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24 de abril de 2019

O sistema em Espaços do Cidadão permite renovar cartão de cidadão em cinco minutos

Passa a ser mais fácil renovar o cartão de cidadão, pessoas que tenham idade igual ou superior a 25 anos e com os dados guardados no sistema, o cartão de cidadão passa a ser efetuado em cinco minutos.




 A partir da segunda semana de Maio, cidadãos com idade igual ou superior a 60 anos que reúnam as condições para fazer a renovação online do cartão cidadão começarão a ser contactados para fazerem a marcação do dia e hora para se deslocarem a um Espaço de Cidadão para renovar o cartão.


 Ler mais aqui:novo sistema em espaços do cidadão permite renovar cartão de cidadão em cinco minutos


Observador, 24.04.2019 

6 de fevereiro de 2019

AGE NEWSFLASH



28/01/2019

Acordo da UE sobre o equilíbrio entre vida profissional e familiar:

Boas notícias para os cuidadores e as mulheres idosas!

Na semana passada, a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia chegaram a um acordo provisório sobre uma diretiva relativa ao equilíbrio entre vida profissional e familiar. O objetivo da diretiva é permitir que os pais e os cuidadores permaneçam no mercado de trabalho, distribuindo de forma mais equitativa o trabalho de prestação de cuidados entre homens e mulheres. Em particular, o acordo introduz:


- o direito de gozar cinco dias de licença por ano para prestação de cuidados;

- o direito de solicitar condições de trabalho flexível para os trabalhadores com responsabilidades familiares;

- alteração da licença parental, permitindo a ambos os progenitores 2 meses de licença parental "devidamente remunerada".


O acordo da UE é menos ambicioso do que o pacote legislativo sobre o equilíbrio entre vida profissional e familiar inicialmente proposto pela Comissão Europeia em abril de 2017. No entanto, se for aprovado pelo Conselho da União Europeia e pelo Parlamento Europeu, constituirá um avanço importante para as cuidadoras e mulheres.

Com efeito, o acordo reconhece, pela primeira vez, os desafios enfrentados pelas cuidadoras informais para conciliar as suas responsabilidades profissionais e de prestação de cuidados. Contribuirá igualmente para reduzir as desigualdades entre mulheres e homens no mercado de trabalho, desigualdades essas que conduzem a um risco acrescido de pobreza na velhice para as mulheres.

Este acordo recompensa o intenso esforço de lobby realizado pela AGE conjuntamente com outras organizações da sociedade civil.


Leia mais sobre este acordo no site da AGE em https://www.age-platform.eu/policy-work/news/eu-agreement-work-life-balance

Consulta pública da UE sobre igualdade de remuneração

A redução das desigualdades entre homens e mulheres é também o objetivo da consulta sobre igualdade de remuneração lançada recentemente pela Comissão Europeia. Esta consulta permitirá recolher informações junto de um vasto leque de partes interessadas sobre o impacto das regras da UE em matéria de igualdade salarial, a fim de encontrar formas de aplicar e fazer cumprir melhor o princípio da igualdade salarial consagrado na Diretiva relativa à igualdade de género e na Recomendação relativa à transparência salarial de 2014.

Pode responder a esta consulta aqui até 5 de abril

4 de setembro de 2018

Pela Expansão da Rede de Cuidados Continuados Integrados

COMUNICADO

No cumprimento do Plano de Actividades, a Direcção elaborou a Petição “Pela Expansão da Rede de Cuidados Continuados Integrados”, cujo texto aqui transcrevemos:

A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), modelo organizacional criado pelos Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Saúde, é formada por um conjunto de instituições públicas e privadas que prestam cuidados continuados de saúde e de apoio social.
Através do Despacho n.o 11482-A/2017, o XXI Governo Constitucional, no seu programa para a saúde, estabelece como prioridade expandir e melhorar a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).
A expansão foi iniciada, com o aumento do número de camas, principalmente no Norte do país, mas dado o envelhecimento da população há um aumento da necessidade de cuidados continuados em todo o país, não só no imediato, mas nas próximas décadas, em que se espera que o número de europeus com mais de 80 anos de idade triplique, sendo a evolução demográfica pouco auspiciosa em Portugal, com a emigração de jovens a intensificar-se e o número de idosos a crescer.
Neste momento, os familiares de pessoas que sofrem de uma incapacidade, parcial ou total, os cuidadores informais, absorvem a maioria do impacto provocado pelas doenças incapacitantes. No entanto as alterações no modo de vida e nas modalidades familiares, o aumento das taxas de emprego das mulheres e as idades mais tardias de reforma vão reduzir a disponibilidade e a conveniência dos cuidados informais prestados por familiares.
Por outro lado, os cuidados prestados pela família não só implicam encargos financeiros para as pessoas envolvidas, mas também reduzem o número de pessoas disponíveis para trabalhar, com custos para a economia e para os orçamentos públicos.
Assim, o acesso a cuidados continuados é, por conseguinte, importante para promover o equilíbrio entre a vida profissional e a vida familiar dos indivíduos com familiares dependentes, sobretudo as mulheres, para que as responsabilidades pela prestação de cuidados não criem um obstáculo à participação no mercado de trabalho.

