15 de novembro de 2016

A nova Europa dividida num contexto internacional de incertezas. E nós?


Jorge Sampaio alerta para a "tendência global" dos movimentos populistas, a propósito também da eleição de Donald Trump. Neste ensaio para o PÚBLICO, o ex-Presidente da República afirma que o "Brexit" constitui um "ponto de não-retorno" e que a própria Europa tem de travar a "corrida para o abismo".


Ao optar por me debruçar aqui sobre a “questão europeia”, chamemos-lhe assim, o meu objectivo não é trazer à colação certezas e ideias feitas acerca da Europa, do seu passado e do futuro, mas antes tentar desbravar um caminho de interrogações e perplexidades, que são afinal as de um europeu convicto, que teima em continuar a sê-lo, mas que se confronta com um conjunto de contradições, dilemas e perguntas para as quais as respostas não parecem óbvias nos tempos que correm. Ou seja, e este é o meu ponto de partida, as convicções outrora firmes que me acostumara a assumir como premissas inabaláveis de um europeísmo esclarecido estão hoje, em 2016, algo toldadas pela acumulação de dúvidas nascidas da confrontação com a realidade — o tal reality check, como bem se diz em língua inglesa —, assim como pela acentuada e generalizada erosão da confiança na Europa, no seu funcionamento, na sua capacidade de cuidar dos bens públicos europeus e de responder às expectativas dos cidadãos.

Em suma, tentarei fazer nestas páginas um exercício de militantismo europeu, na certeza de que a dinâmica do capitalismo global, tal como se desenvolveu e se afirma no nosso tempo à escala planetária, exige da Europa e dos países europeus a determinação de se constituir como uma alternativa sólida, por um lado, à financeirização da economia e, por outro, ao capitalismo autoritário de “valores asiáticos”, por assim dizer. Se esta alternativa coincide com a União Europeia, tal como a conhecemos hoje, ou se exige uma outra Europa, é uma questão que está em aberto e cujos contornos aqui procurarei, precisamente, delinear.

À partida, direi, como posição de princípio, que é na fractura aberta pelas insuficiências da actual Europa que importa trabalhar, mesmo se para tal for necessário quebrar alguns tabus, colocar questões inconvenientes e formular “hipóteses fora da caixa”....Ler mais

Proposta Caderno Reivindicativo da APRe! 2016/2017


Com o fim de ser discutido e debatido o novo Caderno Reivindicativo da APRe! em Assembleia Geral Extraordinária convocada para o dia 30 de Novembro de 2016, a Direcção elaborou uma proposta do documento para ser debatida na AGE, que pode ser consultada AQUI.

14 de novembro de 2016

AGRADECIMENTO

Quase restabelecido da emoção que me envolveu, quero apresentar em público os meus sinceros e reconhecidos agradecimentos a todos os que, de uma forma ou de outra, estiveram – e continuam a estar – a meu lado, no caso da injusta condenação que me foi imposta pela “douta” confirmação do Tribunal da Relação de Coimbra, da decisão anteriormente tomada pelo Tribunal da Comarca de Gouveia.

Assim:

Ao “Jornal I”, ao “Expresso”, ao “Diário de Notícias”, ao jornal electrónico “Observador”, à “TVI 24, no seu programa “Governo Sombra” com a intervenção de, com Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares, com moderação de Carlos Vaz Marques, e ainda na 21ª hora, com a cooperação de Constança Cunha e Sá e moderação de José Alberto de Carvalho.

Não posso deixar também de estender este manifesto de gratidão à APRe! (Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados) na pessoa de Maria do Rosário Gama, presidente daquela instituição; estendo também o meu muito obrigado a outras instituições que de momento não me apraz lembrar.

Quero contemplar também o grosso da população portuguesa, de todos os extractos sociais; desde o mais simples pastor, ao mais elevado causídico, professor universitário, ou cientista, o auxílio moral que me emprestaram

Penso ser meu dever juntar a esta ladainha de reconhecimento, as minhas testemunhas de abonação, que se prontificaram de imediato e sem reservas, a atestar a minha educação cívica e moral:

António Pereira Coutinho (professor na Universidade de Coimbra), Carlos Artur Abranches de Pina Amaral (ex-professor do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra), José Vieira Lourenço (professor de Filosofia) e Bruno Domingos Miranda (professor e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vendas de Galizes).

