4 de fevereiro de 2018

Visitas Guiadas à Exposição "Do Outro Lado do Espelho"





DELEGAÇÃO APRE! LISBOA







Dando continuidade ao trabalho desenvolvido pelo grupo informal "apre.cultura", desenvolveu-se mais uma actividade neste âmbito.

Desta vez a organização recaiu em Visitas Guiadas à Exposição "Do Outro Lado do Espelho", a decorrer no Museu Gulbenkian, até à próxima 2ª feira, 5 de Fevereiro.



Esta exposição reúne um conjunto de obras que vão do século XIII até à actualidade e que são provenientes de colecções privadas ou de museus como o Thyssen Bornemisza, o Centro de Arte Reina Sofia (Espanha), o Centre Pompidou e os Museus de Beaux Arts de Bordeaux e de Lille (França), o Fitzwilliam Museum e a Tate (Reino Unido) e das duas colecções do Museu Gulbenkian.

O elevado número de inscrições fez com que, em vez de uma visita guiada tivessem sido organizadas 3, das quais deixamos aqui alguns momentos, que pretendem ser um pequeno resumo do que vimos, dos reflexos que nos interpelam e de algumas obras.
Para além da arte, também o convívio foi interessante











2 de fevereiro de 2018

CGD: Comissões voltam a aumentar e penalizam pensionistas

Mais jovens vão pagar pela manutenção de conta à ordem a partir de maio, mas levantamentos nos balcões também vão ter custos agravados - neste caso, os mais idosos são os mais penalizados.

O aviso estava feito há muito e acabou por concretizar-se no arranque deste ano: a Caixa Geral de Depósitos (CGD) aumenta pela terceira vez as comissões cobradas aos clientes, incidindo agora sobre os clientes mais jovens e, indiretamente, também os pensionistas, noticia o Público na sua edição de hoje.

No primeiro caso, os clientes mais novos passam a pagar uma taxa pela manutenção de conta à ordem. Mas quem fizer levantamentos de dinheiro ao balcão do banco ou recorrer à ‘caderneta’ (prática ainda bastante comum entre pensionistas e clientes mais idosos) também vai pagar comissão — isenção só se aplica para quem tem pensões até 835,50 euros..

O objetivo do banco é, assim, empurrar os clientes para um maior dos cartões de débito e de crédito e outros recursos que não impliquem deslocações às dependências bancárias. Também os serviços financeiros feitos por empresas no estrangeiro são, igualmente, atualizados a partir de junho. No outro caso, o agravamento dos custos para os mais jovens e também idosos chega em maio deste ano.

Conforme explica o jornal a título de exemplo, a comissão de manutenção da conta de depósito à ordem no banco público é de 4,95 euros (5,148 euros com imposto de selo) e, segundo as contas da Deco, o valor médio desta comissão nos cinco maiores bancos (BPI, BCP, CGD, Novo Banco e Santander) é de 5,28 euros.

Questionado na quarta-feira no Parlamento sobre o aumento das comissões por parte do banco do Estado, o secretário de Estado das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, argumentou que o nível de encargos cobrados pela Caixa aos seus clientes continua a ser inferior ao verificado em outros bancos,

O novo agravamento das comissões coincide com o primeiro ano de gestão de Paulo Macedo na CGD. Um ano em que as contas devem fechar já com o registo de um aumento de comissões cobradas face ao valor de 350 milhões de euros em 2016, um valor a conferir esta sexta-feira quando o banco apresentar os resultados de 2017.

Já sob a liderança do ex-ministro da Saúde, antigo administrador do CBP e que foi Diretor-geral dos Impostos, a CGD passou a promover mais as chamadas “contas-pacote”, que reúnem vários serviços com um custo único e dificultam a comparação das comissões cobradas.

Ler em Observador de 2018-02-01

1 de fevereiro de 2018

Vão ser criadas 30 novas unidades de saúde familiar

USF foram criadas em 2005 e também prestam cuidados primários de saúde

Trinta novas unidades de saúde familiar (USF) vão ser abertas este ano e cerca de 20 vão poder transitar do modelo A para o modelo B, segundo um despacho hoje publicado em Diário da República.

De acordo com o diploma, "o número de USF de modelo A a constituir no ano de 2018 é de 30" e "durante o quarto trimestre de 2018 transitam até 20 USF do modelo A para o modelo B.

Criadas em 2005, as USF foram fundadas como uma forma alternativa ao habitual centro de saúde, prestando também cuidados primários de saúde, mas com autonomia de funcionamento e sujeitas a regras de financiamento próprias, baseados também em incentivos financeiros a profissionais e à própria organização.