Considerando que:

  • a despesa pública em percentagem do PIB relativa aos cuidados continuados em Portugal encontra-se abaixo da média dos países europeus; 
  • o número de casos de demência, tendo como principal motivo o envelhecimento da população, no espaço de três décadas terá uma subida dos atuais 19 milhões de casos para 40,9 milhões;
  • Portugal, é um dos países mais envelhecidos da Europa e será o 4º mais envelhecido do mundo em 2050 se nada se alterar;
  • o número de doentes sem cama aumentou e que, apesar de existirem 500 novas vagas no final de 2017, mais de 1700 pessoas estão em lista de espera nos cuidados continuados; Os abaixo-assinados exigem que o governo se responsabilize pelas suas obrigações sociais, alargando, de forma ordenada e por todo o país, o número de camas de cuidados continuados, de modo a responder às necessidades crescentes.”

É importante que todos os associados apoiem, assinem e divulguem esta Petição:


 Pela Expansão da Rede de Cuidados Continuados Integrados

P’lA Direcção
Maria do Rosário Gama

26 de abril de 2017

A comemorar Abril em Lisboa

Mais uma vez os associados APRe! saíram à rua e participaram no desfile que teve lugar em Lisboa para comemorar Abril.









A comemorar Abril no Porto

Mais uma vez associados da APRe! juntaram-se a milhares de portuenses que saíram à rua para comemorar Abril na cidade do Porto.






21 de abril de 2017

Comemorações do 25 de abril no Porto


Caros/as Associados/as

Estamos perto da comemoração do 43º aniversário do 25 de Abril de 1974, data histórica da revolução que restituiu a Portugal a liberdade e a democracia, criando condições para a participação cívica dos portugueses na vida pública.

Passados estes anos, houve esperanças que ficaram defraudadas. No entanto, e pior, o clima de instabilidade e tensão política e o recrudescimento dos nacionalismos que se estão a viver na Europa e no Mundo, não auguram nada de bom para a solidez da liberdade e da democracia, mesmo no contexto europeu, “obrigando-nos” a estarmos em alerta. Exemplo disso é a incapacidade da U.E. para enfrentar o problema da crise humanitária dos refugiados na Europa.

A APRe!, enquanto associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados, e membro da Comissão Promotora das Comemorações Populares no Porto, quer e deve marcar presença nas comemorações deste dia, como mais um acto de cidadania, juntando-se a toda a população, solidariamente, no “Desfile da Liberdade”.

Neste sentido, apelamos à participação dos/as associados/as da APRe! nas celebrações do 25 de Abril no Porto, em particular no “Desfile da Liberdade”.

O desfile sairá pelas 14,30h, do Largo Soares dos Reis, junto à ex-Pide, no início da Rua do Heroísmo. A APRe! levará as suas faixas e ainda alguns cartazes com palavras-de-ordem adequadas ao momento político que vivemos na Europa e no Mundo e alertando também para os direitos essenciais das pessoas idosas: a questão das reformas com dignidade. Para que o impacto da representação da APRe! seja grande, apelamos a que todos quantos possam fazer o percurso completo se reúnam nesse local.

Na Avenida dos Aliados, no passeio do antigo Edifício AXA, junto ao Santander Totta, haverá uma banca, a partir das 14 horas, com autocolantes, fichas de inscrição e demais informação da APRe!, no sentido de informar e esclarecer as pessoas que aguardem pelo desfile acerca da nossa Associação.

Tragam amigos e seremos muitos. Pelo futuro, retomar Abril
Viva a APRe!

Elisabete Moreira
Delegada da APRe! Norte

24 de fevereiro de 2017

As pessoas mais velhas defendem uma União Europeia mais forte! Por favor, compartilhem os vossos pontos de vista e experiência ...


AGE NEWSFLASH 23/02/2017


Os membros britânicos da AGE Platform Europa, organizaram um workshop sobre as possíveis consequências da saída do Reino Unido da União Europeia ("Brexit") para as pessoas mais velhas e as suas organizações. Com base nessas discussões, enviaram uma carta ao Secretário de Estado para a saída da União Europeia, David Davis, em que colocam os principais desafios que desejam abordar com o Governo do Reino Unido para assegurar que os idosos estarão envolvidos neste processo de negociações Brexit (leia o nosso artigo aqui em Inglês).

Esta iniciativa dos nossos membros britânicos ilustra a importância da UE e da sua ação em prol dos idosos, o seu impacto sobre a prosperidade, a dignidade e os direitos individuais. As várias políticas e prioridades que os nossos deputados britânicos vão discutir com o governo nacional também mostram o que os cidadãos idosos e outros perderiam se o projeto europeu fosse um colapso. A UE atravessa um dos momentos mais difíceis desde a sua criação em 1957, enfrentando muitos desafios internos e externos.

Nos últimos 60 anos, os idosos têm contribuído ativamente para o projeto europeu e desde 2001 a AGE defendeu os seus pontos de vista e fez ouvir a sua voz a nível europeu. Na véspera da celebração do 60º aniversário da assinatura do Tratado de Roma em março, a AGE está determinada a promover o valor acrescentado que a UE fornece à vida quotidiana dos seus cidadãos de todas as idades, jovens e velhos. Uma Europa unida trouxe-nos, acima de tudo, a paz e permitiu a três gerações de cidadãos viver, trabalhar e viajar - e esperamos também que a envelhecer - livres do terror, da violência e da miséria.

