30 de novembro de 2013

Núcleo de Coimbra


Magusto/Convívio
Participação da Tuna de Psicologia

Coimbra

APRe !
Aposentados Pensionistas Reformados

Magusto/Convívio
30 de Novembro

A iniciativa contará com animação musical
APARECE
Traz um amigo também!

Coimbra
Mercado do Calhabé
(em frente ao Pingo Doce)
15 horas

Confirma a tua presença, até ao dia 26 de Novembro, em resposta a este email:




3 euros
Núcleo de Coimbra





Desconcertuna 

 Tuna Mista da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, presente no Magusto/Convívio da APRe!

29 de novembro de 2013

Cadaval


CADAVAL 
FEIRA DOS PINHÕES 

A APRe! vai estar presente na tradicional Feira dos Pinhões, evento ímpar na região, que decorre no dia 8 de Dezembro (domingo), no Campo da Feira do Cadaval. 
Esta iniciativa da APRe! é da responsabilidade dos dinamizadores locais João Roque e Carlos Alberto Pereira e tem por objetivo a divulgação e a ligação da nossa Associação á comunidade local.
A APRe! vai estar presente com uma Banca entre as 10H00 e as 13H00 na parte da manhã. E entre as 15H00 e as 16H00,na parte da tarde.
Vamos distribuir comunicados, fichas de inscrição, angariar fundos com material APRe! e teremos igualmente como objetivo trocar impressões com a população presente na feira sobre as razões de ser da APRe! sobre as suas ações e os seus objetivos.
Tomamos a liberdade de convidar toda a população em geral assim como os nossos associados da região a visitar a Banca da APRe! na Feira dos Pinhões no Cadaval.

Núcleo do Oeste
Bombarral, Cadaval,Caldas da Rainha, Lourinhã, Óbidos, Peniche.

28 de novembro de 2013

Matosinhos


Nas instalações da Junta de Freguesia de Matosinhos, com a presença da presidente da APRe!, realizou-se, no dia 26 de novembro, uma sessão de apresentação do novo núcleo de Matosinhos . Estiveram presentes mais de 50 pessoas, tendo sido registadas várias inscrições. O presidente da União das freguesias de Matosinhos e Leça demonstrou uma grande abertura no apoio à APRE, bem como uma preocupação em relação aos problemas dos reformados, nomeadamente disponibilizando as instalações para futuras reuniões alargadas . Na sessão, foi feita a apresentação da associação e do caderno reivindicativo e debatidos alguns aspetos relacionados com os cortes nas pensões e a campanha de desinformação lançada pelo Governo. Os presentes foram convidados a indicar as formas de participação em ações de implantação e divulgação da associação. Em breve, será convocada uma reunião para organização e planeamento das atividades do núcleo.

Maia


O Núcleo da Maia da APRe! realizou uma sessão pública, no Forum Jovem da Maia, com a presença da Presidente da Direcção, Maria do Rosário Gama. A sala estava cheia de reformados maiatos, interessados em saber mais sobre como lutar contra os ataques deste governo aos seus direitos.
A sessão foi muito participada. Os presentes expuseram as suas opiniões e suas desilusões, recusando a manutenção da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), a retroactividade no chamado processo de "convergência" da CGA com a SS, os cortes nas pensões de sobrevivência... Estas políticas governamentais estão a por em causa não só o funcionamento do sistema da Segurança Social, mas também o próprio direito à Segurança Social, arduamente conquistado em Portugal nos últimos 40 anos.

Os dinamizadores do Núcleo da Maia

Peniche


Banca de Peniche

Uma iniciativa levada à prática pelos dinamizadores locais, Ivone Ramos e Armando Ramos.
Ramiro Viegas, Dr. Rodinei Ribeiro, Edith Ribeiro, Vitor Silva, Carlos Pereira e Hermínia Pereira, associaram a esta realização a sua determinação em levar por diante a divulgação da nossa Associação no emblemático recanto deste nosso Portugal que é a Cidade de Peniche.
Esta banca possibilitou a divulgação da nossa mensagem aos reformados e à generalidade dos cidadãos de Peniche, que a acolheram com muito interesse. Suscitou a atenção das pessoas, pela palavra que nos honra na defesa de uma sociedade justa e solidária, na perspectiva intergeracional. 
Esperamos ter criado as condições para a realização, em breve, de uma sessão pública de apresentação da APRe!, em Peniche. 

