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25 de setembro de 2018

" SOBRE A ADSE" - Eugénio Rosa

 ADSE


Estudo de Eugénio Rosa* sobre as últimas notícias que têm vindo a público acerca das negociações da ADSE com os hospitais privados:

INFORMAÇÃO 6/2018 AOS BENEFICIÁRIOS DA ADSE




*economista e membro do Conselho Diretivo da ADSE eleito pelos representantes dos beneficiários – mais informações em www.eugeniorosa.com

18 de setembro de 2018

Atendimento aos Associados na Sede da Delegação de Lisboa

Depois do período de férias, retomaremos a actividade normal de atendimento aos associados e ao público em geral, na Sede da da Delegação de Lisboa na Av. D. Carlos I, 98, loja, como habitualmente às 5ªs feiras das 15H às 17H, a partir do próximo dia 20 de Setembro.
Esperamos a vossa visita.


13 de julho de 2018

INFORMAÇÃO: Designação de representante para o Conselho Consultivo do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I.P.


A Secretaria de Estado da Segurança Social convidou a APRe! a designar um representante da nossa Associação no Conselho Consultivo do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I.P.
Desde a sua constituição, que a APRe! vinha reivindicando  a sua presença nos órgãos de controle financeiro que gerem a Segurança Social Portuguesa.
A Direcção da APRe!, indicou o nosso Presidente do Conselho Fiscal, António Godinho Correia, para ocupar o lugar como nosso representante.
A unanimidade da escolha feita pela Direcção, assentou nas qualidades pessoais e profissionais do António Correia, que são uma garantia de um excelente desempenho na salvaguarda dos legítimos interesses e direitos dos Aposentados, Pensionistas e Reformados.

Coimbra, 13 de Julho de 2018

Fernando Martins
Vice-Presidente da Direcção

2 de fevereiro de 2018

CGD: Comissões voltam a aumentar e penalizam pensionistas

Mais jovens vão pagar pela manutenção de conta à ordem a partir de maio, mas levantamentos nos balcões também vão ter custos agravados - neste caso, os mais idosos são os mais penalizados.

O aviso estava feito há muito e acabou por concretizar-se no arranque deste ano: a Caixa Geral de Depósitos (CGD) aumenta pela terceira vez as comissões cobradas aos clientes, incidindo agora sobre os clientes mais jovens e, indiretamente, também os pensionistas, noticia o Público na sua edição de hoje.

No primeiro caso, os clientes mais novos passam a pagar uma taxa pela manutenção de conta à ordem. Mas quem fizer levantamentos de dinheiro ao balcão do banco ou recorrer à ‘caderneta’ (prática ainda bastante comum entre pensionistas e clientes mais idosos) também vai pagar comissão — isenção só se aplica para quem tem pensões até 835,50 euros..

O objetivo do banco é, assim, empurrar os clientes para um maior dos cartões de débito e de crédito e outros recursos que não impliquem deslocações às dependências bancárias. Também os serviços financeiros feitos por empresas no estrangeiro são, igualmente, atualizados a partir de junho. No outro caso, o agravamento dos custos para os mais jovens e também idosos chega em maio deste ano.

Conforme explica o jornal a título de exemplo, a comissão de manutenção da conta de depósito à ordem no banco público é de 4,95 euros (5,148 euros com imposto de selo) e, segundo as contas da Deco, o valor médio desta comissão nos cinco maiores bancos (BPI, BCP, CGD, Novo Banco e Santander) é de 5,28 euros.

Questionado na quarta-feira no Parlamento sobre o aumento das comissões por parte do banco do Estado, o secretário de Estado das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, argumentou que o nível de encargos cobrados pela Caixa aos seus clientes continua a ser inferior ao verificado em outros bancos,

O novo agravamento das comissões coincide com o primeiro ano de gestão de Paulo Macedo na CGD. Um ano em que as contas devem fechar já com o registo de um aumento de comissões cobradas face ao valor de 350 milhões de euros em 2016, um valor a conferir esta sexta-feira quando o banco apresentar os resultados de 2017.

Já sob a liderança do ex-ministro da Saúde, antigo administrador do CBP e que foi Diretor-geral dos Impostos, a CGD passou a promover mais as chamadas “contas-pacote”, que reúnem vários serviços com um custo único e dificultam a comparação das comissões cobradas.

