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24 de outubro de 2019

Núcleo da APRe! em Cascais: sessão sobre ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL.

Realizou-se no passado dia 23 de Outubro, em Cascais, uma sessão sobre ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL.

A organização esteve a cargo do Núcleo da APRe! em Cascais e da União de Freguesias de Cascais e Estoril.

Para além de muitos associados da APRe!, assistiram também pessoas não associados e de diferentes gerações, o que é sinónimo do interesse e actualidade do tema.

No inicio dos trabalhos e na qualidade de Delegado Regional, Vítor Ferreira fez a apresentação formal da Associação, enumerando o que tem sido feito em prol dos aposentados, pensionistas e reformados e detalhando alguns dos principais momentos da intervenção pública da APRe!, salientando a sua importância nos de meios de comunicação social. Referiu ainda as audiências  com as instâncias do poder sempre que se solicitam sempre que se justifica e a necessidade do fortalecimento da APRe!, face a perigos que se anunciam.

Seguiu-se a Dra. Isabel do Carmo que fez uma apresentação sobre a nutrição e os cuidados a ter para uma vida saudável sublinhando alguns aspectos como:

  • Sermos dos países da Europa com menos tempo de vida saudável depois dos 65 anos;
  • A necessidade duma alimentação diversificada e com especial prudência na utilização das proteínas;
  • A importância das leguminosas, dos vegetais e do azeite como melhor fonte de gordura;
  • O consumo de hidratos de carbono com moderação;
  • A importância do leite e a alternativa dos yogurtes gregos e turcos para quem tem intolerância à lactose.

Insistiu ainda na importância do exercício físico recomendando que as pessoas caminhem, pelo menos, 30 minutos por dia.

O Dr. João Ramos abordou a problemática das doenças reumáticas dando conta dos valores que consomem do OE enumerando as cerca de 100 doenças que se inserem nesta especialidade, tendo para algumas delas traçado orientações sobre a forma de as combater ou mitigar.

Sublinhou a importância do termalismo e da sua relevância não na cura mas como complemento no tratamento, recomendando que quem possa fazer dois períodos de tratamentos anuais alivia bastante os sintomas.

Enumerou e deu conta em pormenor sobre as vantagens de cada uma das termas portuguesas para diferentes patologias.

Seguiu-se um vivo debate com os presentes, alguns dos quais aproveitando para colocar os seus casos particulares.







23 de agosto de 2019

Resolução da Assembleia da República n.º 144/2019 de 22.08.2019










A Assembleia da República recomenda ao Governo a criação de uma unidade de cuidados continuados e de reabilitação no Hospital Psiquiátrico do Lorvão e a sua integração na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.


Para consultar o sumário da proposta ler aqui:https: dre.pt/web/guest/pesquisa


Diário da República 22.08.2019


20 de agosto de 2019

Portugal sem preparação para a doença mental na terceira idade

A Sociedade Portuguesa de Psiquiatria avisa que Portugal não está preparado para a doença mental na terceira idade, sobretudo na questão das demências, e considera que nos 40 anos do SNS se devia tornar esta área uma real prioridade.




Na véspera do arranque do Congresso Mundial de Psiquiatria, que começa em Lisboa na quarta-feira, o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental indica que os serviços de saúde portugueses "não estão preparados para o que já está a acontecer e para o que aí vem" ao nível do problema das demências.

 Em entrevista à agência Lusa, Pedro Varandas recorda o "problema demográfico" de Portugal, com uma população envelhecida e que terá uma forte carga de doença mental. "A nossa pirâmide demográfica está completamente invertida. Devemos estar já muito preocupados com o que ainda não está a ser feito para preparar os tempos vindouros", afirmou à Lusa.



Notícias ao Minuto - 20.08.2019 



16 de agosto de 2019

Presidente dá ‘luz verde’ à dispensa de taxas moderadoras nos centros de saúde

O Presidente da República promulgou esta sexta-feira o diploma que dispensa as taxas moderadoras nos centros de saúde, bem como o diploma que estabelece o reforço da autonomia dos hospitais para contratar profissionais.



