23 de julho de 2014

“Eutanásia social”, “cretinice” ou ainda mais um pontapé no Estado de direito?



Quando, há cerca de dez meses, publiquei uma carta aberta aos deputados sobre a “convergência das pensões”, aprovada pelo Governo em Setembro de 2013, houve quem entendesse que a carta continha termos violentos. Fiquei sempre com a ideia de que os termos utilizados eram os adequados, mas não deixei de ficar com alguma sensação de desconforto, por pensar que essa crítica que me era feita poderia ser adequada.

Na altura, entre outras coisas, reclamava, contra a tentativa de cortar (e não fazer convergir, como se fez crer) as pensões dos aposentados do sector público com os do privado, cortando abruptamente as pensões já em pagamento, sem qualquer preocupação em garantir uma transição gradual, estendendo esse corte a valores de pensão demasiadamente baixos. Curiosamente, com essa legislação, as mais altas não sofriam um corte maior do que aquele a que já estavam sujeitas, o que me deu o distanciamento necessário para criticar livremente. Sabe-se o que aconteceu depois com essa mesma legislação.

É fácil, hoje, constatar que as minhas considerações não só não eram demasiado violentas, como pecavam por defeito.

O Governo e os deputados da nação aprovaram um orçamento rectificativo para 2014, no qual se proíbe que aposentados (da CGA e da Segurança Social) exerçam funções públicas a qualquer título, isto é, remuneradas ou gratuitas. Estão ressalvadas excepções e dá-se a hipótese de qualquer um desses aposentados poder exercer essas funções com autorização (!) do(s) membro(s) do governo responsável(eis) pela administração pública e/ou finanças, desde que estes reconheçam o interesse público na colaboração (sem que se explique o que isso é, no caso vertente). Para ser concreto, dou um exemplo, de entre muitos possíveis: um empresário de sucesso, aposentado, não pode, segundo a versão da legislação agora em vigor, aceitar o convite de uma universidade para ser membro externo do seu conselho geral, lugar exercido a título gratuito, partilhando a sua experiência. Repare-se que pode ser convidado… mas não pode aceitar, a não ser que um ministro ou secretário de Estado, de competência técnica duvidosa, o autorize. É claro que, se convidado, o empresário diz que não aceita, porque não admite que a sua vida seja condicionada e atente contra o seu direito de trabalhar, ficando sujeito a autorização de um qualquer membro de qualquer governo.

Podemos olhar esta aberração legislativa de dois ângulos: o jurídico e o político.

Quanto ao jurídico, não vou pronunciar-me em detalhe, pois, na devida altura, fiz uma queixa à Provedoria de Justiça, que abriu um processo, sendo de boa educação esperar pela sua tomada de posição.

Não deixo, porém, de notar a aparente desconformidade da “proibição” com vários direitos consagrados constitucionalmente, incluindo a sua limitação, sem qualquer justificação legal. Restringe-se o usufruto de um direito “porque sim” (ou talvez não, como se verá adiante).

Já do ponto de vista político as questões são de livre interpretação. Bagão Félix, na SIC, chamou-lhe "eutanásia social" (dos mais idosos, já se vê), confirmando-se deste modo a “aversão” que o primeiro-ministro tem aos mais velhos (como se ele fosse novo para sempre). Pedro Marques Lopes, no DN de dia 20 de Julho, põe duas hipóteses, uma das quais é tratar-se de uma cretinice colectiva (de quem aprovou e de quem deixou passar, sem uma nota de reprovação).

Qualquer das interpretações corresponde aos factos conhecidos. Além disso, justificam a minha “violência” de há dez meses: “Já não é só incompetência – é estupidez, teimosia, miopia ou má-fé." Só me enganei na miopia. “Esta gente” (e estou a usar os termos que o primeiro-ministro usa quando se refere a alguém que faz o que ele não gosta) pode ter muitas deficiências, mas não é míope, “vê” muito bem aquilo que faz.

Parece pertinente perguntar a que propósito surge, num orçamento rectificativo, uma alteração ao estatuto da aposentação que não tem qualquer, sublinho a palavra qualquer, consequência orçamental? Mesmo admitindo a racionalidade de tal alteração, seria pertinente perguntar por que razão não foi logo introduzida aquando da apresentação do Orçamento, em Outubro de 2013? O que é que aconteceu, entretanto, para obrigar a tamanho disparate? Não tendo sido uma consequência do chumbo do Tribunal Constitucional, por que razão é importante para o Orçamento do Estado um aposentado trabalhar gratuitamente, desde que não retire empregos a outros? A resposta a todas estas perguntas pode ser uma das que foram já apresentadas, ou ambas, e que referi acima, mas tal não é suficiente para explicar a súbita aparição no orçamento rectificativo de uma proibição patética.