Ler em Observador de 2018-02-01

2 de novembro de 2017

"A VIDA DE GALILEU", divulgação/informação de espectáculo no ACE Teatro Bolhão

Ao abrigo do protocolo celebrado entre a APRe! e a ACE Teatro do Bolhão, nos termos do qual os associados da APRe! passaram a usufruir de descontos na compra de bilhetes para os espectáculos, fazemos a divulgação do espectáculo "A Vida de Galileu", de Bertolt Brecht, com encenação de Kuniaki Ida.



A Vida de Galileu
REPOSIÇÃO | 2 a12 de novembro
de quinta a sábado, às 21:30
domingo às 16:00

Preço do bilhete para protocolos (salvo acordos específicos) 6 euros

Informações e reservas: bilheteira@ace-tb.com ou 222 089 007


A Vida de Galileu põe em confronto o “pai” da Ciência moderna, Galileu Galilei (1564-1642), com a Santa Inquisição, ao demonstrar que a Terra gira em torno do Sol. Sob ameaça de tortura, Galileu nega publicamente a sua descoberta, numa atitude considerada covarde por muitos, mas que permitiu que o cientista terminasse os seus estudos e deixasse o seu legado para as gerações futuras. Sábio ou traidor? Subserviente ao poder ou capaz de enganá-lo em prol da humanidade?
Sobre o confronto entre a verdade da Ciência, que tem de ser confirmada e demonstrada, e a verdade da Religião, ato de fé, esta é talvez a peça mais brilhante da dramaturgia ocidental, até porque ambas as partes expõem com clareza, inteligência e vigor os seus pontos de vista.
A Vida de Galileu suscita, ainda, uma questão nuclear dos nossos dias: os perigos da devoção cega na Ciência. Em que medida a fé absoluta na Ciência e na Tecnologia pode estar a atentar contra a liberdade e a “humanidade” da nossa espécie?

Saiba mais>


Texto BERTOLT BRECHT
Encenação KUNIAKI IDA
Tradução MANUEL RESENDE
Interpretação ANTÓNIO CAPELO, JOÃO PAULO COSTA, JOSÉ PINTO, ÂNGELA MARQUES, MÁRIO SANTOS, RODRIGO SANTOS, BEATRIZ FRUTUOSO, BERNARDO GAVINA, MAFALDA BANQUART, MANUEL NABAIS, PEDRO COUTO e TIAGO ARAÚJO
Cenografia CRISTÓVÃO NETO
Assistência de Cenografia e Adereços FILIPE MENDES
Aderecistas NUNO ENCARNAÇÃO e ROSANA AMORIM
Figurinos CÁTIA BARROS
Chapéus PAULA CABRAL
Assistência de FigurinosANA ISABEL NOGUEIRA
Execução de Figurinos MESTRE MARIA DA GLÓRIA COSTA, ASSUNÇÃO PINTO e ANA MARIA FERNANDES
Desenho de Luz PEDRO VIEIRA DE CARVALHO
Direção Musical JOSÉ PRATA
Design Gráfico BERNARDO PROVIDÊNCIA
Divulgação e Comunicação NUNO MATOS e RAQUEL SOUSA
Direção de Produção GLÓRIA CHEIO e PEDRO APARÍCIO
Direção de Cena ARMANDA ANDRADE
Produção Executiva ROSA BESSA
Operação e Montagem de Som FÁBIO FERREIRA
Execução da Estrutura de Ferro SERRALHARIA MAGALHÃES
Operação e Montagem de Luz TIAGO SILVA

28 de outubro de 2017

Inauguração da Sede da Delegação Norte da APRe!


Na passada segunda feira dia 23 de Outubro, foi inaugurada a sede da Delegação Norte da APRe!, na Rua de Santa Catarina, 1480, 4° andar, sala 3, Porto. Fica num local muito acessível pois tem Metro e autocarros a passar na Praça do Marquês de Pombal (a cerca de 3 minutos a pé). O espaço para além de muito acolhedor é amplo e com muita luz. 

Após um almoço de confraternização com os coordenadores, dinamizadores, coralistas e também com a presença de elementos da Direcção, fomos para a Sede onde tivemos o prazer de ouvir o Coro do Grande Porto da APRe! que apresentou três belas músicas.

Em seguida, Rosário Gama, fez uma análise do que tem sido a intervenção da APRe! ao longo destes cinco anos, a nível nacional e internacional e lançou-nos novos desafios, de acordo com as nossas realidades.

E porque também comemorávamos o 5º aniversário da reunião fundadora da APRe!, cantámos os parabéns e festejámos com bolo, champanhe e, como não poderia deixar de ser, com o nosso querido vinho do Porto.

