22 de novembro de 2013

Castelo Branco


MOÇÃO

Os aposentados, pensionistas e reformados reunidos em vigília de protesto, a 21 de novembro de 2013, em Castelo Branco, decidiram:

1. Manifestar o seu mais sentido repúdio pelas medidas, mais uma vez discriminatórias do seu grupo social, previstas na proposta do OE de 2014 e em que, apesar de um anunciado não aumento de impostos, são sujeitos a uma tripla tributação, pertencendo ao conjunto dos portugueses que repetidamente têm vindo a ser sobrecarregados com o pagamento da dívida soberana;

2. Denunciar uma tentativa de violação das regras básicas do estado de direito, historicamente conquistadas em nome da cidadania e contra a injustiça e a arbitrariedade. Sob o pretexto do excecional, incorre-se no arbítrio e na injustiça de subestimar o princípio da não retroatividade das leis, ignorando-se, em contrapartida, o princípio da prescrição, a que intocável e progressivamente se acolhe todo um conjunto de infrações disciplinares e criminais, com proporções estruturais em termos da mesma dívida;

3. Denunciar todas as formas de privilégio, mais ou menos conjunturais, que, a coberto de uma legislação de favor, se formalizaram em contratos agora irredutíveis, nomeadamente em termos de rendas e benefícios fiscais, e que igualmente acrescentam esta componente estrutural do débito.

4. Denunciar todas as presentes tentativas de deturpação do espírito da solidariedade intergeracional que, ao contrário do que se pretende fazer crer, não se inicia com o princípio da vida ativa, mas na situação pré-natal, sendo-se beneficiário antes de se ser contribuinte e por um período que, também cada vez mais, se tem prolongado no tempo.

5. Denunciar a ligeireza com que, correntemente, se pretende fazer confundir os encargos da segurança social com a despesa do Estado, omitindo que, mesmo num regime de proteção misto como o nosso (de partição e de capitalização), o sistema é contributivo, pelo que tal só ocorreria mediante uma ação prévia de confisco que está longe de se encontrar legitimada.

Castelo Branco, 21 de Novembro de 2013
Os participantes na Vigília de Castelo Branco

Coimbra


A vigília realizada em Coimbra, ontem, teve uma grande participação de manifestantes contra as medidas do governo que afectam os cidadãos trabalhadores, em geral, e os reformados em particular.

Braga


Cerca de 150 pessoas participaram na caminhada de protesto, organizada pelo Núcleo de Braga, em defesa dos reformados.
Diário do Minho, Rádio Universitária do Minho e Correio do Minho, fizeram a cobertura jornalística desta iniciativa.

21 de novembro de 2013

Delegação do Algarve


Fruto de muito trabalho e dedicação à causa por parte do Grupo Dinamizador, nasceu hoje, em Faro, a Delegação do Algarve da APRe!
Esta estrutura da nossa Associação resulta da necessidade de dar um maior apoio e proporcionar o melhor enquadramento para as actividades desenvolvidas pelos Núcleos locais que se vão instalando nesta Região de Portugal.
Um obrigado para as pessoas que, com a sua competência, dão consistência à nossa presença no Algarve e um abraço para as fundadoras,
Lurdes Guerreiro
Conceição Andrade
Margarida Martins
Filomena Branco
Isaura Almeida
Isabel Pimentel
Graça Dimas

Rosário na Antena 1


Entrevista a Maria do Rosário Gama

A presidente da Associação dos Pensionistas e Reformados (APRe!), Maria do Rosário Gama, afirma que mantém a esperança de que o Presidente da República peça a fiscalização preventiva da legislação que leva a um corte das pensões, até porque ficou convencida de que Cavaco Silva tinha uma sensibilidade grande para o assunto no encontro que teve com o Chefe de Estado no mês passado.


Assembleia Geral


ASSEMBLEIA GERAL 23/11 
AUTOCARRO de LISBOA para COIMBRA

Para facilitar a participação dos associados da Grande Lisboa, o Núcleo de Sintra da APRe! contratou um autocarro que fará o transporte dos participantes que desejem utilizar esse meio. O autocarro garantirá o percurso de ida e de regresso, após o fim dos trabalhos, pelo preço de 11 Euros. Esse valor será cobrado no autocarro.

O autocarro pertença duma Empresa da zona de Sintra, sairá do terminal rodoviário da Portela de Sintra às 7.10h com destino a Lisboa e sairá de Lisboa - Campo Grande, frente ao edifício da Biblioteca Nacional, às 8.00h com destino a Coimbra. Existe uma tolerância de 15 minutos pelo que às 8.15h o autocarro parte para Coimbra.