Vejamos então mais uma hipótese. A proposta de lei sobre a “convergência” das pensões foi aprovada, em Conselho de Ministros, em 12 de Setembro de 2013. Nessa mesma altura, estava a ser elaborada a proposta de Orçamento do Estado para 2014, para ser entregue na AR a 15 de Outubro, o que veio a acontecer. As primeiras grandes ondas de choque, resultantes da aprovação da proposta de lei sobre a “convergência”, começaram a ter maior impacto a partir de meados de Outubro de 2013, com vários aposentados a manifestarem a sua indignação pela falta de sensibilidade social do Governo. Tal foi objecto de debates e notícias nos jornais, nas estações de rádio e nos canais televisivos. Em suma, o Governo só sentiu o incómodo provocado pelos aposentados após a entrega da proposta de Orçamento para 2014. Era tarde para fazer alguma coisa e tentar calá-los, aquando da discussão do Orçamento na AR, ia levantar uma polémica que lhe era prejudicial.

Mas era preciso dar menos “plateia” àqueles agitadores, em especial aos que têm audiências. E esses são, na sua maioria, os que ocupam lugares em órgãos públicos, remunerados, ou não.

Mas há aqueles que até convém que falem, pois ou são apoiantes das políticas em curso, ou militantes de certos partidos à espera de protagonismo ou de “tacho”, ou simplesmente são acríticos em matérias de interesse público e, portanto, o que dizem é inofensivo. Para isso, nada melhor do que pôr um ministro ou um secretário de Estado do Ministério das Finanças a reconhecer o interesse público do exercício dessas funções, ainda que para o fazer seja tecnicamente incompetente, o que já não importa. E também nada melhor do que fazer passar a legislação correspondente no meio de disposições mais importantes, para passar despercebida.

O método actual de calar os adversários é mais sofisticado do que o usado pelos ditadores, mas o objectivo é o mesmo. A sanha do primeiro-ministro contra reformados traduz-se, assim, numa eutanásia social e num atentado à democracia, neste último caso, através da tentativa de os calar por meios, supostamente, legais. A cretinice vem depois e nenhum dos intervenientes no processo legislativo é inocente, nem que seja por negligência ou omissão.

Só que o primeiro-ministro esqueceu-se, mais uma vez, que estamos num Estado de direito, ainda que isso visivelmente o incomode. Não é admissível que um cidadão seja proibido de trabalhar, ainda mais quando o faz a título gratuito, desde que o usufruto desse direito não retire direitos a outros. Ora, no caso vertente, isso não acontece, isto é, não são afectados direitos de terceiros. E, se acontecesse, há maneiras, desde que se seja competente, de legislar sem que se atinja a dignidade dos cidadãos e sem ferir a Constituição. O Estado, como patrão, tem o direito de escolher, de modo transparente e justo, quem quer que trabalhe para ele. Mas é preciso que quem legisle tenha coragem de assumir os disparates e tenha a inteligência de evitar inconstitucionalidades. Escolheram a via da estupidez, da má-fé (não é seguro, mas parece) e da cobardia. Não me auto-intitulo professor de Direito, como certas pessoas, pois para isso não tenho formação. Mas garanto que conseguiria elaborar legislação que levaria ao mesmo objectivo final. Não me ofereço para explicar porque não concordo com esse objectivo e… não posso trabalhar, nem admito pedir autorização a quem quer que seja.

Oh gente! Nem para tramar os adversários são competentes! Pobre país!



VIRGÍLIO MEIRA SOARES

Professor catedrático aposentado

21 de julho de 2014

Notícias APRe!


Caros Associad@s
18 de Julho

Após 56 Notícias APRe! que enviámos durante o mandato cessante, recomeço este novo contacto, com nova numeração nas Notícias APRe!
Como é do Vosso conhecimento realizaram-se eleições para os Corpos Sociais da APRe! no dia 15 de Julho, tendo os resultados sido os seguintes:

Total de eleitores – 6099
Total de votantes – 804 (13,10%)
Votos na Lista A e única - 787 votos 
Votos Brancos – 11
Votos Nulos – 6

A tomada de posse dos novos corpos sociais está marcada para o dia 1 de Agosto, na sede da Associação, em Coimbra.

Em nome da Direcção cessante queremos agradecer a todas as pessoas que se empenharam neste projecto e que permitiram que a APRe! fosse aquilo que hoje é: uma Associação transversal, de dimensão nacional, com uma palavra a dizer nos assuntos que dizem respeito aos reformados e com a respeitabilidade que todos lhe reconhecem.
Destaco os 4 Delegados (Lisboa, Porto, Coimbra e Algarve); os Dinamizadores locais (100); os Associados que construiram o Portal, os Associados que dinamizam o facebook da APRe!, todos os Associados que responderam aos pedidos de mobilização, todos os que contribuiram com textos para o blogue, enfim, todos os que se inscreveram na APRe! e continuam a acreditar neste projecto de cidadania.
Em meu nome pessoal agradeço a todos os que trabalharam comigo na Comissão Instaladora e na anterior Direcção e Corpos Sociais e ainda aos que aceitaram fazer parte dos novos Corpos Sociais da Associação, quer como efectivos quer como suplentes. São 22 pessoas que estão disponíveis para continuar a dar cumprimento a este desafio.

