Dados revelam que a maioria das mortes ocorrem em pessoas com mais de 75 anos e nas regiões mais pobres do mundo.
Cerca de 650 mil pessoas morrem todos os anos de doenças respiratórias causadas pela gripe sazonal, de acordo com as novas estimativas divulgadas esta quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A Organização Mundial da Saúde colaborou com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos para reunir os dados.
"Isto marca um aumento da estimativa global anterior, que estava entre as 250 mil e as 500 mil mortes, que remonta há dez anos atrás e que incluía todas as mortes relacionadas com a gripe, incluindo doenças cardiovasculares e diabetes", explica a OMS, em comunicado.
Os dados que serão trabalhados a partir de agora serão de 290 mil a 650 mil mortes, mas são excluídas as doenças que não tenham natureza respiratória.
O novo cálculo baseia-se em informações mais amplas e de um número maior de países.
"Estes dados evidenciam o peso sanitário da gripe e os seus altos custos sociais e económicos para o mundo", afirmou o diretor executivo do Programa de Emergências Sanitárias da OMS, Peter Salaman.
Os dados revelam que a maioria das mortes ocorrem em pessoas com mais de 75 anos e nas regiões mais pobres do mundo, mas Peter Salaman afirmou que esse facto não deve originar um "baixar da guarda" dos países.
"Ricos e pobres, grandes ou pequenos, todos os países devem trabalhar juntos para controlar os surtos de gripe", explicou.
No caso das crianças com menos de cinco anos, praticamente todas as mortes por infeções respiratórias ocorrem nos países em desenvolvimento.
Ler mais em CM de 14/12/2017
14 de dezembro de 2017
12 de dezembro de 2017
Como são financiadas e fiscalizadas as instituições de solidariedade social?
Entre 2015 e Novembro deste ano a fiscalização às IPSS resultou em 46 propostas de suspensão de acordos de cooperação do Estado com estas instituições e em 71 propostas de destituição de corpos gerentes.
Lares de idosos, de crianças ou de pessoas com deficiência. Creches. Serviços de apoio domiciliário. A maioria dos chamados “equipamentos sociais” do país — mais concretamente, 84% — são propriedade de entidades não lucrativas, como associações ou instituições particulares de solidariedade social (IPSS).
A última Carta Social, relatório publicado periodicamente pelo gabinete de Estatísticas e Planeamento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), dá conta do retrato do sector em 2015. Existem mais de 11.300 equipamentos distribuídos de Norte a Sul, que chegam a 850 mil pessoas. Crianças e idosos são os principais beneficiários.
O funcionamento das respostas sociais é suportado, essencialmente, pelos acordos de cooperação celebrados entre o Estado e as entidades que integram a rede solidária (mutualidades, IPSS, misericórdias, associações...), para além da comparticipação dos utentes ou das suas famílias e das receitas próprias das instituições (donativos, por exemplo).
Em 2015, a despesa com acordos de cooperação foi de 1,4 mil milhões de euros, verba que, como se lê no Relatório da Conta da Segurança Social 2015, inclui as transferências feitas no âmbito do Programa PARES — o Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais que permite às IPSS apresentarem projectos que criem novos lugares em serviços como creches. O financiamento do Estado tem, de resto, vindo a subir, gradualmente — em 2015, o aumento foi de 1,9% face ao ano anterior, segundo a Segurança Social.
O Governo garante que há controlo. De acordo com a informação fornecida pelo ministério de Vieira da Silva, entre 2015 e Novembro deste ano, o Departamento de Fiscalização realizou 1615 acções de fiscalização a IPSS. Resultado: 46 propostas de suspensão de acordos de cooperação e 71 propostas de destituição de corpos gerentes de IPSS, que foram “apresentadas junto do Ministério Público territorialmente competente”.
Das fiscalizações feitas, 588 foram especificamente auditorias jurídicas e financeiras a IPSS. O ministério acrescenta que “foram, ainda, levantados 1710 autos de contraordenação e 61 de ilícitos criminais”.
Periodicamente, o Protocolo de Cooperação estabelecido entre o MTSSS e as entidades que compõem a rede solidária (representada pela União das Misericórdias Portuguesas, pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade e pela União das Mutualidades Portuguesas) é revisto. E define quanto paga o Estado, para cada serviço e por cada utente. Por exemplo, o último “Compromisso de Cooperação 2017-2018” define um valor por cada criança em creche de 258 euros mensais; por cada utente de um centro de actividades ocupacionais são pagos 509,51 euros mensais e por cada idoso numa “Estrutura Residencial para pessoas Idosas” 375 euros.
O “terceiro sector” recebe ainda apoios por outras vias. Instituições que estejam em dificuldade, por exemplo, podem recorrer ao Fundo de Socorro Social (FSS), para fazer face a despesas. Em 2015, o Estado apoiou com 10,4 milhões de euros IPSS que se candidataram ao FSS.
Lares de idosos, de crianças ou de pessoas com deficiência. Creches. Serviços de apoio domiciliário. A maioria dos chamados “equipamentos sociais” do país — mais concretamente, 84% — são propriedade de entidades não lucrativas, como associações ou instituições particulares de solidariedade social (IPSS).
A última Carta Social, relatório publicado periodicamente pelo gabinete de Estatísticas e Planeamento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), dá conta do retrato do sector em 2015. Existem mais de 11.300 equipamentos distribuídos de Norte a Sul, que chegam a 850 mil pessoas. Crianças e idosos são os principais beneficiários.
O funcionamento das respostas sociais é suportado, essencialmente, pelos acordos de cooperação celebrados entre o Estado e as entidades que integram a rede solidária (mutualidades, IPSS, misericórdias, associações...), para além da comparticipação dos utentes ou das suas famílias e das receitas próprias das instituições (donativos, por exemplo).
Em 2015, a despesa com acordos de cooperação foi de 1,4 mil milhões de euros, verba que, como se lê no Relatório da Conta da Segurança Social 2015, inclui as transferências feitas no âmbito do Programa PARES — o Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais que permite às IPSS apresentarem projectos que criem novos lugares em serviços como creches. O financiamento do Estado tem, de resto, vindo a subir, gradualmente — em 2015, o aumento foi de 1,9% face ao ano anterior, segundo a Segurança Social.
