6 de julho de 2019

Aprovado Estatuto do Cuidador Informal

Em Portugal, existem mais de 800 mil cuidadores informais que tratam, diariamente, de entre 230 a 240 mil pessoas cuidadas em situação de dependência. No estudo ‘Medidas de Intervenção junto dos Cuidadores Informais’, datado de setembro do ano passado, é possível concluir que o trabalho dos cuidadores vale, aproximadamente, 333 milhões de euros por mês: isto é, 4 mil milhões de euros por ano. Este estudo foi encomendado pelo Governo e serviu de suporte à decisão política, bem como à chegada de um consenso: esta sexta-feira, foi aprovado, por unanimidade, o estatuto do cuidador informal.


 No Parlamento, o texto “da comissão de Trabalho e Segurança Social que define medidas de apoio ao cuidador informal, que resultou de uma proposta de lei e de contributos de vários partidos” foi aprovado em votação final, sendo que a notícia foi avançada pela agência Lusa. Entre outras medidas, ficou definido um subsídio de apoio aos cuidadores, o descanso e como será traçada a carreira contributiva dos mesmos. Também houve a inclusão do Estatuto do Cuidador Estudante: para os cuidadores mais jovens que tratam de familiares e não têm emprego possam continuar o seu percurso escolar, ou seja, como se tivessem um contrato de trabalho para efeitos de exames e faltas.


Ler mais aqui: Estatuto Cuidador Informal


Jornal I 05.07.2019

5 de julho de 2019

Aprovada Lei de Bases da Habitação

PSD e CDS-PP vão votar contra o documento que foi apresentado, pela primeira vez, em Abril de 2018. Com a votação na globalidade nesta sexta-feira em plenário fica encerrado um processo de vários meses. Helena Roseta, que o desencadeou, diz que se vive “um dia histórico”.


Terá os votos favoráveis do PS, do PCP e do Bloco de Esquerda, e os votos contra do PSD e do CDS-PP. Sem surpresas, a maioria parlamentar que tem dado suporte ao Governo socialista vai viabilizar a primeira Lei de Bases da Habitação, onde ficam escritas as bases do direito à habitação consagrado na Constituição, e define “as incumbências e tarefas fundamentais do Estado na efectiva garantia desse direito a todos os cidadãos”. “Esta Lei de Bases de Habitação é uma lei histórica”, começa por considerar Helena Roseta, deputada independente eleita pela bancada socialista e a responsável por desencadear este processo legislativo, dizendo de seguida que o importante nesta Lei é “o caderno de encargos que fica para o futuro”.

Entre a primeira versão apresentada por Helena Roseta em Abril de 2018, e que foi submetida a discussão pública até ao passado mês de Setembro, e a redacção final da lei que vai ser hoje aprovada pelo plenário vai uma grande distância, mas Roseta está satisfeita com o resultado. “Eu fiz o primeiro texto e participei activamente no segundo. São ambos da minha autoria”, refere, dizendo que em alguns casos foi ela que mudou de ideias e noutros não conseguiu convencer o PS das suas propostas, pelo que as apresentou autonomamente (uma delas, a da necessidade de deixar definido o que é o arrendamento acessível, não passou). Também o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português, que apresentaram em Outubro e em Dezembro, respectivamente, as suas propostas, se revêem no resultado final e no documento que foi trabalhado artigo a artigo, e discutido quase vírgula a vírgula.


Este trabalho foi desenvolvido no seio do Grupo de Trabalho da Habitação, que teve mais de uma centena de reuniões, e onde se discutia se o Estado é o “único garante do direito à habitação”, como propunha o BE, ou se é, apenas, “o garante da habitação”, como ficou na redacção final e com o que isso significa, por exemplo, para os deputados do PSD, que insistiram nesta formulação para abrir as portas à participação da iniciativa privada para resolver as carências habitacionais.

Semânticas à parte, e em resumo, o que ficará definido com a primeira Lei de Bases da Habitação do país é que o Estado passa a ter a obrigação de garantir o direito a uma habitação condigna para todos os cidadãos, e que a habitação passa a ter uma função social, pelo que o uso efectivo dos imóveis ou fracções com vocação habitacional devem ser utilizados para esse fim. Mais do que estes princípios gerais, a Lei de Bases da Habitação também obriga à existência de um Plano Nacional de Habitação e a cartas municipais de habitação, de forma a haver uma estratégia definida e dotação orçamental consagrada para executar os respectivos planos. Por fim, institui uma entidade pública que ficará responsável pela monitorização do programa e pelo cumprimento dos deveres de conservação, manutenção e reabilitação dos proprietários.

O que ficou de fora
Pelo caminho ficaram propostas como a requisição de imóveis, que surgiu na primeira proposta do PS, ou a posse administrativa dos prédios privados devolutos, como era requerida pelo PCP – mas ficou estabelecido o incentivo ao uso dessas habitações para responder às necessidades habitacionais. Também há muitas disposições sobre a protecção e o acompanhamento no despejo (referindo que não pode haver despejo sem garantir previamente soluções de realojamento), e que não pode ser executada uma penhora sobre habitação para satisfação de créditos fiscais ou contributivos. A Lei de Bases da Habitação também deixa a porta aberta à possibilidade da dação de imóveis em cumprimento de dívidas, mas apenas no caso em que tal esteja definido contratualmente, ou em que haja uma legislação específica a regulamentá-la.