Segundo uma nota da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa promulgou quatro diplomas da área da saúde, entre eles o da nova Lei de Bases da Saúde.
Em relação aos outros diplomas, foi promulgado o que estabelece a dispensa de cobrança de taxas moderadoras nos cuidados de saúde primários e outras prestações de saúde quando prescritas por profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).


Ler mais aqui: jornaleconomico.sapo.pt/noticias/presidente-da-luz-verde-a-dispensa-de-taxas-moderadoras-e-autonomia-dos-hospitais


 

10 de julho de 2019

ADSE e Seguros Obrigatórios

Através da nossa representação no Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, transcrevemos o comunicado destinado aos órgãos de comunicação social e hoje publicado por aquele Conselho.


2 de julho de 2019

Temos de ir à praia sem proteção solar até ao meio - dia

O gastroenterologista Fernando Ramalho alerta as pessoas para que apanhem sol, a principal fonte de vitamina D, que nos protege de infeções e vários tipos de cancro.




 Fernando Ramalho afirma que a Direção-Geral de Saúde tem obrigação de não permitir que os dermatologistas alertem apenas para os cuidados com o sol e o uso de protetor solar, ignorando a vitamina D. "É preciso que fique claro que é muito importante apanhar sol de manhã, até ao meio-dia, pelo menos durante uma hora, que é o suficiente para termos bons níveis de vitamina D", explica o médico gastroenterologista. Outra das patologias que mais trata é o helicobacter pylori – uma bactéria que provoca úlcera gástrica e duodenal, gastrites e cancro no estômago. "A sua descoberta foi a revolução da gastroenterologia", diz.

Ler mais aqui: Temos-de-ir-a-praia-sem-protecao-solar-ate-ao-meio-dia


 Sábado/Vida 39.06.2019


29 de junho de 2019

Está a nascer um instituto para melhorar a qualidade de vida dos mais velhos

Identificar as causas biológicas do envelhecimento para aumentar a qualidade de vida dos idosos. Este é um dos grandes objectivos do Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento (MIA, na sigla em inglês), um futuro centro de investigação de excelência em Coimbra. Com um financiamento de cerca de 50 milhões de euros para seis anos, espera-se que em pleno funcionamento – em 2023 – tenha entre 90 a 100 pessoas a trabalhar nele em prol do estudo do envelhecimento.




Ler mais aqui: publico - 2019/06/28-Ciencia/noticia/coimbra-nascer-instituto-melhorar-qualidade-vida-velhos

20 de maio de 2019

Acesso ao Portal da Saúde obriga a usar Cartão de Cidadão ou Chave Móvel a partir de hoje

O sistema de autenticação na área do cidadão do Portal da Saúde vai mudar a partir de hoje, obrigando a usar o Cartão de Cidadão ou a Chave Móvel Digital.


 
 A mudança já estava a ser preparada e entra hoje em vigor. Em vez do número de utente da saúde e do código, para entrar na área do Cidadão do Portal da Saúde vai ser a partir de hoje obrigatório usar o Cartão de Cidadão, com o leitor do chip e o PIN que é entregue quando o documento é emitido, ou a Chave Móvel Digital, que pode ser usada com o telemóvel.


Ler mais aqui: acesso-ao-portal-da-saude-obriga-a-usar-cartao-de-cidadao-ou-chave-movel



Sapo Notícias 20.05.2019

16 de maio de 2019

Sessão/debate sobre Envelhecimento Saudável - Autonomia com Segurança

DELEGAÇÃO DE LISBOA - INFORMAÇÃO

O Núcleo das Avenidas vai realizar, no próximo dia 20, segunda-feita, com o apoio da Junta de Freguesia de Avenidas Novas, uma sessão/debate sobre Envelhecimento Saudável - Autonomia com Segurança, conforme cartaz.

Será no Salão Nobre da Junta de Freguesia, Av. de Berna nº 1.

A entrada é livre e todos serão bem vindos

Sessão - Debate "O Sol e a Pele"


6 de abril de 2019

DIA MUNDAL DA SAÚDE


No  dia 5 de abril, dia em que o Ministério da Saúde assinala o Dia Mundial da Saúdeé oportuno reflectir sobre o que faltou/falta fazer, em termos de saúde, pela população cada vez mais envelhecida, no nosso país. Algumas constatações:

Primeira constatação: faltou uma planificação para dar resposta àquilo que se vinha anunciando em terms demográficos: maior esperança de vida, (bom  indicador da qualidade de vida da população e do SNS) e baixa natalidade. A conjugação destes dois factores, a par da emigração de jovens qualificados, muitos deles da área da saúde, potenciou problemas sociais para os quais a resposta necessária não é suficiente.