O Governo garante que há controlo. De acordo com a informação fornecida pelo ministério de Vieira da Silva, entre 2015 e Novembro deste ano, o Departamento de Fiscalização realizou 1615 acções de fiscalização a IPSS. Resultado: 46 propostas de suspensão de acordos de cooperação e 71 propostas de destituição de corpos gerentes de IPSS, que foram “apresentadas junto do Ministério Público territorialmente competente”.
Das fiscalizações feitas, 588 foram especificamente auditorias jurídicas e financeiras a IPSS. O ministério acrescenta que “foram, ainda, levantados 1710 autos de contraordenação e 61 de ilícitos criminais”.
Periodicamente, o Protocolo de Cooperação estabelecido entre o MTSSS e as entidades que compõem a rede solidária (representada pela União das Misericórdias Portuguesas, pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade e pela União das Mutualidades Portuguesas) é revisto. E define quanto paga o Estado, para cada serviço e por cada utente. Por exemplo, o último “Compromisso de Cooperação 2017-2018” define um valor por cada criança em creche de 258 euros mensais; por cada utente de um centro de actividades ocupacionais são pagos 509,51 euros mensais e por cada idoso numa “Estrutura Residencial para pessoas Idosas” 375 euros.
O “terceiro sector” recebe ainda apoios por outras vias. Instituições que estejam em dificuldade, por exemplo, podem recorrer ao Fundo de Socorro Social (FSS), para fazer face a despesas. Em 2015, o Estado apoiou com 10,4 milhões de euros IPSS que se candidataram ao FSS.
11 de dezembro de 2017
LISBOA - Almoço comemorativo do 5ºaniversário da APRe! - INFORMAÇÃO ATUALIZADA
Caros Associados e Amigos,
Tal como tem acontecido em anos anteriores, a Delegação Regional de Lisboa, em colaboração com os seus Núcleos, promove um almoço comemorativo do quinto aniversário da nossa Associação.
Ao longo dos cinco anos da sua existência, a APRe! não só tem conquistado cada vez maior relevo na defesa dos aposentados, pensionistas e reformados a nível nacional, como também já é uma voz respeitada a nível internacional. E se estes factos, só por si, constituem motivos para que celebremos o seu aniversário, assume especial significado fazê-lo nesta época festiva.
Desafiamos todos os associados a comparecerem para que esta jornada de convívio possa contribuir para o fortalecimento dos laços que nos unem.
Para além da refeição, de que juntamos a ementa, haverá um momento cultural.
As inscrições deverão ser feitas até ao dia 11/12/2017, de acordo com as indicações que seguem:
Contamos com a vossa presença,
Tal como tem acontecido em anos anteriores, a Delegação Regional de Lisboa, em colaboração com os seus Núcleos, promove um almoço comemorativo do quinto aniversário da nossa Associação.
Ao longo dos cinco anos da sua existência, a APRe! não só tem conquistado cada vez maior relevo na defesa dos aposentados, pensionistas e reformados a nível nacional, como também já é uma voz respeitada a nível internacional. E se estes factos, só por si, constituem motivos para que celebremos o seu aniversário, assume especial significado fazê-lo nesta época festiva.
O almoço vai realizar-se no dia 14 de Dezembro próximo, quinta-feira, pelas 12h30m no Restaurante Pano Boca, no Teatro Aberto - Rua Ramalho Ortigão, em Lisboa (http://www.panodeboca.pt/site/) e conta com a presença da nossa Presidente, Rosário Gama e outros membros da Direcção. Inscrições em apre.cultura.lisboa@gmail.
Desafiamos todos os associados a comparecerem para que esta jornada de convívio possa contribuir para o fortalecimento dos laços que nos unem.
Para além da refeição, de que juntamos a ementa, haverá um momento cultural.
As inscrições deverão ser feitas até ao dia 11/12/2017, de acordo com as indicações que seguem:
Contamos com a vossa presença,
10 de dezembro de 2017
Cuidar dos cuidadores
No passado dia 5 de Dezembro, o Núcleo da APRe! em Coimbra realizou uma Tertúlia sobre o tema “CUIDAR DOS CUIDADORES”.
Os oradores convidados – a Professora Marília Dourado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra na área de investigação em cuidados de longa duração e cuidados paliativos e o Vice-presidente da APRe! e da AGE Fernando Martins – desenvolveram o tema de uma forma muito interessante, tocando em vários aspectos que entusiasmou o público assistente e teve como consequência um debate final muito participado.
Destacamos aqui o ponto de partida da exposição da Professora Marília Dourado alertando que a nossa humanidade nos torna naturalmente cuidadores. No entanto, é fundamental formar e informar os cuidadores, isto é, ministrar-lhe competências técnicas e práticas e fazer-lhes saber a que tipo de apoios podem recorrer e identificar os amparos em falta e que é preciso implementar.
Fernando Martins intitulou a sua exposição “vamos falar dos avós”, falando deles como cuidadores e como alvo de cuidados. Abordou também a Directiva da Comissão Europeia cuja revisão está em preparação e em que existem propostas concretas de redefinição de conceitos para que haja uma adaptação à actual realidade, nomeadamente em termos de cuidados de longa duração, de parente, de dependência, entre outros.
A moderação esteve a cargo da nossa associada Dr.a Adriana Teixeira.
8 de dezembro de 2017
Os direitos humanos não se aposentam com o avanço da idade!
Comunicado de Imprensa AGE
Como a Declaração Universal dos Direitos Humanos esta próxima dos 70 anos, as suas proclamações estão longe de estar desatualizadas. Por ocasião do Dia dos Direitos Humanos, a Plataforma AGE Europa lembra que o próprio ser humano tem os mesmos direitos inerentes e inalienáveis agora e sempre. Nós aproveitamos o impulso do dia para lançar a versão completa do nosso manual on-line ' Manual de auto-defesa ' , que informa as pessoas mais velhas para melhor conhecerem os seus direitos humanos e como reclamá-los.