Para terminar o dia em festa fizemos uma visita guiada à Fundação do Escultor Mestre José Rodrigues, cuja organização ficou a cargo do núcleo de passeios históricos da APRe! Norte.

Foi com grande alegria que, no decorrer da inauguração, vimos a sede repleta de associados, uns desde a origem da nossa associação, outros mais recentes, mas identicamente unidos em torno das mesmas causas, com um espírito de não resignação.

Ao passamos a usufruir de outras condições neste novo espaço, com a participação de todos os associados e amigos da APRe! e estabelecendo novas relações de parceria e cooperação, poderemos certamente fazer mais e melhor, chegar a mais público(s), com vista à melhoria e dignificação da vida dos cidadãos mais idosos, na região Norte.

A partir de Novembro, o horário de funcionamento aberto ao público será às terças e quintas entre as 15 horas e 17 horas.

Quem quiser participar na organização e realização das diversas actividades/eventos poderá aparecer num/nestes dias pois teremos muito gosto.

Quantos mais associados e amigos colaborarem maior será a nossa capacidade de chegarmos a outras pessoas.

Até lá quem tiver sugestões a apresentar, quem precisar de alguma informação, poderá fazê-lo para: apre.delegacaonorte@gmail.com.

Saudações

A delegada do Norte da APRe!
Elisabete Moreira
















26 de outubro de 2017

Rosário Gama no "Consultório do Reformado", esclareceu duvidas levantadas nos anteriores programas dedicados aos Cuidadores Informais e Formais


Dando seguimento à sua colaboração quinzenal na rubrica Consultório do Reformado do programa "A Praça", da RTP 1, a Presidente da APRe! Rosário Gama, esteve ontem 4ª feira dia 25 de Outubro no programa a esclarecer algumas das duvidas levantadas nos tele-espectadores pelos temas abordados nos anteriores programas que foram dedicados aos Cuidadores Informais e Formais.

Quem ainda não teve oportunidade de ver o programa pode vê-lo AQUI.

18 de outubro de 2017

"O Mal-Entendido", divulgação/informação de espectáculo no Teatro Nacional São João

Ao abrigo do protocolo celebrado entre a APRe! e o Teatro Nacional de S. João (TNSJ) Porto, nos termos do qual os associados da APRe! passaram a usufruir de descontos na compra de bilhetes para os espectáculos, fazemos a divulgação do espectáculo "O Mal-Entendido", de Albert Camus, com encenação de Nikolaus Habjan.

Legendado em Português este espectáculo será apresentado no Teatro Nacional São João, de 19 a 22 de Outubro.

Teatro Nacional São João

19 a 22 de Outubro

quinta e sexta-feira, às 21h00

sábado, às 19h00

domingo, às 16h00

O Mal-Entendido

de Albert Camus

encenação Nikolaus Habjan coprodução Schauspielhaus Graz (Áustria)

Espectáculo em língua alemã legendado em português

Para reservas e informações sobre o espectáculo, por favor, contacte a bilheteira:
Tel.: 22.340 19 00
Linha verde: 800 10 8675 (grátis a partir de qualquer rede)
E-mail: bilheteira@tnsj.pt
http://www.tnsj

12 de outubro de 2017

"Cuidadores Formais", foi o tema abordado por Rosário Gama no "Consultório do Reformado", uma rubrica quinzenal no programa "A Praça" da RTP1


A Presidente da APRe! Rosário Gama, no âmbito da colaboração quinzenal no programa "A Praça", da RTP 1, aonde aborda temas relacionados com a temática do envelhecimento, esteve ontem 4ª feira dia 11 de Outubro no programa, sendo que o tema abordado foi o dos "Cuidadores Formais".

Neste programa dedicado aos "Cuidadores Formais", começou por abordar a questão de "Quem são e que direitos têm?", quais os tipos de apoios domiciliários que prestam, apoio de enfermagem, quais as comparticipações da Segurança Social no pagamento dos serviços, como procurar o apoio domiciliário através da Carta Social disponível na Internet.

Quem ainda não teve oportunidade de ver o programa pode vê-lo AQUI.

