6 de julho de 2017

Caloiro aos 77, doutor aos 85. Brasilino é "um caso de estudo"

Defendida a tese de doutoramento sobre Antero de Quental, Brasilino Godinho apresentou uma proposta para que a Universidade dos Açores passe a ter o nome do escritor


De traje académico vestido, Brasilino Godinho chegou à Sala de Atos Académicos da Universidade de Aveiro cerca de uma hora antes de começarem as provas de doutoramento. Testou o equipamento informático e os auscultadores - para que nenhuma palavra escapasse - e, com toda a calma, cumprimentou grande parte da plateia: professores, colegas, familiares e amigos. Todos quiseram assistir ao realizar de mais um sonho do homem, de 85 anos, que ontem se tornou, muito provavelmente, numa das pessoas com mais idade a concluir um doutoramento. Um exemplo de "coragem e empenho", como destacou o júri, "um caso de estudo" para as colegas do programa doutoral em Estudos Culturais.

Ontem foi um dia histórico. Só isso é que faria Cláudia Silva, de 39 anos, sair de casa e ficar longe do filho, recém-nascido. "É um momento imperdível. É uma inspiração. Dá-nos motivação para não deixarmos de acreditar nos nossos sonhos. Aqui está a prova que há sempre algo para construir", disse ao DN a colega de licenciatura de Brasilino.

Na plateia, Geanine Escobar, de 27 anos, e Aline Marçon, de 39, ambas do mesmo programa doutoral, não poupavam elogios ao agora doutor, que tinha o hábito de distribuir poesia - e simpatia - pelos colegas. "É a primeira vez que vejo uma pessoa tão lúcida e ativa na academia com esta idade. No Brasil há estudantes idosos, mas isto é uma novidade", sublinha Geanine. Destacando que o doutoramento trata questões como o envelhecimento ativo e o ócio, Aline considera que Brasilino é "como se fosse um caso de estudo".

Foi aos 77 anos que o reformado, que tinha acabado de perder a mulher, se dirigiu à Universidade de Aveiro e, através do concurso para Maiores de 23 anos, ingressou na licenciatura de Línguas, Literaturas e Culturas. Terminou o curso em 2012 com média de 15 e quis prosseguir diretamente para o doutoramento, sem passar pelo mestrado. "Disse-me: Professora, não vai dar tempo. Ou vou já para o doutoramento, ou nunca o farei", recordou ontem a orientadora da tese, Maria Manuel Baptista. Num longo texto, Brasilino solicitou ao reitor que o deixasse seguir para o programa doutoral, lembrando-o que foi ele que desenhou o sistema de escoamento de águas da Universidade de Aveiro. Mas foi o mérito, e não esse pormenor, que permitiu que se inscrevesse no doutoramento desenvolvido em parceria pelas Universidades de Aveiro e do Minho.

Ontem, Brasilino defendeu a tese "Antero de Quental: um Patriotismo Prospectivo no Porvir de Portugal" - aprovada por unanimidade pelo júri - e, no final, surpreendeu a plateia. Realçando que a memória de Antero de Quental merece ser "condignamente preservada e mui prestigiada", leu uma proposta na qual sugere que a Universidade dos Açores, de onde o poeta era natural, passe a chamar-se Universidade Antero de Quental.

Exemplo de trabalho


Para Nuno Rosmaninho, co-orientador da tese, Brasilino é um exemplo de "grande trabalho e dedicação". Ao longo das provas, os membros do júri felicitaram a sua "coragem e empenho", assumindo que se tratava de "um momento histórico". Quanto à tese, "uma escrita impecável", "pensamento claro". Quase "um manifesto".

Brasilino Godinho reconheceu que é "um exemplo que deve ser aproveitado pela sociedade". Agora que é doutor, recusa-se a baixar os braços. Uma das hipóteses é tirar um pós-doutoramento, outra é dar aulas. "É um acontecimento muito marcante na minha vida e que me deixa muito satisfeito", disse à saída, evocando as recordações de infância a ler o DN. "Fiz a aprendizagem da leitura não só pelo que lia nas aulas, mas também pelo que lia no vosso jornal".

Aos 15 anos, Brasilino já tinha lido autores como Platão, Aristóteles ou Kant. Com 16 quis ir para a universidade, mas o avô recusou suportar as despesas, o que o levou a adiar o sonho. "Ainda bem", diz, porque nessa altura teria seguido engenharia. Entrou no mercado de trabalho como desenhador de construção civil e acabou por dedicar parte da vida à profissão de topógrafo e a projetar na área de engenharia. Mas as letras sempre o acompanharam. Escreve crónicas e já tem livros publicados.

Joana Capucho
Ler mais em: DN 06.07.2011

5 de julho de 2017

"O Homem da Guitarra", divulgação/informação de espectáculo no Teatro Carlos Alberto

Ao abrigo do protocolo celebrado entre a APRe! e o Teatro Nacional de S. João (TNSJ) Porto, nos termos do qual os associados da APRe! passaram a usufruir de descontos na compra de bilhetes para os espectáculos, fazemos a divulgação do espectáculo "O Homem da Guitarra”, de Jon Fosse com encenação e interpretação de Manuel Wiborg.

Este espectáculo será apresentado no Teatro Carlos Alberto, de 6 a 16 de Julho.

quarta-feira e sábado, às 19h0
quinta e sexta-feira, às 21h00
domingo, às 16h00

Teatro Carlos Alberto

6 a 16 de Julho

O Homem da Guitarra

de Jon Fosse

encenação e interpretação Manuel Wiborg

co-produção Teatro do Interior, São Luiz Teatro Municipal, TNSJ

Para reservas e informações sobre o espectáculo, por favor, contacte a bilheteira:
Tel.: 22.340 19 00
Linha verde: 800 10 8675 (grátis a partir de qualquer rede)
E-mail: bilheteira@tnsj.pt
http://www.tnsj

Tertúlia subordinada ao tema do livro "Os Sonhos Não Têm Rugas" na UATIP, Porto

Convidamos os Associados/as e Amigos/as da APRe! a participar no dia 5 de Julho, pelas 15 horas, numa tertúlia subordinada ao tema do livro "Os Sonhos Não Têm Rugas" em que também estarão presentes os autores, Rosário Gama e Betâmio de Almeida, a realizar na UATIP - Rua da Constituição, 944 - (com a Rua Zeca Afonso) - Porto.

UM LIVRO POR UMA CAUSA: “OS SONHOS NÃO TÊM RUGAS” – APRe!

Quando chega a carta a confirmar a reforma e há lugar a uma dúvida nova: o que vou fazer, agora que tenho tempo?!

O livro Os Sonhos Não Têm Rugas nasceu no contexto da acção política e social da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados, tendo, aliás, sido escrito por três dirigentes da APRe!. Sobre questões que o livro levanta como: "Qual é o momento em que alguém se sente velho? e o "O que é ser velho em Portugal?", propomos uma tertúlia, moderada pelos associados da UATIP Manuela Carneiro e Manuel Laurestim (este último também associado da APRe!),com a especial presença dos autores, Rosário Gama e António Betâmio de Almeida. 

Colaboração do Grupo de Teatro da UATIP.

4 de julho de 2017

Novos beneficiários da ADSE terão período de carência de 90 dias

Inscrição de trabalhadores das empresas públicas, reguladores e fundações não será imediata e depende de acordo entre entidades empregadoras e ADSE. Beneficiários que renunciaram têm 120 dias para se reinscreverem.


A abertura da ADSE a novos beneficiários vai mesmo avançar (ainda não se sabe quando), mas o acesso aos serviços disponibilizados pelo sistema de saúde não será imediato e estará dependente de um período de carência que pode chegar aos 90 dias. A proposta consta do projecto de decreto-lei que regula os benefícios da ADSE e que foi apresentado na semana passada aos membros do Conselho Geral e de Supervisão já nomeados.

Este Conselho, onde têm assento representantes dos sindicatos, de associações de reformados e dos beneficiários, ainda não está em pleno funcionamento, uma vez que a eleição dos quatro representantes dos beneficiários só decorrerá em Setembro. A direcção do instituto da ADSE, liderada por Carlos Liberato Baptista, optou contudo por lançar já a discussão sobre o novo regime de benefícios, com o compromisso de só o aprovar quando o Conselho estiver completo e se tiver pronunciado sobre ele.

No projecto de decreto-lei refere-se que “o início do gozo dos benefícios concedidos reporta-se à data de início da entrega do desconto, relativamente aos beneficiários titulares e associados, e à data da aceitação da inscrição na ADSE, nos restantes casos, podendo, no entanto, vir a estar ainda sujeito ao estabelecimento de um período de carência”.

Trata-se de uma diferença significativa face ao regime em vigor, onde se prevê que “o início da fruição dos benefícios concedidos pela ADSE reporta-se à data de início do desconto legal obrigatório sobre o vencimento relativamente aos beneficiários titulares no activo e à data de apresentação na ADSE do pedido de inscrição nos restantes casos”. E no caso dos recém-nascidos, nos primeiros três meses basta apresentar o cartão do pai ou da mãe, desde que sejam beneficiários.

Entre os documentos enviados aos sindicatos está também a nova tabela do regime convencionado a aplicar aos novos beneficiários onde, numa nota de rodapé, fica claro que este plano de benefícios tem um “período de carência de 90 dias para todas as novas adesões”, contados a partir da data de adesão.

Este período de carência terá como objectivo permitir que a ADSE se adapte ao expectável aumento de beneficiários, decorrente da abertura do sistema a novos subscritores.

Actualmente, a ADSE cobre à volta de um milhão e 200 mil beneficiários entre titulares - trabalhadores e aposentados que descontam todos os meses uma parte do salário para o sistema - e familiares, que não fazem qualquer desconto. A intenção de alargar o universo da ADSE foi assumida politicamente no relatório do OE para 2016 e as estimativas apontam para a entrada de 400 mil novos beneficiários.

Entrada de trabalhadores a contrato depende de acordo
O projecto de decreto-lei concretiza o alargamento da ADSE a trabalhadores e familiares que agora não podem aceder ao sistema e cria uma nova tipologia de beneficiários.

Desde logo há mudanças significativas nos beneficiários titulares, que agora se cingem aos funcionários públicos no activo e aos aposentados. Passarão a fazer parte desta tipologia (e por isso sujeitos a um desconto de 3,5%) os trabalhadores das empresas públicas, dos reguladores, das fundações e das associações públicas, incluindo os contratos individuais de trabalho e os contratos a prazo, desde que a relação laboral perdure há mais de um ano sem interrupções.

Nestes casos, contudo, a inscrição dos trabalhadores não será automática e está “condicionada à prévia celebração de acordo da respectiva entidade empregadora com a ADSE”, onde ficarão definidos os procedimentos da inscrição, comunicação de dados, processamento do desconto, assim como “todas as condições de atribuição dos benefícios”.

Para José Abraão, dirigente da Federação de Sindicatos para a Administração Pública (Fesap), a possibilidade de estes trabalhadores se inscreverem na ADSE “deveria resultar directamente da lei e não depender da boa vontade da entidade empregadora”. E lembra que a proposta vem “pôr em causa” as expectativas dos trabalhadores dos hospitais EPE.

A proposta abre a ADSE também aos titulares de cargos políticos, membros dos gabinetes e aos titulares de subvenções mensais vitalícias, que passam a ser também beneficiários titulares. Nestes casos, porém, a inscrição dependerá apenas da vontade da pessoa.

A ADSE conta ainda ganhar novos beneficiários junto daqueles que renunciaram à ADSE e que terão 120 dias (contados desde a entrada em vigor do novo regime de benefícios) para pedir a reinscrição. Esta possibilidade destina-se aos beneficiários titulares que entre 2012 e 2105, quando os descontos subiram de 1,5% para 3,5%, desistiram da ADSE. Para o futuro mantém-se a regra de irreversibilidade em caso de desistência.

Filhos e cônjuges descontam
Para acomodar o alargamento da ADSE a mais familiares (indo ao encontro das recomendações do Tribunal de Contas) cria-se uma nova tipologia de beneficiários - os associados - a quem será exigido um desconto para poderem usufruir do sistema de saúde.

É nesta categoria que serão integrados os cônjuges ou unidos de facto que trabalham no sector privado, desde não tenham mais de 65 anos na data do pedido de inscrição, e os filhos até 35 desde que coabitem com os titulares. Tanto uns como outros estão actualmente fora do sistema.

Os ascendentes que coabitem com os beneficiários titulares e que não tenham rendimentos próprios iguais ou superiores a 50% do salário mínimo (ou 80%, caso se trate de um casal) também passam a integrar esta categoria, quando actualmente fazem parte dos beneficiários familiares.

Tanto ascendentes como filhos entre 26 e 35 anos passarão a descontar 3,5% sobre o valor do salário mínimo (557 euros), já o desconto dos cônjuges está em aberto. No projecto de diploma, colocam-se em cima da mesa várias taxas, que se agravam à medida que a idade avança e que, no máximo, corresponderão a 2,7%.

Do lado dos sindicatos, a proposta tem de ser melhorada. José Abraão alerta que este diploma permite que “um casal de funcionários públicos desconte mais (3,5% cada um) do que um casal em que um é funcionário público e o outro beneficiário associado (3,5% o primeiro e 2,7% o segundo)”. E defende que devia ser estudada a possibilidade de os cônjuges pagarem 3,5%, para que os filhos fiquem isentos.

A ADSE foi criada em 1963 e funciona como uma espécie de seguro de saúde. Comparticipa as despesas médicas e permite que os seus beneficiários recorram aos médicos com convenção ou ao regime livre. Os beneficiários podem também recorrer aos hospitais públicos, mas estes encargos são suportados pelo orçamento do SNS.

Raquel Martins
Ler mais em: Público 04.07.2017

Como foi a visita guiada: "Caminhos medievais para Santiago no Porto", organizada pela Delegação Norte da APRe!

No passado dia 30 de Junho, Dia Mundial das Redes Sociais, fomos recordar os peregrinos de Santiago e os caminhos medievais ligados a eles, dentro da cidade do Porto entre muros (muralha fernandina ).

O Dr. Manuel Araújo, técnico superior da Casa do Infante foi o nosso guia!

O ponto de partida foi a Casa do Infante (aproveitámos para visitar a Exposição do Foral do Porto, inaugurada há dias pelo Presidente da República) - onde vimos, com curiosidade e atenção, a maquete do que era a cidade, com os seus fogos, no século XVI, ouvindo as explicações do Dr. Manuel Araújo, que depois nos acompanhou durante a visita. De lá partimos, em mais uma visita guiada - e segundo um percurso previamente preparado, em 7 etapas, por quem nos orientou, ao longo do caminho

Durante mais de 3 horas, percorremos, a pé, ruas e ruelas, lugares onde já houve capelas e hospitais - e por onde passavam e eram acolhidos peregrinos, a caminho de Santiago. Lugares que foram referência, cenários na nossa literatura (basta lembrar, para exemplo, “O Arco de Sant’Ana”, de Almeida Garrett). Lugares que ainda guardam sinais de outros tempos - e de outros ofícios (em que se fabricavam ou preparavam produtos que eram depois daqui exportados para o Norte da Europa).




























3 de julho de 2017

#eles

Eles negoceiam, eles escondem, eles abusam, eles iludem, eles acertam, eles acertam-se, eles apertam, eles apertam-nos, eles apertam-se, eles sabem, eles sorriem, eles organizam-se, eles informam-se, eles manipulam, eles manipulam-nos, eles sussurram, eles gritam, eles anunciam, eles garantem, eles asseguram, eles prometem, eles abraçam, eles beijam, eles dançam, eles esquecem, eles enganam, eles riem, eles gastam, eles desperdiçam, eles culpam-nos, eles pedem, eles pedem-nos, eles tiram, eles roubam, eles amigam-se, eles traem, eles traem-nos, eles baralham, eles misturam, eles compatibilizam, eles nomeiam, eles nomeiam-se, eles combinam, eles resolvem, eles resolvem-se, eles favorecem, eles cobram, eles compram, eles compram-se, eles vendem, eles vendem-se, eles vangloriam-se, eles desprezam-se, eles desprezam-nos, eles corrompem, eles disfarçam, eles adiam, eles distraem-nos, eles comem, eles ganham.

E nós aceitamos, calamos, toleramos, permitimos, perdoamos, esquecemos, perdemos. Mas tudo tem de mudar. Eles têm de saber que já chega, que chorar agora já não chega. Eles têm de saber que nós sabemos bem quem eles são.

Miguel Conde Coutinho
Ler mais em: JN Opinião 01.07.2017

2 de julho de 2017

Como foi o passeio ao Gerês (português e galego) organizado pela Delegação Norte da APRe!

No passado dia 22 de Junho, a Delegação Norte da APRe! organizou um passeio/convívio, ao Gerês (português e galego) com longa caminhada (para quem a quis, e pôde, fazer) e banho, no fim. Faz agora um ano, tínhamos ido aos passadiços do Paiva - mas o tempo, desta vez, portou-se bem melhor (tão ameno, nem de encomenda…).

Foi uma óptima jornada, com momentos bem doseados (e caminhada ajustada à vontade, condições e ritmo dos participantes - houve quem fizesse só parte do percurso, tal como houve quem o fizesse todo a pé).

Na bela paisagem protegida do Gerês, os olhos foram pousando tanto nos longes que se lhes ofereciam, a cada momento, como no perto, nos pormenores: na carqueja, nos fetos rendados do Gerês, em árvores inclinadas e abraçadas, nas bagas vermelhas do teixo (árvore da imortalidade, e por isso sagrada, para os druidas), na madressilva, da brava, em flor, nas cascatinhas d’ água…

Relato do percurso, resumido:

Do Porto até ao Campo do Gerês, apenas uma breve paragem, para café e desentorpecer as pernas. A partir daí, do ponto combinado, seguiu-se caminhada, junto à albufeira de Vilarinho das Furnas até Portela do Homem (passo de montanha na fronteira com Espanha, comunidade autónoma de Galiza, província de Orense).

Quem não fez o percurso todo e seguiu de carrinha até à fronteira, pôde descansar e retemperar forças, à sombra, ao ar livre ou no café entretanto aberto, ou, melhor ainda, indo ver a cascata do rio Homem, a cerca de 800 metros (com as suas águas verdes, transparentes).

Quando o grupo se reuniu, continuou-se a viagem até Lobios que é estância termal, com paragem para repouso e piquenique nas margens relvadas do rio Caldo (onde quem quis tomou banho). Estenderam-se toalhas e mantas, à sombra e ao comprido, paralelamente ao rio, de forma a toda a gente se poder sentar e partilhar das mesas entretanto postas (escusado dizer que não faltou nada, embora tenha sobrado muito), num agradável convívio.

Depois do café, pequena viagem para visita a antigo edificado romano (ainda na província de Orense, em Bande, no “baixo Lima” - rio que, na Galiza, onde nasce, só faz cerca de 40 km até entrar em Portugal, junto ao Lindoso) - trata-se dos restos arqueológicos do acampamento ‘Aquis Querquennis’, dos sécs I-II, junto à via romana que unia Astorga a Braga (então “Bracara Augusta”).

A pausa seguinte foi já no Lindoso - para ver castelo e espigueiros. Junto ao Castelo de Lindoso (concelho de Ponte da Barca), sobressai um belo conjunto de 50 espigueiros de pedra (séculos XVII-XVIII) - em que cada exemplar é suportado por uma base de pilares curtos, assentes na rocha e encimados por mós.

Cumprido o roteiro, regresso ao Porto - ao ponto de partida.