Segunda constatação: os direitos humanos, que não podem diminuir com a idade, são muitas vezes postos em causa pela ausência dos cuidados necessários a que os idosostêm direito. O direito à autonomia, que permite decidir se querem terminar os dias em sua casa, desde que a saúde o permita, é posto em causa quando os apoios familiares ou não familiares, não podem proporcionar os cuidados necessários. Mas para que os familiares prestem esse apoio é urgente a criação do “Estatuto do Cuidador Informal”, onde se garanta o apoio que o mesmo necessita, nomeadamente no que se refere à flexibilidade laboral, aos dias de descanso e de férias, ao apoio psicológico, ao apoio monetário, aos benefícios fiscais…

Terceira constataçãodiz respeito a tratamentos discriminatórios nalguns serviços de saúde, onde os idosos são considerados “não utilitários” e a uma deficiente rede de cuidados continuados, cuidados continuados de longa duração e de cuidados paliativos. (Foi noticiado no JN quê uma idosa com 93 anos, foi encontrada, no Porto, a dormir na rua, onde se encontrava já há dois dias, na sequência da alta hospitalar, após ter tido um AVC!...).

A quarta constatação refere-se ao reduzido o número de Lares /ERPIs , impeditivo de uma resposta a quem  não tem alternativa para continuar a viver nas suas casas. Os que estão ao alcance das baixas reformas são muitas vezes ilegais e, a maioria, não permite a dignidade que todos as pessoas merecem. Os particulares não são acessíveis à maioria dos reformados, por impossibilidade de comportar os seus custos; os lares com acordo com a Segurança Social não têm vagas suficientes para a crescente procura.

A quinta constatação refere-se ao nível muito baixo das pensões que faz com que muitos idosos não possam comprar os medicamentos necessários e umas vezes optem por uns, outras vezes, por outros, ou ainda que a opção seja entre o medicamento e o alimento. Também as baixas pensões não permitem o aquecimento adequado nas casas o que, com o tempo desfavorável, conduz ao aumento das gripes e das pneumonias. Quantas vezes se estende por mais do que um mês a falta de pagamento da luz, que só é paga, em parte, quando chega o aviso que ela pode ser cortada.

A sexta constatação diz respeito à fraca implementação da Medicina Geriátrica. A população idosa confronta-se com doenças crónicas, bem como com outras doenças, nomeadamente as demenciais,  que merecem uma resposta dirigida, nos centros de saúde, através de uma possível “consulta do idoso”.

Há muito por fazer!!!

Maria do Rosário Gama

23 de fevereiro de 2019

NOTA INFORMATIVA - ADSE

Reunião do CGS da ADSE com a Senhora Ministra da Saúde 

Na sequência das informações que nos chegam através do nosso representante no Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, Betâmio de Almeida,  e em face das ameaças de alguns prestadores privados de saúde de denúncia de convenções com a ADSE, o Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da ADSE solicitou uma reunião com a Senhora Ministra da Saúde.

 Esta reunião teve lugar em 19/2/19 e teve a presença da Ministra da Saúde, dos Secretários de Estado da Saúde e do Orçamento bem como da Presidente da ADSE. O CGS esteve representado pelo respectivo  Presidente e por uma Delegação que incluíu o representante da APRe!

O Presidente deu conta da posição do CGS sobre o conflito actual com alguns grandes prestadores com base na Resolução 2/19 aprovada na reunião do CGS de 12/2/19. Na opinião do CGS, os privados em causa pretendem desestabilizar a ADSE e caminhar para o regime livre que lhes dá mais receitas. Foi focada a necessidade de novas Tabelas para os dois regimes (livre e convencionado) por forma a evitar no futuro o conflito das regularizações. Tem que existir vontade, empenhamento e capacidade para negociar. Considera-se, contudo, que se deve respeitar a Lei e as convenções e que há que estabelecer novas convenções com outros prestadores.