Isso é muitas vezes esquecido. É verdade que a União Europeia pode parecer distante dos seus cidadãos. O seu funcionamento geral é complexo e a tomada de decisões tende à falta de transparência e ao não envolvimento suficientemente ativo dos seus cidadãos. No entanto, às vezes esquecemos que através das suas ações, em áreas tais como a luta contra a discriminação e a desigualdade, a investigação sobre novas tecnologias para fomentar o envelhecimento saudável e a autonomia, a promoção de ambientes para todas as idades ou a transferência financeira para as regiões e comunidades mais pobres, a União Europeia melhorou a vida dos idosos. É preciso reconhecer que há melhorias que poderiam ser feitas na organização da UE.

O papel do Parlamento Europeu deve ser reforçado assim como a democracia participativa, a fim de permitir que os cidadãos ecoem as suas necessidades e expectativas. No entanto, acreditamos que nos cabe a responsabilidade, assim como às organizações que representam os interesses das pessoas mais velhas e à sociedade civil em geral, de permanecermos unidos e de garantir que as gerações futuras desfrutem da mesma liberdade, paz e prosperidade que as gerações que o projeto europeu beneficiou nos últimos 60 anos.

Para marcar o 60º aniversário dos tratados fundadores da União Europeia, a AGE Platform Europa convida todos os seus membros a partilhar a experiência individual e coletiva relacionada com a sua participação no projeto europeu. As vossas memórias, testemunhos e reflexões - por exemplo sobre a forma de reforçar a cidadania ativa, a fim de tornar a UE mais democrática e orientada para os seus cidadãos - serão reunidos numa carta aberta que vamos preparar para as comemorações a ter lugar no dia 25 de março, em Roma.

Pode enviar a sua contribuição pelo e-mail (anne.melard@age-platform.eu) até segunda-feira, 20 de março.

8 de janeiro de 2017

Obrigado, Mário Soares!


Há homens maiores que a sua própria biografia. Assim foi Mário Soares, uma vida cheia. Mas chega o momento em que essa simples verdade é de cristal, cortante e definitiva: morreu um dos pais fundadores do regime saído da Revolução de Abril, certamente o mais importante dos construtores da nossa democracia. Orgulhosamente, definia-se a si próprio como republicano, laico e socialista. Vinha de uma família com lastro na Primeira República e foi o último dos discípulos de António Sérgio e Jaime Cortesão. Aluno de Álvaro Cunhal, chegou a ser militante comunista, logo no pós-guerra. Em 1949 já o vemos em fotografias com Norton de Matos, e em 1958 com Humberto Delgado. A ditadura salazarista prendeu-o por 13 vezes, deportou-o e exilou-o. Em 1973, é no exílio que refunda o Partido Socialista. E depois de 1974, nenhuma outra figura da nossa vida pública é tão marcante no Portugal contemporâneo como Mário Soares. Ele foi ministro dos Negócios Estrangeiros, primeiro-ministro em três governos, Presidente da República por dois mandatos, deputado europeu. Ganhou e perdeu eleições, mas foi, em especial, um sempre-em-pé nas lealdades, político de coragem e vocação, nunca resignado e muito menos rendido, que o digam amigos e adversários, que foram muitos, e alguns alternadamente.

Culto, moderno e cosmopolita, Soares era um homem com mundo. E foi mundo que ele acrescentou a uma política externa portuguesa que, nos anos da ditadura, nos conduzira ao isolamento, por vezes à vergonha entre as nações. Amigo e companheiro ideológico de Willy Brandt, Olof Palm, Andreas Papandreo e François Miterrand, Soares foi o último de uma geração de notáveis socialistas europeus que combateram e derrotaram o fascismo que dominou parte do Continente no século passado. Federalista confesso e militante, a ele e à sua visão de futuro se deve a adesão de Portugal à Comunidade Europeia, crucial para o progresso de uma Nação que vinha de dezenas de anos de obscurantismo e atraso cultural, social e económico. Mas também a ele se devem, sobretudo no plano internacional e já nos anos mais recentes, os mais fortes avisos sobre os desvios neoliberais que em parte explicam a presente ameaça de colapso do projeto europeu. Mário Soares foi sempre um homem livre. Errou, decerto muitas vezes, por excesso ou omissão. Mas foi sempre livre. E só os homens livres lutam pela liberdade com todas as suas forças. É esse o maior legado que lhe devemos. Oxalá saibamos honrá-lo. Obrigado, Mário Soares!

Afonso Camões
Editorial JN 07.01.2017
Leia mais: Editorial: Obrigado, Mário Soares! 

13 de dezembro de 2016

UM CASO FLAGRANTE DE IDADISMO!?


O PENSE (Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária) entrou em discussão pública em 9 do
corrente mês de Dezembro, cujo fim será já no próximo dia 8 de Janeiro, constando dele 106 medidas que visam melhorar essa segurança.

Em 10 de Dezembro, o Jornal de Notícias (do Porto) publicou duas das suas principais páginas sobre o assunto, com chamada na capa, mas destacando apenas uma dessas 106 medidas: os títulos garrafais, a toda a largura das primeira e quarta páginas, são bem elucidativos:

AULAS PARA RENOVAR A CARTA AOS 65 ANOS

ou

REVALIDAR CARTA AOS 65 ANOS SÓ COM FORMAÇÃO

Eu, que fiz 67 anos há poucos dias e que tenho carta de condução há 45 anos, fiquei curioso com tal notícia mas, ao mesmo tempo, indignado pelo facto de haver (mais) uma discriminação negativa face a um grupo social, apenas em função da idade!