Adoptada em 10 de dezembro de 1948 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos mais influentes do mundo. A Declaração Universal foi traduzida em mais de 500 idiomas e inspirou documentos regionais e nacionais de direitos humanos, incluindo a Convenção Europeia de Direitos Humanos.
Para assinalar este aniversário, as Nações Unidas (ONU) está a lançar uma campanha de um ano para reafirmar a relevância e o poder dos direitos humanos.
“Assim como a Declaração Universal não perdeu o seu significado, apesar de atingir o seu 70 º aniversário, precisamos lembrar que os nossos direitos humanos não diminuem à medida que envelhecemos”, salientou Anne-Sophie Parent, Secretária-Geral da AGE.
A Declaração Universal proclama que todos nascemos livres e iguais em dignidade e direitos. No entanto, geralmente tendemos a esquecer que temos os mesmos direitos na idade avançada. Como resultado, os Estados ignoram o dever de garantir condições que permitam aos idosos exercer sua dignidade e igualdade.
Para ajudar as pessoas mais velhas a defender os seus direitos humanos, a AGE Platform Europe está a lançar hoje a última parte do seu manual de auto advocacia , um kit de ferramentas on-line que visa capacitar as pessoas idosas a agir para proteger seus direitos humanos nas suas vidas quotidianas.
Incluindo três secções separadas sobre as Nações Unidas, o Conselho da Europa e a União Europeia, o manual explica os modos concretos pelos quais podemos defender os nossos direitos na idade avançada e impulsionar as mudanças positivas ao nível da base.
O último capítulo do manual centra-se nos mecanismos da UE que ajudam a apoiar os direitos das pessoas idosas na União e nas relações com países terceiros.
A Comissária Jourova no seu prefácio desta publicação on-line afirmou: "Esta publicação mostra a importância da União Europeia para o quotidiano dos nossos cidadãos mais velhos e como a lei e os instrumentos da UE ajudam a promover os direitos das pessoas idosas em todos os níveis de governação, mesmo além das nossas fronteiras. Pode ser usado também como um manual para leitores que simplesmente querem obter uma melhor compreensão de seus direitos. Também pode ser uma ferramenta muito prática para as pessoas que atuam na proteção e promoção dos direitos das pessoas mais velhas ou que desejam se envolver mais ".
"O manual da AGE é o nosso apelo a uma nova convenção da ONU que reafirme a relevância dos princípios dos direitos humanos na idade avançada, e que nos ajudará a defender os nossos direitos", conclui a Sra. Anne-Sophie Parent.
http://publications.age-platform.eu/
Os direitos humanos não se aposentam com o avanço da idade!
Bruxelas, 8 de dezembro de 2017
Dia dos Direitos Humanos, 10 de dezembro de 2017
Como a Declaração Universal dos Direitos Humanos esta próxima dos 70 anos, as suas proclamações estão longe de estar desatualizadas. Por ocasião do Dia dos Direitos Humanos, a Plataforma AGE Europa lembra que o próprio ser humano tem os mesmos direitos inerentes e inalienáveis agora e sempre. Nós aproveitamos o impulso do dia para lançar a versão completa do nosso manual on-line ' Manual de auto-defesa ' , que informa as pessoas mais velhas para melhor conhecerem os seus direitos humanos e como reclamá-los.
----------
Adoptada em 10 de dezembro de 1948 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos mais influentes do mundo. A Declaração Universal foi traduzida em mais de 500 idiomas e inspirou documentos regionais e nacionais de direitos humanos, incluindo a Convenção Europeia de Direitos Humanos.
Para assinalar este aniversário, as Nações Unidas (ONU) está a lançar uma campanha de um ano para reafirmar a relevância e o poder dos direitos humanos.
“Assim como a Declaração Universal não perdeu o seu significado, apesar de atingir o seu 70 º aniversário, precisamos lembrar que os nossos direitos humanos não diminuem à medida que envelhecemos”, salientou Anne-Sophie Parent, Secretária-Geral da AGE.
A Declaração Universal proclama que todos nascemos livres e iguais em dignidade e direitos. No entanto, geralmente tendemos a esquecer que temos os mesmos direitos na idade avançada. Como resultado, os Estados ignoram o dever de garantir condições que permitam aos idosos exercer sua dignidade e igualdade.
Para ajudar as pessoas mais velhas a defender os seus direitos humanos, a AGE Platform Europe está a lançar hoje a última parte do seu manual de auto advocacia , um kit de ferramentas on-line que visa capacitar as pessoas idosas a agir para proteger seus direitos humanos nas suas vidas quotidianas.
Incluindo três secções separadas sobre as Nações Unidas, o Conselho da Europa e a União Europeia, o manual explica os modos concretos pelos quais podemos defender os nossos direitos na idade avançada e impulsionar as mudanças positivas ao nível da base.
O último capítulo do manual centra-se nos mecanismos da UE que ajudam a apoiar os direitos das pessoas idosas na União e nas relações com países terceiros.
A Comissária Jourova no seu prefácio desta publicação on-line afirmou: "Esta publicação mostra a importância da União Europeia para o quotidiano dos nossos cidadãos mais velhos e como a lei e os instrumentos da UE ajudam a promover os direitos das pessoas idosas em todos os níveis de governação, mesmo além das nossas fronteiras. Pode ser usado também como um manual para leitores que simplesmente querem obter uma melhor compreensão de seus direitos. Também pode ser uma ferramenta muito prática para as pessoas que atuam na proteção e promoção dos direitos das pessoas mais velhas ou que desejam se envolver mais ".
"O manual da AGE é o nosso apelo a uma nova convenção da ONU que reafirme a relevância dos princípios dos direitos humanos na idade avançada, e que nos ajudará a defender os nossos direitos", conclui a Sra. Anne-Sophie Parent.
http://publications.age-platform.eu/
7 de dezembro de 2017
"Bonecos de Estremoz" já são Património Cultural Imaterial
A decisão, que ocorreu pelas 01:05 (hora de Lisboa), foi bastante celebrada pela comitiva portuguesa que durante os festejos exibiu exemplares de “Bonecos de Estremoz”.