Parabéns ao Oeste 
(Cadaval, Bombarral, Caldas da Rainha, Lourinhã, Óbidos, Peniche)

26 de novembro de 2013

Os Dias de Semana

“Dêem-me uma pobre que não seja rica”

“O ‘pobrezinho’ era uma entidade que povoou a minha infância”, lembra António Alçada Baptista no primeiro volume da Peregrinação Interior, que inclui as Reflexões sobre Deus. Recordando o que se passava na década de 30 do século XX, regista o autor: “Em todas as ‘boas’ casas da minha meninice meiga e temente cultivavam-se os pobrezinhos, regavam-se com bocadinhos de pão com conduto, com pequenas moedas de cobre e cultivava-se sobretudo a sua pobreza”. Nada parecia faltar: “Havia a comida dos pobres, a esmola dos pobres, as visitas dos pobres e a sexta-feira, sobre ser dia aziago, era também o dia dos pobres”. Para o católico António Alçada Baptista, “as conversas sobre pobres entravam naquela zona de espiritualidade provinciana que abrangia as novenas, os lausperenes e as santas missões”.
As coisas para os pobres, explica, eram objectos no meio do caminho entre o uso e o lixo. “Estavam predeterminadas e correspondiam ainda à dificuldade de desapossamento das coisas, mesmo as que já não servem, que está na base da civilização em que vivemos”. Para o comprovar, relata o caso de uma alma distinta, aliás, devidamente nomeada, a quem a mulher pergunta o que fazer à lista telefónica antiga, no momento em que tinham acabado de entregar a nova edição. A resposta foi simples: dar a um pobre. Oferecer uma lista telefónica a um pobre é, de facto, uma boa piada, mas é, também, “uma caricatura exacta da dificuldade que tem o homem de encarar uma coisa que, sem merecer obviamente o caixote do lixo, na realidade não serve para nada”.
Conta Alçada Baptista que cada rico se dava “mesmo ao luxo de ter o ‘seu’ pobre” e que “os ricos deliravam com estes pobrezinhos assim cordatos, cumpridores, submissos e respeitadores”. A Peregrinação Interior, que teve a primeira edição em 1971, regista ainda que, nesse Portugal, que tantos pensavam longínquo, havia muitas espécies de pobres. “Quanto ao modo como adquiriam os meios de subsistência, havia os pedintes, os necessitados e os envergonhados”, cuja distinção o autor estabelece com rigor.
Sobre a singular relação dos ricos com os seus pobres, Alçada Baptista conta um eloquente episódio, identificando uma das protagonistas. Em certa ocasião, um grupo de senhoras reuniu-se, a pretexto da caridade cristã, para decidir a quem, de entre elas, seriam entregues as roupas e as mercearias para posterior entrega ao pobre que a cada uma correspondia. Tratava-se, nota Alçada Baptista, de uma espécie de leilão em que se licitava com as necessidades dos pobres.
“Dizia a pregoeira: ‘Mercearias, quem precisa de mercearias?’ Concorriam todas: ‘A minha precisa, a minha precisa!’ Seguia-se a avaliação, e a sua pobre era acusada pelas donas das outras: ‘A sua não, que tem uma filha que já ganha doze escudos [seis cêntimos, pelo dinheiro de agora]!’ A pobre foi preterida por outras que não ganhavam nada ou não tinham a sorte de ter filhas já tão bem colocadas na vida”.
Pouco depois, nova ronda: “Voz da pregoeira: ‘Roupas, quem precisa de roupas?’ Coro das senhoras: ‘A minha precisa, a minha precisa!’ Contestação sobre as necessidades da mesma pobre: ‘A sua não, que tem uma filha que já ganha doze escudos!’ Motivo considerado suficiente para anular mais esta atribuição”. Foi então que, remata António Alçada Baptista, a dona da pobre reclamou: “Está bem, mas então dêem-me uma pobre que não seja rica”.
Muitas décadas depois, eis que surgem idênticas objecções. “A maior parte dos pensionistas não são pobres e estão a fingir que são pobres”, dizia, na primeira página e na terceira coluna da página seis do Diário de Notícias de domingo passado, João César das Neves, que não é alguma das tias de António Alçada Baptista, nem a tia Gina, que “tocava órgão na paróquia, ensaiava os coros, era zeladora, não sei quê da cruzada eucarística, das conferências de S. Vicente de Paula”, nem a tia Celeste, que “escutava os ‘empenhos’ para o altíssimo onde ela tinha acesso franco e natural”. João César das Neves é economista e garante que “a maior parte” dos pensionistas são como a outra fingida, que quer passar por pobre quando tem uma filha que ganha seis cêntimos. Perante tal logro, apenas se pode lamentar que, em vez de serem pobres, os fingidos dos pensionistas – não alguns, nem muitos, mas, sublinhe-se, “a maior parte” – andem a descredibilizar os pobrezinhos. 

Eduardo Jorge Madureira Lopes
Diário do Minho