11 de fevereiro de 2013

APRE! em Faro

























07.Fev.2013
Auditório da Biblioteca Municipal

Opinião















LUTA COMUM

Se queres acabar com o ataque aos aposentados, pensionistas e reformados terás de acabar com este governo e a prática das suas políticas.
A.LINCOLN, presidente americano, em 1865 afirmou: «só é possível acabar com a guerra civil se acabarmos com a escravatura».
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Por analogia, podemos dizer hoje (e é dever nosso tê-lo sempre em atenção) que neste inclassificável ataque aos reformados, pensionistas e aposentados (que passarei a designar por - reformados -) «o ataque aos reformados e ao estado social só acaba quando acabar o ataque aos trabalhadores, sejam estes quais forem, quando acabar o ataque à DEMOCRACIA, à LIBERDADE, às CONQUISTAS DE ABRIL, ao esforço desenvolvido com abnegação pelos portugueses patriotas durante estes últimos 39 anos.»
Só acaba quando acabar este governo (ou qualquer outro) com as práticas de gestão nacional obedecendo ao padrão duma ideologia anti-social e insensível à realidade do país.
Só acaba quando formos capazes de arredar da nossa vida este neoliberalismo que teima em repor o capitalismo no patamar em que ele se encontrava antes se ser erguido o Estado Social.
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Como sabemos este Estado Social foi erguido após um longo período histórico de guerras destruidoras, de lutas sociais ferozes e de crises económicas graves. Correspondeu a um compromisso dentro do próprio Capitalismo, onde se digladiavam (e continuam a confrontar-se) as suas duas correntes: a de John Keynes (capitalismo-Renano, tendencialmente Social-Democrata) e a de Milton Friedman (capitalismo Anglo-Saxónico, completamente Neoliberal) (1).
Foi assim, face a uma necessidade do Capitalismo, com a ajuda da sua corrente Keynesiana, reforçada com o imperativo de fazer frente ao Socialismo e ao Comunismo, que foi erguido o compromisso do Estado Social com cedências de ambos os lados, do Capital e do Trabalho.
O Estado Social, através dos impostos e dos contributos dos cidadãos (de forma singular ou colectiva) veio desenvolver um conjunto de políticas públicas e sociais favoráveis às duas partes e acaba por desempenhar um papel essencial na implementação das democracias europeias, construindo e consolidando estabilidade e paz. Com ele atingiram–se patamares de desenvolvimento significativos.
Mas o capitalismo não descansou. Após atingir um grau de desenvolvimento apreciável, afastados os, por si considerados, perigos do socialismo real (com a queda da Cortina de Ferro) o Capitalismo encontra novos apoios para alterar profundamente a sua estratégia de acção. São pilares dessa sua investida, iniciada nos finais do século passado e principio deste milénio, as novas tecnologias de comunicação que lhe permitem a expansão e a globalização e a possibilidade de aderir à prática da corrente, anglo-saxónica, do capitalismo neoliberal de M. Friedman que contém em si todos os ingredientes para sufocar, estrangular e aniquilar de vez o Estado Social.
Com a globalização o capital torna-se movediço, sem pátria, foragido dos impostos e de qualquer outra obrigação contributiva (não se criaram ainda impostos ou contribuições supranacionais, apesar dos esforços do movimento ATTAC/Taxa Tobin, constituírem uma proposta, nesse sentido). Por outro lado o Trabalho é dominado pela sua não fácil mobilidade, pelo domínio de salários baixos e imposição de taxas. O Capital financeiro (por vezes virtual, graças à “internet”) impôs-se ao Capital produtivo e tornou-se mundialmente implacável criando, na realidade, mecanismos que visam a escravização do Trabalho.
Junte-se a isto, com a queda do muro de Berlim, a entrada dos seus países num capitalismo selvagem e a “capitalização do socialismo chinês” e verifica-se como o Trabalho enfrenta hoje, de novo, enormes barreiras na luta por uma sociedade mais justa e humana.
A globalização do Estado Social nunca poderia ocorrer tal como a do Capitalismo.
Não ocorrendo uma globalização da Democracia e não havendo em muitas partes do planeta necessidade do referido compromisso do Capitalismo, pelas razões que justificaram esse compromisso no pós-guerra, tratou o Capitalismo de se encarregar, pela mão da sua corrente neoliberal, da missão de destruir o Estado Social onde ele tinha sido criado e agora se manifesta como um obstáculo à sua cega expansão.
As justificações são forjadas e contam com a perversa auto destruição do próprio Estado, através dos mecanismos da corrupção e de artifícios habilidosos.
Tudo se faz para conduzir à ideia de que o Estado é ineficaz e que há que mudar para o Privado o que este sabe fazer melhor (?) e mais barato (?) (afirmações que a prática tem negado) e retirar ao Estado e dar ao Mercado a regulação social.
Ataca-se tudo o que seja aparente bom negócio não hesitando mesmo perante os resultados catastróficos para os cidadãos e que estes vivamente contestam. O sector público, com base no esvaziamento dos seus meios e na compra de funcionários corruptos, apostados em afundar este sector e justificar as mudanças exigidas“, é considerado estéril e inoperante. Acentua-se aqui o fenómeno da corrupção, maleita natural do capitalismo e mola real do afundamento das sociedades democráticas e do avanço do neoliberalismo.
O que está em causa é a definição da sociedade que se quer construir: uma sociedade onde os detentores do capital explorem e dominem os trabalhadores, colocando-os em situações de autêntica escravidão, como aconteceu noutros tempos.
O facto é que nos últimos tempos  se assiste ao maior dos retrocessos  nas condições mais humanas para que as sociedades caminharam. O neoliberalismo aqui na Europa não está interessado numa retoma. Os objectivos perseguidos pelos governos europeus e organizações envolvidas (BCE, Comissão Europeia, Banca e grandes empresas) não visam uma retoma rápida nem a redução das assimetrias da zona Euro e da EU.