O modelo B de USF é uma forma mais evoluída de organização e está definido como aquele em que equipas com maior amadurecimento organizacional e maiores exigências de contratualização garantem maior disponibilidade para atingir níveis avançados de acesso para os utentes, elevado desempenho clínico e eficiência económica.

O despacho hoje publicado indica ainda que "fica ratificado o número de USF de modelo A autorizadas para o ano de 2017, que é de 23".

Esta ratificação significa uma confirmação de que foram autorizadas a abrir 23 unidades, segundo explicação de fonte oficial do Ministério da Saúde.

No mês passado, houve no Parlamento uma polémica sobre o número de USF abertas em 2017. O primeiro-ministro, António Costa, chegou a afirmar, em resposta ao CDS, que tinham aberto 23 USF, tendo a líder do CDS Assunção Cristas indicado que nenhuma foi "regularmente" aberta.

Hoje, no debate quinzenal no parlamento, António Costa referiu que foram criadas 18 USF em 2017 e aludiu ao despacho publicado hoje em Diário da República que ratifica as restantes cinco unidades.

Ler em DN 2018-02-01 

31 de janeiro de 2018

Os Idosos São os Que Mais Morrem Nas Estradas

No passado dia 27 de Janeiro, o Jornal de Notícias publicou uma notícia intitulada “Idosos são os que mais morrem na estradas”.

Nessa mesma notícia lê-se: “os idosos foram onde se registou o maior número de mortos, representando 28% do total”.

No mesmo dia, uma das notícias do programa da RTP1 “Bom dia Portugal” era de que, nos últimos cinco anos, um terço das pessoas, vítimas de acidentes de viação, foram pessoas com mais de 65 anos e que nos atropelamentos, metade das pessoas que morreram foram pessoas idosas.

Dito assim e sem que, naturalmente, se ponha dúvida na certeza destas conclusões baseadas nos números, é preciso explicar que os números só por si são desprovidos de emoções. Ora, sem a devida aclaração, é natural que alguns idosos possam sentir-se afrontados.

Vamos então por partes:

  1. Sabemos que mais de 1/5 (21%, no final de 2016, segundo a PORDATA) da população portuguesa é constituída por pessoas com 65 e mais anos de idade. Quando se fala de 1/3 das vítimas de acidentes de viação serem idosos, parece estarmos perante um número astronómico, o que afinal representa apenas 28%, ou seja, 129 idosos num total de 460 vítimas.
  2. Se o grupo etário dos idosos foi onde se registou um maior número de mortos representando 28% do total, não nos pode causar tanta admiração assim, tendo em conta que numa idade mais avançada as debilidades físicas podem ter interferências de vária ordem, por exemplo, na reacção e na recuperação ou nas complicações que advêm de doenças que sofrem.
  3. A comparação só deveria ser feita grupo etário a grupo etário. Explicando melhor, seria necessário conhecer o número de vítimas em cada grupo etário (0-14; 15-24; 25-64; 65 e mais) e conhecer o peso de cada grupo em relação ao total da população para que as conclusões fossem consentâneas com a realidade. 
  4. Estes dados podem ser consultados no Relatório de Sinistralidade 2017 (jan. - nov.) da Autoridade Nacional Segurança Rodoviária (ANSR), pág. 22.

    Como se verifica, o número de vítimas mortais no grupo etário dos 65+ é significativo (129 em 460, no ano de 2017).
    Transpondo os valores do quadro da ANSR acima para os grupos etários de referência, constata-se que é no grupo 25-64 anos que há mais vítimas (ver quadro seguinte), pelo que, seguindo a lógica da notícia, poder-se-ia contrapor que 2/3 das vítimas mortais em acidentes de viação eram pessoas com idades compreendidas entre os 25 e os 64 anos.



    Mas, se assim fosse dito, também não seria correcto, já que em ambos os casos não se estava a atender à percentagem de cada grupo no total da população (segundo a PORDATA, no final de 2016 era, respectivamente, 14%, 10,6%, 54,3% e 21,1%).
  5. As estatísticas representam ou tentam representar os estudos através de números porque só dessa forma se pode fazer uma leitura. Mas é necessário que os números sejam explicados para que não se tornem perturbadores. É isso que acontece quando, sem mais, se afirma que os idosos são os que mais morrem nas estradas.

