5 de novembro de 2016

"Henrique IV, Parte 3" divulgação/ informação espectáculo no Teatro Carlos Alberto

No âmbito do protocolo estabelecido entre a APRe! e o Teatro Nacional de S. João, fazemos a divulgação do espectáculo “Henrique IV, Parte 3”, texto e encenação Jacinto Lucas Pires.

 

Este espectáculo será apresentado no Teatro Carlos Alberto, de 9 a 13 de Novembro.

Quarta-feira a sábado: 21:00h
Domingo: 16:00h


Estreia
Teatro Carlos Alberto

9 | 13 Nov

Henrique IV, Parte 3

Texto e encenação de Jacinto Lucas Pires
coprodução Ninguém e TNSJ

Para reservas e informações sobre o espectáculo, por favor, contacte a bilheteira:
  • Tel.: 22.340 19 00
  • Linha verde: 800 10 8675 (grátis a partir de qualquer rede)
  • E-mail: bilheteira@tnsj.pt
www.tnsj.pt

Os associados APRe!, podem fazer a aquisição de bilhetes a preços mais favoráveis, no âmbito do protocolo estabelecido entre o TNSJ e a APRe!.

Para obter o cartão de associado APRe!, entrar no site http://www.apre-associacaocivica.pt/ApreHome/. Dentro dessa página entra na opção Associados em Consulta. Em Consulta aparece em baixo Consulta de Sócio e coloca o seu NIF (nº contribuinte). Depois carrega na lupa e surge uma página com os seus dados, enquanto associado. No final dessa página tem o cartão de associado, que poderá imprimir.

4 de novembro de 2016

"Por Um Envelhecimento Positivo", tema das 1.ªs Jornadas organizadas pelo Observatório do Envelhecimento, Grupo de Trabalho da APRe!


O Observatório do Envelhecimento, Grupo de Trabalho da APRe! para as questões do envelhecimento, convida todos os interessados a participar nas 1.ªs Jornadas subordinadas ao tema: "Por Um Envelhecimento Positivo", que se vão realizar no próximo dia 10 de Novembro de 2016, na Tertúlia D' Eventos, Quinta da Insua, Azinhaga do Convento Velho, Coimbra, conforme o programa definitivo de que abaixo fazemos a divulgação.


A entrada é livre, mediante inscrição prévia para apre.observatorioenv@gmail.com , até ao próximo dia 7 de Novembro, segunda-feira.

O mapa do local da realização das jornadas, pode ser visto na figura que abaixo apresentamos.


As pessoas que desejarem participar no almoço que tem o preço de 15€ (consultar ementa) podem inscrever-se, enviando comprovativo para o endereço de mail: apre.observatorioenv@gmail.com da transferência bancária para o IBAN: PT50 0035 0590 00011836900 36 .

Tendo em conta o interesse desta iniciativa para todas/os as/os associadas/os da APRe! e Amigos, contamos com a presença de todas/os e pedimos ampla divulgação junto das/os associadas/os e Amigos.

Para mais informações contactar para 965077178.

Os valões, europeus como nós

A Valónia - comunidade francófona da Bélgica, com uma expressão demográfica semelhante à região Norte de Portugal - foi de súbito alcandorada aos píncaros da fama. Até à última hora, já nas vésperas da cerimónia de assinatura do acordo de comércio livre entre a Europa e o Canadá (Comprehensive Economic and Trade Agreement - CETA), a Valónia continuava a resistir heroicamente às pressões das autoridades europeias e do Governo belga, impedidos de subscrever o acordo sem o seu consentimento. Uma obstinação inabalável que levou os amantes da banda desenhada a comparar os valões aos habitantes da aldeia de Astérix, onde um punhado de indomáveis gauleses combateu sem tréguas as legiões imperiais de Júlio César. Ainda que os valões tenham por fim superado o impasse, perante os compromissos assumidos, os motivos da sua desconfiança continuam a merecer a mais séria reflexão.