Para eles o essencial é evitar um novo “crash” provavelmente superior ao de 2008. E para isso não hesitam em aumentar a precariedade dos trabalhadores, o desemprego desenfreado, o empobrecimento vertiginoso, a diminuição drástica dos salários e das reformas. Utilizam de forma exímia as disparidades entre trabalhadores de diferentes países da EU, entre os do norte e centro e os do sul, o que agrava ainda mais as disparidades já existentes dentro das fronteiras nacionais.
Torna-se imperioso desmontar as justificações dos inimigos do Estado Social. A manipulação nos “media”, encostados à Banca e às grandes empresas, é tenebrosa e visa captar apoios, ou no mínimo, a passividade, dos cidadãos menos informados :
*Não há gorduras no Estado Social mas sim necessidade de uma melhor gestão, afastando o compadrio e a corrupção. Como se pode aceitar que haja por um lado despedimentos e por outro recrutamentos de “boys” com salários de 4.000 a 5.000 euros??? Falta um estudo sério de reestruturações sustentáveis e, sobretudo, de luta contra o amiguismo e a descarada perversão.
*”Queremos mais do Estado do que estamos a pagar” - como diz o governo. É uma falácia. A maioria dos portugueses tem poucas posses e já contribui acima das suas possibilidades. Falta verificar  se os verdadeiramente ricos correspondem à solidariedade que lhes é exigida e quem é que neste país é considerado “rico”. Se neste contexto europeu, quem ganhe mensalmente 2000 a 3.000 euros ilíquidos, é considerado “rico”, torna-se evidente a falta de seriedade da análise!
*Não é através de PPPs (Parcerias Público Privadas) que se obtêm melhores resultados, como a prática o tem demonstrado na Saúde, na Educação, na Energia, nas Comunicações, nas Estradas, etc. Conseguem-se sim maiores encargos para o Estado e para o cidadão e os bolsos mais cheios para os corruptos intervenientes e para os novos donos privados.
*A crise da dívida, suscitando esta ainda muitas incógnitas sobre os seus titulares e responsáveis, terá sido essencialmente provocada pela corrupção, evasão fiscal e por uma gestão danosa e com total ausência de políticas económicas, sociais, monetárias e fiscais comuns da Europa. Criar nos portugueses um sentimento de culpa “de quem viveu acima das suas possibilidades” é uma tentativa desonesta e insere-se numa propaganda de falsas verdades, de obscurantismo e de desinformação.
*”Não há dinheiro” - diz o governo. Mas este só o procura junto dos que não conseguem defender-se e dele, dinheiro, até são pouco detentores. Com uma outra política de emprego, gerando emprego gera-se dinheiro. Depois tem de se taxar devidamente valores que até hoje estão isentos ou são objecto de taxas mínimas (2):
- As mais-valias do desenvolvimento tecnológico (que criam desemprego) não podem ser objecto de taxação só sobre o Trabalho. As mais-valias resultantes da modernização terão de ser igualmente taxadas. Não pode uma fábrica contribuir para a Segurança Social com cerca de 20%, da riqueza que cria, e uma empresa de energia e electricidade contribuir apenas com 2%!
- A taxação de 0,25% sobre todas as transacções financeiras daria uma contribuição anual de cerca de três mil milhões de euros.
- Para além de continuarem à margem da fiscalidade os lucros das “especulações financeiras” deslocadas significativamente dos recursos da produção, cerca de 70% das empresas estarão isentas de taxas de mais valias e  continuam a maioria dos “jogos online” por ser taxados.
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A luta pela defesa do Estado Social volta a estar cada vez mais na ordem do dia. Sabemos que em Portugal o Estado Social só chegou com o 25 de Abril e nunca atingiu o patamar da generalidade dos países da Europa Ocidental. Sabemos que a corrente neoliberal nunca dará viabilidade ao Estado Social. Sabemos que a Democracia não é viável sem o Estado Social. Democracia que há muito está sob o ataque dos agentes do grande Capital. Ela – a Constituição - é posta em causa apenas porque não permite que se realizem as medidas que (o Capital e os neoliberais) consideram essenciais ao seu projecto político.
Urge, assim, quanto antes afastar os neoliberais e as suas persistentes tentações de nos esmagarem. Não podemos desistir desta luta de sobrevivência em que estamos envolvidos.
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Não podem os reformados pensar que a sua luta será isolada da luta em geral dos portugueses: de desempregados ou com emprego precário, de públicos ou privados, de jovens ou com idade feita, enfim, de todos quantos a neoliberal e “troikeana” austeridade têm violentamente atingido. O que poderão, unidos na mesma luta, fazer mais de quatro milhões de cidadãos (ou seja, tendo como referência dois milhões de reformados e dois milhões de portugueses no limiar da pobreza)? O que poderão e que deverão fazer???
”Grisalhos” e “famintos”, todos com sede de justiça, perante a gravidade da ruinosa e traidora acção deste governo, poderão e deverão lutar individualmente nas suas organizações de classe profissional ou nas organizações de defesa dos seus direitos, mas não poderão esquecer que a luta é conjunta e é a mesma. É uma luta de sobrevivência em que estamos todos (os que sofrem) envolvidos e empenhados: acabar com esta política neoliberal e afastar os seus fautores. Há várias espécies de “guerras “para onde nos lançaram estes “experts” falhados, conduzindo-nos para uma inversão civilizacional (como disse Gomes Canotilho) e regresso a outra forma de escravatura.
Só acabando com a escravatura seremos livres e teremos paz. A. Lincoln sabia disso há 150 anos.
Só acabando com este governo e com a sua vergonhosa política acabará o ataque à esmagadora maioria dos cidadãos e respectivas famílias. e, concomitantemente, cessará o mais violento ataque, de que há memória, aos aposentados, pensionistas e reformados .

