30 de junho de 2013

Recordando...

A GROSSEIRA INCONSTITUCIONALIDADE DA TRIBUTAÇÃO SOBRE PENSÕES

Aprovado o OE 2013, Portugal arrisca-se a entrar no "Guinness Fiscal" por força de um muito provavelmente caso único no planeta: a partir de um certo valor (1350 euros mensais), os pensionistas vão passar a pagar mais impostos do que outro qualquer tipo de rendimento, incluindo o de um salário de igual montante! Um atropelo fiscal inconstitucional, pois que o imposto pessoal é progressivo em função dos rendimentos do agregado familiar [art.º 104.º da CRP], mas não em função da situação activa ou inactiva do sujeito passivo e uma grosseira violação do princípio da igualdade [art.º 13.º da CRP].
Por exemplo: um reformado com uma pensão mensal de 2200 euros pagará mais 1045 € de impostos do que se estivesse a trabalhar com igual salário (já agora, em termos comparativos com 2009, este pensionista viu aumentado em 90% o montante dos seus impostos e taxas!).
Tudo isto por causa de uma falaciosamente denominada "contribuição extraordinária de solidariedade" (CES), que começa em 3,5% e pode chegar aos 50%. Um tributo que incidirá exclusivamente sobre as pensões. Da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações. Públicas e privadas. Obrigatórias ou resultantes de poupanças voluntárias. De base contributiva ou não, tratando-se por igual as que resultam de muitos e longos descontos e as que, sem esse esforço contributivo, advêm de bónus ou remunerações indirectas e diferidas.
Nas pensões, o Governo resolveu que tudo o que mexe leva! Indiscriminadamente. Mesmo - como é o caso - que não esteja previsto no memorando da troika.
Esta obsessão pelos reformados assume, nalguns casos, situações grotescas, para não lhes chamar outra coisa. 
Por exemplo, há poucos anos, a Segurança Social disponibilizou a oferta dos chamados "certificados de reforma" que dão origem a pensões complementares públicas para quem livremente tenha optado por descontar mais 2% ou 4% do seu salário. Com a CES, o Governo decide fazer incidir mais impostos sobre esta poupança do que sobre outra qualquer opção de aforro que as pessoas pudessem fazer com o mesmo valor... 
Ou seja, o Estado incentiva a procura de um regime público de capitalização (sublinho, público) e logo a seguir dá-lhe o golpe mortal. Noutros casos, trata-se - não há outra maneira de o dizer - de um desvio de fundos através de uma lei: refiro-me às prestações que resultam de planos de pensões contributivos em que já estão actuarialmente assegurados os activos que caucionam as responsabilidades com os beneficiários. 
Neste caso, o que se está a tributar é um valor que já pertence ao beneficiário, embora este o esteja a receber diferidamente ao longo da sua vida restante. Ora, o que vai acontecer é o desplante legal de parte desses valores serem transferidos (desviados), através da dita CES, para a Caixa Geral de Aposentações ou para o Instituto de Gestão Financeira da S. Social! 
O curioso é que, nos planos de pensões com a opção pelo pagamento da totalidade do montante capitalizado em vez de uma renda ou pensão ao longo do tempo, quem resolveu confiar recebendo prudente e mensalmente o valor a que tem direito verá a sua escolha ser penalizada. Um castigo acrescido para quem poupa.
Haverá casos em que a soma de todos os tributos numa cascata sem decoro (IRS com novos escalões, sobretaxa de 3,5%, taxa adicional de solidariedade de 2,5% em IRS, contribuição extraordinária de solidariedade (CES), suspensão de 9/10 de um dos subsídios que começa gradualmente por ser aplicado a partir de 600 euros de pensão mensal!) poderá representar uma taxa marginal de impostos de cerca de 80%! 
Um cataclismo tributário que só atinge reformados e não rendimentos de trabalho, de capital ou de outra qualquer natureza! Sendo confiscatório, é também claramente inconstitucional. Aliás, a própria CES não é uma contribuição. É pura e simplesmente um imposto. 
Chamar-lhe contribuição é um ardil mentiroso. Uma contribuição ou taxa pressupõe uma contrapartida, tem uma natureza sinalagmática ou comutativa. Por isso, está ferida de uma outra inconstitucionalidade. É que o já citado art.º 104.º da CRP diz que o imposto sobre o rendimento pessoal é único.