11 de outubro de 2017

"Marionetas Tradicionais de Um País Que Não Existe", divulgação/informação de espectáculo no Mosteiro São Bento da Vitória

Ao abrigo do protocolo celebrado entre a APRe! e o Teatro Nacional de S. João (TNSJ) Porto, nos termos do qual os associados da APRe! passaram a usufruir de descontos na compra de bilhetes para os espectáculos, fazemos a divulgação do espectáculo "Marionetas Tradicionais de Um País Que Não Existe", com encenação de Igor Gandra.

Inserido no FIMP – Festival Internacional de Marionetas do Porto, este espectáculo será apresentado no Mosteiro São Bento da Vitória, de 13 a 15 + 26 a 29 de Outubro.

Mosteiro São Bento da Vitória

13 a 15 + 26 a 29 de Outubro

Quinta e sexta-feira, às 21h00
Sábado, às 19h00
Domingo, às 16h00

O FIMP no TNSJ

Marionetas Tradicionais de Um País Que Não Existe

encenação, cenografia e marionetas de Igor Gandra

coprodução Teatro de Ferro, TNSJ parceria Balleteatro

Para reservas e informações sobre o espectáculo, por favor, contacte a bilheteira:
Tel.: 22.340 19 00
Linha verde: 800 10 8675 (grátis a partir de qualquer rede)
E-mail: bilheteira@tnsj.pt
http://www.tnsj.pt/home/index.php

10 de outubro de 2017

O Coro APRe! Coimbra na comemoração do Dia Internacional das Pessoas Idosas na Mealhada

No passado dia 7 de Outubro, ainda em comemoração do Dia Internacional das Pessoas Idosas e também a propósito da geminação da Mealhada com Millau - França, foi organizado um encontro de Coros no Cine Teatro da Mealhada, tendo sido convidado o Coro APRe! Coimbra e, ainda, o Coro Columba, o Coro Magister e o Coro Chan Libre.

A APRe! foi agraciada com a medalha do Município da Mealhada e com um magnífico livro que retrata a cultura e as paisagens da bela região francesa de Millau.





O espectáculo foi encerrado com a interpretação da peça "Coimbra é uma Lição" por todos os coros presentes.

3 de outubro de 2017

QUANDO EM DÚVIDA, DIGA A VERDADE

Para falar verdade, não recordo a última manifestação em que participei. Não falo de ‘passeatas’. Falo de manifestações em que não era conveniente aparecer de saltos altos ou desembarcar de táxi. Indiscutivelmente, uma das últimas teve que ver com a Rádio Renascença. Deu-se em Lisboa ali ao Chiado e, mal era chegada, perguntaram-me: “Vens para a manifestação?” Com certeza, disse eu. Deram-me um capacete e mandaram-me para o piquete das pedras. As pedras, ao contrário do que sucedia em “A Vida de Brian”, dos Monty Phyton, eram de borla. E, como no filme, os participantes eram maioritariamente barbudos, embora estes fossem de barba rija e não mulheres a querer passar por homens. Indo sem mais rodeios ao assunto: não tendo aparecido ninguém para ser apedrejado, não houve apedrejamento. Ressalve-se: não houve apedrejamento, mas havia pedras. “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...” (cito respeitosamente Camões) e passou-se à inversa: não há pedras, mas há apedrejamentos. A lei mosaica ressuscitou virtualmente no mundo civilizado, legitimada agora não pela Torá, mas as mais das vezes pela ‘pós-verdade’, essa expressão que fez parangonas aquando da eleição de Trump e que, como tudo, ao banalizar-se se vai esvaindo de sentido (cf. o caso do political correctness que de tão elástico significa tudo, incluindo o seu contrário). Se fizermos equivaler pós-verdade e propaganda não podemos dizer que a coisa seja nova. Já Goebbels (que por vezes imagino a bater palmas no túmulo...) estava farto de saber que a (boa) propaganda se mede pelo seu êxito sem que a verdade seja chamada à conversa. O que parece fazer hoje toda a diferença é a velocidade da propagação. Se no tempo de Goebbels a medida era a velocidade do som — é difícil imaginar o sucesso das infâmias nazis sem a rádio — nos dias que correm é difícil conceber o sucesso da(s) pós-verdade(s) sem as redes sociais, essa entidade virtual que, no entanto, esbraceja, esperneia, grita e (se for preciso) apedreja com consequências tangíveis. Se lhes somarmos a falência acelerada dos jornais, é lícito interrogarmo-nos sobre a relação entre verdade e palavra impressa. A questão sugere um tema psicológico interessante: será que é mais fácil mentir virtualmente do que num meio com existência palpável? Sendo assim, a quem interessa o desaparecimento dos jornais e dos jornalistas e a redução da informação ao show business?