Os conselheiros presentes na reunião deram conta das preocupações dos beneficiários e apresentaram os seus pontos de vista, nomeadamente o do alargamento aos trabalhadores da Administração Pública com contrato individual de trabalho que se considera ser uma decisão estratégica muito importante.

A Ministra da Saúde manifestou a vontade de tranquilizar os beneficiários relativamente ao acesso aos serviços de saúde e a uma boa gestão das contribuições para a ADSE reafirmando o apoio inequívoco às negociações entre os prestadores privados e a ADSE com o acompanhamento do CGS. Afirmou não haver  disponibilidade do Governo para uma hipotética destruição da ADSE.

A APRe!  vai continuar a acompanhar o processo das negociações entre o Conselho Directivo da ADSE e os prestadores privados e pugnar pela melhoria e reforço da gestão da ADSE. Em defesa dos direitos e interesses dos associados, beneficiários ou não da ADSE, a Direção da APRe! mantém-se atenta e mobilizada para acompanhar este processo, nomeadamente em sede do CGS conjuntamente com os outros representantes dos beneficiários, como tem vindo a acontecer.

A APRe! tomou conhecimento que o próximo programa da RTP1 “Prós e Contras” terá como tema central a ADSE.


22.02.2019
Pela Direcção
Fernando Martins
Presidente

20 de fevereiro de 2019

Medidas de apoio ao cuidador informal

Apresentação das medidas de apoio ao Cuidador informal pelos Ministros da Saúde e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Considera-se importante a leitura e análise do conteúdo das propostas apresentadas, podendo fazer chegar as opiniões.

Medidas de apoio ao cuidador informal

23 de janeiro de 2019

CINCO PONTOS PARA PERCEBER AS PROPOSTAS PARA A NOVA LEI DE BASES DA SAÚDE

As taxas moderadoras e o setor privado e social são dois dos temas que dividem os partidos nos projetos de lei para um nova Lei de Bases da Saúde.

Esta quarta-feira, o plenário da Assembleia da República discute a proposta de Lei do Governo e os projetos de lei do PCP, PSD e CDS-PP, estando a proposta do BE já na especialidade.

A proposta do Governo para a nova Lei de Bases da Saúde elimina o apoio do Estado ao desenvolvimento do setor privado da saúde em concorrência com o público e estabelece que a contratação de entidades privadas e sociais fica condicionada à avaliação de necessidade.  O Governo estabelece na sua proposta uma "primazia dos serviços próprios do Estado" e abre a porta à exclusividade dos profissionais de saúde no Serviço Nacional de Saúde (SNS).


Os princípios gerais da nova lei: o que se pretende mudar?

A atual Lei de Bases de 1990, teve uma vigência de 28 anos, mas  entretanto o sistema de saúde português e os contextos nacional e internacional evoluíram. Dado que nos últimos anos se tem assistido a um forte crescimento do setor privado, o Governo entende que é necessário clarificar as relações entre setor público, privado e social.

O BE não ignora que "o SNS tem limitações que tem de superar, que tem sofrido ataques dos quais é preciso recuperar e que tem inimigos dos quais deve ser protegido", motivo pelo qual precisa de uma nova Lei de Bases da Saúde que tenha "um maior enfoque na prevenção da doença e na promoção da saúde" e que garanta "a existência de recursos financeiros e outros para que o SNS seja efetivamente geral, universal e gratuito".

"Pese embora o SNS ser um dos melhores serviços públicos, importa que sejam interrompidas as opções políticas que o têm vindo a enfraquecer e assegurar-lhe o rumo e dotá-lo dos recursos indispensáveis ao seu desenvolvimento", defende, por seu turno, o PCP, que avisa que o "fortalecimento do SNS geral, universal e gratuito é prosseguido pela alocação de verbas".

O PSD, que reconhece que recorreu também ao trabalho recentemente produzido pela Comissão de Revisão da Lei de Bases da Saúde, pretende que a gestão da saúde seja "primordialmente pública" e o recurso do SNS aos setores privado e social, para a realização de prestações públicas de saúde, se verifique "sempre que tal se revele necessário", devendo ser "vantajoso, em termos de relação qualidade-custos" e conduzir à obtenção de ganhos em saúde para os utentes.