Manuel  Duran Clemente                                                                               
Fev.2013
(Escrito de acordo com a antiga ortografia)
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(1) «Após a eclosão da Segunda Guerra Mundial, as ideias económicas de John Keynes foram adoptadas pelas principais potências económicas do Ocidente. Durante as décadas de 1950 e 1960, o sucesso da economia keynesiana foi tão retumbante que quase todos os governos capitalistas adoptaram as suas recomendações.
A influência de Keynes na política económica declinou na década de 1970, parcialmente como resultado de problemas que começaram a afligir as economias americana e inglesa no início da década (como a Crise do Petróleo) e também devido às críticas de Milton Friedman e outros economistas neoliberais pessimistas em relação à capacidade do Estado de regular o ciclo económico com políticas fiscais. Entretanto, o advento da crise económica global do final da década de 2000 causou um ressurgimento do pensamento keynesiano. A economia keynesiana forneceu a base teórica para os planos do presidente Barack Obama, e do primeiro-ministro britânico Gordon Brown e de outros líderes mundiais para aliviar os efeitos da recessão.»(*Nota da Wikipédia)
(2) Alguns dados foram obtidos do “Fórum Cidadania pelo Estado Social” promovido pela Associação 25 de Abril, CES-Univ.de Coimbra, CICS/Univ.do Minho, IGOT-Univ.de Lisboa e SOCIUS-Univ.Tecn.de Lisboa realizado na Fundação Gulbenkian em 19 de Novembro de 2012.

