No passado dia 22 de Junho, a Delegação Norte da APRe! organizou um passeio/convívio, ao Gerês (português e galego) com longa caminhada (para quem a quis, e pôde, fazer) e banho, no fim. Faz agora um ano, tínhamos ido aos passadiços do Paiva - mas o tempo, desta vez, portou-se bem melhor (tão ameno, nem de encomenda…).
Foi uma óptima jornada, com momentos bem doseados (e caminhada ajustada à vontade, condições e ritmo dos participantes - houve quem fizesse só parte do percurso, tal como houve quem o fizesse todo a pé).
Na bela paisagem protegida do Gerês, os olhos foram pousando tanto nos longes que se lhes ofereciam, a cada momento, como no perto, nos pormenores: na carqueja, nos fetos rendados do Gerês, em árvores inclinadas e abraçadas, nas bagas vermelhas do teixo (árvore da imortalidade, e por isso sagrada, para os druidas), na madressilva, da brava, em flor, nas cascatinhas d’ água…
Relato do percurso, resumido:
Do Porto até ao Campo do Gerês, apenas uma breve paragem, para café e desentorpecer as pernas. A partir daí, do ponto combinado, seguiu-se caminhada, junto à albufeira de Vilarinho das Furnas até Portela do Homem (passo de montanha na fronteira com Espanha, comunidade autónoma de Galiza, província de Orense).
Quem não fez o percurso todo e seguiu de carrinha até à fronteira, pôde descansar e retemperar forças, à sombra, ao ar livre ou no café entretanto aberto, ou, melhor ainda, indo ver a cascata do rio Homem, a cerca de 800 metros (com as suas águas verdes, transparentes).
Quando o grupo se reuniu, continuou-se a viagem até Lobios que é estância termal, com paragem para repouso e piquenique nas margens relvadas do rio Caldo (onde quem quis tomou banho). Estenderam-se toalhas e mantas, à sombra e ao comprido, paralelamente ao rio, de forma a toda a gente se poder sentar e partilhar das mesas entretanto postas (escusado dizer que não faltou nada, embora tenha sobrado muito), num agradável convívio.
Depois do café, pequena viagem para visita a antigo edificado romano (ainda na província de Orense, em Bande, no “baixo Lima” - rio que, na Galiza, onde nasce, só faz cerca de 40 km até entrar em Portugal, junto ao Lindoso) - trata-se dos restos arqueológicos do acampamento ‘Aquis Querquennis’, dos sécs I-II, junto à via romana que unia Astorga a Braga (então “Bracara Augusta”).
A pausa seguinte foi já no Lindoso - para ver castelo e espigueiros. Junto ao Castelo de Lindoso (concelho de Ponte da Barca), sobressai um belo conjunto de 50 espigueiros de pedra (séculos XVII-XVIII) - em que cada exemplar é suportado por uma base de pilares curtos, assentes na rocha e encimados por mós.
Cumprido o roteiro, regresso ao Porto - ao ponto de partida.
Mostrar mensagens com a etiqueta delegações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta delegações. Mostrar todas as mensagens
2 de julho de 2017
12 de junho de 2017
Como foi a Visita Guiada à Casa do Infante, organizada pelo núcleo da APRe! do Grande Porto
No dia 9 de Junho pelas 14h, promovido pelo núcleo da APRe! do Grande Porto, houve uma visita guiada à Área Museológica da Casa do Infante. Os espaços museológicos revelam o passado histórico da zona ribeirinha do Porto, quando ocupada pelos romanos e o período medieval, quando comercializava com a Europa do Norte e do Sul.
Assim, o guia do Arquivo Histórico e Municipal da Casa do Infante, com um grande profissionalismo, fez a nossa visita guiada à Área Museológica e, perante os nossos olhos (26 pessoas), vimos o "fruto do trabalho de Arqueólogos e Historiadores ":
Por mera casualidade, no interior do Edifício, cruzámo-nos com o Senhor Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa que esteve a partir das 15h a inaugurar a exposição "O Foral do Porto. 1517-2017", também na Casa do Infante.
No meio de uma conversa informal tivemos a oportunidade de dizer que éramos um grupo de associados/as e amigos/as da APRe!, pelo que referiu de imediato que tinha estado na sessão de encerramento da Conferência Nacional da APRe! “O FUTURO NAÕ TEM IDADE”, há cerca de um ano (ver imagem).