Li e reli o artigo completo, de ponta a ponta, e cheguei facilmente à conclusão de que os títulos em causa estão demasiado exagerados e, até, em contradição com o respetivo conteúdo! Porquê? Na verdade, se 29 % das vítimas mortais têm mais de 65 anos, como diz o JN, isto significa que mais de 70 % das vítimas da estrada têm menos de 65 anos!

Aliás, esta verdade de La Palisse é confirmada pelo próprio Presidente da Prevenção Rodoviária Portuguesa, José Miguel Trigoso, quando diz precisamente que os idosos, enquanto condutores, “não estão envolvidos na maior parte dos acidentes”! Este mesmo responsável da PRP acha também “estranho que se torne obrigatória a formação aos 65 anos e não vê fundamento científico para isso”, o que contrasta, mais uma vez, com os títulos garrafais já referidos!

Aqueles 29 % de idosos, apesar da “idade, das doenças e dos efeitos da medicação”, foram vítimas da sinistralidade não só em função da sua idade mas, também, em função de todas as outras causas que afetam todos os restantes condutores!

Então, o que levou a jornalista Dina Margato a destacar, com particular ênfase, apenas uma das medidas propostas, de entre as 106 constantes do referido PENSE? É mesmo caso para pensar!

Aliás, também, todo o artigo está cheio de contradições, para além das já referidas. Por exemplo, diz que “os motociclos são os mais perigosos” e que “entre 2010 e 2015 foram os que apresentaram os indicadores de risco de vítimas mortais mais gravosos”. Ora, não me parece que sejam as pessoas com mais de 65 anos que usem maioritariamente este tipo de veículo!

Pelo contrário, e no que se refere (por exemplo) ao seguro automóvel, é sabido que os reformados e pensionistas (nos quais se incluem a maioria dos idosos) são dos condutores que oferecem menos risco de acidentes, ao contrário do que se passa, por exemplo, com os adultos com menos de 25 anos de idade!

É sabido, também, que a alta velocidade é uma das causas mais conhecidas dos acidentes rodoviários. Ora, é também do senso comum saber-se que a faixa etária dos menos jovens não é a mais propensa a altas velocidades! Bem pelo contrário!

Por outro lado, se um adulto está apto para trabalhar pelo menos até aos 66 anos e três meses (idade legal da reforma, a partir de 2017), porque já não está apto para conduzir aos 65?! Não deve ser a idade a definir estas situações mas, sim, o estado de saúde de cada condutor e isso já é salvaguardado com os atestados médicos obrigatórios, pelo menos a partir dos 60 anos de idade!

A jornalista em causa não quis aprofundar a matéria (podia ter falado, por exemplo, na questão do custo das portagens que leva muitos condutores a optar por outras estradas de menor segurança) e limitou-se a dar todo o realce, despropositado, à questão dos 65 anos, isto é, a menos de 1 % de todas as principais causas dos acidentes rodoviários! Com que fins?

Aristides Silva
Associado APRe! nº 260

6 de dezembro de 2016

“PESTE GRISALHA”/CONDENAÇÃO (A MINHA PRENDA DE NATAL)

Para a estação, o dia até estava com uma temperatura agradável, se bem que, no céu pairavam tufos de nuvens ameaçadoras de fortes bátegas. Estava eu para entrar na minha “chicolateira”, dominado por um ar sorumbático e com uma sensação de que algo de estranho iria acontecer.

Por bem ou por mal, acertei. Apesar da omnipotência Divina, por vezes o Diabo também prega as suas partidas… e de que que maneira!?

Tratamento: exorcizá-lo.

No dia 21 de Outubro, de 2016, pelas 17.03 h, recebi antecipadamente a minha prenda de Natal, por decisão do TRC (Tribunal da Relação de Coimbra) na sequência da instauração de um processo judicial por Crime de Difamação Agravada, interposto pelo sr. António Carlos Gomes da Silva Peixoto, em 2013, à época deputado do PSD pelo distrito da Guarda, onde era colocada em questão uma carta minha titulada “PESTE GRISALHA” (Carta aberta a um deputado do PSD), que lhe foi endereçada, saiu em vários periódicos, inclusive no “Notícias de Gouveia”, sua terra natal, foi colocada no meu blog, www.antoniofsilva.blogsopt.com, e, como não podia deixar de ser, foi também remetida ao Sr. Presidente da República Portuguesa – à época Aníbal Cavaco Silva – do qual ainda conservo a resposta arrolhada no odre silencioso do tempo, até que algum interessado em história o consiga desarrolhar e trazê-lo à luz do dia. Mas não será tão cedo!?

