No passado dia 30 de Junho, Dia Mundial das Redes Sociais, fomos recordar os peregrinos de Santiago e os caminhos medievais ligados a eles, dentro da cidade do Porto entre muros (muralha fernandina ).
O Dr. Manuel Araújo, técnico superior da Casa do Infante foi o nosso guia!
O ponto de partida foi a Casa do Infante (aproveitámos para visitar a Exposição do Foral do Porto, inaugurada há dias pelo Presidente da República) - onde vimos, com curiosidade e atenção, a maquete do que era a cidade, com os seus fogos, no século XVI, ouvindo as explicações do Dr. Manuel Araújo, que depois nos acompanhou durante a visita. De lá partimos, em mais uma visita guiada - e segundo um percurso previamente preparado, em 7 etapas, por quem nos orientou, ao longo do caminho
Durante mais de 3 horas, percorremos, a pé, ruas e ruelas, lugares onde já houve capelas e hospitais - e por onde passavam e eram acolhidos peregrinos, a caminho de Santiago. Lugares que foram referência, cenários na nossa literatura (basta lembrar, para exemplo, “O Arco de Sant’Ana”, de Almeida Garrett). Lugares que ainda guardam sinais de outros tempos - e de outros ofícios (em que se fabricavam ou preparavam produtos que eram depois daqui exportados para o Norte da Europa).
4 de julho de 2017
3 de julho de 2017
#eles
Eles negoceiam, eles escondem, eles abusam, eles iludem, eles acertam, eles acertam-se, eles apertam, eles apertam-nos, eles apertam-se, eles sabem, eles sorriem, eles organizam-se, eles informam-se, eles manipulam, eles manipulam-nos, eles sussurram, eles gritam, eles anunciam, eles garantem, eles asseguram, eles prometem, eles abraçam, eles beijam, eles dançam, eles esquecem, eles enganam, eles riem, eles gastam, eles desperdiçam, eles culpam-nos, eles pedem, eles pedem-nos, eles tiram, eles roubam, eles amigam-se, eles traem, eles traem-nos, eles baralham, eles misturam, eles compatibilizam, eles nomeiam, eles nomeiam-se, eles combinam, eles resolvem, eles resolvem-se, eles favorecem, eles cobram, eles compram, eles compram-se, eles vendem, eles vendem-se, eles vangloriam-se, eles desprezam-se, eles desprezam-nos, eles corrompem, eles disfarçam, eles adiam, eles distraem-nos, eles comem, eles ganham.
E nós aceitamos, calamos, toleramos, permitimos, perdoamos, esquecemos, perdemos. Mas tudo tem de mudar. Eles têm de saber que já chega, que chorar agora já não chega. Eles têm de saber que nós sabemos bem quem eles são.
E nós aceitamos, calamos, toleramos, permitimos, perdoamos, esquecemos, perdemos. Mas tudo tem de mudar. Eles têm de saber que já chega, que chorar agora já não chega. Eles têm de saber que nós sabemos bem quem eles são.
Miguel Conde Coutinho
Ler mais em: JN Opinião 01.07.2017
2 de julho de 2017
Como foi o passeio ao Gerês (português e galego) organizado pela Delegação Norte da APRe!
No passado dia 22 de Junho, a Delegação Norte da APRe! organizou um passeio/convívio, ao Gerês (português e galego) com longa caminhada (para quem a quis, e pôde, fazer) e banho, no fim. Faz agora um ano, tínhamos ido aos passadiços do Paiva - mas o tempo, desta vez, portou-se bem melhor (tão ameno, nem de encomenda…).
Foi uma óptima jornada, com momentos bem doseados (e caminhada ajustada à vontade, condições e ritmo dos participantes - houve quem fizesse só parte do percurso, tal como houve quem o fizesse todo a pé).
Na bela paisagem protegida do Gerês, os olhos foram pousando tanto nos longes que se lhes ofereciam, a cada momento, como no perto, nos pormenores: na carqueja, nos fetos rendados do Gerês, em árvores inclinadas e abraçadas, nas bagas vermelhas do teixo (árvore da imortalidade, e por isso sagrada, para os druidas), na madressilva, da brava, em flor, nas cascatinhas d’ água…
Relato do percurso, resumido:
Do Porto até ao Campo do Gerês, apenas uma breve paragem, para café e desentorpecer as pernas. A partir daí, do ponto combinado, seguiu-se caminhada, junto à albufeira de Vilarinho das Furnas até Portela do Homem (passo de montanha na fronteira com Espanha, comunidade autónoma de Galiza, província de Orense).