Dado que a viatura sairá de Sintra é possível facilitar-se duas paragens no percurso entre a Portela de Sintra e Lisboa o que permitirá que alguns associados possam aí entrar. Assim, o autocarro terá as seguintes paragens:

7.10h – Saída do terminal rodoviário da Portela de Sintra
7.30h - Estação da CP de Barcarena-Massamá
7.45h – Amadora, junto ao edifício da Câmara Municipal
8.00h – Lisboa - Campo Grande, frente à Biblioteca Nacional

As inscrições para os lugares do autocarro devem ser encaminhadas para o mail do núcleo de Sintra - apre.nucleosintra@gmail.com com a indicação do nome do associado, nº de lugares, contacto telefónico e indicação do local onde pretende entrar no autocarro. Para qualquer esclarecimento adicional contactar Rui Távora Tel. 96 646 66 09.

De Espanha


Artigo assinado por Maria Angeles Fernandez

Jueves, 21 de Noviembre de 2013

La revolución gris
El atropello social está uniendo a la población portuguesa. “Pero todavía hay una inercia y por eso no se produce un rechazo mayor. Necesitamos una contestación más fuerte, manifestaciones permanentes, movilización social, artículos académicos,…”, explica a Periodismo Humano uno de los rostros más visibles de la indignación portuguesa.
Es Rosario Gama. Tiene 64 años y hace dos que se jubiló, después de ser directora de la escuela de secundaria Infanta Doña María de Coimbra. Entonces descubrió que su pensión de jubilación iba a ser amputada por lo que se ha llamado ‘contribución extraordinaria de solidaridad’. Ahí empezó su lucha y el germen de Apre! (Aposentados Pensionistas Reformados). No entendía la pérdida de algo que había pagado toda la vida. “Hemos sido engañados, ha sido una violación del contrato que teníamos con Estado”, apunta Gama. “Hay que hacer una reflexión profunda sobre las diferentes medidas que pueden ser aplicadas; lo que el Gobierne pretende es beneficiar a los intereses privados, mientras que nosotros seguimos confiando en el Estado social”, explica.
Su voz ha repicado con fuerza, con exclamación. Como la que hay al final de Apre!, colocada a propósito, a modo de alzar la voz. En apenas un año de vida, esta asociación ha reuniodo a más de medio millón de socios que no paran de crecer diariamente. Ni de actuar.
Acaban de celebrar un coloquio internacional con el cartel de no hay billetes colgado desde días antes y con ponentes llegados de Gran Bretaña, Francia, Italia y Grecia, cuyos resultados se enviarán al Parlamento Europeo. La revolución gris (por las canas) pretende conformar una lucha europea, incluso están estudiando demandar, ante estancias judiciales de ámbito europeo, las medidas tomadas por los Gobiernos contra los pensionistas y jubilados.
Los mayores van muy en serio: “Las pensiones son los resultados de los descuentos efectuados a los ciudadanos durante su vida activa. Los ciudadanos se constituían en acreedores del Estado. Los fondos de pensiones así acumulados no son propiedad del Estado y éste no puede disponer de ello sin el consentimiento de los ciudadanos, y mucho menos para fines distintos para los que fueron constituidos. Por tanto, cualquier recorte en las pensiones constituye una grave violación del contrato entre los ciudadanos y el Estado, una quiebra del principio de confianza constitucionalmente consagrado y una falta de respeto a los derechos humanos. Tales recortes constituyen un ataque al derecho de propiedad, consagrado en la Constitución de la República Portuguesa y en la Carta de los Derechos Fundamentales de la Unión Europea, por lo que los ciudadanos tienen derecho a demandar judicialmente a los Gobiernos que los lleven a efecto”, reza una de las conclusiones del congreso.
La tercera edad ha regresado a la economía informal para completar unas pensiones insuficientes en muchos casos. Y Apre! ha organizado vigilias por todo el país. “¿Me van a cortar también a mí?, ¿por qué no se meten con los grandes?, ¡pero si yo no tengo nada, sólo a mis hijos!, ¡no tienen vergüenza!…” Son algunas de las reacciones de viudas, ante las noticias de los recortes en las pensiones previstos para 2014. Las de viudedad (o sobrevivencia, como se llaman en Portugal) son las más afectadas en esta ocasión y se suman a los recortes realizados desde 2011.