Aqui fica também um grande carimbo de agradecimento, a uma pessoa, cuja nobreza de carácter é meu dever enaltecer, por me ter dado o seu total amparo, disponibilizam-se sempre com ilimitada vontade e paciência, para me acompanhar em todo o sinuoso e complicado trajecto jurídico cujos honorários foram pagos apenas com a satisfação das virtudes que a sua condição humana lhe outorgou: humanista, leal, compreensivo e defensor dos “fracos”; é ele, João Saldanha, Digníssimo Advogado de Coimbra.

Para findar, faço questão - apesar de grisalho contaminado - de agradecer também ao sr. Carlos Peixoto, o autor indiscutível de frase que irá ficar para a História de Portugal, “A nossa Pátria foi contaminada pela já conhecida peste grisalha”, por me ter facultado também, a possibilidade de poder conhecer bem fundo, a diferença existente entre a imbecilidade e sapiência, velhaquice e bem-fazer, ética e incorrecção, e, finalmente, a dissemelhança entre elite que devia ser refugo e refugo que deia ser elite.

Coimbra, 06/11/2016

António Figueiredo e Silva
(O CONDENADO)

13 de novembro de 2016

Contra um activismo das passividades


Soube hoje pelos jornais que a comissão que vai estudar o apoio ao envelhecimento activo não inclui associações de reformados.

Pior do que um erro, trata-se de um reflexo da ideia de um assistencialismo implícito dos "novos" aos "velhos", da inércia de um equívoco que contamina a própria ideia generosa de o combater. Para estimular o dinamismo dos "velhos" começa-se por pressupor a sua passividade.

Não se trata de pôr os "velhos" a jogar às escondidas ou ao berlinde, de os pôr a dançar o vira ou a fazer ginástica, a cantar modas antigas ou a fazer desenhos. Trata-se de estimular a auto-organização dos "velhos" de modo a assumirem um protagonismo próprio. Se eles quiserem jogar ao berlinde ou dançar o tango, tudo bem. Se lhes apetecer , pelo contrário, representar Gil Vicente ou cantar o fado, nada a opor. Se preferirem declamar Camões ou jogar à "sueca", excelente. Se quiserem reunir-se para defenderem os seus direitos, muito bem. Se decidirem juntar-se para fazer passeios, nada a a opor. Se quiserem ajudar-se mutuamente, numa reciprocidade solidária, óptimo.Mas não queiram levá-los pela mão como meninos grandes.

Não inventem um senado grave de circunspectos "novos" que se proponham desenhar com minúcia ( quiçá com a melhor das intenções) o que eles cogitam que os "velhos" devem fazer para serem considerados activos e preencherem os objectivos alegadamente "científicos"que entendam fixar-lhes.

Dêem-lhes protagonismo desde já, desde o início.

De facto, qualquer comissão que, não incluindo os "velhos", se ocupe da congeminação do que eles devem fazer para serem considerados activos será sempre uma fábrica de envelhecimentos passivos.

Por isso, é legítimo gritar-se: abaixo o activismo das passividades!

Rui Namorado
http://ograndezoo.blogspot.pt/2016/11/contra-um-activismo-das-passividades.html

12 de novembro de 2016

Secretário de Estado da Saúde reúne com a APRe!


A APRe! recebeu da Secretaria de Estado da Saúde convocatória com a marcação de reunião para a próxima terça-feira, dia 15 de Novembro, pelas 16:00 horas, para proceder à audição da APRe! sobre o projecto de diploma que cria o Instituto de Protecção e Assistência na Doença, I.P., publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, Separata n.º 5, de 7 de Novembro de 2016.

Secretária de Estado da Segurança Social reúne com a APRe!


Na sequência do pedido de audiência solicitado pela APRe! à Senhora Secretária de Estado da Segurança Social, a APRe! recebeu resposta com a marcação de reunião para o próximo dia 21 de Novembro, pelas 17h30, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Convite da Coordenadora Distrital do Porto dos Pensionistas e Reformados TSD à APRe!


A APRe! recebeu convite da Coordenadora Distrital do Porto dos Pensionistas e Reformados TSD, para participar num evento promovido por aquela associação, ao qual respondeu favoravelmente, mostrando a APRe! toda a disponibilidade para se reunir com outras associações de reformados.