6 de fevereiro de 2014

Aveiro


O Núcleo de Aveiro da APRe!, vai realizar uma reunião/debate aberto a toda a sociedade, no dia 14 de Fevereiro, pelas 15 horas, cujo tema será: 

“A Segurança Social e as pensões de reforma, passado, presente e futuro”.

A reunião realizar-se-á no anfiteatro da Escola Secundária José Estevão, em Aveiro, estando confirmada a presença do Dr. Paulo Pedroso, Ministro do Trabalho e da Solidariedade (2001-2002) e Secretário de Estado do Trabalho e Formação (1997-1999 e 1999-2001), do Prof. Doutor Carlos Pinho, coordenador da área de Economia do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro, da Dr.a Rosário Gama, Presidente da APRe!. Esperamos ainda contar com a participação de um elemento da Associação de Estudantes da UA, para completar o painel de convidados.

Jorge Fernandes
Núcleo de Aveiro

Tavira


Em Espanha


5 de fevereiro de 2014

Opinião (???!!!)

O que terá acontecido a Paulo Morais, entre Julho e Dezembro do ano passado? Ele disse:


Por regra, os rendimentos dos mais idosos deverão ser intocáveis. Em primeiro lugar, porque é um direito que lhes assiste. Em segundo, porque não se pode alterar a previsibilidade económica do quotidiano de quem tem mais de setenta ou oitenta anos. É cruel, e a crueldade é socialmente inadmissível na nossa matriz civilizacional, em que uma das maiores conquistas é exatamente o aumento da esperança média de vida e o envelhecimento com tranquilidade e em condições mínimas de conforto.
Uma sociedade não pode colocar os velhos na posição de culpados por não terem morrido mais cedo. O respeito pelos mais velhos é uma questão até de sobrevivência da civilização. Pois numa sociedade em que os velhos não têm presente, os jovens sabem que não terão futuro. 01.07.13


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Outra despesa a ser imediatamente reduzida é a das rendas com as parcerias público-privadas. Poder-se-iam poupar, sem dificuldade, mil milhões. Isto se houvesse coragem para enfrentar os maiores parceiros privados, como os grupos Mello ou Mota-Engil. Não há! Acresce que estes grupos garantem a sua intocabilidade colocando nas suas administrações actores políticos como Joaquim Ferreira do Amaral, Valente de Oliveira ou Jorge Coelho.
Muitas outras despesas se poderiam evitar no Estado, a começar na renda milionária contratada com o fundo detentor do Campus de Justiça em Lisboa, presidido por Alexandre Relvas, director de campanha de Cavaco Silva. Etc., etc., etc. A verdadeira salvação nacional consiste em cortar neste tipo de gorduras do Estado. E não nas pensões, nas reformas, ou nos salários e subsídios dos funcionários. E muito menos no ensino, na saúde ou na segurança social. Portugal precisa apenas de ser governado por quem, seguindo a máxima de António Vieira, impeça que “os peixes grandes comam os pequenos. O contrário seria menos escandaloso, porque um peixe grande poderia alimentar muitos peixes pequenos”. 26.07.13


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O pagamento de reformas com valores muito díspares prolonga no tempo as desigualdades sociais da vida activa. Não faz sentido que o administrador de uma empresa tenha uma pensão superior ao operário porque as suas necessidades básicas são as mesmas e por isso, as reformas deviam ser mínimas e iguais para todos. 24.12.13

4 de fevereiro de 2014

Maio Florido


VIVA O 17 DE MAIO DE 2014?!

Acabou o desemprego                      
(quem disser que eu minto, eu nego)!
Acabou a emigração,
sobretudo dos jovens desta nova geração!
Acabaram as dívidas das famílias e do Estado!
Acabou o déficit excessivo e prolongado!
Acabaram as privatizações!
Acabou a sobretaxa de IRS – voltaram os oito escalões!
Acabaram as taxas moderadoras.
Regressaram as isenções!
Acabaram as falências e penhoras!
Acabou o congelamento do SMN, pois então!
Voltou para a taxa média o IVA da restauração
e o IVA da eletricidade
vai passar para metade!
Vão ser devolvidos os cortes feitos nas pensões!
Acabaram todas as discriminações!
Todos os públicos funcionários
vão ver repostos os cortes dos salários!
Impostos, CES, contribuições
já não vão haver mais!
Voltaram as deduções fiscais
para incentivar a natalidade
(não me digam que isto não é verdade)!
Acabou a entrega de casas por pagar
e os bancos devolverão as que ninguém quis comprar!
Portugal já não pertence ao terceiro mundo da Europa!
Acabaram as filas de pobres para a sopa
e, nas cidades, já não há mais sem-abrigo
(não é verdade o que eu digo?)!
Acabaram as taxas de juro exorbitantes!
O 5 de Outubro e o 1º de Dezembro, como dantes,
vão voltar outra vez a ser feriados!
Acabou o ataque a trabalhadores e reformados!
Acabaram as longas esperas nas urgências dos hospitais!
Fechos de escolas nunca mais
nem mais leis inconstitucionais!
Acabou o encerramento de Correios e Finanças!
Acabaram as restrições
para nascerem mais crianças!
E, por todas estas razões,
vivam as campanhas… eleitorais!
(Ah, quanto não vale haver eleições)!
Apre, que é demais!
Vai acabar a troika que fez da nossa vida um inferno?
No dia 25 de Maio, vamos mandar embora também
a troika do desgoverno
que está em S. Bento e Belém?...

                                           
        V.N.GAIA, 12/01/2014
        Aristides Silva

2 de fevereiro de 2014

Espectáculo

Decorreu no dia 31 de Janeiro, no excelente Auditório do Conservatório de Música de Coimbra, a apresentação do texto satírico, sob a forma de entrevista, por parte de Rui Zink e Raquel Varela, com o acompanhamento de Sílvio Rajado, ao piano.
Os membros locais da APRe!, entidade organizadora, regozijam-se com a adesão do público presente, que aplaudiu, calorosamente, manifestando, deste modo, o seu carinho e simpatia pelos autores/actores da peça e o apreço pela mensagem veiculada.
Temas como a crise, a dívida pública ou o valor do PIB e os cortes nas pensões e nos vencimentos, foram abordados de forma humorística e certeira, recorrendo a comparações peculiares numa mistura insólita de ficção e realidade.
Para os autores, rir das fraquezas é uma boa forma de encarar os problemas pois, quem não o fizer "vive claramente abaixo das suas possibilidades". Esta é também uma forma que nos ajuda a tomar consciência da necessidade de, na nossa vida, não assumirmos como nossa a linguagem dos nossos carrascos.
A APRe! agradece ao Rui Zink, Raquel Varela e Sílvio Rajado a excelente qualidade do trabalho apresentado, agradece a presença do maravilhoso público, agradece à Direcção da Escola Secundária da Quinta das Flores e à Direcção do Conservatório e respectivos funcionários toda a colaboração necessária à realização do espectáculo e agradece à imprensa local e ao pelouro da Cultura da CMC o apoio na divulgação do evento.