 40 anos de democracia trouxemos para a universidade cerca de 370.000 portugueses, dos quais mais de metade são mulheres. 
A trave mestra do desenvolvimento da sociedade portuguesa, a Educação, foi liminarmente implodida pelo actual Governo, que rejeitou uma das bandeiras de Abril, a educação para todos. Agora que Abril dobra a esquina dos 40, é urgente que a denominada sociedade civil desperte para o sombrio que mancha a paisagem humana das nossas escolas: preocupantes sinais de violência na relação entre alunos e no seu relacionamento com professores e funcionários; esgotamento físico e psíquico do corpo docente, vergado pelo grotesco burocrático de tarefas inúteis, impostas por políticas despóticas; êxodo precoce dos professores mais experientes; clima de luta insana por uma carreira sem futuro, donde se esvaiu a cooperação e a confiança que cimentava a comunidade humana dos docentes. 
Celebrar Abril, adiado para a Educação até um dia, passará, imperiosamente por: 
- Gerar um compromisso nacional duradouro entre as forças partidárias quanto às políticas que estruturam o sistema de ensino, despolitizando os serviços técnicos, desburocratizando a vida das escolas e protegendo a administração superior da volatilidade da política. 
- Reestruturar a Inspeção-geral da Educação, orientando-a prioritariamente para a supervisão pedagógica organizada em áreas científicas e colocando-a sob dupla tutela (Assembleia da República e Governo). 
- Subtrair o financiamento básico do ensino obrigatório à lógica casuística de qualquer Governo, para que a escola inclusiva, para todos, não seja presa fácil de derivas de austeridades de ocasião. 
- Adoptar a verdadeira e sempre adiada autonomia das escolas, como alternativa à municipalização do ensino, vertente falsa da falácia da desconcentração do poder. 
- Reverter a política de privatização da escola pública, separando claramente o que é público do que é privado e clarificando os modelos de financiamento: financiamento público para o que é público, financiamento privado para o que é privado. 
- Reorganizar globalmente os planos de estudo e os programas disciplinares, em sede de estrutura profissionalizada e especializada em desenvolvimento curricular, dando-lhes coerência, recuperando a dignidade das humanidades e das expressões e adequando-os, em extensão, ao que a psicologia do desenvolvimento postula como limites. 
- Devolver dignidade e autoridade aos professores, devolver-lhes a confiança do Estado e devolver-lhes espaço e tempo para a indispensável reflexão sobre a prática profissional e sobre o ensino que professam. 
- Devolver às escolas a democraticidade perdida, adequando a natureza dos órgãos às realidades sociais existentes e abandonando a lógica concentradora do poder num só órgão. 
- Reverter a solução dos mega-agrupamentos, que provocaram custos humanos inaceitáveis para alunos, famílias, professores e funcionários.

Santana Castilho
In "Público de 23.4.14

Delegação Norte


Recordando...


21 de abril de 2014

Assembleia da República


A25A


O presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, vai fazer a intervenção que faria na Assembleia da República no largo do Carmo, em Lisboa, numa evocação a Salgueiro Maia em que desafia «toda a população» a participar.
«Não pondo em causa a consideração que a A25A nutre pela instituição Assembleia da República, a "casa da Democracia", a direção da Associação 25 de Abril informa que decidiu levar a efeito uma evocação a Salgueiro Maia, nela personificando a homenagem a todos os militares de Abril, no Largo do Carmo, no dia 25 de Abril às 11.00, evento para o qual desafia toda a população», divulgou a associação, em comunicado.

20 de abril de 2014

Os Cravos de Abril




Celeste Caeiro, de 79 anos, foi a mulher que fez do cravo o símbolo do 25 de Abril de 1974. "Celeste dos cravos" - como é conhecida - recorda um dos momentos mais marcantes da sua vida.

A25A



17 de abril de 2014

Coimbra - 17 Abril 1969

  

Coimbra
17 de Abril de 1969
Foi assim, faz hoje 45 anos, lançada à terra a semente do 25 de Abril de 1974.

25 de abril de 2013

Coimbra

Grândola Vila Morena


"Grândola, Vila Morena" é uma canção composta e cantada por Zeca Afonso que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. A canção refere-se à fraternidade entre o povo de Grândola, vila do Alentejo. À meia noite e vinte minutos do dia 25 de Abril de 1974, a canção foi transmitida no Rádio Clube Português como sinal para confirmar o início da revolução. Também por esse motivo, transformou-se em símbolo da revolução, assim como do início da democracia em Portugal.

