31 de dezembro de 2013
30 de dezembro de 2013
Pausa
Aquela cativa
Que me tem cativo,
Porque nela vivo
Já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que pera meus olhos
Fosse mais fermosa.
Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas
Me parecem belas
Como os meus amores.
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.
Uma graça viva,
Que neles lhe mora,
Pera ser senhora
De quem é cativa.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Perde opinião
Que os louros são belos.
Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
Leda mansidão,
Que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.
Presença serena
Que a tormenta amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa
Que me tem cativo;
E pois nela vivo,
É força que viva.
Luís de Camões
(Musicado por Zeca Afonso)
29 de dezembro de 2013
Villaverde Cabral
Carta ao Expresso
Ao abrigo do direito de resposta e de forma a repor a verdade, solicito a V. Exª a publicação do seguinte esclarecimento, referente às falsas afirmações sobre a APRe! proferidas pelo sociólogo Manuel Villaverde Cabral na entrevista publicada na página 21 do Expresso do dia 28 de Dezembro.
Afirma o sociólogo que a APRe! – Aposentados, Pensionistas e Reformados é “uma associação com pensões ditas milionárias”. Para um investigador, o mínimo que se pode exigir é que se informe devidamente antes de fazer qualquer generalização. Nunca nos foi pedida pelo Dr. Villaverde Cabral qualquer informação sobre as profissões dos associados da APRe! , enquanto no activo, pelo que, afirmações deste tipo, causam danos evidentes na imagem da Associação junto da opinião pública, especialmente junto dos idosos e reformados cujos interesses a APRe! defende. Não tem o direito de dizer coisas que lhe vêm à cabeça, só para ter notoriedade como comentador político, ou será que outros interesses o movem?
Seria interessante que o Dr. Villaverde Cabral explicitasse o significado de “pensões milionárias” pois a maior parte dos associados da APRe! tem pensões que não atingem os 2000 Euros, havendo muitos que têm abaixo dos 1000 Euros e ainda alguns, dispensados de quotas, por auferirem menos de 500 Euros. Será que não nos está a confundir com outra Associação de Aposentados?
A afirmação “São pessoas superqualificadas, bem colocadas no sistema social português e todas com acesso aos media” merece, de novo, o nosso repúdio uma vez que muitos Associados foram funcinários dos Seguros, dos CTT, Bancários (não Banqueiros!!!), Forças de Segurança, Professores, Enfermeiros, Assistentes Sociais, Empregados de Escritório, Médicos, Operários, Administrativos...etc. Novamente se impõe saber o que entende o Dr. Villaverde Cabral por “superqualificação”. Será uma licenciatura uma superqualificação? Ou os Cursos Técnicos antigos? Ou o 7º ano antigo?
Relativamente à representatividade, a APRe! representa os seus Associados e incomoda, porque se não incomodasse, o Dr. Villaverde Cabral não se teria referido a ela do modo como se referiu.
A Presidente da Direcção da APRe!
Maria do Rosário Gama
28 de dezembro de 2013
Paulo Morais
"Reformar as Reformas"
Sob o título REFORMAR AS REFORMAS, foi publicado na rubrica Fio de Prumo, do dia 24 de Dezembro, no Correio da Manhã, a opinião do Dr. Paulo Morais relativa a este tema.
Neste artigo de opinião, o Dr. Paulo Morais resolveu oferecer uma prenda para colocar, na véspera de Natal, nos sapatos velhos e gastos, dos reformados deste país, ao falar da necessidade de “reformar” as reformas, recorrendo a generalizações, que são um pecado de muita gente mal informada ou que se deixa intoxicar por alguns "opinion makers" ao serviço do Poder do momento.
A APRe! considera que o artigo em causa corresponde a um lamentável desvario, menos desculpável em pessoas obrigadas a actualizarem-se e a estudarem a fundo os assuntos sobre os quais se dispõem a comentar.
Refere o Dr. Paulo Morais que "...o pagamento de reformas com valores muito díspares prolonga no tempo as desigualdades sociais da vida activa...", e que não faz sentido que o administrador de uma empresa tenha uma pensão superior ao operário porque as suas necessidades básicas são as mesmas!!! ...e por isso, as reformas deviam ser mínimas e iguais para todos...!!!
O Dr. Paulo Morais desconhece (ou finge desconhecer) a lei de bases da segurança social, lei nº4/2007, de 16 de Janeiro em cujo artigo 23º (composição do sistema) se pode ler: o sistema de segurança social abrange o sistema de protecção social de cidadania, o sistema previdencial e o sistema complementar.
O sistema previdencial deve ser fundamentalmente autofinanciado, tendo por base uma relação sinalagmática directa entre a obrigação legal de contribuir e o direito às prestações.
Essas quotizações e contribuições, fixadas actuarialmente, em função do custo de protecção das eventualidades previstas (artigo 57º, ponto 3, da lei nº4/2007), têm por única fonte o salário ou vencimento do trabalhador, mesmo naquela parte que é paga pela entidade empregadora.