A Flandres é a outra grande região belga, de língua flamenga e beneficiária de cerca de 90% das trocas comerciais entre a Bélgica e o Canadá. Enquanto a Flandres encara este acordo como uma boa oportunidade, a Valónia, que presentemente se debate com uma grave crise económica e social, receia que o CETA tenha impactos negativos sobre a produção agrícola, a proteção do ambiente, os direitos dos trabalhadores e, em geral, que possa acentuar a vulnerabilidade das suas instituições democráticas face aos interesses das multinacionais. Estas apreensões foram manifestadas há cerca de um ano, através de uma resolução aprovada pelo Parlamento Regional. Contudo, embora os trabalhos preparatórios do acordo se tenham iniciado há sete anos e a resolução do Parlamento Regional tenha sido aprovada no ano passado, as conversações com a Comissão Europeia só foram encetadas no princípio de outubro, ou seja, algumas semanas antes da data prevista para a assinatura do acordo! Tanta displicência só pode suscitar inquietação e desconfiança, e minar a credibilidade dos responsáveis políticos nacionais e europeus. Estes sentimentos, como bem sabemos, não são exclusivos dos valões nem se devem a qualquer singularidade belga. Pelo contrário, são largamente partilhados por muitos cidadãos europeus.

O acordo de comércio livre com o Canadá prevê que os eventuais conflitos que decorram da sua aplicação - entre os Estados e os investidores - sejam resolvidos por uma comissão de arbitragem, à margem dos tribunais. A experiência demonstra a necessidade de moderar o recurso a estes "instrumentos de resolução de conflitos" e a reforçar as garantias de independência de tais comissões. Por exemplo, o Governo alemão, depois do tremendo desastre de Fukushima, em 2011, ponderou os riscos e optou pelo abandono gradual da produção de energia nuclear. Contudo, a Alemanha ainda hoje se confronta com um processo movido pela Vattenfall, uma empresa que explora a gestão de centrais nucleares alemãs, que alega que essa decisão afeta os seus interesses e os lucros que esperava conseguir e por essas eventuais perdas futuras exige uma choruda indemnização. Multiplicam-se os casos em que grandes empresas multinacionais contestam decisões de proteção ambiental ou defesa dos recursos naturais aprovadas por governos democráticos, e conseguem obter, através destes modelos de arbitragem de conflitos, a condenação de Estados como a Alemanha, o Canadá ou o Equador ao pagamento de avultadas indemnizações. Steven Hill (The Wallonian Mouse That Roared - Social Europe, 31 de outubro de 2016) alerta para o perigo de que as grandes empresas multinacionais "se estejam a transformar em governos soberanos", libertos de qualquer controlo democrático e protegidos pela opacidade e a ausência de supervisão destes procedimentos arbitrais. E sustenta que é tempo de estes acordos de comércio livre se preocuparem com a "regulação dos paraísos fiscais", imporem normas de conduta aos investidores e incluírem referências éticas. Por fim, deixa um sério aviso: "os governos democráticos que não salvaguardem os seus interesses próprios e dos seus residentes contra o assédio permanente das corporações multinacionais, podem encontrar-se em breve encurralados pelas suas populações manipuladas por demagogos populistas".

Pedro Carlos Bacelar de Vasconcelos
Opinião JN 03.11.2016
Leia mais: http://www.jn.pt/opiniao/pedro-bacelar-de-vasconcelos/interior/os-valoes-europeus-como-nos-5477004.html

ADSE poderá ser alargada a cônjuges

O projeto de decreto-lei que cria a ADSE Instituto Público já seguiu para publicação e abre caminho para que os cônjuges possam ser beneficiários.


O projeto de decreto-lei que prevê a mudança da ADSE para um instituto público identifica uma nova tipologia de receita que, a concretizar-se, virá através dos descontos dos beneficiários familiares. Mas o diretor-geral da ADSE sublinhou ao Dinheiro Vivo que essa receita adicional apenas será paga pelos cônjuges dos beneficiários que trabalham no sector privado e que hoje estão impedidos de beneficiar deste subsistema de saúde da função publica.

“Este preceito é criado para o novo IP, se o universo de beneficiários for alargado aos cônjuges que trabalham no sector privado (que hoje não podem ser beneficiários da ADSE), poder vir a cobrar essa receita”, acentua Carlos Baptista, referindo ainda não estar previsto que os atuais beneficiários familiares (nomeadamente cônjuges que não descontam para outro sistema de proteção social e filhos até aos 18 anos ou aos 25 anos quando se encontram a estudar) “venham a ter de suportar qualquer tipo de financiamento”.

Carlos Baptista acentua ainda que a questão do alargamento (a cônjuges e filhos até aos 30 anos (desde que coabitem com os pais), a concretizar-se, será tratada num âmbito diferente do do projeto que cria a ADSE Instituto Público.

Lucília Tiago

3 de novembro de 2016

A APRe! foi à Universidade Sénior de Pataias - Alcobaça


Ontem dia 2 de Novembro, a APRe! foi à Universidade Sénior de Pataias - Alcobaça. Falou-se do livro "Os Sonhos Não Têm Rugas" e da missão e valores da APRe! na defesa dos direitos dos aposentados, pensionistas e reformados e, dos idosos em geral.