Estranhamente, os partidos e as forças sindicais secundarizaram ou omitiram esta situação de flagrante iniquidade. Por um lado, porque acham que lhes fica mal defender reformados ou pensionistas desde que as suas pensões (ainda que contributivas) ultrapassem o limiar da pobreza. Por outro, porque tem a ver com pessoas que já não fazem greves, não agitam os media, não têm lobbies organizados.
Pela mesma lógica, quando se fala em redução da despesa pública há uma concentração da discussão sempre em torno da sustentabilidade do Estado social (como se tudo o resto fosse auto-sustentável...). Porque, afinal, os seus beneficiários são os velhos, os desempregados, os doentes, os pobres, os inválidos, os deficientes... os que não têm voz nem fazem grandiosas manifestações. E porque aqui não há embaraços ou condicionantes como há com parcerias público-privadas, escritórios de advogados, banqueiros, grupos de pressão, estivadores. É fácil ser corajoso com quem não se pode defender.
Foi lamentável que os deputados da maioria (na qual votei) tenham deixado passar normas fiscais deste jaez mais próprias de um socialismo fiscal absoluto e produto de obsessão fundamentalista, insensibilidade, descontextualização social e estrita visão de curto prazo do ministro das Finanças. 
E pena é que também o ministro da Segurança Social não tenha dito uma palavra sobre tudo isto, permitindo a consagração de uma medida que prejudica seriamente uma visão estratégica para o futuro da Segurança Social. Quem vai a partir de agora acreditar na bondade de regimes complementares ou da introdução do "plafonamento", depois de ter sido ferida de morte a confiança como sua base indissociável? 
Confiança que agora é violada grosseiramente por ditames fiscais aos ziguezagues sem consistência, alterando pelo abuso do poder as regras de jogo e defraudando irreversivelmente expectativas legitimamente construídas com esforço e renúncia ao consumo.
Depois da abortada tentativa de destruir o contributivismo com o aumento da TSU em 7%, eis nova tentativa de o fazer por via desta nova avalanche fiscal. E logo agora, num tempo em que o Governo diz querer "refundar" o Estado Social, certamente pensando (?) numa cultura previdencial de partilha de riscos que complemente a protecção pública. Não há rumo, tudo é medido pela única bitola de mais e mais impostos de um Estado insaciável.
Há ainda outro efeito colateral que não pode ser ignorado, antes deve ser prevenido: é que foram oferecidos poderosos argumentos para "legitimar" a evasão contributiva no financiamento das pensões. "Afinal, contribuir para quê?", dirão os mais afoitos e atentos. Este é mais um resultado de uma política de receitas "custe o que custar" e não de uma política fiscal com pés e cabeça. 
Um abuso de poder sobre pessoas quase tratadas como párias e que, na sua larga maioria, já não têm qualquer possibilidade de reverter a situação. Uma vergonha imprópria de um Estado de Direito. Um grosseiro conjunto de inconstitucionalidades que pode e deve ser endereçado ao Tribunal Constitucional.
PS1: Com a antecipação em "cima da hora" da passagem da idade de aposentação dos 64 para os 65 anos na função pública já em 2013 (até agora prevista para 2014), o Governo evidencia uma enorme falta de respeito pela vida das pessoas. Basta imaginar alguém que completa 64 anos em Janeiro do próximo ano e que preparou a sua vida pessoal e familiar para se aposentar nessa altura. No dia 31 de Dezembro, o Estado, através do OE, vai dizer-lhe que, afinal, não pode aposentar-se.
Ou melhor, em alguns casos até poderá fazê-lo, só que com penalização, que é, de facto, o que cinicamente se pretende com a alteração da lei. Uma esperteza que fica mal a um Governo que se quer dar ao respeito.
PS2: Noutro ponto, não posso deixar de relevar uma anedota fiscal para 2013: uma larga maioria das famílias da classe média tornadas fiscalmente ricas pelos novos escalões do IRS não poderá deduzir um cêntimo que seja de despesas com saúde (que não escolhem, evidentemente). Mas, por estimada consideração fiscal, poderão deduzir uns míseros euros pelo IVA relativo à saúde dos seus automóveis, pagos às oficinas e à saúde capilar nos cabeleireiros. 
É comovente...