Outros Assuntos:

- Como sabem o Governo prepara-se para substituir a Contribuição Extraordinária de Solidariedade pela Contribuição de Sustentabilidade. Apesar de o corte nas pensões ser menor, ninguém pode ficar descansado porque é um corte definitivo no valor ilíquido das nossas pensões a que se juntará o ajustamento já anunciado em função da economia e da demografia. A APRe! enviou para a Assembleia da Republica um parecer elaborado pelo Dr. Henrique Rodrigues (novo Presidente da Mesa da AG da APRe!) sobre a Contribuição de Sustentabilidade, com um pedido de audiência à Comissão de Orçamento e Finanças, a fim de que possamos participar na discussão pública deste assunto.

- Tomámos posição pública, através da Antena 1, sobre a Lei 11/2014 de 6 de Março para cujo conteúdo fomos alertados, através de um programa da SIC Notícias, com a denúncia feita pelo Dr. Bagão Felix. Segundo este, a lei 11/2014 impede os pensionistas do estado de exercerem funções em entidades públicas ainda que o façam sem remuneração.
É no artigo 78º que se encontra o ponto crítico para o ex-ministro: “os aposentados, reformados, reservistas fora de efetividade e equiparados não podem exercer funções públicas para quaisquer serviços da administração central, regional e autárquica, empresas públicas, entidades públicas, entidades públicas empresariais”, pode ler-se na lei que deixou o antigo ministro surpreendido por ter "passado despercebida".
Bagão Félix afirmou que esta “é uma forma pouco subtil de aplicar uma eutanásia social e profissional aos reformados” do “cúmulo de estupidez legislativa”, já que na sua perspectiva a lei abrange “qualquer tipo de atividade, com qualquer duração”, independentemente de ser ou não remunerada. “Um país que desperdiça recursos dos mais velhos é indigno de um Estado de bem”, criticou ainda.
Associamo-nos a estas críticas contra um Estado que continua a querer descartar-se dos mais velhos e alertamos os nossos Associados que se encontram nesta situação uma vez que a lei fala mesmo em “suspensão da pensão” para quem não cumprir o estipulado.

- Fomos também esta semana “contemplados” com a Notícia sobre o Fundo de Reserva da Segurança Social que perdeu 27 milhões de euros com crise no Grupo Espírito Santo.
Este Fundo, que visa garantir a estabilidade do pagamento de pensões, é um dos accionistas da PT que , como é publico, emprestou 900 milhões de euros a uma empresa do Grupo Espírito Santo.
Mais uma vez a Banca está a arruinar o nosso país, a colocar em risco as nossas pensões, e os especuladores continuam à solta!
Para além de irmos recorrer ao Provedor de Justiça (a quem apresentámos queixa, por escrito e oralmente quando foi legislada a possibilidade de utilização de 90% do dinheiro do FEFSS na compra de dívida pública portuguesa) convidamos os Associados a colaborar com sugestões para lutarmos contra todas estas injustiças.

- Finalmente e desta vez para os Associados que têm ADSE, ficámos a saber através do Jornal de Negócios que Desistências na ADSE disparam e preocupam Finanças:
“Em meio ano já renunciaram à ADSE mais beneficiários do que no conjunto dos últimos três. Depois de a IGF ter alertado para o risco das renúncias, fruto dos aumentos dos descontos, a ADSE propõe fixar tecto máximo de descontos”.
Entre Janeiro e meados de Julho deste ano, 1.028 beneficiários titulares (funcionários públicos e pensionistas) decidiram desistir deste sistema de saúde. Os descontos passaram a ser de 3,5% do valor ilíquido da pensão contra 1,5% tal como em 2013.
Aguardemos pelas decisões do Tribunal Constitucional.

Saudações APRistas!