Já o CDS-PP, que também se baseia no trabalho da referida comissão, afirma que "é amplamente reconhecida a necessidade de atualização da lei", mas não se deixa iludir porque "não será uma nova Lei de Bases da Saúde que, só por si, resolverá os problemas", almejando "um SNS sustentável, humanizado e modernizado".


Taxas moderadoras: as diferenças entre partidos

O Governo prevê a possibilidade de cobrança de taxas moderadoras como mecanismo de controlo da "procura desnecessária", dando a possibilidade de isenção "em função da condição de recursos, de doença ou de especial vulnerabilidade. A proposta indica que a lei pode estabelecer limites ao montante total de taxas moderadoras a cobrar.

Neste aspeto, os partidos de esquerda afastam-se dos de direita, com o PCP a propor a abolição das taxas moderadoras, enquanto o BE prevê que sejam praticamente extintas, exceto nos casos de prestações de saúde não prescritas ou requisitadas por médicos ou outros profissionais.

PSD e CDS-PP apresentam textos muito semelhantes em matéria de taxas moderadoras, justificando a existência das mesmas com "o objetivo de orientar a procura e moderar a procura desnecessária", determinando a "isenção de pagamento em situações de interesse de saúde pública, de maior risco de saúde ou de insuficiência económica".


Setores privado e social: que tipo de cooperação?

Segundo a proposta de lei do Governo, os setores público, privado e social atuam sob um princípio de cooperação e "pautam-se por regras de transparência e de prevenção de conflitos de interesse ao nível dos seus profissionais". A contratação de entidades do setor privado e social, tal como o recurso a entidades terceiras, "é condicionada à avaliação da necessidade", prevalecendo "a primazia dos serviços próprios do Estado na prestação de cuidados".

Na proposta do Governo, elimina-se o apoio do Estado ao "desenvolvimento do setor privado da saúde (…) em concorrência com o setor público". O Governo quer ainda reforçar a autonomia de gestão das unidades do SNS e o investimento em investigação e inovação, prevendo planos de investimento plurianuais.

Já o BE é claro quando pede que a nova Lei de Bases garanta “que a saúde é um direito e não um negócio", o que passa por, na opinião dos bloquistas, "garantir a separação entre o público e o privado para acabar com a promiscuidade e com o rentismo que drena recursos públicos para alimentar o negócio dos privados na saúde".

Na mesma linha de pensamento, para o PCP "o fortalecimento do SNS obriga à clara separação dos setores - público, privado e social - o que exige que aos setores privado e social seja atribuído um caráter supletivo ao SNS".

A proposta dos sociais-democratas assume que "as entidades do setor privado com objetivos de saúde podem cooperar com o SNS na realização de prestações públicas de saúde", determinando que "as entidades do setor de economia social com objetivos específicos de saúde podem ser subsidiadas financeiramente e apoiadas tecnicamente pelo Estado e pelas autarquias locais".

O CDS-PP vai mais longe e propõe que, para defender a sustentabilidade do pilar social em que assenta o direito dos cidadãos à saúde, se institua “um princípio concorrencial dentro dos serviços do SNS e entre os setores público, privado e social, para que se gerem melhores resultados e maior eficiência, devendo o Estado adquirir serviços de saúde, em igualdade de circunstâncias, aos prestadores públicos, privados e sociais".


Profissionais de saúde: o que muda?

Na nova Lei de Bases, elimina-se o apoio do Estado "à facilitação da mobilidade" de profissionais entre o setor público e o setor privado", evoluindo "progressivamente para a criação de "mecanismos de dedicação plena ao exercício de funções públicas" - em busca de um regime de exclusividade.

Neste aspeto, a proposta do CDS-PP aproxima-se da do Governo, ao sugerir que "a lei pode criar incentivos financeiros ou de outra natureza que promovam a dedicação exclusiva e a investigação em saúde e para a saúde".

O PSD é o único partido que opta por uma posição diferente e mantém a "mobilidade entre o setor público e os setores de economia social e privado".

O BE e o PCP querem ir mais longe e promover a dedicação exclusiva dos seus profissionais nos serviços de saúde.


Utentes: finalmente no centro do SNS?