Bagão Félix, no Público

28 de junho de 2013

Boston - EUA


The Christian Science MONITOR 
publica hoje o trabalho de reportagem feito em Portugal pelo seu correspondente Andrés Sala, que inclui a entrevista feita a Maria do Rosário Gama.

VER AQUI A PUBLICAÇÃO


27 de junho de 2013

A Hora do Ancião


Núcleo do Oeste / Caldas da Rainha, Cadaval , Bombarral, Peniche, Óbidos, Lourinhã

Os Dinamizadores locais, Fernando Santa-Barbara e Carlos Alberto Pereira participaram no painel de convidados do Programa "A Hora do Ancião" da Radio Mais Oeste, das Caldas da Rainha.
A intervenção ocorre a partir do minuto 11.20

26 de junho de 2013

Greve Geral



Greve Geral - 27 de Junho de 2013
Manifesto de Apoio à Greve convocada pela CGTP e UGT

A APRe! manifesta o seu apoio aos trabalhadores em luta neste momento tão difícil, dramático e importante da nossa história.
Em nome dos aposentados, pensionistas e reformados da APRe! declaramos solidariedade a todos os que lutam neste dia de Greve e defendem o cumprimento da Constituição da República Portuguesa, no respeito pelo individuo e pelos direitos aí consagrados.
Somos contra a desregulação social, sem limites e resultados, que nos tem sido imposta. Estamos com os demais trabalhadores:
- Pelo combate ao desemprego
- Pela diminuição da carga fiscal 
- Contra a precariedade e salários de miséria
- Contra o arbitrário aumento do horário de trabalho
- Contra a irracionalidade dos despedimentos
- Contra os cortes salariais e subsídios
- Contra os cortes das pensões e reformas
A luta dos trabalhadores é a nossa luta em oposição a politicas indiscriminadas de austeridade, destruidoras da economia interna e do equilíbrio social, arduamente conseguido ao longo de décadas. 
Queremos ser tratados como pessoas, com direitos, e não um número mais em qualquer folha de Excel.
Queremos um governo que defenda Portugal, que governe com verdade na conquista da dignidade e do progresso.
A Luta dos Trabalhadores É A NOSSA LUTA!
BASTA!

Pela Direcção da APRe!
A Presidente
Maria do Rosário Gama

Notícias APRe!

Car@s Associad@s

Consultei a semana passada o Dr. João Correia (nosso advogado) para colocar duas questões: uma que se prende com a trapalhada dos subsídios de férias, agora a serem pagos em diferentes momentos consoante a pensão (até 600 Euros são pagos em Julho; entre 600 e 1100, 50% em Julho e 50% em Novembro/Dezembro) e a partir de 1100, segundo algumas versões, 10% em Julho e 90% em Novembro. Perguntei se será de avançar com uma providência cautelar.
A outra questão tem a ver com uma notícia trazida a público pelo Dr. Marques Mendes no sábado, dia 15 de Julho, no seu comentário da Sic no Jornal da Noite, em que ele afirmou que o Governo se prepara para comprar dívida pública portuguesa com dinheiro do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, ou seja, da “almofada” das nossas pensões!!! Actualmente já cerca de 40% desse fundo está aplicado em divida publica portuguesa, e é intenção do governo aumentar essa participação para reduzir, em termos da U.E. essa divida, já que por ser uma entidade pública a divida adquirida por ela é deduzida para efeitos de apresentação à troika. No entanto, o aumento da aplicação na divida publica portuguesa, como pretende o governo, aumenta o risco do fundo perder uma parte do seu dinheiro causado por um eventual corte na divida publica causado pelo agravamento da situação do país e do Estado. Também aqui se pode justificar uma providência cautelar. O Dr. João Correia vai debruçar-se sobre esses dois assuntos e depois dirá. Assim que eu souber alguma coisa, aviso os Associados.
Entretanto enviei para a comunicação social, na 6ª feira à noite, um comunicado sobre a questão dos subsídios e que dizia:

Comunicado

O país tomou conhecimento da promulgação pelo senhor Presidente da República do decreto do Governo que regulamenta, para o ano em curso, o pagamento do subsídio de férias a funcionários públicos e pensionistas. A extrema rapidez com que o senhor presidente analisou o conteúdo do decreto e o promulgou não pode deixar de provocar a maior estranheza à APRe!, aos seus associados, a todos os reformados e pensionistas afectados pela medida em causa. Com efeito, afectará todos a quem o pagamento assim adiado, para a época de fim de ano, não só causará uma dificuldade acrescida aos seus orçamentos como parece constituir uma aberração. Com efeito não descortinamos uma explicação racional para esta medida atendendo a que o senhor primeiro-ministro declarou que não era um problema de falta de dinheiro. Acresce, assim, mais incerteza a todas as incertezas e angústias já existentes neste grupo social.
A medida parece afastar-se do sentido da decisão do Tribunal Constitucional, justificando, assim, que a APRe! desenvolva as diligências mais adequadas para o cabal esclarecimento da situação legal assim criada.