A pensão de aposentação/reforma é pois a parte do salário de cada contribuinte que anuíu colocar, todos os meses, à disposição da Caixa Geral de Aposentações/Segurança Social (organismos do Estado português) com a condição de que fosse restituída aquando da aposentação/reforma, também em prestações mensais.
Este contrato entre cada indivíduo com a sua entidade empregadora, foi feito mediante solenes garantias e contratos legais pois é assim que as coisas se fazem num Estado de direito democrático em que há cidadãos, não súbditos.
As pensões de aposentação NÃO são, pois, uma benesse que os governos pretéritos, ou o actual governo, tenham decidido conceder a cada aposentado/reformado. São um direito legalmente adquirido pelo trabalho e respectivos descontos.
Os aposentados/reformados deste país não têm a mínima responsabilidade na descapitalização dos Fundos da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações, nem no mau uso desses fundos em investimentos na Bolsa ou na compra (podendo atingir 90%) da dívida pública portuguesa, utilizando parte das contribuições arrecadadas pela Segurança Social, que é dinheiro, não do Estado, mas sim dos trabalhadores e das suas entidades patronais.
Não nos iludamos uns aos outros, porque, a cada um chegará a vez de cair na realidade, quando se der conta que foi esbulhado e confiscado, depois de o terem enganado. Limpar as frentes, portanto, é como se comportam os que dizem que este modelo da Segurança Social, CGA incluída, não é sustentável.
Tenha paciência, Dr. Paulo Morais, desta vez, terá de corrigir, se quiser, grande parte do que disse, como contributo mais valioso e menos "de superfície", para o "novo modelo...justo e sustentável" por que todos nós, reformados e não reformados, ansiamos.
Pel’A Direcção da APRe!
Maria do Rosário Gama
26 de dezembro de 2013
Orçamento 2014
Nota à Imprensa
A decisão do Sr. Presidente da República sobre o não envio, ao Tribunal Constitucional, da Lei do Orçamento de Estado para 2014 para fiscalização preventiva, era a expectável mas não a desejável. O Senhor Presidente dá prioridade à “aventura” do Governo que legisla sempre testando os limites da constitucionalidade, em detrimento da defesa da Constituição que jurou defender e fazer cumprir. Ora, na sequência do acórdão do Tribunal Constitucional sobre a convergência de pensões entre sector público e privado, fica bem claro que a lei do Orçamento contém inconstitucionalidades, nomeadamente as que se referem aos cortes das pensões de sobrevivência e aos cortes dos salários dos funcionários públicos. A APRe! lamenta a decisão do Sr. Presidente da República que, mais uma vez, deixa o país suspenso, empurrando para mais tarde o que podia ser resolvido atempadamente.
A Presidente da APRe!
Maria do Rosário Gama
25 de dezembro de 2013
Comunicado
Comunicado
Informo que, a partir de hoje, a nossa base de dados se encontra temporariamente encerrada.
As razões que levaram a este encerramento temporário devem-se ao facto de estarmos a proceder à transferência de todos os dados para o novo portal APRe! Esperamos que este novo portal esteja disponível, para todos os associados, no mais curto espaço de tempo não conseguindo, de momento, determinar a data de abertura. Disso será informad@ logo que nos seja possível.
Assim, todos os links existentes (obtenção de recibo, cartão de associado, confirmação de inscrição) encontram-se também indisponíveis.
Haverá um atraso no lançamento de novos associados bem como no lançamento do pagamento das quotas que, entretanto, nos sejam enviadas mas prometemos recuperar mal o novo portal se encontre activo.
Por tudo isto pedimos as nossas desculpas e aproveitamos para desejar um Bom Ano Novo,
Saudações
Manuela Vilarinho
24 de dezembro de 2013
Boas Festas
Estamos no Natal de 2013, ano em que se comemorou o Ano Europeu do Envelhecimento Activo. Vamos entrar no Ano Europeu da Família. Antecipemos a festa de família que pretendemos se repita ao longo de 2014.
A crise alterou profundamente a estrutura familiar, deixando esta de ser composta, apenas, por pais e filhos residentes, para englobar os avós que regressaram por não poder pagar lares, outros filhos e seus familiares desempregados, netos perdidos com a injustiça da vida, mas deixando vagos à mesa os lugares daqueles que tiveram de procurar no exterior o que o país lhes recusou.
A Árvore de Natal lá continua no canto onde todos os anos as luzinhas apagavam e acendiam e onde o colorido dos presentes transformava em festa esta época natalícia. Este ano, com menos luzes e menos presentes, ela ainda se ergue firme no seu posto como que a dizer : “As árvores morrem de pé!!!”
Nós também somos assim, mantemo-nos firmes, dizendo para dentro de cada um de nós: não desistimos, apesar de todas as tentativas e de todas as ameaças, não nos derrubarão.
É esta a mensagem de Firmeza, Coragem e Esperança que vos queremos deixar nesta Natal, com votos de que, apesar das adversidades, consigam ter a família à vossa volta e aproveitem todos os momentos de convívio e de união que esta época proporciona!
BOAS-FESTAS!
Pel’A Direcção
Maria do Rosário Gama
Maria do Rosário Gama
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