24 de abril de 2013

E Depois de Adeus


Com a transmissão de "E Depois do Adeus", pelos Emissores Associados de Lisboa às 22h55m do dia 24 de Abril de 1974, era dada a ordem para as tropas se prepararem e estarem a postos. O efectivo sinal de saída dos quartéis, posterior a este, seria a emissão, pela Rádio Renascença, de "Grândola Vila Morena" de Zeca Afonso. 
A razão da escolha de "E Depois do Adeus" é clara: não tendo conteúdo político e sendo uma música em voga na altura, não levantaria suspeitas, podendo a revolução ser cancelada se os líderes do MFA concluíssem que não havia condições efectivas para a sua realização. A posterior radiodifusão, na emissora católica, de uma música claramente política de um autor proscrito daria a certeza aos revoltosos de que já não havia volta atrás, que a revolução era mesmo para arrancar.

25 de Abril

A APRe! está nas comemorações do 25 de Abril
Será o mais participado desde há muitos anos
A situação assim o impõe











25 Abril 1974

23 de abril de 2013

25 de Abril

APELO

O dia 25 de Abril de 1974 foi um dos mais luminosos da História de Portugal.
A Revolução de Abril, ao pôr fim à ditadura fascista, abriu o caminho à participação dos cidadãos na vida pública, ao desenvolvimento económico, social e cultural dizendo não ao oportunismo, à corrupção, aos interesses ilegítimos dos grupos financeiros e sim à justiça social, ao direito ao trabalho, ao emprego, à saúde, à educação, à habitação, à paz, a mais futuro.
Passadas quase quatro décadas, como resultado da prática de uma política contrária ao espírito de Abril, verificamos que muitos projectos de então ficaram pelo caminho, muitas esperanças foram defraudadas.
Portugal vive hoje o pior momento político, económico e social após o 25 de Abril, com o ataque às conquistas que ainda restam da Revolução dos Cravos.
Os portugueses são confrontados com uma austeridade suicidária geradora da continuada desaceleração da economia, do exacerbar da pobreza, da mais alta taxa de desemprego, do aumento e generalização da precariedade, da quebra dos salários, já dos mais baixos da União Europeia, da brutal redução das pensões dos reformados, duma despudorada e injusta carga fiscal, do ataque ao direito ao trabalho digno e ao Estado Social com a grave redução dos legítimos direitos na saúde, na segurança social, na educação e na justiça.
Com esta política, Portugal tem vindo a empobrecer e as desigualdades têm vindo a aumentar exponencialmente.
Por isso, tão importante como evocar o passado, é reflectir sobre a situação presente e perspetivar um amanhã.
Os portugueses querem a paz, a liberdade, e a democracia de Abril. Como nação soberana, os portugueses querem uma existência digna, com escola e saúde públicas, com justiça acessível e independente, com habitação assegurada, com trabalho com direitos. Querem uma política social e económica democrática, com os direitos e deveres consagrados na Constituição da República Portuguesa.
A mudança é, por isso, não apenas necessária, mas inadiável.
É urgente e indispensável uma política diferente que dê resposta aos graves problemas nacionais.
Temos de recuperar a esperança que a madrugada libertadora do 25 de Abril nos trouxe,  retomando os seus principais valores.
Só possível com uma política que defenda o regime democrático, a Constituição de Abril e a própria Liberdade; que submeta o poder económico ao poder político; que edifique um Estado onde o trabalho, a solidariedade, a justiça e a cultura sejam pilares fundamentais; que coloque o desenvolvimento da economia ao serviço de quem trabalha e de quem trabalhou, das novas gerações e do futuro do País. Futuro que terá de dar resposta aos enormes problemas com que as novas gerações se debatem. O 25 de Abril que evocamos não pode defraudar as expectativas criadas. Não cabem nele o abandono e a fome nas crianças, o aumento do trabalho infantil, o afastamento escolar nos vários patamares por razões económicas, o desemprego e a precariedade galopantes que forçam particularmente os jovens à emigração.
Os signatários deste apelo entendem que é possível inverter a actual situação. Apelam portanto à participação de todos numa grande, forte e unida confraternização comemorativa que será também o protesto e a exigência da mudança necessária, de um Povo que não se resigna e nunca se deixará vencer.
Estamos certos que “venceremos o medo, prolongaremos Abril e construiremos o futuro”.

Associação 25 de Abril