(Só tive conhecimento que foi publicado no Correio da Manhã.)

GREVE GERAL DIA 27 de JUNHO

A greve geral é uma iniciativa que pretende chamar a atenção do país para a política de empobrecimento resultante das medidas do governo. Um empobrecimento que atinge jovens e idosos, reformados e activos.
A posição da Direcção é a de solidariedade para com os grevistas e de contestação à política seguida pelo governo, uma vez que já não temos possibilidade de fazer greve. Vamos manifestar a nossa solidariedade através da divulgação, pelos media, de um comunicado que vos envio, em anexo, e convidar os associados da APRe! que assim o entenderem, a concentrarem-se nos locais onde há concentrações, com as t-shirts e bonés da APRe! uma vez que estas concentrações resultam da acção conjunta das duas centrais sindicais.

O Observatório sobre Crises e Alternativas acaba de publicar o seu 5.º Barómetro das Crises,que nesta edição trata dos cortes anunciados nas pensões.
Cerca de 30% dos 4 mil e 800 milhões de euros de cortes permanentes da despesa anunciados pelo Governo incidem sobre pensões de reforma. Estes cortes nas pensões são tanto mais surpreendentes quanto acrescem a reformas adoptadas em Portugal, em 2001 e 2007, que estão já a ocasionar uma redução do valor médio das pensões e, deste modo, a fazer com que a despesa em pensões não acompanhe o aumento do número de idosos na população.
Não se prevendo o crescimento da despesa com pensões que seria expectável à luz da evolução demográfica, como se justifica a prioridade conferida à redução da despesa pública com os regimes de pensões?
Certos de que terá interesse neste trabalho, informamos que se encontra acessível em http://www.ces.uc.pt/ficheiros2/files/5BarometroCrises_Pensoes.pdf

Convido-vos a ouvir a entrevista que a Drª Raquel Varela deu à antena 1 sobre Sustentabilidade da Segurança Social e que se encontra no link abaixo:

O surgimento da APRe! em Outubro do ano passado, fez despertar alguns movimentos já existentes e a vontade de outros se juntarem em novas Associações como é o caso do Movimento Cidsenior constituído recentemente por reformados, a quem endereçámos um convite, antes da sua legalização, para se juntarem a nós.
Todos os Movimentos que tiverem como objectivo a luta contra as medidas do Governo que transformam os Reformados num alvo fácil de atacar e recorrem às suas pensões para resolverem problemas orçamentais, são bem-vindos a esta grande família constituída por um terço da população portuguesa.

Na última reunião da direcção ficou decidido avançar com a proposta de um associado sobre a criação do Provedor do Idoso. Vamos saber quais as medidas que são necessárias para avançar com esta proposta.
Também temos o objectivo de criar Comissões concelhias (ou distritais) de Protecção ao Idoso, tal como há as Comissões de Protecção aos Jovens em risco.

Estamos a apontar a realização da Conferência Internacional para o dia 26 de Outubro ou 2 de Novembro. Depois confirmarei.

Na semana que passou uma delegação da Associação dos Trabalhadores Activos e Aposentados da APDL (Administração do Porto do Douro e Leixões) foi recebida pela APRe!
Esta Associação fez-se representar pelos seus dirigentes José Paulo Silva e Maria Isabel Pereira Teixeira. Pela APRe! estiveram presentes Maria do Rosário Gama e Pedro Martins.
Este Encontro proporcionou uma profunda análise da situação actual, no que se refere à causa dos reformados e à política geral do país. Foram perspectivadas acções de envolvimento comum, para o futuro, que possam concorrer para a defesa dos direitos dos reformados e para travar o ataque que se desenha ao direito à dignidade dos mais pobres, com a destruição do Estado Social.
No mesmo dia, 5ª feira dia 20, o jornalista Colombiano Andrés Calas, sediado em Madrid e correspondente para a Península Ibérica do jornal americano C. S. Monitor, de Boston, deslocou-se a Coimbra para me entrevistar enquanto Presidente da APRe!.
A curiosidade que a APRe! tem despertado por todo o Mundo, como fenómeno único de rápida expansão e ponto de confluência de uma enorme diversidade de experiências, pensamentos e vontades que lutam por um objectivo comum, leva a que a imprensa internacional se interesse pela vida da nossa Associação e lhe dedique uma particular atenção. 