Por sinal foi um presente “engraçado”, que a meu ver roça o caricato no que refere à cabal interpretação do conteúdo nela redigido, daí resultando que não foram contemplados os conceitos metafóricos e polissémicos, pedras basilares onde é edificada riqueza da nossa língua, a Língua Portuguesa; significando isto, que uma interpretação deficiente ou preconceituosa, abastardada ou não por influências do poder político ou judicial, pode arredar a lâmina da espada da lei, do in dubio pro reo e ao mesmo tempo infectar a figura icónica da justiça de acentuado estrabismo, a qual, devido à deficiência ocular provocada, não deixa safar-se o mais pequeno carrapato… mas pode passar impune o mais alentado paquiderme; dependendo, como é óbvio, este paradoxo, da doutrina interiorizada, formação moral e ética do julgador, ou da dominância e não da razão de um dos contendores.

Bem, de preâmbulo bonda.

Como atrás referi, foi-me instaurado o supracitado processo, ficando assim em lento brotamento a semente germinadora da presente ratificação condenatória.

Houve a instrução do processo no TCG (Tribunal da Comarca de Gouveia), que tinha por objectivo, provar a culpabilidade do acusado, neste caso EU, cujo resultado foi a minha absolvição, que, em abono da verdade se diga, foi sabiamente fundamentada num autêntico tratado jurídico, elaborado por uma Juiz com uma amabilidade e uma serenidade, que eu na realidade não esperava.

Ressentido e não conformado com o resultado da decisão, com todo o direito que a lei outorga, o queixoso recorreu para o TRC, cuja instância doutamente (?) modificou a letra do crime de que eu vinha acusado, considerado um Crime Público-político, para um Crime Público, isto é, retirando a agravação do processo acusatório e remetendo-me deste modo para julgamento, cindindo-me simultaneamente, desta forma singela (selecta), a possibilidade de recurso para o TEDH (Tribunal Europeu dos Direitos do Homem).

Fui julgado no Tribunal de Gouveia, do qual saiu a dita sentença; 3.000:00 euros de indemnização ao demandante e duzentos dias de pena, a pagar ao tribunal, a 6 euros por dia, e, como é óbvio, mais as custas de justiça; tudo somado deve rondar os 5.000 euros.

Agora que as circunstâncias estavam à minha disposição e a lei o permitia, recorri da punição para o TRC, apelando no sentido de que, se a penalidade não pudesse ser neutralizada, pelo menos, que viesse a ser reduzida.

O demandante contrapôs com a sua argumentação e o TRC confirmou a sentença do TCG, que constituiu, a meu ver a prenda de Natal mais “emocionante” que em toda a minha vida recebi.

Tudo isto demorou cerca de três anos.

*Fim da história.
(que agora parece que continua).

António Figueiredo e Silva
Coimbra, 29/10/2016

*Para entendimento do MUNDO, penso
que está tudo sintética e devidamente
esclarecido, no entanto, por detrás da
cortina da narrativa, ainda subsiste uns
largos cêntimos de paleio para mangas.

23 de novembro de 2016

Encontro de Associados APRe! e população sénior na sede da Junta de Freguesia da Misericórdia


Caro Associado da APRe!

Vimos convidá-lo a participar no Encontro de Associados e população sénior que a Delegação de Lisboa da APRe! vai realizar na próxima 6ª feira, 25 de Novembro, das 14h30 ás 17h00, na sede da Junta de Freguesia da Misericórdia - Largo Dr António de Sousa Macedo, 7 D, à Calçada do Combro.

Com a participação do Delegado de Lisboa, e Director da APRe!, Vitor Ferreira da Silva, iremos debater as realizações da APRe! na defesa dos reformados e pensionistas, e os desafios que temos pela frente, aos quais a Direcção recentemente eleita se propõe dar resposta com o Plano de Actividades para 2017 e o Caderno Reivindicativo que serão discutidos na próxima Assembleia Geral de 30 de Novembro em Coimbra.

A mobilização é fundamental e é mais importante que nunca sensibilizar amigos e familiares para fazer crescer o número de associados, ganhando a APRe! uma ainda maior representatividade em defesa do nosso grupo social - os aposentados, pensionistas e reformados.

Contamos com a sua presença, e também com a sua disponibilidade para uma participação activa e dinâmica em defesa dos nossos direitos.

Saudações cordiais,

Pela Delegação da Grande Lisboa da APRe!,
Fernanda Carvajal / José Bom

http://www.apre-associacaocivica.pt/ApreHome/
http://apre-associacaocivica.blogspot.pt/


Link para o Mapa do local do Encontro:
https://www.google.pt/maps/place/Largo+Dr.+Ant%C3%B3nio+de+Sousa+Macedo+7,+1200-109+Lisboa/@38.7111424,-9.1512856,17z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0xd193481b82c06e3:0xf87cb62f78b160d4!8m2!3d38.7111424!4d-9.1490969?hl=pt-PT

1ª Conferência Anual da PASC- CASA DA CIDADANIA

PASC- CASA DA CIDADANIA realiza no próximo dia 23 de Novembro conforme programa que abaixo divuçgamos, no Fórum Lisboa, a sua 1ª Conferência Anual, com a presença de Sua Excelência o Presidente da República.

Sendo a APRe! uma das 42 associações PASC (plataforma activa da sociedade civil) convidam-se todos os associados a estarem presentes. A participação é gratuita mas de inscrição obrigatória para o mail secretariado@pasc.pt.

31 de outubro de 2016

Democracia pequenina

A 13 de julho, Mário Carvalho de Jesus foi condenado a seis meses de prisão (embora com pena suspensa) por em 2015 ter gritado no Parlamento contra o então primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. As suas palavras foram impercetíveis, mas considerou-se provado o crime de perturbação do funcionamento de órgão constitucional.