Ana Cristina Leonardo

1 de outubro de 2017

"Ó filho"

Em Portugal, os jornalistas podem ser duros com os políticos durante as entrevistas, interrompê-los a meio de respostas e mesmo entrar em debate quando, supostamente, deveriam estar a tentar obter esclarecimentos sobre os atos e opiniões deles. Salvo exageros que por vezes acontecem, nada a apontar. Estranho é que o mesmo estilo não seja utilizado quando se entrevistam pessoas com efetivo poder de outras áreas da sociedade. Chega, por exemplo, a ser constrangedor ver a reverência com que empresários ou gestores de grandes empresas são tratados, em entrevistas, pela esmagadora maioria dos jornalistas económicos. No mesmo sentido, alguns jornalistas de Economia, são rapidíssimos a atacar as eventuais falhas de políticos, mas esquecem-se rapidamente das liberalidades de algumas empresas para com eles. E vale a pena lembrar as declarações e atos de profunda admiração a empresários e grandes gestores - os exemplos de Ricardo Salgado e Zeinal Bava são gritantes - que, mal caídos em desgraça e no espaço de meia dúzia de semanas, são substituídas por acusações de autoria de todos os males.

Ainda há pouco tempo, um dos maiores empresários portugueses, Soares dos Santos, deu uma entrevista onde, entre outras pérolas, disse (cito de memória) que só investia em Portugal porque era português e a dada altura dirigiu-se ao jornalista com um paternalista "ó filho".

O citado cavalheiro não vive, como é do conhecimento geral, com dificuldades económicas. Aliás, não me parece que se possa queixar propriamente de um país e de uma comunidade que lhe proporcionou, e à sua família, a possibilidade de fazer uma imensa fortuna - não será preciso lembrar todo o imenso mérito, trabalho e visão que os levou a construir um extraordinário grupo empresarial. Escusado será dizer que nenhum dos dois jornalistas se lembrou de lhe recordar isso ou perguntar-lhe se não achava que estava, digamos assim, a cuspir na sopa.

O mesmo Soares dos Santos defendeu uns dias mais tarde que manter os nossos gestores com salários iguais aos de qualquer parte do mundo é essencial para mantermos por cá os melhores. Não duvido. Há, no entanto, um detalhe que perturba este raciocínio: por que diabo pagando ao nível dos melhores do mundo, temos níveis tão baixos de produtividade? Não são os gestores responsáveis pela organização do trabalho, pelos métodos de produção? Ou será que temos de responsabilizar o Estado por todos os problemas de produtividade? Porque será que os trabalhadores portugueses, lá fora, são tão produtivos e aqui são tão improdutivos? Aqui dá--lhes a preguiça, é? Também fica por saber porque devem ser os gestores pagos ao nível dos mais bem pagos do mundo e os trabalhadores não. Que raio de lógica há nisso, sabendo que a disparidade salarial entre trabalhadores e gestores em Portugal é das mais elevadas no mundo?

Alguém leu ou ouviu um jornalista económico a refletir sobre estas questões no seguimento da entrevista ? Pois...

Como há uma falta de reação particularmente irritante, até patética, quando os empresários falam dos seus investimentos. O anúncio é sempre feito de forma a parecer que estão a fazer um enorme sacrifício e que, no fundo, aquilo é uma espécie de obra de beneficência que estão a fazer. Não, não é. Os empresários fazem aquele investimento com o fito de ganhar dinheiro, e quanto mais melhor. E tudo bem, excelente mesmo. Eu acredito numa organização política e económica em que o investidor arrisca e deve ser compensado por isso, se for competente, se cumprir as regras do jogo e se trabalhar afincadamente. Como acredito que o Estado deve fazer todos os possíveis para criar condições para que o privado possa prosperar, limitando a burocracia, tendo cargas fiscais justas (não as exageradas que temos). O que é insuportável é assistir a empresários, sobretudo os que têm impérios e ganham muito dinheiro, a tentarem convencer-nos de que apenas investem porque são uns queridos. Quando criam empregos, quando geram trabalho para outras empresas, fazem-no porque acreditam que isso lhes vai trazer mais lucro e mais dinheiro. E, repito, ainda bem, venham muitos investidores dispostos a fazer mais-valias com o trabalho alheio e com o capital. Viva o capitalismo que tanto bem-estar trouxe aos povos. Peço desculpa ao leitor por estar a invocar La Palisse, mas há alturas em que parece que estão a gozar connosco quando nos querem fazer crer que investimentos são uma espécie de esmolas.