Quem não fez o percurso todo e seguiu de carrinha até à fronteira, pôde descansar e retemperar forças, à sombra, ao ar livre ou no café entretanto aberto, ou, melhor ainda, indo ver a cascata do rio Homem, a cerca de 800 metros (com as suas águas verdes, transparentes).
Quando o grupo se reuniu, continuou-se a viagem até Lobios que é estância termal, com paragem para repouso e piquenique nas margens relvadas do rio Caldo (onde quem quis tomou banho). Estenderam-se toalhas e mantas, à sombra e ao comprido, paralelamente ao rio, de forma a toda a gente se poder sentar e partilhar das mesas entretanto postas (escusado dizer que não faltou nada, embora tenha sobrado muito), num agradável convívio.
Depois do café, pequena viagem para visita a antigo edificado romano (ainda na província de Orense, em Bande, no “baixo Lima” - rio que, na Galiza, onde nasce, só faz cerca de 40 km até entrar em Portugal, junto ao Lindoso) - trata-se dos restos arqueológicos do acampamento ‘Aquis Querquennis’, dos sécs I-II, junto à via romana que unia Astorga a Braga (então “Bracara Augusta”).
A pausa seguinte foi já no Lindoso - para ver castelo e espigueiros. Junto ao Castelo de Lindoso (concelho de Ponte da Barca), sobressai um belo conjunto de 50 espigueiros de pedra (séculos XVII-XVIII) - em que cada exemplar é suportado por uma base de pilares curtos, assentes na rocha e encimados por mós.
Cumprido o roteiro, regresso ao Porto - ao ponto de partida.
Foi uma óptima jornada, com momentos bem doseados (e caminhada ajustada à vontade, condições e ritmo dos participantes - houve quem fizesse só parte do percurso, tal como houve quem o fizesse todo a pé).
Na bela paisagem protegida do Gerês, os olhos foram pousando tanto nos longes que se lhes ofereciam, a cada momento, como no perto, nos pormenores: na carqueja, nos fetos rendados do Gerês, em árvores inclinadas e abraçadas, nas bagas vermelhas do teixo (árvore da imortalidade, e por isso sagrada, para os druidas), na madressilva, da brava, em flor, nas cascatinhas d’ água…
Relato do percurso, resumido:
Do Porto até ao Campo do Gerês, apenas uma breve paragem, para café e desentorpecer as pernas. A partir daí, do ponto combinado, seguiu-se caminhada, junto à albufeira de Vilarinho das Furnas até Portela do Homem (passo de montanha na fronteira com Espanha, comunidade autónoma de Galiza, província de Orense).
Quem não fez o percurso todo e seguiu de carrinha até à fronteira, pôde descansar e retemperar forças, à sombra, ao ar livre ou no café entretanto aberto, ou, melhor ainda, indo ver a cascata do rio Homem, a cerca de 800 metros (com as suas águas verdes, transparentes).
Quando o grupo se reuniu, continuou-se a viagem até Lobios que é estância termal, com paragem para repouso e piquenique nas margens relvadas do rio Caldo (onde quem quis tomou banho). Estenderam-se toalhas e mantas, à sombra e ao comprido, paralelamente ao rio, de forma a toda a gente se poder sentar e partilhar das mesas entretanto postas (escusado dizer que não faltou nada, embora tenha sobrado muito), num agradável convívio.
Depois do café, pequena viagem para visita a antigo edificado romano (ainda na província de Orense, em Bande, no “baixo Lima” - rio que, na Galiza, onde nasce, só faz cerca de 40 km até entrar em Portugal, junto ao Lindoso) - trata-se dos restos arqueológicos do acampamento ‘Aquis Querquennis’, dos sécs I-II, junto à via romana que unia Astorga a Braga (então “Bracara Augusta”).