Pel’A Direcção eleita
Maria do Rosário Gama

14 de julho de 2014

A final

Amig@s

Está aí, à vista, o fim desta importante e enriquecedora etapa da minha vida que dediquei à criação e à direcção da APRe! 
Acompanho os méritos e os deméritos que são próprios dum trabalho desta magnitude. Desenvolvi-o em diversas dimensões, com a ajuda e cumplicidade dos meus companheiros de jornada. 
Responsável pela edição do blogue, a nossa publicação institucional, procurei conferir-lhe uma dignidade que merecesse o respeito de todos. Algumas (poucas) tentativas de manipulação partidária com que me confrontei, foram superadas sem quebrar os laços que nos ligam a pessoas que se representam nas mais diversas formas de olhar a vida e a sociedade. Honra aos meus parceiros, dirigentes da Associação, que nunca deram o mínimo sinal de pretenderem interferir nas escolhas editoriais. 
No domínio das minhas responsabilidades para a área das parcerias e protocolos, foram assinados importantes acordos do interesse dos nossos Associados, que correspondem a objectivos de natureza social e cultural.
Na administração das finanças da nossa Associação, de que me incumbi, também, na segunda metade do meu mandato, foi possível o exercício do rigor que uma governação espartana nos obrigou, sem comprometer o essencial das nossas obrigações nem a operacionalidade que nos foi exigida.
Agora, quero aqui agradecer todas as atenções que recebi dos amigos que já tinha e daqueles amigos que tive a oportunidade e o privilégio de conhecer, pela APRe!, em todo o país.
Também quero desejar aos futuros dirigentes o maior sucesso no desempenho desta importante e difícil missão. Apesar dos empurrões que sofremos, ora para a esquerda ora para a direita, espero que mantenham a determinação de conduzir esta Associação Cívica com independência e ecumenismo doutrinal, valorizando  aquilo que nos une, sem embargo do respeito devido para com as organizações partidárias e sindicais que, com honra e mérito, preenchem em Portugal o largo espectro do pensamento político. 
Vou mais rico e mais forte do que cheguei. 
Obrigado!

Pedro Martins

13 de julho de 2014

Delegações


Estas quatro individualidades são os responsáveis operacionais 
da APRe! que coordenam as Delegações Regionais.

11 de julho de 2014

Eleições


LISTA A
CONCORRENTE ÀS ELEIÇÕES DE 15 DE JULHO DE 2014 


ASSEMBLEIA GERAL 
Presidente - Henrique Manuel de Q. Pereira Rodrigues - PORTO
Secretária - Maria Manuela Reis Vilarinho - PORTO
Secretária - Maria Teresa de Jesus da S. do Rio Carvalho - LISBOA
DIRECÇÃO 
Efectivos 
Presidente - Maria do Rosário F. Monteiro Gama - COIMBRA
Vice-Presidente - Fernando Maria Rodrigues Martins - COIMBRA
Tesoureiro - Américo da Cruz Correia - COIMBRA
Secretária - Maria Eduarda Castro Sousa Neves - PORTO
Secretária - Maria da Dores Crespo Castanho Ribeiro - LISBOA
Vogal - Angela de Jesus Henriques Dias da Silva - COIMBRA
Vogal - António Manuel Valente Lopes Dias - PORTO
Vogal - António Patricio de S. Betâmio de Almeida - LISBOA
Vogal - Vitor Manuel Ferreira da Silva - LISBOA
Suplentes
José João Jorge Mendes Lucas - COIMBRA
Emília Maria F. Fernandes de Almeida - LOUSÃ
Álvaro Conceição Ferreira dos Santos - LISBOA
Maria Fernanda Pires de Sousa - PORTO
Margarida Maria de Freitas Martins - FARO
CONSELHO FISCAL 
Efectivos 
Presidente - José Amaro F. Martins Bom - LISBOA
Secretária - Isabel Maria da Costa Godinho - PORTO
Secretário - Jorge Manuel Paiva Fernandes - AVEIRO
Suplentes
António Augusto Vinagre Godinho Correia - CASCAIS
Carlos Alberto Pereira - CADAVAL


O=O=O


MESAS DE VOTO
Das 10.00 horas às 18.00 horas

Coimbra 
Sede Nacional da APRe!
– Rua do Teodoro, 72-2º esq.
Mesa 01 – votos por correspondência 
Mesa 02 – votos presenciais
Lisboa 
Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Seguradora
- Largo do Intendente Pina Manique, nº 35
Mesa 03 – votos presenciais
Porto 
Rua do Heroísmo, 354, 1º, sala 2
Mesa 04 – votos presenciais 
Matosinhos
Sede da Delegação APRe! Norte
- Avenida Comendador Ferreira de Matos 443
Mesa 05 — votos presenciais
Faro 
Clube Farense
- Rua de Santo António, 30 
Mesa 06 — votos presenciais
Aveiro 
Junta de Freguesia Glória e Vera Cruz
- Largo Capitão Maia Magalhães (junto aos Bombeiros Novos de Aveiro)
Mesa 07 — votos presenciais
Braga 
Junta de Freguesia de Maximinos/Sé/Cividade
- Av. Imaculada Conceição
Mesa 08 — votos presenciais
Almada
Escola Secundária Emídio Navarro
- Av. Rainha D. Leonor
Mesa 09 — votos presenciais
Estoril
Junta de Freguesia Cascais/Estoril
- Rua de Santa Rita, 45
Mesa 10 — votos presenciais