A proposta preconiza a participação das pessoas "na definição, acompanhamento e avaliação das políticas de saúde e nas decisões que dizem respeito ao seu bem-estar, promovendo-se a literacia para a saúde". O documento prevê também novos modelos assistenciais, "salvaguardando que o modelo de prestação garantido pelo SNS está organizado e funciona de forma articulada e em rede". Por outro lado, alarga ainda o conceito de beneficiários do SNS a requerentes de proteção internacional, migrantes legais e ilegais, reclusos e crianças internadas em centros educativos.

A saúde pública, mental e ocupacional passa a ter bases próprias e o documento passa a contemplar os cuidados paliativos e os cuidados continuados e tem ainda uma referência expressa ao cuidador informal.

O BE também quer medidas especiais para as populações mais vulneráveis, tais como crianças, adolescentes, grávidas, idosos, deficientes, consumidores de drogas ilícitas e doentes crónicos, além de trabalhadores cuja profissão assim o justifique, imigrantes, cidadãos com baixos rendimentos e socialmente excluídos. Sobre beneficiários, o BE quer ainda alargar a sua definição, pretendendo que passem a ser também os "cidadãos estrangeiros que se encontrem em Portugal, designadamente, os legalmente residentes em Portugal, os imigrantes com ou sem a respetiva situação legalizada e os cidadãos apátridas, refugiados e exilados residentes em território nacional, nos termos definidos pela lei".

O PCP defende programas especiais de proteção da saúde para grupos vulneráveis ou de risco e uma "eficiente cobertura nacional" dos cuidados primários, hospitalares, continuados e paliativos.

Na base sobre políticas de saúde, o PSD também propõe "a adoção de medidas especiais relativamente a grupos em situação de maior vulnerabilidade, designadamente mulheres grávidas, puérperas ou lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com deficiência, idosos, pessoas com doença crónica", propondo uma base só dedicada à saúde mental.

Na mesma perspetiva, também o CDS-PP sugere a criação de uma base da saúde mental uma vez que "todos têm direito a gozar do melhor nível de bem-estar mental, enquanto base do seu desenvolvimento equilibrado durante a vida, importante para as relações interpessoais, vida familiar e integração social e profissional, e para plena participação comunitária e económica de cada um".

Com Lusa
Nuno de Noronha em Sapo Saúde e Medicina

13 de janeiro de 2019

Constantino Sakellarides. "O SNS não é bom para as pessoas que envelhecem"

Entrevista do semanário Sol a Constantino Sakellarides, professor jubilado da Escola Nacional de Saúde Pública:

Constantino Sakellarides está preocupado com a pouca continuidade dada ao projeto SNS+Proximidade, que visava reforçar cuidados de saúde de proximidade à população idosa e com mais doenças e resolver problemas como o congestionamento das urgências dos hospitais. Há oito meses pediu a demissão das funções de consultor do Ministério da Saúde, onde liderava o projeto, e diz que entretanto os sinais são de que a iniciativa está "moribunda".

O risco é grande, alerta. "O nosso Serviço Nacional de Saúde nasceu para a mortalidade infantil e é bom nisso, é bom para as crianças, para o desenvolvimento infantil. Mas ainda não deu a volta para ser um bom serviço para as pessoas que envelhecem e esse é o grande desafio", diz em entrevista ao SOL. "Tem de dar a volta, de se transformar, não é só ter mais recursos. Se não, acontece isto: vai ser inverno todo o ano nos serviços de urgência. São o barómetro de que alguma coisa não está a funcionar. Não é só haver mais clínicos gerais nos cuidados primários, é muito mais do que isso. É a resposta integrada, mais cuidados em casa, um conjunto de coisas que sabemos quais são mas ainda não visualizamos um SNS capaz de o fazer. Só sobrevive se o fizer" No quadro atual, o especialista da Escola Nacional de Saúde Pública acredita que o Estado está continuadamente a pôr recursos num "sistema disfuncional" que não resolve os problemas da população nem melhora os problemas de saúde.

Sakellarides fala da degradação do SNS, da discussão em torno da Lei de Bases da Saúde e da falta de uma estratégia, que tornou a governação num ato de pôr "paninhos quentes" sobre os problemas. "Como é que se consegue gerir alguma coisa e definir prioridades quando não há uma previsibilidade do que se pode gastar? Não há outro remédio se não ir sobrevivendo e tapando buracos."

