12 de abril de 2019

Estudo sobre “Sustentabilidade financeira e social do sistema de pensões português”

As novas pensões da Caixa Geral de Aposentações (CGA) vão sofrer uma quebra pronunciada nos próximos anos, de acordo com o estudo “Sustentabilidade financeira e social do sistema de pensões português”, que será apresentado esta sexta-feira. O “Jornal de Negócios” e o “Público” avançam hoje as principais conclusões do estudo promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.


 Na CGA, espera-se que em vinte anos o valor médio de todas as pensões caia 36%, para 829 euros em 2040. Segundo o coordenador do estudo, Amílcar Moreira, esta redução explica-se com as alterações à fórmula de cálculo (mais desfavoráveis para os novos pensionistas), mas sobretudo porque vão sair deste sistema fechado pessoas mais velhas com pensões bem mais generosas. 

 Ler mais aqui: Estudo pensões vão baixar para dois terços do ultimo salário

 

 Expresso 12.04.2019



11 de abril de 2019

ADSE - Entrevista a João Proença

Entrevista de Mariana Espírito Santo




 Melhorias na gestão da ADSE, nomeadamente mais autonomia, são um passo essencial para o bom funcionamento do subsistema de saúde dos funcionários públicos, defende João Proença.


João Proença






 A ADSE enfrenta alguns desafios de sustentabilidade, à medida que a estrutura de beneficiários vai envelhecendo e as despesas aumentam. O Conselho Geral e de Supervisão, liderado por João Proença, encomendou um estudo, divulgado no início do mês, para perceber como será o futuro do subsistema de saúde dos funcionários públicos, se não forem implementadas mudanças. 


Ler mais aqui:  O estado quase assume a ADSE como uma quinta do governo

8 de abril de 2019

Parlamento Europeu lança site dedicado às eleições de maio

O novo portal é lançado pelo Parlamento Europeu a pouco mais de um mês das eleições europeias, que se realizam entre 23 e 26 de maio. Este sítio web, disponível a partir desta sexta-feira, terá informações em tempo real durante a noite eleitoral, com resultados a nível europeu e nacional. A nova ferramenta permite ainda comparar os resultados das diferentes eleições europeias desde 1979.

É um novo instrumento que permite ao grande público conhecer o Parlamento Europeu. O novo site do Parlamento Europeu, lançado esta sexta-feira, permite desde logo perceber a composição do hemiciclo ao longo das últimas décadas e comparar resultados das últimas eleições, a nível europeu mas também a nível nacional.

A nova ferramenta, a pensar nas próximas eleições europeias, permite também, por exemplo, conhecer a constituição do Parlamento segundo as várias famílias políticas europeias ou consultar informação sobre o equilíbrio de género entre os parlamentares dentro da instituição ou mesmo por país, ao longo dos vários anos.

Andreia Martins - RTP, 05 Abr, 2019

Notícia completa em RTP Notícias

6 de abril de 2019

DIA MUNDAL DA SAÚDE


No  dia 5 de abril, dia em que o Ministério da Saúde assinala o Dia Mundial da Saúdeé oportuno reflectir sobre o que faltou/falta fazer, em termos de saúde, pela população cada vez mais envelhecida, no nosso país. Algumas constatações:

Primeira constatação: faltou uma planificação para dar resposta àquilo que se vinha anunciando em terms demográficos: maior esperança de vida, (bom  indicador da qualidade de vida da população e do SNS) e baixa natalidade. A conjugação destes dois factores, a par da emigração de jovens qualificados, muitos deles da área da saúde, potenciou problemas sociais para os quais a resposta necessária não é suficiente.

Segunda constatação: os direitos humanos, que não podem diminuir com a idade, são muitas vezes postos em causa pela ausência dos cuidados necessários a que os idosostêm direito. O direito à autonomia, que permite decidir se querem terminar os dias em sua casa, desde que a saúde o permita, é posto em causa quando os apoios familiares ou não familiares, não podem proporcionar os cuidados necessários. Mas para que os familiares prestem esse apoio é urgente a criação do “Estatuto do Cuidador Informal”, onde se garanta o apoio que o mesmo necessita, nomeadamente no que se refere à flexibilidade laboral, aos dias de descanso e de férias, ao apoio psicológico, ao apoio monetário, aos benefícios fiscais…

Terceira constataçãodiz respeito a tratamentos discriminatórios nalguns serviços de saúde, onde os idosos são considerados “não utilitários” e a uma deficiente rede de cuidados continuados, cuidados continuados de longa duração e de cuidados paliativos. (Foi noticiado no JN quê uma idosa com 93 anos, foi encontrada, no Porto, a dormir na rua, onde se encontrava já há dois dias, na sequência da alta hospitalar, após ter tido um AVC!...).

A quarta constatação refere-se ao reduzido o número de Lares /ERPIs , impeditivo de uma resposta a quem  não tem alternativa para continuar a viver nas suas casas. Os que estão ao alcance das baixas reformas são muitas vezes ilegais e, a maioria, não permite a dignidade que todos as pessoas merecem. Os particulares não são acessíveis à maioria dos reformados, por impossibilidade de comportar os seus custos; os lares com acordo com a Segurança Social não têm vagas suficientes para a crescente procura.

A quinta constatação refere-se ao nível muito baixo das pensões que faz com que muitos idosos não possam comprar os medicamentos necessários e umas vezes optem por uns, outras vezes, por outros, ou ainda que a opção seja entre o medicamento e o alimento. Também as baixas pensões não permitem o aquecimento adequado nas casas o que, com o tempo desfavorável, conduz ao aumento das gripes e das pneumonias. Quantas vezes se estende por mais do que um mês a falta de pagamento da luz, que só é paga, em parte, quando chega o aviso que ela pode ser cortada.

A sexta constatação diz respeito à fraca implementação da Medicina Geriátrica. A população idosa confronta-se com doenças crónicas, bem como com outras doenças, nomeadamente as demenciais,  que merecem uma resposta dirigida, nos centros de saúde, através de uma possível “consulta do idoso”.

Há muito por fazer!!!

Maria do Rosário Gama