10 de fevereiro de 2013

Hoje - TVI 24



Rosário Gama, uma força da natureza!

Agenda Próxima

10.02.2013
Eduarda Neves no programa "Porto de Honra" da Rádio Festival, do Porto, às 10 horas,

10.02.2013
Rosário Gama no programa da TVI24, "Portugal Português", às 15 horas.

12.02.2013
Data limite para apresentação de listas candidatas às eleições para os órgãos sociais da APRe!

14.02.2013
Debate sobre o "Estado Social e Direito à Aposentação", no pequeno auditório do Rivoli do Porto, organizado pelo Núcleo do Porto da APRe!, pelas 18h15. Participam, como convidados, o Dr. Rui Rio e o Prof. Dr. Augusto Santos Silva, participando Rosário Gama como moderadora.

27.02.2013
Eleição na APRe!

28.02.2013
Conferência subordinada ao tema “Tratamento de Pensões e Reformas no OE 2013”, organizada pelo Instituto de Investigação Jurídica da Universidade Lusófona do Porto, às 14H30 no Auditório da mesma Universidade. A participação da APRe! está a cargo de Rosário Gama, n/ coordenadora e Henrique Rodrigues, jurista do Porto.

9 de fevereiro de 2013

Forum APRe!

Se já acedeu ao convite  e se inscreveu no fórum APRe tenha em atenção:
ANTES DE INICIAR A SUA PARTICIPAÇÃO NO FÓRUM APRe!  LEIA POR FAVOR O TEXTO SEGUINTE
Opções de subscrição das mensagens
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A recepção directa tem a vantagem de permitir visualizar a mensagem pouco tempo depois de enviada, mas tem também  o risco de facilmente encher o correio. Num fórum com muitos inscritos é essencial a contenção dos seus membros; bastará que alguém entre em discussão com outro associado para a proliferação de mensagens poder constituir um ruído de fundo que na prática vai impedir a leitura de mensagens importantes. Para evitar esta situação o sistema permite várias opções. Por exemplo receber uma única mensagem por dia, com o resumo de tudo que foi publicado.
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Para evitar que assuntos importantes fiquem perdidos no meio de assuntos de circunstancia sugerimos ainda algumas  regras que permitam ao leitor seleccionar os assuntos de seu interesse.
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Mensagens que transcrevam noticias ou artigos de imprensa devem ser assinaladas ex : INFORMAÇÃO artigo de fulano de tal.
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Sendo um fórum com participação por convite, constituído por membros maiores e vacinados, deixamos ao vosso citério os limites das intervenções.
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Esperamos que sejam os próprios membros a assinalar e corrigir qualquer conduta menos adequada.
O responsável pelo fórum está muito longe de ser um perito informático; dúvidas sobre funcionamento do fórum ou da sua ligação ao correio electrónico poderão provavelmente ser melhor esclarecidas por participantes mais habilitados. Sugerimos que nesse caso o assunto da mensagem seja explícito (por exemplo. Pedido de ajuda)
Se usado de forma criteriosa este fórum pode ser uma ferramenta útil para manter informados os associados da Apre e dinamizar o trabalho da Associação.
Visite a página inicial do grupo:
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Expresso - Hoje























Perfil

Rosário Gama, 64 anos, foi durante muito tempo o rosto do sucesso escolar, enquanto diretora da Secundária Infanta Dona Maria, em Coimbra, a escola pública que mais vezes figura no topo dos rankings. Em 2011, ao fim de 38 anos de trabalho, pediu a reforma antecipada. "Adorava o que fazia, mas com as alterações que estavam em cima da mesa corria o risco de acabar a carreira e receber menos do que receberia com as penalização". Hoje conta com uma reforma inferior a €2000 líquidos. É militante do PS, mas garante que não quer envolver-se ativamente na política. 
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Tudo começou em outubro, quando um pequeno grupo de reformados, indignado com o Governo, decidiu criar uma associação. Anunciaram na net uma primeira reunião, em Coimbra, e marcaram sala para 150 pessoas. Apareceram 500. Hoje, a APRe! tem núcleos em todo o país e conta com mais de três mil associados. A direção é eleita este mês. Rosário Gama, ex-diretora da escola pública com melhores resultados nos rankings, é o rosto da associação.

Chamaram APRe! ao vosso movimento. Os reformados estão mesmo irritados? A designação tem precisamente esse sentido. Queremos mostrar indignação perante o ataque do Governo a este grupo social. Achámos que essa expressão, que ainda por cima coincide com a sigla das palavras Aposentados, Pensionistas e Reformados, era ideal para transmitir o que sentimos. Apre! Basta!

Que ataque é esse? Fomos o grupo escolhido para o massacre fiscal. Vamos ser altamente penalizados, não só com os novos escalões de IRS, que afetam as pensões a partir de 500 e poucos euros, mas também com a sobretaxa de 3,5% e com a contribuição extraordinária de solidariedade, que é exclusiva para os aposentados. É uma violência.

Os reformados não devem participar no esforço pedido a todos os portugueses? Devem. Mas não podem ser saqueados.

O Governo afirma que há muitos reformados que não descontaram para a reforma que estão a receber. É verdade. Mas são os políticos. Muitos fizeram carreiras pequeníssimas na Assembleia da República e nas autarquias e de facto não descontaram o suficiente para o que recebem. Mas a esmagadora maioria dos reformados teve carreiras longas. E 90% das reformas são inferiores a 500 euros. Por isso, o primeiro-ministro não conhece a realidade ou está a deitar poeira para os olhos dos portugueses.

Os reformados não se sentiam bem representados? Achámos que não havia nenhuma associação que o fizesse devidamente. Os sindicatos voltam-se sobretudo para a defesa dos direitos das pessoas no ativo. Há 2,7 milhões de reformados. Precisam de uma voz ativa. O movimento integra gente de todas as tendências e de todas as profissões. Surgimos há pouco tempo e já temos mais de três mil associados. Em média, inscrevem-se 20 pessoas por dia.

Diz que cortar nas pensões afeta todas as gerações. Como? Quando se fala em reformados, as pessoas imaginam gente de 80 e tal anos. Mas há muitos a partir dos 58, 59 anos. Ainda são bastante novos, têm casas para pagar e vários compromissos que assumiram em função do que sempre lhes foi dito que iam receber quando se reformassem. Somos uma geração ensanduichada. Por um lado temos os filhos, já com as suas famílias constituídas e a precisarem da nossa ajuda e, por outro, ainda temos pais a cargo, a quem damos apoio. O corte das reformas vem travar muito o apoio dado aos filhos e aos netos.

Não podem fazer greve. Como pretendem fazer-se ouvir? Somos uma associação de pressão. Fomos recebidos por todos os grupos parlamentares à exceção do PSD, que não quis. Entregámos uma petição com 13500 assinaturas que em breve será discutida no plenário. E vamos agir junto dos tribunais. Queremos ser ouvidos enquanto parceiros sociais.