Foi uma visita muito interessante, pelo que convidamos as pessoas a visitar e a levar filhos, netos e amigos!
Conceição Castro
Elisabete Moreira
Assim, o guia do Arquivo Histórico e Municipal da Casa do Infante, com um grande profissionalismo, fez a nossa visita guiada à Área Museológica e, perante os nossos olhos (26 pessoas), vimos o "fruto do trabalho de Arqueólogos e Historiadores ":
- a evolução do edifício da Casa do Infante, ao longo dos séculos, a partir da sua construção no início do séc. XIV, por ordem do D. Afonso IV, como Alfândega Régia do Porto;
- vestígios da ocupação romana desta área ribeirinha do Douro, nos inícios da era Cristã: réplicas de mosaicos que pavimentavam um provável palacete romano e que continuam protegidos no subsolo e também uma Ara dedicada aos Deuses marinhos e que foi arrancada às águas do Douro;
- vários documento históricos, relacionados uns, com a Alfândega Régia e produtos comercializados com a Europa Cristã do Norte e o Sul Mediterrânico, algum dele Muçulmano.
- Também moedas que eram cunhadas aqui na Casa da Moeda, integrada na própria Alfândega.
Finalmente, chegámos à parte mais recente do Museu que é dedicado aos Descobrimentos
- Lembrou - se que dos Estaleiros de Miragaia partiram barcos para a conquista de Ceuta, vindo daí a tradição das tripas à moda do Porto!!! Bem não havia o feijão que só com a ida ao Brasil, em 1500, o conhecemos!!...
- E a assinatura de Pêro Vaz de Caminha, portuense e trabalhador desta Alfândega, foi de notar, pela sua qualidade .... era de alguém letrado! Daí ter sido encarregado de registar a "descoberta do Brasil" e a sua Carta ser hoje classificada, pela UNESCO, como Património da Humanidade!
- Não foi esquecido o grave problemas da Escravatura e o grande contributo dos escravos no desenvolvimento económico do Brasil.
- E a mortalidade que havia nestas viagens, mercê dos naufrágios, doenças e até nas lutas que os huguenotes holandeses provocavam ao assaltar os nossos barcos.
- Mas o encontro de novas culturas, novos conhecimento geográficos, botânicos, de animais, de plantas, utilizadas no tratamento de doenças, e nos tecidos fizeram avançar a Ciência e o Comércio.
No meio de uma conversa informal tivemos a oportunidade de dizer que éramos um grupo de associados/as e amigos/as da APRe!, pelo que referiu de imediato que tinha estado na sessão de encerramento da Conferência Nacional da APRe! “O FUTURO NAÕ TEM IDADE”, há cerca de um ano (ver imagem).
Foi uma visita muito interessante, pelo que convidamos as pessoas a visitar e a levar filhos, netos e amigos!
Conceição Castro
Elisabete Moreira
5 de junho de 2017
Como foi a visita à exposição "José de Almada Negreiros - uma maneira de ser moderno" no Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa
Devido ao grande número de associados que manifestaram o interesse em participar na visita organizada pela "APRe! Cultura Lisboa - Delegação de Lisboa" à exposição "José de Almada Negreiros - uma maneira de ser moderno" no Museu Calouste Gulbenkian, foi organizado um segundo grupo que visitou a exposição no passado dia 2 de Junho, ficando aqui documentado em fotografias a forma como a visita à exposição deste segundo grupo decorreu.
3 de junho de 2017
Como foi a visita à exposição "José de Almada Negreiros - uma maneira de ser moderno" no Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa
Numa organização da "APRe! Cultura Lisboa", realizou-se no passado dia 31 de Maio uma visita guiada à exposição "José de Almada Negreiros - uma maneira de ser moderno" no Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Divulgam-se aqui algumas fotos da muito interessante visita em que nos podemos aperceber do extraordinário génio de Almada Negreiros nas suas múltiplas facetas artísticas.
Divulgam-se aqui algumas fotos da muito interessante visita em que nos podemos aperceber do extraordinário génio de Almada Negreiros nas suas múltiplas facetas artísticas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





















