Na área de Património Cultural e Imaterial da Humanidade estavam a concorrer inicialmente 49 candidaturas, das quais 35 foram aprovadas, tendo no final recolhido parecer negativo 11.
Os “Bonecos de Estremoz” pertencem a uma arte de caráter popular, com mais de 300 anos de história, tendo sido o primeiro figurado do mundo a merecer a distinção de Património Cultural Imaterial da Humanidade, na sequência da candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Estremoz, no distrito de Évora.
A candidatura teve como responsável técnico o diretor do Museu Municipal de Estremoz, Hugo Guerreiro.
Com mais de uma centena de figuras diferentes inventariadas, a arte, a que se dedicam vários artesãos do concelho, consiste na modelação de uma figura em barro cozido, policromado e efetuada manualmente, segundo uma técnica com origem pelo menos no século XVII.
Em Estremoz, trabalham atualmente nesta arte emblemática Afonso e Matilde Ginja, Célia Freitas, Duarte Catela, Fátima Estróia, Irmãs Flores, Isabel Pires, Jorge da Conceição, Miguel Gomes e Ricardo Fonseca.
"Um momento grande da história de Estremoz"
O presidente do município de Estremoz, Luís Mourinha, manifestou-se hoje "muito feliz", após a UNESCO ter classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade a produção dos "Bonecos de Estremoz".
“No fundo é um momento grande da história de Estremoz em termos da sua classificação, das suas gentes, porque o figurado de barro representa tudo o que é o trabalho, tudo o que é a dificuldade dos alentejanos e dos estremocenses em particular”, disse o autarca à agência Lusa.
De acordo com Luís Mourinha, a UNESCO valorizou os “Bonecos de Estremoz”, uma arte popular em barro com mais de três séculos, pela “visão do artista, do artesão sobre a sua envolvência”.
Hugo Guerreiro, em declarações à Lusa, mostrou-se “emocionado” com a distinção.
“Correu tudo como estávamos à espera, sem comentários dos participantes na reunião, foi tudo aprovado de forma rápida. Estamos muito contentes, abrimos também a porta ao resto do figurado no mundo para que, de facto, seja valorizado pelas suas comunidades e pelos seus países”, disse.
Hugo Guerreiro recordou que esta vitória resulta de um trabalho “muito árduo” nos últimos cinco anos.
“Estou muito contente pelos artesãos, recordo muito a minha família, o meu antigo diretor do Museu Municipal de Estremoz, Joaquim Vermelho, um grande amante do boneco de Estremoz e que me passou esta paixão. É um momento para recordar para o resto da vida”, acrescentou.
Emocionada com a distinção da UNESCO, a artesã Perpétua Sousa, que produz “Bonecos de Estremoz” há 43 anos, homenageou todos aqueles que já trabalharam em redor da “Produção de Figurado em Barro de Estremoz”.
“Esta é uma homenagem também para quem nos ensinou a trabalhar, Sabina Santos. A partir de agora temos uma responsabilidade acrescida e acreditamos que a procura de interessados em comprar estas figuras vai aumentar”, disse.
Turismo do Alentejo: Classificação dos "Bonecos de Estremoz" é vitória para Portugal
O presidente da Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva, considerou hoje uma "vitória para Portugal" a classificação pela UNESCO da produção dos "Bonecos de Estremoz" como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
"Muito orgulhoso, muito satisfeito. Eu diria que é uma grande vitória, uma grande vitória para Estremoz, para o Alentejo, mas uma grande vitória para Portugal", disse.
O presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, que falava à agência Lusa após a classificação dos "Bonecos de Estremoz" pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), como Património Cultural Imaterial da Humanidade, destacou a forma como aquele organismo tem reconhecido nos últimos anos as candidaturas portuguesas.
"Houve dossiês aqui que demoraram horas a ser discutidos, o dossiê de Estremoz demorou cinco minutos, e isso diz bem o reconhecimento da UNESCO do trabalho que se faz em Portugal nesta área da preservação do património cultural imaterial" enalteceu.
Ceia da Silva recordou ainda que tem sido desenvolvido um trabalho nos últimos anos em redor da preservação e divulgação da "identidade", acrescentando que é uma área "estratégica" para a região, uma vez que o turista que visita o Alentejo procura o "genuíno e autêntico".
"Nós temos lutado muito pela questão da identidade, para nós é central, é estratégica. Digo muita vez e repito: o turista quando vai ao Alentejo vai para encontrar aquilo que é mais identitário, que é mais autêntico, que é mais genuíno, e termos obtido cinco selos consecutivos é único no mundo", disse.
Nesse sentido, a Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo está a trabalhar num projeto denominado por "Rotas do património cultural imaterial", projeto que deverá estar concluído no final de 2018.
Distinção é "motivo de grande orgulho"
A diretora regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, considerou hoje “muito relevante” e “motivo de grande orgulho” a classificação pela UNESCO da produção dos Bonecos de Estremoz (Évora) como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
“É um motivo de grande orgulho para nós. Desde logo para Estremoz, para a cidade, para a população e para os artistas e artesãos” locais, mas também “para o Alentejo e para Portugal”, congratulou-se, em declarações à agência Lusa.
Segundo Ana Paula Amendoeira, a inscrição deste figurado de barro na lista representativa do Património Cultural Imaterial da UNESCO “é muito relevante”, porque, “dentro do conjunto de práticas culturais que Portugal tem inscritas”, esta candidatura “é especial e única”.
Em 2016, lembrou a diretora regional de Cultura, a UNESCO inscreveu a olaria negra de Bisalhães (Vila Real), mas o figurado de Estremoz “tem características excecionais, quer do ponto de vista da temporalidade”, porque é “uma prática cultural que se exerce há praticamente quatro séculos, desde o século XVII”, quer “pela própria natureza da produção dos Bonecos’, daquilo que representam”.
“É uma forma de apropriação do mundo por parte das práticas culturais populares, porque os ‘Bonecos’ são simbólicos e representam figuras, ideias e valores associados à visão popular do mundo, das comunidades tradicionais e rurais. E isso também é muito relevante”, salientou.
Para Ana Paula Amendoeira, é também “muito importante” o reconhecimento internacional desta produção do figurado de barro da cidade alentejana, pois, apesar de não estar em risco, é preciso protegê-la e assegurar a sua salvaguarda.
“É uma comunidade de artesãos relativamente restrita e concentrada na cidade de Estremoz e, embora não esteja em risco, precisa de salvaguarda e de apoio, portanto, também para proteção desta prática cultural e patrimonial é muito relevante esta inscrição”, sublinhou.
A diretora regional de Cultura do Alentejo elogiou ainda o “caráter exemplar” da candidatura apresentada pela Câmara de Estremoz, que desenvolveu todo o processo com uma equipa do próprio município, e cumprindo “escrupulosamente” tudo o que é exigido pela lei portuguesa e pelas regras da UNESCO.
“Foi feita com a ‘prata da casa’, com uma equipa interna ligada ao Museu Municipal, e não representou custos para o município, no sentido em que não foi adjudicada a entidades externas a elaboração da candidatura. Foi feita com conhecimento endógeno do município, com muita investigação e sempre com o apoio da Direção Regional de Cultura”, assinalou.
Ministério dos Negócios Estrangeiros saúda reconhecimento
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, saudou hoje o reconhecimento pela UNESCO dos "Bonecos de Estremoz" como Patrimiónio Imaterial da Humanidade, sublinhando que é uma afirmação do valor da cultura popular e das artes tradicionais portuguesas.
Augusto Santos Siva saudou tanto a Câmara Municipal de Estremoz, que "participou ativamente na apresentação da candidatura", como os artesão que preservam esta arte tradicional em Estremoz e chamou a atenção para o "duplo significado" deste reconhecimento.
"Por um lado, é a afirmação do valor e da cultura popular e das artes tradicionais portuguesas e, em segundo lugar, é também uma consciência do muito que temos que fazer para cultivar essas artes e preservar essas tradições", considerou o ministro.
Augusto Santos Silva chamou ainda a atenção para o facto de este ser o sétimo bem português classificado como Património Imaterial da Humanidade, depois da dieta mediterrânica, da arte da falcoaria, do fado e do cante alentejano, assim como o fabrico de chocalhos e a olaria de barro de Bisalhães.
1983 - 05-09 dezembro:
A UNESCO decidiu, em Florença, a classificação simultânea dos primeiros quatro locais portugueses como Património Mundial: centro histórico de Angra do Heroísmo(Açores), Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos/Torre de Belém (Lisboa) e Convento de Cristo (Tomar).
As justificações apresentadas no relatório do comité foram diversificadas, indo do critério de um “excelente exemplo de um tipo de construção”, para o caso de Angra do Heroísmo, à peça “representativa de uma obra prima do génio criativo da humanidade”, quanto à Batalha.
1986 - 24-28 novembro
O quinto espaço português a ser classificado como Património Mundial pela UNESCO foi o centro histórico de Évora, sendo, de acordo com os critérios da organização, “testemunho de uma troca considerável de influências durante um dado período ou numa determinada área cultural” e, tal como Angra do Heroísmo, um “excelente exemplo de um tipo de construção ou um conjunto arquitetónico ou tecnológico ou paisagístico ilustrando um ou mais períodos significativos da história da humanidade”.
1989 - 11-15 dezembro
O Mosteiro de Alcobaça foi introduzido na lista de locais classificados como Património Mundial, por constituir “uma das mais importantes abadias cistercienses europeias, atendendo ao seu estado de conservação e à sua arquitetura, símbolo de Cister”, de acordo com um documento da Comissão Nacional da UNESCO sobre os locais portugueses.
1995 - 04-09 dezembro
A UNESCO incluiu a paisagem cultural de Sintra na lista, devido ao seu “valor universal extraordinário, representando uma abordagem pioneira ao paisagismo Romântico que teve uma destacada influência nos desenvolvimentos de outras partes da Europa”.
1996 - 02-07 dezembro
O centro histórico do Porto foi inscrito como Património Mundial pelo “distinguido testemunho que muitos dos seus edifícios históricos e o seu tecido urbano” detêm da evolução da cidade ao longo dos últimos mil anos, explicou, na altura, o relatório da UNESCO.
1998 - 30 novembro – 05 dezembro
A 22.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO assistiu à classificação dos Sítios Pré-históricos de Arte Rupestre do Vale do Rio Côa e de Siega Verde (Espanha), tendo na altura os delegados da Austrália e de Marrocos expressado a sua satisfação pelo “contributo dado para a diversidade e credibilidade” da lista de Património Mundial.
1999 - 29 novembro – 04 dezembro
O Comité do Património Mundial da UNESCO aceitou a entrada da Floresta Laurissilva da Madeira na lista, o maior espaço sobrevivente de um tipo de floresta em tempos propagada pela Europa.
2001 - 11-16 dezembro
A preservação “excecional” do centro histórico de Guimarães foi um dos vários motivos que garantiram a entrada para a lista de Património Mundial, para a qual também contou a ligação da cidade ao “estabelecimento da identidade e da língua portuguesa”.
Na mesma sessão, o Comité do Património Mundial da UNESCO inscreveu o Alto Douro Vinhateiro na lista, devido à história, cultura e paisagem daquela região.
2004 - 28 junho – 07 julho
A Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, nos Açores, considerada Património Mundial a partir deste ano, “reflete uma resposta única à vinicultura numa pequena ilha vulcânica que tem vindo a evoluir desde a chegada dos primeiros colonizadores no século XV”, segundo a UNESCO.
2011 - 27 novembro
O fado foi considerado Património Imaterial da Humanidade, segundo uma decisão tomada durante o VI Comité Intergovernamental da Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura, ficando reconhecida a importância deste género musical como parte da identidade cultural de Portugal.
2012 - 30 junho
A maior fortificação abaluartada do mundo, em Elvas, foi classificada como Património Mundial, num edificado que remonta ao reinado de D. Sancho II (1243-1248), possuindo um perímetro de oito a dez quilómetros e uma área de 300 hectares.
2013 - 22 junho
A Universidade de Coimbra foi considerada Património Mundial da UNESCO. Durante séculos, foi a única universidade portuguesa e afirmou, na cidade do rio Mondego, uma identidade cultural.
2013 - 04 dezembro
A dieta mediterrânica foi classificada como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
2014 - 27 novembro
Classificação do cante alentejano, canto coletivo, sem recurso a instrumentos e que incorpora música e poesia, como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
2015 - 01 dezembro
Classificação pela UNESCO do fabrico de chocalhos em Portugal, ofício e manifestação cultural que tem no Alentejo a sua maior expressão a nível nacional, como Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente.
2016 - 29 novembro
O processo de fabrico do barro preto de Bisalhães, em Vila Real, foi inscrito na lista do Património Cultural Imaterial que necessita de salvaguarda urgente da UNESCO.
2016 - 30 de novembro
A falcoaria portuguesa foi classificada pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade, depois de uma candidatura apresentada pelo município de Salvaterra de Magos (distrito de Santarém).
2017 - 07 de dezembro
A produção dos "Bonecos de Estremoz", em barro, uma arte popular com mais de três séculos, foi classificada como Património Cultural Imaterial da Humanidade, na sequência da candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Estremoz (distrito de Évora).
Na área de Património Cultural e Imaterial da Humanidade estavam a concorrer inicialmente 49 candidaturas, das quais 35 foram aprovadas, tendo no final recolhido parecer negativo 11.
Os “Bonecos de Estremoz” pertencem a uma arte de caráter popular, com mais de 300 anos de história, tendo sido o primeiro figurado do mundo a merecer a distinção de Património Cultural Imaterial da Humanidade, na sequência da candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Estremoz, no distrito de Évora.
A candidatura teve como responsável técnico o diretor do Museu Municipal de Estremoz, Hugo Guerreiro.
Com mais de uma centena de figuras diferentes inventariadas, a arte, a que se dedicam vários artesãos do concelho, consiste na modelação de uma figura em barro cozido, policromado e efetuada manualmente, segundo uma técnica com origem pelo menos no século XVII.
Em Estremoz, trabalham atualmente nesta arte emblemática Afonso e Matilde Ginja, Célia Freitas, Duarte Catela, Fátima Estróia, Irmãs Flores, Isabel Pires, Jorge da Conceição, Miguel Gomes e Ricardo Fonseca.
"Um momento grande da história de Estremoz"
O presidente do município de Estremoz, Luís Mourinha, manifestou-se hoje "muito feliz", após a UNESCO ter classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade a produção dos "Bonecos de Estremoz".
“No fundo é um momento grande da história de Estremoz em termos da sua classificação, das suas gentes, porque o figurado de barro representa tudo o que é o trabalho, tudo o que é a dificuldade dos alentejanos e dos estremocenses em particular”, disse o autarca à agência Lusa.
De acordo com Luís Mourinha, a UNESCO valorizou os “Bonecos de Estremoz”, uma arte popular em barro com mais de três séculos, pela “visão do artista, do artesão sobre a sua envolvência”.
Hugo Guerreiro, em declarações à Lusa, mostrou-se “emocionado” com a distinção.
“Correu tudo como estávamos à espera, sem comentários dos participantes na reunião, foi tudo aprovado de forma rápida. Estamos muito contentes, abrimos também a porta ao resto do figurado no mundo para que, de facto, seja valorizado pelas suas comunidades e pelos seus países”, disse.
Hugo Guerreiro recordou que esta vitória resulta de um trabalho “muito árduo” nos últimos cinco anos.
“Estou muito contente pelos artesãos, recordo muito a minha família, o meu antigo diretor do Museu Municipal de Estremoz, Joaquim Vermelho, um grande amante do boneco de Estremoz e que me passou esta paixão. É um momento para recordar para o resto da vida”, acrescentou.
Emocionada com a distinção da UNESCO, a artesã Perpétua Sousa, que produz “Bonecos de Estremoz” há 43 anos, homenageou todos aqueles que já trabalharam em redor da “Produção de Figurado em Barro de Estremoz”.
“Esta é uma homenagem também para quem nos ensinou a trabalhar, Sabina Santos. A partir de agora temos uma responsabilidade acrescida e acreditamos que a procura de interessados em comprar estas figuras vai aumentar”, disse.
Turismo do Alentejo: Classificação dos "Bonecos de Estremoz" é vitória para Portugal
O presidente da Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva, considerou hoje uma "vitória para Portugal" a classificação pela UNESCO da produção dos "Bonecos de Estremoz" como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
"Muito orgulhoso, muito satisfeito. Eu diria que é uma grande vitória, uma grande vitória para Estremoz, para o Alentejo, mas uma grande vitória para Portugal", disse.
O presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, que falava à agência Lusa após a classificação dos "Bonecos de Estremoz" pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), como Património Cultural Imaterial da Humanidade, destacou a forma como aquele organismo tem reconhecido nos últimos anos as candidaturas portuguesas.
"Houve dossiês aqui que demoraram horas a ser discutidos, o dossiê de Estremoz demorou cinco minutos, e isso diz bem o reconhecimento da UNESCO do trabalho que se faz em Portugal nesta área da preservação do património cultural imaterial" enalteceu.
Ceia da Silva recordou ainda que tem sido desenvolvido um trabalho nos últimos anos em redor da preservação e divulgação da "identidade", acrescentando que é uma área "estratégica" para a região, uma vez que o turista que visita o Alentejo procura o "genuíno e autêntico".
"Nós temos lutado muito pela questão da identidade, para nós é central, é estratégica. Digo muita vez e repito: o turista quando vai ao Alentejo vai para encontrar aquilo que é mais identitário, que é mais autêntico, que é mais genuíno, e termos obtido cinco selos consecutivos é único no mundo", disse.
Nesse sentido, a Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo está a trabalhar num projeto denominado por "Rotas do património cultural imaterial", projeto que deverá estar concluído no final de 2018.
Distinção é "motivo de grande orgulho"
A diretora regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, considerou hoje “muito relevante” e “motivo de grande orgulho” a classificação pela UNESCO da produção dos Bonecos de Estremoz (Évora) como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
“É um motivo de grande orgulho para nós. Desde logo para Estremoz, para a cidade, para a população e para os artistas e artesãos” locais, mas também “para o Alentejo e para Portugal”, congratulou-se, em declarações à agência Lusa.
Segundo Ana Paula Amendoeira, a inscrição deste figurado de barro na lista representativa do Património Cultural Imaterial da UNESCO “é muito relevante”, porque, “dentro do conjunto de práticas culturais que Portugal tem inscritas”, esta candidatura “é especial e única”.
Em 2016, lembrou a diretora regional de Cultura, a UNESCO inscreveu a olaria negra de Bisalhães (Vila Real), mas o figurado de Estremoz “tem características excecionais, quer do ponto de vista da temporalidade”, porque é “uma prática cultural que se exerce há praticamente quatro séculos, desde o século XVII”, quer “pela própria natureza da produção dos Bonecos’, daquilo que representam”.
“É uma forma de apropriação do mundo por parte das práticas culturais populares, porque os ‘Bonecos’ são simbólicos e representam figuras, ideias e valores associados à visão popular do mundo, das comunidades tradicionais e rurais. E isso também é muito relevante”, salientou.
Para Ana Paula Amendoeira, é também “muito importante” o reconhecimento internacional desta produção do figurado de barro da cidade alentejana, pois, apesar de não estar em risco, é preciso protegê-la e assegurar a sua salvaguarda.
“É uma comunidade de artesãos relativamente restrita e concentrada na cidade de Estremoz e, embora não esteja em risco, precisa de salvaguarda e de apoio, portanto, também para proteção desta prática cultural e patrimonial é muito relevante esta inscrição”, sublinhou.
A diretora regional de Cultura do Alentejo elogiou ainda o “caráter exemplar” da candidatura apresentada pela Câmara de Estremoz, que desenvolveu todo o processo com uma equipa do próprio município, e cumprindo “escrupulosamente” tudo o que é exigido pela lei portuguesa e pelas regras da UNESCO.
“Foi feita com a ‘prata da casa’, com uma equipa interna ligada ao Museu Municipal, e não representou custos para o município, no sentido em que não foi adjudicada a entidades externas a elaboração da candidatura. Foi feita com conhecimento endógeno do município, com muita investigação e sempre com o apoio da Direção Regional de Cultura”, assinalou.
Ministério dos Negócios Estrangeiros saúda reconhecimento
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, saudou hoje o reconhecimento pela UNESCO dos "Bonecos de Estremoz" como Patrimiónio Imaterial da Humanidade, sublinhando que é uma afirmação do valor da cultura popular e das artes tradicionais portuguesas.
Augusto Santos Siva saudou tanto a Câmara Municipal de Estremoz, que "participou ativamente na apresentação da candidatura", como os artesão que preservam esta arte tradicional em Estremoz e chamou a atenção para o "duplo significado" deste reconhecimento.
"Por um lado, é a afirmação do valor e da cultura popular e das artes tradicionais portuguesas e, em segundo lugar, é também uma consciência do muito que temos que fazer para cultivar essas artes e preservar essas tradições", considerou o ministro.
Augusto Santos Silva chamou ainda a atenção para o facto de este ser o sétimo bem português classificado como Património Imaterial da Humanidade, depois da dieta mediterrânica, da arte da falcoaria, do fado e do cante alentejano, assim como o fabrico de chocalhos e a olaria de barro de Bisalhães.
Principais datas das classificações nacionais como Património Mundial
1983 - 05-09 dezembro:
A UNESCO decidiu, em Florença, a classificação simultânea dos primeiros quatro locais portugueses como Património Mundial: centro histórico de Angra do Heroísmo(Açores), Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos/Torre de Belém (Lisboa) e Convento de Cristo (Tomar).
As justificações apresentadas no relatório do comité foram diversificadas, indo do critério de um “excelente exemplo de um tipo de construção”, para o caso de Angra do Heroísmo, à peça “representativa de uma obra prima do génio criativo da humanidade”, quanto à Batalha.
1986 - 24-28 novembro
O quinto espaço português a ser classificado como Património Mundial pela UNESCO foi o centro histórico de Évora, sendo, de acordo com os critérios da organização, “testemunho de uma troca considerável de influências durante um dado período ou numa determinada área cultural” e, tal como Angra do Heroísmo, um “excelente exemplo de um tipo de construção ou um conjunto arquitetónico ou tecnológico ou paisagístico ilustrando um ou mais períodos significativos da história da humanidade”.
1989 - 11-15 dezembro
O Mosteiro de Alcobaça foi introduzido na lista de locais classificados como Património Mundial, por constituir “uma das mais importantes abadias cistercienses europeias, atendendo ao seu estado de conservação e à sua arquitetura, símbolo de Cister”, de acordo com um documento da Comissão Nacional da UNESCO sobre os locais portugueses.
1995 - 04-09 dezembro
A UNESCO incluiu a paisagem cultural de Sintra na lista, devido ao seu “valor universal extraordinário, representando uma abordagem pioneira ao paisagismo Romântico que teve uma destacada influência nos desenvolvimentos de outras partes da Europa”.
1996 - 02-07 dezembro
O centro histórico do Porto foi inscrito como Património Mundial pelo “distinguido testemunho que muitos dos seus edifícios históricos e o seu tecido urbano” detêm da evolução da cidade ao longo dos últimos mil anos, explicou, na altura, o relatório da UNESCO.
1998 - 30 novembro – 05 dezembro
A 22.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO assistiu à classificação dos Sítios Pré-históricos de Arte Rupestre do Vale do Rio Côa e de Siega Verde (Espanha), tendo na altura os delegados da Austrália e de Marrocos expressado a sua satisfação pelo “contributo dado para a diversidade e credibilidade” da lista de Património Mundial.
1999 - 29 novembro – 04 dezembro
O Comité do Património Mundial da UNESCO aceitou a entrada da Floresta Laurissilva da Madeira na lista, o maior espaço sobrevivente de um tipo de floresta em tempos propagada pela Europa.