Falou-se também da importância do associativismo e do papel que as autarquias podem ter nas políticas de defesa dos cidadãos seniores.

Estiveram presentes vários idosos que integram a universidade sénior de Pataias e Martingança.

Em representação da Direcção da APRe!, estiveram presentes Maria do Rosário Gama, Vérter Gomes e Ângela Dias da Silva.

Por uma APRe! Viva e interventiva. VIVA a APRe!







2 de novembro de 2016

No 50.º aniversário dos pactos da ONU sobre direitos

Um pouco por todo o mundo, a ideia de “direitos humanos” e a do seu significado político e social emancipador têm sofrido um ataque ideológico devastador


Aproxima-se o 50.º Aniversário dos Pactos das Nações Unidas sobre direitos civis e políticos e sobre os direitos sociais e culturais.

Algumas comemorações estão a ser justamente preparadas.

Um pouco por todo o mundo, a ideia de “direitos humanos” e a do seu significado político e social emancipador têm sofrido, entretanto, um ataque ideológico devastador.

Se, no que respeita aos direitos civis e políticos, tem havido, mesmo assim, alguma contenção ideológica – na verdade, a sua limitação pode decorrer naturalmente da redução dos direitos económicos e sociais –, já no que toca a estes últimos, a afronta foi dura e sem disfarces.

Para sustentar a desvalorização e a limitação dos direitos e, especialmente, os daqueles que trabalham por conta de outrem, foi desenvolvido por todos os meios e em todos os planos mediáticos um slogan que procura diminuí-los moral e politicamente.

“Os direitos sociais e culturais – principalmente os dos trabalhadores – não passam de privilégios.”

O próprio direito ao trabalho subsumiu-se no alcance desse anátema.

Poder trabalhar, longe de continuar a ser considerado um direito conatural ao homem e uma atividade nobilitadora da sua humanidade, além de garante de dignidade no relacionamento e de integração social – na família e na comunidade –, começou, de facto, a ser incluído, também perversamente, na categoria de “privilégio”.

Ter trabalho, sobretudo se exercido com regras que o valorizam socialmente, e se remunerado de molde a garantir a dignidade de vida de quem o desenvolve e a da sua família, isso, então, passou mesmo a ser apostrofado pelos propagandistas político-económicos do sistema como um quase atentado à nova ordem social: “o privilégio dos privilégios”.

Salários e vencimentos deixaram de ser entendidos como uma contrapartida óbvia, inamovível do lavor realizado, para adquirirem a conotação de “regalia” – que magnanimamente se concede, ou não –, e nunca como uma contrapartida justa e devida pela habilidade, ciência e desempenho do trabalhador.

Saúde e educação públicas, segurança social na doença, pensões e idade de reforma passaram a ser apresentados como custos espúrios do Estado, a reduzir imperativamente, para que os impostos cobrados aos cidadãos – na sua maior parte aos cidadãos trabalhadores – possam, entre outros interesses económicos em crise, passar a custear, por exemplo, as quebras da atividade bancária.

Qualquer resistência contra a erosão dos direitos sociais passou, portanto, a ser noticiada depreciativamente como “reação corporativa”, e nunca como a expressão saudável de cidadania.

Os sindicatos – e a sua atividade em prol da dignidade do trabalho – foram expostos pública e hipocritamente como agências maléficas do egoísmo de privilegiados – os que trabalham – contra os que estão desempregados.

A contratação coletiva foi, além disso, fortemente condicionada e apresentada como impeditiva das reformas salvíficas para relançar a economia do mundo.

A própria ideia de política como atividade democrática a ser assumida por todos os cidadãos, na prossecução do bem comum, foi também – como nos velhos tempos – menosprezada mediaticamente, o que conduziu a graus nunca vistos de abstenção eleitoral e permitiu, agora, o ressurgimento sempre empolado, mesmo quando aparentemente criticado, de movimentos populistas, racistas e chauvinistas.

Comemorar, pois, a aprovação daqueles pactos de direitos, recordar a sua vigência e, particularmente, o seu conteúdo, princípios – como tal inalienáveis – e benefícios, num momento em que tudo pode ainda ser possível, parece, assim, da maior importância e significado democrático para o nosso país, para a Europa e para o mundo.

António Cluny
Jurista.
Jornal i 01.11.2016