A vulnerabilidade, neste momento da nossa história, dos media ao poder económico - incomparavelmente maior do que ao poder político - coloca problemas muito complicados, mas, claro está, não podem levar à falta de escrutínio, à lamentável bajulação ou mesmo à promiscuidade.

Numa comunidade saudável não devem existir poderes acima do escrutínio e da crítica. O político tem vários mecanismos instituídos de controlo, o económico tem bem menos. O papel do jornalismo é assim de uma importância vital. É que a crítica e o escrutínio não servem apenas como mecanismo de controlo, servem também como fator que pode contribuir para a melhoria de desempenho das empresas.

O que demasiadas vezes esquecemos é que numa sociedade democrática equilibrada o escrutínio e a crítica são fundamentais em todos os setores em que há um efetivo poder. E sim, para que esses poderes funcionem melhor e em benefício da comunidade.

Pedro Marques Lopes
DN opinião 01.10.2017

28 de setembro de 2017

Rosário Gama no "Consultório do Reformado", nova rubrica do programa "A Praça" da RTP1


A Presidente da APRe! Rosário Gama, iniciou na passada 4ª feira, dia 27, uma colaboração regular (quinzenal) no programa "A Praça", da RTP 1, por volta das 11h00.

Os temas a abordar por Rosário Gama serão sempre relacionados com a temática do envelhecimento, sendo que no primeiro programa que teve a sua colaboração, o tema abordado foi o dos "Cuidadores Informais", atendendo a que há numerosos idosos que são cuidados por familiares, de forma voluntária e sem terem qualquer tipo de apoio ou formação.

Quem ainda não teve oportunidade de ver o programa pode vê-lo AQUI.

16 de setembro de 2017

"O Mexe no TNSJ - IV Encontro Internacional de Arte e Comunidade", divulgação/informação do encontro a realizar no Teatro Carlos Alberto

Ao abrigo do protocolo celebrado entre a APRe! e o Teatro Nacional de S. João (TNSJ) Porto, nos termos do qual os associados da APRe! passaram a usufruir de descontos na compra de bilhetes para os espectáculos, fazemos a divulgação do espectáculo "O Mexe no TNSJ - IV Encontro Internacional de Arte e Comunidade”, com direcção artística de Hugo Cruz.

O Mexe no TNSJ será apresentado no Teatro Carlos Alberto, de 18 a 24 de Setembro.

Teatro Carlos Alberto

18 a 24 Setembro

O Mexe no TNSJ

Direcção Artística Hugo Cruz

Organização PELE 

Colaboração TNSJ

Para reservas e informações sobre o espectáculo, por favor, contacte a bilheteira:
Tel.: 22.340 19 00
Linha verde: 800 10 8675 (grátis a partir de qualquer rede)
E-mail: bilheteira@tnsj.pt
http://www.tnsj

12 de setembro de 2017

ADSE Lista B - "Uma ADSE Justa e Sustentada", Convite para Sessão de Divulgação e Debate em Lisboa


A Lista B- "Uma ADSE Justa e Sustentada", candidata à eleição para os Membros Representantes dos Beneficiários Titulares da ADSE, I.P., no Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, I.P., da qual fazem parte associados da APRe! e que a Direcção da APRe! decidiu apoiar, vai promover uma sessão de esclarecimento e debate em Lisboa na próxima quinta-feira, 14 de Setembro, pelas 17.30 horas, no Auditório da Biblioteca Orlando Ribeiro, na Estrada de Telheiras, 146.

A sessão será presidida pelo Dr. Adalberto Casais Ribeiro, antigo Director Geral da ADSE e terá também a participação do Dr. António Filipe, antigo Subdirector Geral, os quais reúnem uma vasta experiência de gestão e modernização deste subsistema público de saúde, agora em processo de transformação.

Participarão no debate outros elementos que integram a Lista B "Uma ADSE Justa e Sustentada", e representantes das associações que apoiam a nossa lista: APRe! - Aposentados, Pensionistas e Reformados e Associação 30 de Julho.

Mais informações relativas à Lista B podem ser consultadas AQUI.