Conclusão: é sempre mau quando falamos de vítimas, independentemente das causas ou das idades. Pior ainda quando as notícias em vez de esclarecer confundem ou, ainda que possa não ser intencional, atingem indevidamente um determinado grupo etário.

Ângela Dias da Silva
Associada nº138






25 de janeiro de 2018

Facebook reconhece perigo das redes sociais para a democracia

O Facebook reconheceu que um uso excessivo das redes sociais pode representar um perigo para a democracia, ao mesmo tempo que garantiu que está a fazer tudo para reduzir estes riscos.

"Apesar de ser um otimista, não ignoro os perigos que a Internet pode provocar, mesmo no seio de uma democracia que funciona bem", disse Samidh Chakrabarti, responsável pelo envolvimento cívico no Facebook, em texto divulgado esta segunda-feira.

Mais uma vez, como já o tinha feito em janeiro o chefe do grupo, Mark Zuckerberg, a Facebook reconheceu ter subestimado em 2016 o seu papel na propagação de "informações falsas" e, de forma mais geral, não ter lutado de forma eficaz contra os conteúdos problemáticos que pululam nesta rede social.

Em particular, esta empresa é acusada no contexto de inquéritos realizados nos EUA sobre uma possível ingerência da Federação Russa na campanha presidencial de 2016, com Moscovo a ser objeto de suspeitas de ter utilizado as redes sociais para influenciar os eleitores. Acusações estas negadas pelo Kremlin.

A rede social, que tem dois mil milhões de utilizadores, "levou muito tempo a compreender que pessoas mal-intencionadas estavam a utilizar a plataforma de maneira abusiva", insistiu Samidh Chakrabarti, que assegurou que a empresa "está a trabalhar ardentemente na neutralização destes riscos".

Em comunicado distinto, a encarregada das questões ligadas à política no seio do grupo baseado no Estado na Califórnia, Katie Harbath, afirmou: "Continuamos determinados em combater as influências negativas e garantir que a nossa plataforma contribui, de maneira indiscutível, para o bem da democracia".

O Facebook acaba de anunciar duas alterações importantes que vão modificar a presença de informação no "fio noticioso", que funciona como página de acolhimento pessoalizado de cada utilizador, com o objetivo alegado de melhorar a qualidade dos conteúdos.

Estas alterações vão privilegiar as mensagens publicadas pelos próximos, em detrimento das páginas institucionais de marcas ou meios de comunicação, e hierarquizar as fontes de informação consideradas como fiáveis pelos próprios utilizadores.

Ler mais em JN.pt

24 de janeiro de 2018

Sede da Delegação do Norte - atendimento aos associados da APRe! e ao público em geral



Atendimento aos associados da APRe! e ao público em geral,  na Sede da Delegação do Norte:




Rua de Santa Catarina nº 1480- 4º - Sala 3 - 4000-448 – Porto

Terças e às quintas feiras  das 15h às 17 horas.

Telef. 224023065   -  apre.delegacaonorte@gmail.com

Esperamos a vossa visita.




Delegação do Norte:

Rua de Santa Catarina nº 1480- 4º - Sala 3 - 4000-448 - Porto
(Telef) 224023065
apre.delegacaonorte@gmail.com

19 de janeiro de 2018

Espectáculo Elizabeth Costello, de J. M. Coetzee

APRe! NORTE/ DIVULGAÇÃO
PROTOCOLO APRe!/ TNSJ

Ao abrigo do protocolo, divulgamos o Espectáculo Elizabeth Costello, de J. M. Coetzee, com direção artística e encenação de  Cristina Carvalhal. 

Este espectáculo será apresentado no Teatro Nacional São João, entre os dias 18 a 28 Janeiro.

Quarta e sábado às 19h00
Quinta e sexta, às 21h00
Domingo, às 16h00

Elizabeth Costello de J. M. Coetzee
Coprodução Causas Comuns, Culturgest e TNSJ



Para reservas e informações sobre o espectáculo, por favor, contacte a bilheteira:

Tel.: 22.340 19 00
Linha verde: 800 10 8675 (grátis a partir de qualquer rede)
E-mail: bilheteira@tnsj.pt
www.tnsj.pt


O tema?
O mesmo de toda a grande literatura – a condição humana.
Elizabeth Costello é um romance estranho, do ponto de vista da sua construção e das suas propostas, sobre uma famosa romancista australiana, já septuagenária, Elizabeth Costello, obcecada em divulgar as virtudes do vegetarianismo. - José Eduardo Agualusa – In Público: Mil Folhas (2 Jan. 2005).

Mais informação em: Espectáculo Elizabeth Castello