Acha que movimentos cívicos como este vão ganhar força? Não tenho dúvida. E penso que a Constituição devia permitir que pudessem concorrer à Assembleia da República. Estou muito preocupada com o desânimo dos portugueses relativamente aos políticos. A culpa é deles, porque não param de surgir novos chicos-espertos nos governos e nos partidos. O Estado trata as pessoas como utentes, não como cidadãos.

6 de fevereiro de 2013

Notícias APRe!

Caros Associados 

- Estão a aproximar-se as primeiras eleições para os corpos sociais da APRe! (dia 27 de Fevereiro) e, nesse sentido, peço a todos os associados para participarem activamente neste acto eleitoral. É uma forma de demonstrarmos a nossa convicção de que estamos determinados a ir para a frente com este projecto. O prazo para apresentação das listas termina dia 12. A Comissão Instaladora irá apresentar uma lista, cujo programa será divulgado juntamente com as das restantes listas que venham a apresentar-se a sufrágio. 
Os cadernos eleitorais “fecharam” dia 20 de Janeiro, uma vez que tiveram que ficar prontos antes do envio da convocatória eleitoral que seguiu por escrito para os associados sem acesso à Net. Os associados que formalizaram a inscrição depois dessa data, não poderão participar neste primeiro acto eleitoral. 

- Os núcleos da APRe! continuam a surgir em vários pontos do país. Amanhã faremos a divulgação da APRe! em Faro, às 14H30 na Biblioteca Municipal de Faro e, no dia 8 em Évora, na CCR do Alentejo, também às 14H30. Quantos mais formos, mais hipóteses temos de nos candidatarmos a parceiros sociais. 

- A APRe! tem sido convidada a participar em programas de televisão nomeadamente Prós e Contras, por duas vezes (com a Eduarda Neves e a Luisa Cabral). Também 2 associados de Lisboa (Vítor Ferreira e Luisa Cabral) já estiveram no canal Q e a Eduarda Neves do Porto deu uma entrevista no Porto Canal. No próximo domingo, às 15H00, estarei 3 minutos no programa Portugal Português da TVI24.
Apesar destes últimos serem canais por cabo e portanto com menor audiência, achamos que devemos aceitar os convites para divulgar a APRe! 

- No domingo, dia 10, às 10 horas vai passar na Rádio Festival (94.8 FM, para quem quiser ouvir) uma entrevista com a Eduarda Neves no programa “Porto de Honra”. É uma rádio muito popular do Porto e arredores. 

- Na passada 5ª feira, 25 elementos da APRe! estiveram num jantar com o Dr. Bagão Félix, organizado pela Quinta das Lágrimas, em Coimbra, o que constitui uma boa oportunidade para trocar opiniões com ele, tendo o mesmo disponibilizado o seu contacto para futuras colaborações. 

- O Núcleo da APRe! do Porto vai organizar um ciclo de debates subordinado ao tema “Estado Social e o Direito à Aposentação como Pilar da Democracia” O primeiro destes debates é na 5ª feira, 14 de Fevereiro, no Pequeno Auditório do Rivoli, entre as 18h15 e as 21h00. Neste debate participam o Senhor Presidente da Câmara do Porto, Dr. Rui Rio e o Professor Doutor Augusto Santos Silva sendo moderado por mim, enquanto Coordenadora da APRe! 

- A APRe! foi convidada a participar numa conferência subordinada ao tema “Tratamento de Pensões e Reformas no OE 2013”, organizada pelo Instituto de Investigação Jurídica da Universidade Lusófona do Porto, a realizar no dia 28 de Fevereiro, às 14H30 no Auditório da mesma Universidade. A participação está a meu cargo, enquanto Coordenadora da APRe! e do Dr. Henrique Rodrigues, jurista do Porto. 

- Fui contactada pelo Expresso para uma entrevista sobre a APRe!. Esta entrevista vai sair no próximo sábado, na página 6 do caderno principal. 