A pausa seguinte foi já no Lindoso - para ver castelo e espigueiros. Junto ao Castelo de Lindoso (concelho de Ponte da Barca), sobressai um belo conjunto de 50 espigueiros de pedra (séculos XVII-XVIII) - em que cada exemplar é suportado por uma base de pilares curtos, assentes na rocha e encimados por mós.
Cumprido o roteiro, regresso ao Porto - ao ponto de partida.
1 de julho de 2017
ADSE propõe inscrição de cônjuges até aos 65 anos
A ADSE, que tinha até ao final de Junho para definir regras, propôs um limite de 65 anos que está a dividir sindicatos e associações de reformados. Mas depois de vários atrasos no processo de alargamento a familiares e a novos trabalhadores, já ninguém se compromete com datas.
O Governo tinha até ao final de Junho para elaborar a proposta que vai esclarecer em que condições serão alargadas as inscrições na ADSE. E no documento apresentado aos membros já nomeados do novo Conselho Geral e de Supervisão, a que o Negócios teve acesso, propõe-se que só se possam inscrever os cônjuges de funcionários públicos ou unidos de facto que tenham até 65 anos.
Em Janeiro, em entrevista ao Negócios, o presidente do novo instituto público, Carlos Liberato Baptista, admitia que poderiam ser considerados os 60, os 65 anos ou os 66 anos. A questão é sensível porque entre estas faixas etárias a procura de cuidados de saúde cresce. Na proposta oficial foi escolhido o limite de 65 anos, o mesmo que já tinha sido admitido ao Negócios há mais de um ano por fonte do ministério da Saúde.
Este limite, que ainda será debatido nos próximos meses, está a dividir sindicatos e associações de reformados. Em declarações ao Negócios, José Abraão, da Fesap, considera que o limite etário deveria ser mais baixo, já que os custos do subsistema mais do que duplicam entre os 40 e os 60 anos. "Por uma questão de sustentabilidade da ADSE, os custos médios dos beneficiários recomendam que a idade seja mais baixa", refere. Já Rosário Gama, da associação de reformados Apre!, considera o limite "discriminatório." "É um preconceito contra a idade, um idadismo".
Para acomodar o alargamento a mais familiares, a proposta cria uma nova categoria de beneficiários, além dos titulares e dos familiares: os "associados". O objectivo é que num prazo de doze meses a partir da entrada em vigor da lei os titulares (no activo ou aposentado) possam pedir a inscrição de cônjuges ou, por exemplo, de unidos de facto que vivam na mesma casa há dois anos, desde que a situação seja Junta de Freguesia o comprove.
Mais de um ano depois do primeiro anúncio sobre o alargamento da ADSE – que surgiu numa nota de rodapé do relatório do orçamento do Estado para 2016 – o preço de inscrição de cônjuges continua em aberto. Na proposta são apresentados vários cenários, com taxas que variam entre os 2% e os 2,7% sobre o vencimento do titular, que nalguns cenários admitem valores mínimos e que noutros dependem da idade.
Em Janeiro, a ADSE esperava que a abertura da ADSE pudesse ocorrer até Março. Mas face aos sucessivos atrasos que este processo sofreu já ninguém arrisca prever uma data. O processo está dependente da apreciação por parte do novo Conselho Geral e de Supervisão, que ainda tem de eleger quatro membros, na melhor das hipóteses em Setembro.
A avaliar pelas posições assumidas, a discussão pode ser animada. As funções deste orgão são essencialmente consultivas, mas dificilmente o seu parecer pode ser ignorado.
Inscrições para CIT e contratados a prazo há um ano
A proposta de diploma também prevê novas oportunidades de reinscrição para quem desistiu da ADSE ou para quem deixou passar o prazo de inscrição que no passado lhe foi proposto.
Além disso, tal como já tinha sido anunciado, prevê-se a inscrição de pessoas com contratos individuais de trabalho, de trabalhadores de empresas públicas, de reguladores, de fundações ou de associações públicas, neste caso por uma taxa idêntica às dos funcionários públicos: 3,5%.
No caso dos filhos maiores, garante-se a inscrição dos estudantes até aos vinte e seis anos, idade que nesta nova versão pode chegar aos 35 anos se as pessoas ainda viverem com os pais e quiserem pagar uma taxa.
Catarina Almeida Pereira
Ler mais em: Negócios 01.07.2017
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