Na semana passada, durante um julgamento por idêntico crime, o Ministério Público pediu a condenação de uma mulher que gritou, a partir das galerias da Assembleia da República, "metes nojo ao povo" e "demissão". Os inquéritos abertos pelo crime de perturbação do funcionamento de órgão constitucional têm vindo a aumentar e 113 pessoas foram levadas a tribunal no espaço de seis anos.

A legalidade das decisões e o respeito que o Parlamento deve merecer não levantam dúvidas, embora o mesmo rigor obrigasse tantas vezes a fiscalizar a forma como os deputados se comportam nessa mesma casa. Mas a cultura de impor respeitinho pelos políticos não deixa de justificar alguma reflexão. Sobretudo quando deslocada para episódios decorridos em pleno espaço público, como aconteceu recentemente com a condenação de um idoso que escreveu uma carta aberta ao deputado Carlos Peixoto.

Num artigo de opinião publicado no jornal "i", o parlamentar usou a expressão "peste grisalha" para se referir ao envelhecimento da população. E foi irritado com essa referência que o septuagenário escreveu a carta aberta, publicada num jornal local. Condenado em primeira instância, o arguido viu confirmada a decisão pela Relação de Coimbra e terá de indemnizar Carlos Peixoto em 3000 euros, além de pagar 1200 de multa.

O debate político deve ter fronteiras, claro. Mas a excessiva limitação, que em casos idênticos tem sido censurada pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, corre o risco de amputar o direito à indignação. Quem ocupa o espaço público está sempre sujeito à crítica, tantas vezes acintosa e agressiva. Mais ainda titulares de cargos políticos, já que tudo o que dizem e fazem é particularmente sujeito a escrutínio.

O tribunal deve ser o último recurso, reservado a ofensas graves e de impacto inequívoco. Não foi o caso e a carta aberta conseguiu por via da queixa-crime uma publicidade que de outra forma não teve nem teria. A (in)capacidade de alguns políticos lidarem com quem os visa diz muito da sua validade como representantes de quem os elege. E da visão pequenina que têm do debate público e da democracia.

Inês Cardoso
JN 31.10.2016
Leia mais: Democracia pequenina http://www.jn.pt/opiniao/ines-cardoso/interior/democracia-pequenina-5471873.html#ixzz4OgMro8DX

25 de outubro de 2016

Como foi a apresentação do livro “OS SONHOS NÃO TÊM RUGAS” em Nisa


Tal como previsto, decorreu ontem dia 24 de Outubro, na Biblioteca Municipal Dr. Motta & Moura, em Nisa, no âmbito do Dia Municipal para a Igualdade de Género, Cidadania e não Discriminação, a apresentação do livro “OS SONHOS NÃO TÊM RUGAS”, de Maria do Rosário Gama, A. Betâmio de Almeida e Ângela Dias da Silva.

Com agrado, encontrámos um a autarquia sensibilizada para as questões da população sénior, através de respostas concretas de apoio e de participação cidadã. Levámos "Os Sonhos Não Têm Rugas" e trouxemos a simpatia, o acolhimento, os sorrisos e a certeza de que se faz ali um bom trabalho.

A Sra. Presidente da Câmara e os Vereadores que participaram na sessão, demonstraram estar atentos e disponíveis para outros projectos que contribuam para o bem-estar dos seus munícipes mais velhos.

As pessoas que assistiram à sessão de apresentação do livro, participaram activa e entusiasticamente no debate sobre Direitos Sociais dos Idosos.

É caso para dizer, parafraseando Pacheco Pereira, "os sonhos não têm rugas mas as rugas têm sonhos"!




21 de outubro de 2016

APRe! Lisboa, como foi o debate "UM ORÇAMENTO PARA UMA SOCIEDADE DECENTE "


Na passada 4.ª feira, dia 19 de Outubro, realizou-se em Lisboa no Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, a Conferência / Debate subordinada ao tema: "UM ORÇAMENTO PARA UMA SOCIEDADE DECENTE ", organizada pela Delegação de Lisboa da APRe!, que contou com a apresentação do livro ”POR UMA SOCIEDADE DECENTE” pelo seu autor, Eduardo Paz Ferreira, e como oradores convidados Francisco Louçã, Marco Capitão Ferreira, Andreia Teixeira e com a participação da Presidente da APRe!, Maria do Rosário Gama, tendo o debate sido moderado pelo membro da Direcção da APRe! Betâmio de Almeida.

O Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras no Lumiar, foi pequeno para conter a enorme enchente de participantes, sócios da APRe! e público em geral, numa inequívoca demonstração de que os reformados e a sociedade em geral, estão atentos ao momento político que o país atravessa, em que a apresentação e discussão do Orçamento de Estado está no centro das suas atenções.

As intervenções estiveram bem à altura da capacidade que os oradores têm evidenciado na defesa de princípios, que têm a ver com o respeito pelos direitos e pelas condições sociais dos cidadãos Portugueses.

A APRe! agradece o apoio à realização da conferência/debate concedido pela Junta de Freguesia do Lumiar.

A capacidade de mobilização da APRe! ficou mais uma vez bem patente neste evento, como o demonstra a elevada participação de um público interessado que encheu por completo a sala do auditório.