- De uma Associada da APRe! recebi a seguinte mensagem: 
No dia 9 de Fevereiro, às 14 horas, na Alameda Afonso Henriques (Fonte Luminosa), vai realizar-se uma manifestação sob o lema "Não ao Orçamento. Sim a Portugal", organizada por simples cidadãos que têm consciência que com este Orçamento e se o TC não considerar inconstitucional os itens que lhe foram apresentados, nomeadamente a taxa de solidariedade para os pensionistas e reformados, os portugueses vão ficar cada vez mais pobres. 
Venho solicitar o seu empenho no sentido de divulgar pelos associados da APRE a realização deste evento. 

- No dia 2 de Março vai realizar-se a Manifestação organizada por movimentos cívicos e em que a APRe! vai participar. 
Apelamos a todos os associados da Apre! para, juntamente com outros Pensionistas, integrarem a Maré dos Aposentados, Pensionistas e Reformados. Para isso, os que participarem nesta manifestação em Lisboa, devem juntar-se no dia 2 de Março, 15h – na Praça José Fontana. Juntar-se-ão, em seguida, ao povo inteiro, para a manifestação do Marquês de Pombal ao Terreiro do Paço. O Manifesto da APRe! segue em anexo. 

- Por sugestão de uma associada, devemos exigir à entidade pagadora (CGA ou CNP) o descritivo do pagamento do mês de Fevereiro, a fim de podermos avaliar (neste momento com as confusões criadas, ninguém sabe quanto este (des)governo nos vai limpar) os cortes a que fomos sujeitos. No caso de não haver resposta, a APRe! recorrerá ao Sr. Provedor de Justiça. O endereço electrónico da CGA é cga@cgd.pt e a morada da sede é Avenida 5 de Outubro, 175, Apartado 1194, 1054-001 Lisboa. Para o CNP, Centro Nacional de Pensões a morada é Campo Grande, Nº 6, 1749-001 Lisboa e o endereço electrónico cnp-pensoes@seg-social.pt
Se todos fizermos isso, vão ter que responder e perceberão que estamos atentos ao que nos vão tirar. 

- Uma associada da APRe! reclamou junto do BPI manifestando repúdio pelas afirmações públicas e insultuosas dirigidas ao povo português pelo presidente do BPI - Sr. Fernando Ulrich.
Para: gestao.reclamacoes@bancobpi.pt . O seu texto foi: 
Exmos Senhores
Pretendo desta forma "reclamar" junto do BPI, as repugnantes afirmações públicas, que o seu presidente Sr. Fernando Ulrich, insiste em continuar a exibir de forma arrogante, provocatória e gratuita. 
Considero lamentável que o sr. Fernando Ulrich, presidente do BPI, não tenha o pudor de guardar apenas para si próprio, considerações pessoais tão impróprias, e insultuosas como as que insistentemente faz questão de proferir. 
Era bom que se calasse e tivesse ao menos um pouco de respeito, pelos portugueses, pelo momento difícil que todos vivemos e até talvez pela imagem do banco onde trabalha. 

- O nosso Associado José Cavalheiro está a dinamizar o fórum APRe! Se não recebeu convite para participar neste fórum, vai receber. Todos os associados da APRe! podem participar e enviar mails e assim, todos os contributos são rentabilizados. As sugestões e opiniões de cada um não podem perder-se ou ficar apenas num círculo muito restrito. 

- Já estão a pagamento as quotas da APRe!. Pode fazê-lo por transferência bancária ou por Multibanco e enviar o comprovativo para a APRe!. Não se esqueça que o NIB da associação é 0035 0185 00021699 930 81. O valor da quota mensal é de 1 Euro, o que perfaz 12 Euros a serem pagos duas vezes no ano, 6 Euros de cada vez. 

- Aparecem no mail algumas transferências de dinheiro da jóia sem vir nenhum nome ou ficha de inscrição associada. Se conhecer alguém que tenha pago e não esteja a receber correspondência, peça, por favor para contactar a APRe!.a fim de lhe enviarmos a ficha de inscrição para preenchimento. 

Saudações APRistas! 
A Coordenadora da APRe! 
Rosário Gama