O facto de esta lei remeter para “legislação complementar e regulamentar” – que, de acordo com o articulado, deve ser “elaborado no prazo de nove meses quando outro prazo não esteja indicado” – é que ajuda a explicar a importância do “caderno de encargos que fica para o futuro” definido por Helena Roseta. “Vai ser preciso avançar em muita legislação, mas não é preciso esperar pelo Governo para a fazer. O Parlamento pode tomar a iniciativa”, lembra a arquitecta.


O entendimento diferente entre deputados na bancada do PS e o Governo, que apresentou umas semanas depois o seu próprio pacote de habitação, esteve na origem de algumas desavenças e levou mesmo à saída de Helena Roseta da liderança do grupo de trabalho então criado. A Lei de Bases acabou por ser votada no final de todo o processo legislativo.

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A APRe! na Assembleia da República

Um dia histórico na vida da Associação! A subida ao plenário da AR de uma petição da APRe!


Uma Delegação da APRe! composta pelo presidente Fernando Martins e os directores Vítor Ferreira da Silva, Betâmio de Almeida e José João Lucas, entregou hoje na presidência da Assembleia da República a petição sobre o “Complemento Solidário para Idosos” que resultou de um intenso trabalho da APRe! e dos seus associados dedicados  a quem agradecemos pela  preciosa conquista de um volume de assinaturas a rondar as 4.700 assinaturas.

Pela azáfama dos trabalhos hoje decorridos na Assembleia da República, com a quantidade de diplomas em votação, o Presidente da Assembleia da República delegou no seu Vice-Presidente Dr. José Manuel Pureza, a audiência à APRe!.

A Direcção da APRe! agradece ao Senhor Vice-Presidente Dr. José Manuel Pureza a forma cordial, simpática e esclarecedora como recebeu a Delegação da APRe! que nos proporcionou um excelente esclarecimento do funcionamento e apreciação das petições públicas entradas no parlamento.

Pelo calendário actual e o volume de diplomas e petições agendadas até ao final desta legislatura é provável que a apreciação da nossa petição só possa ter lugar a partir de Outubro de 2019.



A APRe! está Viva!

A Direcção






2 de julho de 2019

Temos de ir à praia sem proteção solar até ao meio - dia

O gastroenterologista Fernando Ramalho alerta as pessoas para que apanhem sol, a principal fonte de vitamina D, que nos protege de infeções e vários tipos de cancro.




 Fernando Ramalho afirma que a Direção-Geral de Saúde tem obrigação de não permitir que os dermatologistas alertem apenas para os cuidados com o sol e o uso de protetor solar, ignorando a vitamina D. "É preciso que fique claro que é muito importante apanhar sol de manhã, até ao meio-dia, pelo menos durante uma hora, que é o suficiente para termos bons níveis de vitamina D", explica o médico gastroenterologista. Outra das patologias que mais trata é o helicobacter pylori – uma bactéria que provoca úlcera gástrica e duodenal, gastrites e cancro no estômago. "A sua descoberta foi a revolução da gastroenterologia", diz.

Ler mais aqui: Temos-de-ir-a-praia-sem-protecao-solar-ate-ao-meio-dia


 Sábado/Vida 39.06.2019


1 de julho de 2019

Núcleo APRe! de Braga: Visita à Barragem de Lindoso

O Núcleo de Braga organizou no dia 18 de Junho um passeio à Barragem do Lindoso, com visita guiada pelo técnico responsável de todo o empreendimento.
O almoço decorreu na recente e histórica vila do Soajo-Gerês. O tempo após a refeição não colaborou no entanto, o contentamento foi de todos.  Aderiram 21 associados e a deslocação fez-se num mini autocarro em agradável convívio.




Dia 19 de Junho teve início a 1ª. Sessão do Clube de Leitura, que, no começo, teve   12 inscrições. Como a iniciativa tem apoio da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva que cedeu as instalações e disponibilizou uma técnica para coordenar o Clube, este está aberto a toda a comunidade bracarense. O livro sugerido para a 1ª. Sessão foi o “Domingo à Tarde” de Fernando Namora.
Esta nossa iniciativa só foi possível com a total disponibilização da Directora da Biblioteca, Drª. Aida Alves.

29 de junho de 2019

Está a nascer um instituto para melhorar a qualidade de vida dos mais velhos

Identificar as causas biológicas do envelhecimento para aumentar a qualidade de vida dos idosos. Este é um dos grandes objectivos do Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento (MIA, na sigla em inglês), um futuro centro de investigação de excelência em Coimbra. Com um financiamento de cerca de 50 milhões de euros para seis anos, espera-se que em pleno funcionamento – em 2023 – tenha entre 90 a 100 pessoas a trabalhar nele em prol do estudo do envelhecimento.




Ler mais aqui: publico - 2019/06/28-Ciencia/noticia/coimbra-nascer-instituto-melhorar-qualidade-vida-velhos

27 de junho de 2019

Tratamento do idoso frágil: «A Avaliação Geriátrica Global é fundamental»

João Gorjão Clara



Coordenador do Grupo de Estudos de Geriatria da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna





A palavra fragilidade descreve um idoso débil, vulnerável, emagrecido, com marcha difícil e lenta. Esta é a interpretação do senso comum, mas a definição médica exige que se verifiquem três destas características:

- Perda de peso (5 kg) no último ano
- Perda de força muscular
- Redução da velocidade da marcha
- Diminuição da atividade física
- Sensação subjetiva de exaustão

Ler mais aqui: tratamento-do-idoso-fragil-a-avaliacao-geriatrica-global-e-fundamental


 Justnews, 24.06.2019