In, semanário Sol
Entrevista completa na edição de 2018-01-11 do semanário SOL

5 de dezembro de 2018

SNS 24 volta a ter linha sénior e vai contactar 65 mil idosos

 Serviço é dirigido a pessoas com 75 e mais anos em situação de vulnerabilidade. Projecto arranca já em Dezembro em dois agrupamentos de centros de saúde. Idosos que aceitem integrá-lo terão acompanhamento telefónico semanal.

A linha sénior, apoio telefónico prestado a pessoas com 75 ou mais anos pelo centro de contacto do Serviço Nacional de Saúde — SNS 24, vai ser reactivada três anos depois de ter deixado de funcionar. O "serviço biopsicossocial" vai arrancar em Dezembro. Começará por contactar 65 mil idosos de dois agrupamentos de centros de saúde (ACES), um no Norte e outro em Lisboa e Vale do Tejo.

O novo arranque do serviço está previsto para a “primeira quinzena de Dezembro”, com os primeiros contactos a serem feitos aos idosos inscritos nos ACES Oeste Sul e ACES Porto Oriental, explicou ao PÚBLICO a responsável pelo SNS 24, referindo que a intenção é alargar o programa, “progressivamente, para outras zonas do país”. “O serviço iniciar-se-á com uma primeira fase de aferição de ‘fragilidade’ do idoso na qual serão contactadas 65.000 pessoas."

Micaela Monteiro adiantou que nesta primeira fase irão contactar toda a população com idade igual ou superior a 75 anos pertencente aos dois ACES que integram o projecto. “Com a autorização do próprio, será feita uma avaliação para aferir a sua vulnerabilidade.” Os idosos identificados como "vulneráveis" serão convidados para participar no programa.

“A partir daí, haverá um acompanhamento telefónico regular dos idosos vulneráveis pelo SNS 24, que articula sempre com os cuidados de saúde primários. Estes intervêm de acordo com as necessidades de saúde e, sempre que necessário, articulam com as forças de segurança em redes de intervenção local existentes”, acrescentou a responsável, referindo que quer os ACES como a GNR e a PSP foram envolvidos no desenho deste modelo de intervenção.

Os contactos com os idosos integrados no programa serão semanais. "Uma das peças basilares da nova estratégia é entender o SNS24 como prestador de serviços de saúde à distância, por telefone ou acesso digital, mas em estreita articulação com os serviços presenciais, como os cuidados de saúde primários, os hospitais, os lares, etc." Trabalhando em rede, acredita Micaela Monteiro, é mais fácil responder aos "problemas cada vez mais complexos de uma população em envelhecimento".

Cuidados para o Inverno

A linha sénior foi criada em Abril de 2014 e chegou a contactar 20 mil idosos, com chamadas quinzenais. Mas acabou suspensa em Dezembro de 2015. Na altura a Direcção-Geral da Saúde alegou necessidade de mobilizar recursos para fazer face ao aumento da procura da Linha Saúde 24 devido à gripe, mas também por questões orçamentais. Em Janeiro de 2016 uma resolução da Assembleia da República recomendou ao Governo a reactivação do serviço.

Nessa primeira versão cabia aos idosos tomarem a iniciativa de telefonar para o call center do SNS e dizerem que pretendiam passar a ser acompanhados. Agora será um pouco diferente. “Não se prevê que o próprio se inscreva, até porque queremos ser proactivos e identificar os que mais precisam: aqueles que se encontram num estado de maior vulnerabilidade.”

Os protocolos que os enfermeiros vão usar no novo "serviço biopsicossocial sénior" já estão desenvolvidos. Nesta fase inicial, “a intervenção irá incidir em conteúdos relacionados com os cuidados a ter durante o Inverno: nutrição, prevenção de acidentes, baixas temperaturas e síndrome gripal”. Micaela Monteiro ressalvou que este aconselhamento aos idosos não deve ser confundido com a triagem, aconselhamento e encaminhamento para centros de saúde ou hospitais que o SNS 24 faz de forma geral a toda a população, essencialmente em situações de doença aguda.