5 de setembro de 2017

ADSE - Lista B - Convite para Sessão de Esclarecimento e Debate - Porto


A Lista B candidata à eleição para os Membros Representantes dos Beneficiários Titulares da ADSE, I.P., no Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, I.P., da qual fazem parte associados da APRe! e que a Direcção da APRe! decidiu apoiar, vai promover uma sessão de esclarecimento e debate no Porto, no próximo dia 6 de Setembro, pelas 18 horas, na Associação de Comerciantes do Porto, Avenida Rodrigues de Freitas, nº200, Porto, estando todos os associados contribuintes/beneficiários titulares da ADSE, convidados a participar.

Mais informações relativas à Lista B podem ser consultadas AQUI.

26 de agosto de 2017

Escândalo na TV

O filme de Sidney Lumet "Escândalo na TV" (Network, no original) estreou em 1976 e é um documento notável pela antecipação profética da degradação imparável do jornalismo tradicional e das perversas consequências sociais que hoje testemunhamos. A sua estreia, há 41 anos, suscitou intensa polémica. A atualidade do filme e da discussão que então desencadeou são óbvias.


Howard Beale, jornalista na estação de televisão UBS, é o apresentador do Telejornal da Noite que continua a perder audiências em benefício das estações de televisão concorrentes. A morte da mulher deixara-o viúvo, sem filhos. Frustrado e deprimido, impotente para contrariar o crescente desinteresse do público, descontente com o Mundo e com aquilo que faz, Howard Beale começa a refletir sobre a sua função de jornalista da TV e o seu comportamento torna-se cada vez mais errático e imprevisível. E chega o momento em que o seu amigo e velho colega Max Schumacher, diretor do departamento de Informação da estação televisiva, lhe vai comunicar, atormentado, a decisão de o despedir. Acabam essa noite completamente ébrios, no balcão de um bar, onde entabulam uma extraordinária conversa que resume o essencial da trama narrativa do filme que começa.

O jornalista dispensado confronta o diretor do departamento de Informação com uma única exigência: reclama a oportunidade de se despedir dos seus ouvintes para lhes deixar a sua última mensagem: "Vou dar um tiro na cabeça em direto no Telejornal das 7". Max Schumacher, tão bêbedo quanto ele, responde, com uma réstia de irónica lucidez, que o impacto nas audiências seria notável. E que até podiam ir mais longe e inaugurar um novo estilo de "informação". Diz o diretor do departamento: "Podíamos fazer uma série disso: "Suicídio da semana" ou, porque não, "execução da semana?"" Ou até, sugere o jornalista despedido, "terrorista da semana?" Mas é Max Schumacher quem conclui: "Vão adorar... suicídios, homicídios, bombistas loucos, assassinos da máfia, acidentes de carro, a hora da morte... Um grande programe de domingo à noite para toda a família!"

O último desejo do apresentador do Telejornal da Noite acaba por se cumprir. E com tão retumbante sucesso que as audiências disparam e a decisão de o despedir, por algum tempo, fica suspensa, sobretudo devido ao receio de que a concorrência logo o fosse contratar. Mas o êxito é passageiro, a concorrência é feroz, a situação financeira do canal é muito precária e, por isso, a Direção da UBS acaba por deliberar após colegial ponderação que a melhor maneira de se desembaraçar do incómodo apresentador do Telejornal da Noite, é, nem mais nem menos, assassiná-lo em direto!

A violência apoderou-se da sociedade contemporânea e invadiu os meios de Comunicação Social que reservam o grosso do espaço informativo, as primeiras páginas, os horários nobres, a toda a espécie de catástrofes, aos terramotos, às inundações, aos fogos florestais, aos atos terroristas e às obscenidades brutais diariamente debitadas pelo presidente dos Estados Unidos da América. A informação tornou-se um mero condimento do espetáculo. Os telejornais parecem um reality show. Exibe-se demorada e repetidamente as feridas das vítimas, o sangue dos agressores, a ruína das casas consumidas pelas chamas, as lágrimas que correm dos olhos de quem tudo perdeu ou o esgar de dor no rosto dos sobreviventes. Ontem, Donald Trump responsabilizava a Comunicação Social pelas profundas divisões em que ele próprio mergulhou a sociedade americana, ao mostrar-se incapaz de condenar a violência racista dos terroristas brancos de Charlottesville. De facto, a eleição de Trump é ela própria resultado dessa promiscuidade entre a verdade e a ficção, a informação e o espetáculo. Resta-nos partilhar a esperança de Clara Ferreira Alves na regeneração dos média: "Quando entenderem que não são os campeões deste jogo virtual, talvez se dediquem a refazer o jornalismo segundo as regras deontológicas que o formaram e que o farão resistir".

Pedro Carlos Bacelar de Vasconcelos
Ler mais em: Opinião JN 24.06.2017

19 de agosto de 2017

A obsessão pelos diretos


Não foi sempre assim, mas já vemos isso há alguns anos. Encontrando nos diretos uma fórmula eficaz de agarrar as audiências, os canais de TV, nomeadamente os de informação, intensificam este recurso, sobretudo em casos de tragédia. E lá estamos nós, sentados em confortáveis sofás, a assistir a transmissões sem filtros, olhando à distância o sofrimento dos outros. Como quem vê um filme. A atual cobertura televisiva dos incêndios fornece muitos exemplos daquilo que importaria não mostrar.

Os fogos reúnem um inegável valor-notícia. Atingindo grandes dimensões e pondo em causa a vida de pessoas, têm de estar no topo da noticiabilidade do momento. E isso acontece por estes dias. Neste contexto, é legítimo que os jornalistas mostrem incêndios de maiores proporções e procurem falar com quem tem informação pertinente e rigorosa para transmitir. Até aqui, o consenso não será difícil de obter. Os problemas começam quando os média noticiosos exigem dos repórteres que colocam no terreno permanentes relatos, mesmo quando não há nada de relevante para transmitir. Em casos de tragédia, os deslizes avolumam-se rapidamente. E aí temos essas ligações feitas com planos de interiores de casas devassadas por câmaras que entram sem cerimónia em espaços íntimos, destapando, sem pedir licença, o desespero de quem vê toda a sua vida ameaçada. Ou então preenchidas com entrevistas a populares que mais não sabem dizer do que gritar a sua aflição. E quando tudo isso escasseia, ocupa-se o tempo com relatos redundantes, sob um fundo ameaçador de chamas que avançam vertiginosamente sobre uma equipa de reportagem que, decerto, não poderia estar ali.

Está tudo errado. Há muito tempo. Porque este debate sobre os limites da cobertura noticiosa dos incêndios não é novo. Já se tentou a autorregulação. Que não resultou. Talvez fosse aconselhável a Entidade Reguladora para a Comunicação Social revelar-se mais ativa na sua função de lembrar aos jornalistas a responsabilidade social que deve sempre acompanhar o seu trabalho... Todavia, não será fácil este chamamento para uma ética profissional que parece tão avessa ao atual ambiente mediático.

O livro já tem alguns anos, mas Umberto Eco, quando escreveu a obra que em português foi traduzida com o título "Viagem na irrealidade quotidiana", sentiu necessidade de aí abrir um capítulo chamado "a transparência perdida" para falar da televisão. Da neotelevisão, aquela que foi inaugurada com os canais privados. Eco escreve que a principal característica dessa nova TV é "falar cada vez menos do Mundo exterior", optando por "falar de si própria e do contacto que está estabelecendo com o seu público". Justifica-se, assim, a exibição de todo um aparato tecnológico que, no passado, era escrupulosamente ocultado do olhar do público (microfones, câmaras de filmar...) e uma obsessão por contar os bastidores do trabalho que se faz (no caso dos incêndios, muitos repórteres falam abundantemente do risco que correm ao estar ali...). Numa procura permanente das audiências, esta neotelevisão constrói os seus enunciados em função daquilo que pensa ser os gostos do público. Se a televisão nos seus primórdios procurava mostrar mundos idílicos, agora a ambição esgota-se em exacerbar sentimentos. Dentro e fora do ecrã. Para que o contacto com quem vê não se quebre.

Em dias de notícias tão negativas, ver televisão corresponde muitas vezes a um tempo esgotante. Nos canais de informação, os diretos sucedem-se em relatos algo descontrolados à procura de populares ainda mais desorientados. É preciso, pois, que nas redações centrais haja coordenadores com outra ponderação. Noticiar o que acontece não é transformar a realidade num espetáculo dantesco que muitos de nós têm pudor em seguir, porque sentem o dever de não ver determinados planos ou escutar certos depoimentos. Está ali uma indecorosa violação dos direitos de gente que merecia ser amparada e não explorada em momentos de enorme fragilidade.

A cobertura dos incêndios não pode apagar imagens de fogos, nem calar a indignação dos atingidos. Mas também não deve transformar o que se noticia num filme de terror que se ensaia fazer em direto.

Felisbela Lopes
Professora Associada com Agregação da Universidade do Minho
Ler mais em: JN 18.08.2017