3 de outubro de 2016

Saia de casa no 5 de outubro

Esta quarta-feira é de novo feriado. Celebramos de novo com força nacional a implantação da nossa República. E nesse dia? Vamos ficar em casa? Ou festejamos na rua?

Se ficarmos em casa damos razão a quem decidiu acabar com este feriado em nome da austeridade. Se sairmos à rua, num dia que podemos ficar em casa, damos mais sentido à liberdade que a República nos trouxe.

Feriados são mais que descanso, são celebrações de pertença. São dias de festa sobre as causas em que uma sociedade escolhe acreditar. Em Portugal, como noutros países, celebramos a liberdade, o trabalho, a nacionalidade e todos os valores nos quais uma nação acredita e se revê.

É por isto que cada feriado é muito mais que uma pausa no trabalho. Muito mais que uma oportunidade de descanso. Os feriados são símbolos de unidade nacional.

Quando o Governo de Passos Coelho decidiu acabar com alguns feriados, estava a dizer às pessoas mais do que aquilo que parecia. Estava a mandar um recado claro sobre aquilo que se preparava para fazer.

Se pensarmos bem, um político que não acha importante continuar a festejar o sistema político vigente, está disposto a abrir mão de muito mais que 24 horas de descanso. Visto a esta distância, é fácil compreender o que esta atitude realmente significava. Quando o Governo anterior decidiu acabar com o feriado da implantação da República estava, acima de tudo, a anunciar as políticas que estavam para vir.

Quem aliena o significado dos valores de uma nação, também lhe aliena o património. O que aconteceu a seguir, a privatização massiva das empresas e interesses nacionais, portos, aeroportos, energia, telecomunicação e muitos outros não era mais que a crónica de uma vontade anunciada. O ultraliberalismo que assolou Portugal nos tempos da crise e nos empobreceu mais e mais.

Por isso é muito importante que na quarta-feira não fiquemos em casa, sentados no sofá da Liga dos Campeões. É importante que façamos com a reposição deste feriado o que ele nos merece: que celebremos a República como uma das conquistas maiores de Portugal e dos portugueses.

José Manuel Diogo
ESPECIALISTA EM MEDIA INTELLIGENCE
JN 02.10.2016
Leia mais: Saia de casa no 5 de outubro

18 de agosto de 2016

Será que há Fraude por todo o lado?

Formas ancestrais de estar em sociedade vs Fenómeno da Fraude


Em Roma… sê romano.

Logo, em plena silly season convém escrever com menos profundidade sobre um tema, mas tentar fazê-lo aligeiradamente sobre o nosso quotidiano. Talvez assim convença o leitor a percorrer estas linhas, quem sabe num iPad da moda e refastelado na espreguiçadeira de praia!

Já visitei nesta coluna o tema do Triângulo da Fraude (designação atribuída por Donald Cressey nos anos 50 do século anterior). Expliquei então como a Pressão, a Oportunidade e a Racionalização conseguem transformar este triângulo numa roda que nem abranda…

Agora, na ressaca de uma viagem que me permitiu vivenciar as formas de vida dos países escandinavos, pareceu-me razoável revisitar o vértice da Racionalização.

A racionalização da fraude acontece quando nós tentamos neutralizar a nossa culpa. Porque estávamos pressionados e tínhamos a oportunidade, atuamos fraudulentamente. Mas como admitir isto seria um reconhecimento muito duro para a nossa consciência, encontramos formas de neutralizar ou amenizar o ocorrido, alegando (para nós próprios) que outros também o fazem, alegando que já demos muito à empresa (pelo que fotocopiar um livro para o filho é ainda assim muito compensador para a entidade patronal, a quem já damos muito…), alegando que não há prejuízo para ninguém (por exemplo, passando um semáforo vermelho quando temos perfeita visibilidade – julgada por nós, bem entendido) e tantas, tantas outras situações, algumas bem menos ingénuas do que estas aqui apontadas.

Porque na génese da nossa capacidade de neutralizar a culpa está, pasme-se, a nossa formação sobretudo católica-cristã. Porque o Perdão que a Confissão nos permite (ainda que muitos dos leitores não professem necessariamente esta ou qualquer outra Religião, mas para este exercício isso torna-se irrelevante, refiro-me aqui à apropriação de comportamentos que por mimetismo nós, sociedade, vamos adotando), nos “treinou” para a faculdade de irmos relevando a nós próprios (e ao próximo!) os pecadilhos. Claro que com o próximo já não somos tão tolerantes…

Prometi pouca densidade nesta crónica e por isso vou afastar-me deste (perigoso) tema das razões históricas da uma certa forma de estar em sociedade. Tema seguramente interessante de revisitar noutro momento, comparando (suportado com números) determinados comportamentos fraudulentos em regimes onde a religião maioritariamente professada seja mais conservadora, mais ortodoxa. Que, eu diria, são quase todas as outras que não a católica-cristã.

Concentro-me, assim, nas pequenas coisas. Na espuma das ondas. Viva o Verão.