“Ao longo do projecto serão utilizados instrumentos de avaliação que permitirão sinalizar necessidades e riscos individuais do idoso. Possibilitarão, assim, uma intervenção dirigida e personalizada”, afirmou. O caderno de encargos, válido para os três anos de contrato que a Serviços Partilhados do Ministério da Saúde tem com a Altice (operadora vencedora), prevê que possam ser abrangidos por este apoio biopsicossocial até 100 mil idosos.

O mesmo caderno de encargos prevê também a criação de serviços de acompanhamento a grávidas e puérperas e a doentes com diabetes, podendo abranger até 20 mil utentes. Está igualmente previsto apoio aos fumadores que queiram deixar de fumar, que também poderá chegar aos 20 mil beneficiários. O SNS 24 já prestou este apoio, mas aquém do que era desejado.

Nenhum destes serviços está ainda em funcionamento. Micaela Monteiro explicou que “têm que ser pensados e desenhados de modo integrado com as restantes respostas do SNS”. E neste último ano “têm sido desenvolvidos outros serviços específicos que se enquadram dentro das tipologias previstas em caderno de encargos, nomeadamente serviços informativos de saúde oral, sobre sangue e transplantação e vale-cirurgia”. Houve também a integração do serviço de saúde pública que anteriormente estava com as administrações regionais de saúde.

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Ana Maia
in Publico de 2/12/2018


 Linha de Apoio ao idoso

15 de novembro de 2018

6º Congresso Regional Envelhecimento Ativo e Saudável



O 6º Congresso Regional Envelhecimento Ativo e Saudável vai realizar-se em Coimbra no próximo dia 20 de Novembro.

Na mesa redonda das 15.30 horas sobre "Perspectivas e Desafios Para Uma Sociedade Envelhecida" participará Fernando Martins, Presidente da APRe!

A entrada é livre mas as inscrições são obrigatórias para:
https://ageingcoimbra.pt/#/noticias-e-eventos


14 de novembro de 2018

Praça da Saúde: Palestras e Conferências


CAROS ASSOCIADOS E AMIGOS,

A APRe!, enquanto membro do Porto4Ageing (Centro de Excelência  em Envelhecimento Activo e Saudável do Porto-  https://www.porto4ageing.up.pt/membros.php ) é  uma das instituições da Comissão  Organizadora da Praça da Saúde, evento a decorrer no próximo dia 23 de Novembro, na Reitoria da Universidade do Porto – Praça dos Leões - dedicado à população em geral, com uma programação muito diversificada ao longo de todo o dia (9H00 – 17H00) a saber:

  • palestras e conferências, nas quais os participantes vão poder assistir e participar em debates de temas de saúde;  
  • avaliação do estilo de vida, desenvolvido no contexto do projeto europeu Healthy lifestyle innovation quarters for cities and citzens (HeaLIQs 4 Cities);
  • exibição de produtos, tecnologias e serviços fornecidos por empresas e entidades locais;
  • programa de culinária ao vivo (showcooking)  de alimentação saudável e sustentável;
  • aulas de exercício físico. 

Na "Praça da Saúde" ao ser um evento do European Institute of Innovation and Techonology in Health (EIT Health), que resulta da colaboração da Universidade do Porto, com a Universidade de Coimbra, do Instituto Pedro Nunes, vai também ser apresentado o EIT-Health,. Quem quiser assistir a essa parte (9H50 às 11h00) terá que fazer uma inscrição  gratuita mas obrigatória através do seguinte link https://goo.gl/forms/zLfuKG07LRTqhVn53.

De salientar que Edgar Ferreira, associado da APRe! , integrará a mesa redonda sobre “Literacia em saúde: o que necessito de saber para a minha saúde” (15H00), o que muito  nos honra.

Ao longo  do dia nas Arcadas da Reitoria haverá Expositores, um dos quais destinado à APRe!, onde constarão folhetos, documentos  e outros materiais da associação  para divulgação junto dos presentes.

Para esta iniciativa estão convidados todos os associados, familiares e amigos.

Vai em anexo o Programa completo e o texto do email para quem pretender divulgar a outras pessoas ou instituições.

Saudações

Elisabete Moreira