Para esta semana, temos agendada uma presença num stand da Feira de S. João, em Évora e uma reunião de divulgação em Monsaraz. Para mais notícias sobre reuniões realizadas ou a realizar pelos núcleos, consulte o blogue da APRe!

Recebi de um associado:
Confirme e saiba o seu número, recenseamento eleitoral
O sistema de recenseamento eleitoral foi alterado.
Durante o mês de Junho, consultem o v/ nº de Eleitor e vejam se estão bem recenseados.
Se tiverem amigos / familiares que completem os 18 anos, eles são recenseados automaticamente na Freguesia de Residência,

(mas não lhes é comunicado o nº de Eleitor).


Eu, já confirmei só com o meu nome e a data de nascimento.
Houve alteração de Freguesias na minha zona, mas o meu nº de Eleitor não foi alterado.

Envio, em anexo, um texto escrito pelo Prof. Soares Catarino em resposta a um artigo de Henrique Raposo no jornal Expresso. Há muitos associados que já o leram mas acho que os que ainda não o conhecem, gostarão de o conhecer.

Saudações APRistas
A Presidente da APRe!
Maria do Rosário Gama

25 de junho de 2013

Lisboa Norte


Encontro APRe! Lisboa Norte com lotação esgotada!

No dia 24 de Junho, realizou-se no Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras, freguesia do Lumiar, em Lisboa, um Encontro dos Reformados das freguesias de Carnide, Lumiar, Santa Clara, Benfica e S. Domingos de Benfica, aberto a todos os reformados e aposentados.
O resultado do esforço de dinamização e divulgação nestas freguesias foi o enorme êxito que constituiu esta iniciativa, uma verdadeira enchente havendo participantes em pé e sentados nas escadas de acesso. Num espaço com 144 lugares sentados, estiveram presentes e participaram nos trabalhos cerca de 200 pessoas, tendo resultado de imediato 33 novos associados da APRe! e sido distribuídos dezenas de boletins de adesão. 
Na mesa estiveram, além da representação da Direcção e da Delegação de Lisboa, os dinamizadores destas freguesias.
No arranque deste encontro foram evidenciados aspectos relevantes da intensa actividade da associação, nomeadamente sobre o apoio do Gabinete de Advogados que está a dar suporte jurídico; foi mencionado o empenho que existe em que a APRE! venha a ser reconhecida como membro do Conselho Económico e Social em representação dos aposentados e reformados; foi também evidenciada a importância de acordos e parcerias com outros grupos similares em Portugal ou estrangeiro e sobre acções futuras em preparação, como um Colóquio Internacional a realizar, previsivelmente, em Outubro.
Com suporte num conjunto de slides elucidativos, foi apresentado o que tem sido o trabalho dos núcleos destas freguesias, pondo também grande enfoque nas iniciativas já em curso e futuras, como audiências com os Presidentes das Juntas de Freguesia; constituição de grupos de trabalho para elaboração de estudos e estatísticas; reuniões plenárias periódicas dos associados dos núcleos Lisboa – Norte; campanha “Venham mais cinco”; etc. Referiu-se ainda, contar com as sugestões dos associados destas zonas e com a colaboração de todos, para a identificação de novas acções e para o crescimento exponencial da APRe! nestas freguesias. 
No animado e muito participado período de debate, considerado o momento mais importante do Encontro, os presentes colocaram questões pertinentes, tendo sido devidamente esclarecidos pelos elementos da Direcção e da Delegação de Lisboa, presentes na mesa e várias dessas sugestões irão tomadas em conta pelos órgãos da APRe!
Merece registo o número de presentes que se manifestaram disponíveis para colaborar activamente na acção e expansão da APRe! nesta zona da cidade.

Para esclarecimentos ou sugestões, contacte os Núcleos Lisboa Norte, pelos endereços de mail: