9 de maio de 2013

Lisboa



Areeiro, Alvalade, Arroios, Avenidas Novas

10 MAI (6ªf), das 14h30 às 17h00, no auditório da Junta de Freguesia de S. João de Deus (junto à Avenida de Roma).

Estes Núcleos da APPe! vão promover uma reunião conjunta e aberta dos associados e seus convidados desta zona da Cidade.
Os seus dois dinamizadores – Paula Guimarães e José Bom – esperam uma participação animada. E, claro, novos associados.
Como base, o esclarecimento sobre as realizações da APRe! e ainda sobre a iniciativa "TRAZ UM AMIGO TAMBÉM".
Na Mesa, para além dos dinamizadores, estarão presentes Barata Simões e Vitor Ferreira, responsável pela Delegação de Lisboa.

Carta - Resposta da PAR











Exma. Sra. D. Maria do Rosário Gama,

Vi a mensagem que me enviou, reconhecendo nela uma espécie de explicação cívica que agradeço. E quero ainda dizer o seguinte:
O direito de manifestação não está, nem pode estar, nunca, em causa.
O que está em causa é o pretenso direito de o fazer interrompendo o processo de decisão do Parlamento.
O Parlamento é de todos nós, é, por isso, o vosso Parlamento. Ele é o núcleo do regime democrático e a sua pluralidade implica que todos se podem manifestar perante ele, mas não contra ele.
Aqui, nós seguramos as regras por que nos entendemos e desentendemos e só por elas é possível construir a justiça e o progresso.
Àqueles que aqui trazem os seus clamores, digo que nós sentimos orgulho em ser a porta a que se bate, o último baluarte da esperança. Não sabe quantas vezes sinto a tentação de descer as escadas a levar o abraço dos 230 que aqui se sentam!
Não o fazendo por ser impossível fazê-lo sempre, ainda assim deixo aos manifestantes um recado.
Mas interromper o processo de votação do Parlamento não está bem.
É essa a diferença entre cantar a Grândola que nos libertou nas escadas ou nas galerias. Nas escadas é uma celebração, mas nas galerias pode ser uma alienação.
Um abraço amigo e conto convosco.

Maria da Assunção A. Esteves
Presidente da Assembleia da República

Belém


O Núcleo de Belém, Lisboa, reunido a 07 de Maio, na sala de reuniões da Junta de Freguesia de S. Francisco Xavier, analisou a posição da APRe! no contexto actual, reforçando a posição apartidária, mas política da APRe!. 
A seguir, definiu o plano estratégico, tendo em conta o vector estratégico de crescimento do número de associados, aumentar 10% os associados tendo como base do número de residentes com mais de 65 anos, através de acções directamente ligadas com este objectivo, designadamente, acções voluntárias de leitura, contactos directos com a população, endereçagem nas zonas densamente povoadas pelos + 65 anos, compilação de dados estatísticos do INE, elaboração de um diário de bordo através da plataforma do facebook para divulgar entre os associados do Núcleo as acções em curso e acções de disseminação na comunidade e noutros núcleos. 
Ficou ainda acordado que as reuniões se realizariam quinzenalmente no mesmo local.

Notícias APRe!


Car@s Associad@s

A última semana foi uma semana cheia de acontecimentos para a APRe! pois além das várias reuniões organizadas pelos núcleos locais, fomos à Assembleia da República assistir à discussão da Petição que entregámos em Novembro com 13500 assinaturas. Como todos sabem, a Petição pedia para os grupos parlamentares enviarem a lei do Orçamento ao Tribunal Constitucional a fim de ser pedida a fiscalização sucessiva das medidas nele contidas. Dado o desfasamento no tempo, enviámos pedidos aos grupos parlamentares para que aproveitassem o tema e discutissem quer a CES, quer a situação dos reformados afectados pela crise e, consequentemente, por todos os outros impostos. 

A entrada na Assembleia da República foi uma verdadeira odisseia, com uma fila de associados da APRe! na rua, ao sol à espera que nos deixassem entrar, competindo com filas de alunos que também iam assistir ao Plenário. Para estes, a entrada foi rápida, para a APRe! houve um tratamento humilhante, fazendo cada associado mostrar a roupa que trazia por debaixo da camisa ou camisola a fim de verificarem a existência de uma perigosa arma de propaganda: a t-shirt da APRe a dizer que não somos descartáveis. Aos homens, a verificação era feita no corredor, as senhoras eram encaminhadas para um gabinete onde uma zelosa segurança mandava levantar as peças de roupa para ver o que havia escondido. Apesar disso, ainda conseguimos introduzir uma t-shirt na sala, juntamente com a “raiva” que já todos levávamos: aos alunos não foram tiradas as mochilas, a nós foram retiradas todas as carteiras e sacos… 

Na discussão houve intervenções que aumentaram o nosso mal-estar uma vez que, de forma bem clara, argumentavam que a percentagem de reformados afectados pela CES era tão baixa, que não havia problema em manter esta contribuição.

Após estas intervenções houve um associado que começou a cantar o “Grândola Vila Morena” e os Associados que quiseram associaram-se a este protesto (penso que a maioria dos presentes). Perante isto, a Presidente da AR mandou evacuar a galeria onde estávamos, acrescentando que a nossa atitude comprometia a democracia. 

Na sequência deste acontecimento enviámos uma carta à PAR e hoje já obtivemos a resposta. Estes dois documentos seguem em anexo. 

Na sequência da intervenção do Sr. Primeiro Ministro no dia 3 de Maio fizemos sair um comunicado que foi distribuído à Imprensa no dia 6 após o debate que a APRe! promoveu no Porto com a Drª Raquel Varela e o Dr. Paulo Morais. Esse comunicado segue em anexo. 

Dois dias depois da comunicação do Sr. Primeiro Ministro, o Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros vem dizer que a taxa de sustentabilidade que havia sido acordada na reunião do Conselho de Ministros era a linha vermelha que ele, Paulo Portas não deixava ultrapassar. As rádios pediram logo de manhã o meu comentário (como é bom de ver é um comentário pessoal pois entre uma declaração à noite e a questão colocada às 7H30 da manhã seguinte não há tempo de reunir a Direcção, a não ser fazer 3 ou 4 telefonemas). Declarei que, se um membro do governo não quer deixar “passar” a taxa, congratulávamo-nos com essa medida, embora isso fosse nada comparado com as outras que previam uma aplicação retroactiva e que envolviam cortes muito maiores.

Os reformados merecem, têm direito, a tranquilidade e respeito por parte da sociedade e do governo. Com que direito, com que moral o Governo ameaça e assusta tirar parte substancial das pensões? Porquê esta sanha contra os mais velho? Ignoramos.Somos CREDORES do Estado, as nossas pensões não são subsídios como alguns querem insinuar, em particular na comunicação social.Por isso apelamos aos reformados para estarem mobilizados, para estarem informados mas sem medo.Apelamos a todos que falem e protestem com a razão mas também com o coração. Falem com todos novos ou velhos, filhos ou amigos, conhecidos...não desistam.

Vamos desenvolver várias acções:

Propomos aos Associados que façam pressão junto dos Partidos da coligação, através dos grupos parlamentares (gp_pp@pp.parlamento.pt e gp_psd@psd.parlamento.pt) questionando-os sobre as medidas anunciadas para os reformados, mas não explicadas e sobre a posição dos respectivos partidos relativamente a essas medidas.

Precisamos de saber quantos voluntários estão disponíveis para uma acção de rua a levar a cabo durante 24 horas “non stop”. Depois explicarei melhor aos voluntários o que se pretende para não perder o efeito. Agradeço respostas para o mail voluntariosapre2012@gmail.com

Para poder conhecer a actividade dos núcleos e as reuniões que a APRe! tem feito pode consultar o blogue em http://apre-associacaocivica.blogspot.pt/

Aí também pode ver os vídeos da intervenção do Fernando Martins na RTP1 e CMTV e minha no jornal das 24H00 de ontem, dia 7 na RTP2 

A Segunda edição da revista REVIVER já se encontra disponível para download.

A REVIVER demonstra que a velhice não passa de um estado de espírito.
Para ler a 2ª edição, basta carregar no link abaixo, e gravá-la onde prefere no seu computador. Para lê-la precisa de ter o programa Adobe Acrobat\Reader (que costuma vir instalado nos computadores). 

Faça o download aqui: 

Saudações Apristas
Rosário Gama

Viseu


8 de maio de 2013

Bactérias Infecciosas



Uma visita inesquecível à Assembleia da República

Alguns associados da APRe! (Associação Cívica de Aposentados Pensionistas e Reformados ) deslocaram-se à Assembleia da República na sequência de uma petição que recolhera 13500 assinaturas e que, portanto, tinha que obrigatoriamente ser discutida na Casa da Democracia. 
Como a sessão estava marcada para as 10 horas de 3 de Maio os associados da APRe!, pessoas já de uma idade em que é recomendável um certo cuidado com a saúde, foram chegando a partir das 9.30h e fizeram uma fila ordeira junto à porta. 
O dia estava solarengo e o no sítio da fila o sol aquecia a sério. 
Entretanto chegaram também muitos jovens estudantes que vinham em bando assistir à sessão. O tempo passava e as pessoas continuavam ao sol. Os jovens foram entrando em bando penso que com uma professora. As pessoas mais velhas, essas podiam esperar ao sol.! 
Por volta das onze e tal começaram a entrar às três de cada vez e tendo que passar pelo crivo da segurança, o que não é mau em si, se não atingir o exagero que se verificou! 
Tivemos que deixar ficar todos os haveres na posse da polícia: as senhoras as carteiras e os homens toda a tralha com que costumam andar nos bolsos. Óculos só os que fossem nos olhos. 
Mas o cuidado maior foi para as camisolas que diziam APRe! chamadas “camisolas de manifestação”. Essas nem pensar, apesar de ninguém a levar ostensivamente!! 
Houve quem perguntasse qual era a lei que proibia uma pessoa de vestir uma camisola com um logótipo na frente, mas é claro que ninguém soube responder. 
Três senhoras foram obrigadas a despir as camisolas e a subir de “soutien” com as parcas que tinham que segurar permanentemente para ficarem fechadas. Outras com a pressa esqueceram-se de lenços e, no fim de subirem as escadarias perguntaram por uma casa de banho onde talvez “roubassem” um pouco de papel. Qual quê, não havia nada para ninguém! 
Eu, para me despachar, acabei por mostrar o estômago a um policia pois a policia mulher não dava vazão para se certificar se nós trazíamos “camisolas de manifestação” (o que será?) por baixo das camisolas normais. 
Chegados enfim às galerias lá assistimos à coreografia que costumamos ver na televisão, lá ouvimos o que não devíamos ter ouvido porque somos cidadãos que já contribuímos durante décadas com o nosso dinheiro , estamos a pagar um imposto a mais que os outros cidadãos e, portanto, no mínimo, somos credores, pelo menos de gratidão. 
No entretanto um senhor que eu não conhecia veio dizer – Tiraram nos tudo, mas ficamos com a voz – Vamos utiliza-la! 
E foi assim que quando acabou a discussão que nos levou à Casa da Democracia os associados mais esquerdistas da APRe! começaram a cantar a Grândola enquanto saíamos; e, embora a policia nos tivesse inutilmente vindo expulsar o que se passou foi sairmos por nossa iniciativa porque não tínhamos mais nada a fazer ali, só não cabíamos todos ao mesmo tempo na porta.!. 
Foi esta a história, a triste história da visita a uma casa que quer ser respeitada à força, mas não respeita os cidadãos que legitimamente a visitam. 
Tal como está e como funciona a Assembleia da Republica não é digna de representar os cidadãos, mas estou convencida que pensa que os substitui e que eles são apenas pequenas bactérias infecciosas !! 

Teresa Rio Carvalho
(Dirigente da APRe!)

Rosário Gama



Hoje, no "24 horas", programa de informação da RTP2

Bom, hoje foram cinco minutos de antena que muito ajudam ao nosso trabalho.
Foi evidente a determinação, firmeza e convicção com que Rosário Gama encara este importante desafio, a que meteu ombros, com a fundação da nossa Associação.
Foi oportuna e acutilante a sua abordagem aos propósitos do governo, que olha para os reformados como uma classe a abater, castigando-os com impostos que mais ninguém paga e preparando-se para fazer retroagir as medidas de alteração ao cálculo das pensões, como facilmente se deduz pela promessa feita à Troika de reduzir em 700 milhões o encargo com as mesmas. 
Parabéns!

PM