Em França e na Bélgica encontram-se neste momento cartazes que apelam o condutor a não atirar lixo pela janela do automóvel. A cara do condutor está representada por um robusto PORCO. O que é certo é que é efetivamente um problema que preenche as bermas das estradas nestas latitudes. Tem a ver com Fraude? Não no sentido de fraude económica que aqui temos vindo a tratar. Mas tem a ver com as nossas pequenas concessões. Com essas neutralizações vamos construindo um arquétipo de comportamento que depois nos permite facilitar no restante.

Claro que com esse lixo vão as beatas. Claro que ardeu uma área absurda no nordeste francês porque um condutor atirou uma beata para a berma da estrada, o que está absolutamente proibido em algumas áreas da Europa este verão. Mas que não estivesse, é comportamento aceitável no século XXI que os fumadores se sintam no direito de deixar beatas de cigarros em todo o lado?!

Uma das convicções que vamos criando é que os outros povos não são felizes porque têm muitas regras. E esta, claro, é mais uma mentirinha de regime. São felizes, sim! São muito felizes. Pagam muitos impostos. Respeitam as regras da vida em sociedade. Estudam, brincam, trabalham. Têm dias para recolha de lixo e respeitam-no. Têm faixas paras bicicletas e respeitam-nas. Têm sistemas de transporte públicos e vários museus sem “portaria”. Paga-se o bilhete e entra-se. Além de mim mais ninguém pareceu hesitar na tentação de simplesmente… entrar, sem “passar na casa partida”.

Isto são frivolidades de Verão. Ou não?

Será que é em cima deste contínuo respeito pelas mais básicas regras de vida em comunidade que eles (por eles entendam os escandinavos) constroem uma estrutura de valores que depois conduz a uma sociedade com uma economia paralela muito inferior à nossa?! Com uma incidência de fenómenos de corrupção que faz corar o nosso cantinho aqui plantado?! Com índices de transparência na administração pública e com uma aproximação muito maior do cidadão ao decisor político, que nos fazem perceber que é na base que temos agir?!

Com a repressão e o combate atrasaremos a luta contra a fraude e a corrupção. Assim esperamos.

Mas é com a educação que venceremos a guerra.

Compete-nos a todos fazer um Ato de Contrição (já que falei em religião, abrindo uma caixa de Pandora…) e perceber que é com uma diferente consciência enquanto Comunidade que faremos deste um País melhor.

Assim vai o Mundo…

André Vieira de Castro
Visão 18.08.2016

19 de julho de 2016

“OS SONHOS NÃO TÊM RUGAS”, no programa "A Praça" da RTP1

Duas das autoras do livro “OS SONHOS NÃO TÊM RUGAS”, que são simultâneamente membros da Direcção da APRe!, Maria do Rosário Gama e Ângela Dias da Silva, estiveram ontem dia 18 de Julho, no programa da manhã da RTP1 “A Praça”, aonde a pretexto do livro falaram de questões ligadas ao envelhecimento, o abandono que muitos idosos sofrem, as privações materiais que sofrem devido às baixas reformas que recebem, em que muitas vezes têm que fazer opções entre comer ou comprar medicamentos, da importância da criação de comissões de protecção aos idosos em risco, a importância dos reformados manterem uma participação activa e reivindicativa na sociedade e, como não podia deixar de ser, também se falou da APRe!.

13 de maio de 2016

Como foi o Colóquio/Debate sobre "Os 40 anos da Constituição da República e os Direitos Sociais", promovido pelo Núcleo APRe! de Gaia

Na tarde do dia 9/05/2016, na Biblioteca Municipal de Gaia (muito gentilmente cedida pelo seu Diretor), o Núcleo local da APRe! (Associação Nacional de Aposentados, Pensionistas e Reformados) assinalou os 40 anos da Constituição da República Portuguesa, tendo como palestrante o Professor Pedro Bacelar de Vasconcelos.

Perante uma plateia de cerca de 70 participantes, que quase encheu o respetivo Auditório, aquele conceituado constitucionalista debruçou-se sobre os Direitos Sociais consignados na nossa Lei Fundamental, tendo recuado aos tempos do início do liberalismo económico e do pensamento de Adam Smith para explicar muito do que se passa nos dias de hoje.

Referiu, em contraponto, a “Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia”, hoje tão esquecida, afirmando que não pode haver dois tipos de direitos (uns que só o são se houver recursos para tal!), realçando a importância do papel dos Estados e a necessidade do seu empenhamento constante na canalização desses recursos para a concretização dos direitos fundamentais das populações.

Seguiu-se um animado debate com várias intervenções de grande qualidade, entre as quais a da Dra. Maria do Rosário Gama que aproveitou, também, para referir o próximo lançamento do livro “Os sonhos não têm rugas”, bem como a realização da Conferência “ O futuro não tem idade”, ambos os eventos com a participação do Sr. Presidente da República.

Finalizando a sua excelente intervenção, o Professor Pedro Bacelar de Vasconcelos concluiu que todas as mudanças necessárias, em Portugal e na Europa, só serão possíveis com a participação empenhada e consciente dos respetivos cidadãos.

No encerramento deste Colóquio/Debate, o coordenador do Núcleo de Gaia da APRe! referiu o facto de a respetiva Comissão Dinamizadora contar no seu seio com um ex-deputado da Constituição de 1976 e o Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Gaia congratulou-se com o papel crucial da APRe! - e por ter levado a efeito, no seu município, tão importante debate.

VILA NOVA DE GAIA, 9 de Maio de 2016
Aristides Silva