2001 - 11-16 dezembro
A preservação “excecional” do centro histórico de Guimarães foi um dos vários motivos que garantiram a entrada para a lista de Património Mundial, para a qual também contou a ligação da cidade ao “estabelecimento da identidade e da língua portuguesa”.
Na mesma sessão, o Comité do Património Mundial da UNESCO inscreveu o Alto Douro Vinhateiro na lista, devido à história, cultura e paisagem daquela região.
2004 - 28 junho – 07 julho
A Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, nos Açores, considerada Património Mundial a partir deste ano, “reflete uma resposta única à vinicultura numa pequena ilha vulcânica que tem vindo a evoluir desde a chegada dos primeiros colonizadores no século XV”, segundo a UNESCO.
2011 - 27 novembro
O fado foi considerado Património Imaterial da Humanidade, segundo uma decisão tomada durante o VI Comité Intergovernamental da Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura, ficando reconhecida a importância deste género musical como parte da identidade cultural de Portugal.
2012 - 30 junho
A maior fortificação abaluartada do mundo, em Elvas, foi classificada como Património Mundial, num edificado que remonta ao reinado de D. Sancho II (1243-1248), possuindo um perímetro de oito a dez quilómetros e uma área de 300 hectares.
2013 - 22 junho
A Universidade de Coimbra foi considerada Património Mundial da UNESCO. Durante séculos, foi a única universidade portuguesa e afirmou, na cidade do rio Mondego, uma identidade cultural.
2013 - 04 dezembro
A dieta mediterrânica foi classificada como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
2014 - 27 novembro
Classificação do cante alentejano, canto coletivo, sem recurso a instrumentos e que incorpora música e poesia, como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
2015 - 01 dezembro
Classificação pela UNESCO do fabrico de chocalhos em Portugal, ofício e manifestação cultural que tem no Alentejo a sua maior expressão a nível nacional, como Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente.
2016 - 29 novembro
O processo de fabrico do barro preto de Bisalhães, em Vila Real, foi inscrito na lista do Património Cultural Imaterial que necessita de salvaguarda urgente da UNESCO.
2016 - 30 de novembro
A falcoaria portuguesa foi classificada pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade, depois de uma candidatura apresentada pelo município de Salvaterra de Magos (distrito de Santarém).
2017 - 07 de dezembro
A produção dos "Bonecos de Estremoz", em barro, uma arte popular com mais de três séculos, foi classificada como Património Cultural Imaterial da Humanidade, na sequência da candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Estremoz (distrito de Évora).
4 de dezembro de 2017
Centeno eleito presidente do Eurogrupo
Ministro das Finanças português foi eleito na segunda volta, disputada apenas com o luxemburguês Pierre Gramegna. O eslovaco Peter Kazimir e a candidata da Letónia Dana Reizniece-Ozola retiraram a sua candidatura depois da primeira ronda de votações.
Mário Centeno foi esta segunda-feira eleito presidente do Eurogrupo pelos ministros das Finanças da zona euro.
O ministro português foi eleito na segunda volta, depois de numa primeira ronda nenhum dos candidatos ter conseguido obter uma maioria simples, isto é, 10 votos em 19 ministros.
Centeno disputou a segunda volta apenas com o luxemburguês Pierre Gramegna, depois de o eslovaco Peter Kazimir e da letã Dana Reizniece-Ozola terem retirado a sua candidatura.
Centeno partia como favorito na corrida à liderança do Eurogrupo, depois de ter conseguido reunir um grande número de apoios, entre eles o da Alemanha, França, Itália e Espanha. Ao início desta tarde, Jeroen Dijssembloem já tinha dado o ministro das Finanças português como seu sucessor, corrigindo imediatamente depois a sua declaração. À entrada para a reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, onde viria a ser escolhido o novo líder, o ex-ministro das Finanças holandês afirmou: “Sou presidente do Eurogrupo até 12 de janeiro e Mário Centeno sê-lo-á a 13”. Percebendo o deslize, corrigiu logo de seguida: “Eu disse Mário Centeno? Obviamente, não sei quem vai ganhar. Aparentemente, o nome dele estava na minha cabeça. Façam-me um favor; não me citem sobre este tema”.
O processo de eleição previa a realização de quantas voltas fossem necessárias até ser alcançada uma maioria simples por um dos candidatos. Ou seja, pelo menos 10 votos entre os 19 membros da área do euro. Também esta segunda-feira, à entrada para a reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, Centeno afirmou que o objetivo para a eleição do novo presidente “é obviamente ganhar” e, se possível, à primeira volta. “O objetivo em qualquer eleição em que nos colocamos é obviamente ganhar. Fizemos o que tínhamos que fazer dentro do grupo dos países com governos sociais-democratas (socialistas), depois conversando de forma muito aberta com os outros grupos políticos”, afirmou então o ministro português.
Questionado pelos jornalistas sobre se esperava vencer logo na primeira volta, Centeno admitiu que “seria um bom resultado”, uma vez que “qualquer candidato que seja eleito à primeira volta num processo destes tem obviamente uma posição se calhar reforçada”. Referindo-se à eleição do novo líder do Eurogrupo como “o início de um novo ciclo político em muitos países na Europa”, o ministro português sublinhou então a importância de iniciar um “processo de reformas que completem algumas das instituições-chave da área do euro que todos identificam como não estando completas, começando seguramente pela união bancária”. O ministro reiterou ainda que o objetivo da sua candidatura passa por “gerar consensos”. “Mostrámos a todos que podemos alcançar consensos, podemos trabalhar com outras partes, com as instituições. Portugal é um exemplo disso ultimamente, por isso penso que estou numa boa posição”.
Mário Centeno assumirá as rédeas do Eurogrupo a partir do dia 13 de janeiro, data em que termina o mandato de Jeroen Dijsselbloem, e permanecerá no cargo durante dois anos e meio.
Susana Frexes, correspondente em Bruxelas, Helena Bento e Luísa Meireles
Jornal Expresso, 2017-04-12
Subscrever:
Mensagens (Atom)







